Vídeo: Secretários de Saúde e Segurança em força-tarefa no Mateus, local do acidente

Os secretários estaduais de Saúde e Segurança Pública, Carlos Lula e Jefferson Portela, respectivamente, estão nesse momento, juntamente com o Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Coronel Célio, no local do acidente no Mateus, na Curva do 90.

“Diziam que iam mandar testes e, quando víamos, chegava um monte de cloroquina”

Carlos Lula, titular da SES
Carlos Lula, titular da SES

O Ministério da Saúde quase quintuplicou a distribuição da hidroxicloroquina a estados e municípios durante a pandemia de Covid-19, segundo levantamento da Folha.

Secretários de Saúde ouvidos pelo jornal disseram que a distribuição do medicamento nem sempre era sob demanda.

Todo mundo receitava cloroquina no início, até termos os primeiros resultados que apontavam que não fazia efeito. Foi um processo de tentativa e erro. O ministério entregou uma quantidade considerável e, depois, paramos”, disse o Secretário de Estado de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, atual presidente do Conass.

Ele [o ministério] entregou muita coisa sem avisar. Diziam que iam mandar testes e, quando víamos, chegava um monte de cloroquina.”

O ANTAGONISTA

Covid-19: Inquérito Sorológico comprova baixa taxa de letalidade no Maranhão

O resultado foi anunciado durante entrevista coletiva
O resultado foi anunciado durante entrevista coletiva pelo secretário Carlos Lula

O Governo do Maranhão, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgou nesta terça-feira (25), durante entrevista coletiva, o resultado do Inquérito Sorológico realizado em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) para avaliar o cenário atual da pandemia no estado. O estudo evidenciou como as ações de enfrentamento a Covid-19 impactaram em baixa letalidade, visto que a estimativa de infecção seja de mais de 2,8 milhões maranhenses, mais de 40% da população.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, mesmo com parte da população apresentando anticorpos contra a Covid-19, o resultado do estudo não indica imunidade coletiva. “Nesta fase já não se pode falar em imunidade de rebanho. Já temos conhecimento de um caso em Hong Kong de reinfecção, também soubemos de situações semelhantes na Bélgica e na Holanda. Devemos ter cuidados com esses casos de reinfecção, não quer dizer que haverá reinfecção de todos os casos, mas é possível, por isso não poderemos nos descuidar sobre as medidas de prevenção, distanciamento social, uso de máscaras”, disse o secretário.

O professor titular do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e coordenador geral do Inquérito Sorológico, Antônio Augusto Moura da Silva, destacou que a taxa de letalidade registrada no Maranhão foi mais baixa que a maioria dos estudos realizados no mundo.

Para calcularmos a letalidade corretamente, o numerador precisa ser o número de óbitos e o denominador precisa ser o número de infecções e a gente só consegue estimar isso, com o estudo populacional de soro prevalência. Calculamos pelo número de óbitos que ocorreram até o dia 8 de agosto, último dia de coleta da pesquisa. A taxa foi de um óbito para cada mil infectados e se levarmos em conta o atraso de notificação e o sub registro essa letalidade vai ser no máximo 2 a cada mil. E continua sendo uma das mais baixas do mundo”, avaliou o coordenador geral.

Conforme o estudo, a prevalência de anticorpos para a Covid-19 no Maranhão é de 40,4%, estimando que mais de 2.877.454 de pessoas já tenham tido contato com o vírus SARS-CoV-2 no Estado. A prevalência foi mais elevada nos municípios de médio porte, de 20 a 100 mil habitantes, com 47,6% e mais baixa nos municípios de pequeno porte, com menos de 20 mil habitantes, com 31%. Nos municípios da Ilha de São Luís, a prevalência foi de 38,9%, já nos demais municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes, a prevalência foi de 35,2%.

O relatório também mostrou que tanto o isolamento social quanto o uso de máscaras diminuem a probabilidade de infecção. No grupo das pessoas que mantiveram o isolamento social desde o início da pandemia, apenas 34% foram contaminados, enquanto 44,3% dos que não mantinham o isolamento tiveram contato com a Covid-19.

O estudo destaca que é possível que os habitantes de municípios de médio porte tenham tido mais dificuldade em aderir às medidas de prevenção não farmacológicas quando comparados aos de grande porte e que tenham tido maior fluxo de visitantes que os de pequeno porte, o que pode ter contribuído para a maior prevalência de resultados positivos.

Chefe do Setor da Biologia Molecular do Laboratório Central do Estado (Lacen/MA) e um dos coordenadores do Inquérito Sorológico, Lídio Gonçalves, destaca o envolvimento de mais de 200 profissionais da área de saúde na realização do inquérito e a assertividade dos dados.

A escolha do tipo da amostra e do tipo de exame realizado, dá uma grande credibilidade ao estudo, já que a sensibilidade do teste sorológico gira em torno de 90% e a especificidade acima de 99%. Isso gera um parâmetro muito importante, o quanto a probabilidade daquele indivíduo que é positivo, ser de fato positivo, estimando uma probabilidade em torno de 99% de confiança em nossos dados’, pontuou Lídio Gonçalves.

Durante o evento, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, anunciou a realização de uma nova fase do Inquérito Sorológico. “Daqui há cerca de 45 dias já teremos a realização de um segundo Inquérito Sorológico, desta vez com amostra ainda maior. Isso está sendo estudado entre as instituições, para continuar entendendo o comportamento e a prevalência da doença no Estado do Maranhão”, afirmou o secretário.

O resultado completo do inquérito está disponível no site da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em www.saude.ma.gov.br.

Prevalência segundo escolaridade

Estatisticamente, não houve diferença na prevalência de anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 por raça e por renda familiar. Mas, houve diferença na prevalência segundo escolaridade e para o número de moradores no domicílio. No grupo de escolaridade até o ensino fundamental, a prevalência foi de 40,9%, já entre as pessoas que cursaram até o ensino médio, a prevalência foi de 46,2% e entre os que cursaram até o ensino superior, a taxa foi de 27,5%.

As prevalências foram maiores em domicílios com maior número de pessoas, acima de 2 moradores.

Esses resultados indicaram relação inversa da prevalência dos anticorpos investigados com a escolaridade mais elevada e com menor número de moradores, sugerindo que desigualdades sociais e composição do número de moradores nos domicílios podem ter maior influência na exposição ao SARS-CoV-2.

Prevalência segundo medidas de prevenção

A prevalência de adesão às medidas não farmacológicas de proteção à exposição ao vírus foi investigada considerando a prática no início da pandemia e no último mês, na população geral e entre os indivíduos com resultado do teste positivo. Houve redução na prevalência de adesão às medidas de controle entre os dois momentos investigados.

A maior redução foi no isolamento social, 15,0%, e o uso de máscara teve redução de 5,9%. Apesar disso, o uso de máscara se manteve como a medida mais utilizada no último mês com 55,5%. O isolamento social foi a prática que apresentou a menor adesão no último mês, apenas 37,4%.

Entre os indivíduos com resultado de teste positivo, todas as prevalências das medidas não farmacológicas de prevenção à infecção pelo vírus foram mais baixas do que as estimadas para a população geral, tanto no início da epidemia quanto no último mês. Houve pouca diferença entre as prevalências, apontando para pequena mudança no comportamento após a infecção.

Prevalência segundo sintomas e comorbidades

Todos os sintomas referidos até 15 dias antes da realização da pesquisa foram significativamente mais prevalentes entre os indivíduos com teste positivo para o novo coronavírus, 26% dos indivíduos com teste positivo eram assintomáticos. Na investigação dos sintomas mais frequentemente apresentados, os mais prevalentes foram perda do olfato (49,5%), perda do paladar (47,7%), febre (45,6%), dor de cabeça (45,4%), seguidos de dor muscular (43,6%) e fadiga (41,1%). A maior parte dos indivíduos apresentou mais de três sintomas (62,2%).

Dentre as comorbidades investigadas durante o inquérito, as mais relatadas pelos indivíduos soropositivos foram hipertensão arterial (19,5%) e diabetes (7,8%).

Secretários do Maranhão se destacam ao liderar entidades nacionais

Carlos Lula
Carlos Lula

Secretários de Estado e gestores do Governo do Maranhão vêm ocupando a presidência de diversas entidades nacionais. São cargos para os quais foram eleitos por seus pares de outros estados.

Isso vem dando destaque aos gestores maranhenses em áreas como saúde, economia e direito.

Em meio à pandemia de coronavírus, o secretário de Estado da Saúde do Maranhão, Carlos Lula, foi eleito para a presidência do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Ele assumiu o posto no começo do mês de julho.

O Conselho vem se destacando no enfrentamento ao coronavírus, fazendo a articulação e a troca de informações entre os secretários de Saúde dos estados.

“À frente do Conass, nos propomos a encontrar uma saída para crise sanitária. O que esperamos é a construção conjunta de medidas concretas e ágeis na resposta à emergência em saúde pública, essenciais para retomada gradual da rotina dos estados e o resgate da qualidade de vida dos brasileiros”, diz o secretário.

Nós entendemos que, decisões devem ser tomadas e escolhas devem ser feitas, pois existem vidas a serem salvas diariamente no país. O compromisso com a saúde pública é ainda maior porque existe uma pandemia a ser controlada”, acrescentou Carlos Lula.

Gestão fiscal e orçamento

O Conselho Nacional de Secretários de Estado de Planejamento (Conseplan) é presidido pela Secretaria de Estado do Planejamento do Maranhão, Cynthia Mota Lima.

A entidade faz o planejamento conjunto entre os secretários, discute e define ações conjuntas na área de gestão fiscal e de orçamento.

Liderar o Consenplan tem sido uma experiência singular e de grande relevância para o Estado do Maranhão. Os últimos anos de crise econômica e restrição fiscal que o nosso país atravessa só reforçam a importância do planejamento no setor público”, afirma Mota Lima.

Ela acrescenta que o Conselho “tem desempenhado um papel estratégico de fortalecimento institucional dos Estados, compartilhamento de experiências e articulação interfederativa, elementos fundamentais para superação dos atuais desafios”.

Conquista de direitos

O Colégio Nacional dos Procuradores-gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg) também é presidido por um representante do Maranhão: procurador-geral Rodrigo Maia.

Cabe à entidade traçar ações conjuntas em defesa das unidades federativas. Umas das conquistas foi a determinação pelo Supremo Tribunal Federal, em dezembro passado, que a União transferisse imediatamente aos Fundos Estaduais e Distrital 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e que não fizesse novos bloqueios.

O Conpeg é uma instituição que tem um papel fundamental na reafirmação e na representatividade dos Estados. Nós instituímos uma rede de cooperação muito proveitosa e muito eficiente para os Estados, na medida em que, em prol de seus interesses, têm atuado de maneira muito assertiva na defesa em juízo e na interlocução com outras instituições, como o Congresso Nacional e o Tribunal de Contas da União. É uma importante ferramenta de defesa da Federação”, afirma Rodrigo Maia.

Detrans

A presidente do Detran-MA, Larissa Abdalla, é a presidente da Associação Nacional de Detrans (AND). O principal objetivo do órgão é buscar soluções para o trânsito e a legislação da área.

A Associação também representa as respectivas unidades junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Agropecuária

Fabiola Ewerton, diretora geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), é a principal representante para a região Nordeste na Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa).

A entidade faz articulação entre os órgãos de defesa agropecuária, para garantir o máximo de qualidade para os produtos que são consumidos pelos brasileiros.

Indústria

Simplício Araújo
Simplício Araújo

O Conselho Nacional dos Secretários de Desenvolvimento Econômico (Consedic) está sob a presidência do secretário de Estado de Indústria e Comércio do Maranhão, Simplício Araújo.

A entidade tem sido bastante ativa. “Nesse período de pandemia, dialoguei com vários colegas secretários, debatendo sobre ações para aplicamos no nosso respectivo estado”, afirma Simplício.

O Consedic tem um importante papel, já que coordena os interesses comuns das unidades da Federação junto aos Poderes Executivo e Legislativo. O conselho reúne as secretarias de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico de todos os Estados e do Distrito Federal e tem um papel fundamental em traçar estratégias para o crescimento econômico em todo o território nacional”, acrescenta.

Nordeste

Marcos Pacheco, secretário de Estado de Políticas Públicas, é o representante do Maranhão no Comitê Científico do Nordeste, criado para ajudar a combater a doença com dados estatísticos e informações criteriosas.

Entre as iniciativas já feitas, está o lançamento do aplicativo Monitora Covid-19, que permite o atendimento a distância dos pacientes.

São três linhas de frente focadas pelo grupo. “A primeira linha é a modelagem matemática da epidemia, isto é, fazer simulações e previsões. A outra linha é de insumos e pesquisas relacionadas com a pandemia, como equipamentos de segurança, respiradores, vacinas e medicamentos, acompanhando a produção acadêmica nesse campo. E a terceira frente trabalha com as ações do campo sócio-econômico, incluindo produção de renda e trabalho”, diz Pacheco.

Segurança

Jefferson Portela, secretário da Segurança Pública do Maranhão, presidiu por dois anos seguidos (2016-2018) o Colégio Nacional dos Secretários de Segurança Pública (2016-18).

Ainda não acabou

Secretário Carlos Lula
Secretário Carlos Lula

Por Carlos Lula

Escrevo para não nos esquecermos de onde partimos. Escrevo porque estamos no Maranhão há 15 dias em queda na taxa de contaminação do novo coronavírus. Após quatro meses, enfim, atingimos esta fase que muitos países custaram alcançar. Seria este o momento demarcado pelo meio do caminhada ou por estarmos, de fato, nos aproximando do fim?

Definitivamente não há como saber. A observação do que foi a segunda onda do vírus em outros países exige ponderação e cuidados redobrados. Hoje, com uma taxa de transmissão em 0,89 e reabertura gradual dos serviços, o SARS-CoV-2 parece ter um novo comportamento. O contágio passou a ser mais lento nessa fase.

Esta é a minha preocupação. A Itália, por exemplo, parece ter esquecido toda tragédia vivida pelo novo coronavírus. Quando aparentou ser seguro, a sociedade literalmente abandonou os cuidados e as medidas preventivas.

Uma pesquisa recente, realizada pela empresa SWG, apontou que apenas 18% dos italianos estavam muito preocupados com o novo coronavírus. Anteriormente, este percentual havia chegado a 57%.

No sul do país, local com menor número de casos e, consequentemente, pouco atingido pelos momentos de desespero em razão da COVID-19, os italianos já promovem festas, mal usam máscaras e uma semana atrás uma fotografia registrou mais de cinco mil pessoas reunidas numa praça de Nápoles comemorando a conquista do título da Copa da Itália.

Segundo cientistas, em lugares onde o impacto do SARS-CoV-2 foi baixo, o contágio do vírus pode eclodir agora. Baixar a guarda pode corroborar com uma segunda onda ainda pior que a primeira.

No Maranhão, um pouco de acalento com a baixa taxa de transmissão não é motivo para nos unirmos em festas e descuidarmos nas medidas de prevenção, que já fazem parte do nosso cotidiano. Os maranhenses têm assistido do sofá da sala, pelo celular ou pela televisão, um dos maiores patrimônios culturais que temos.

O São João desse ano foi completamente atípico, mas eu não diria sem brilho porque não deixamos de nos emocionar. Eu me emocionei porque percebi o quanto esse momento é especial para cada pessoa que vive ou que visita o Maranhão no mês de junho. Contudo, precisamos nos lembrar que o vírus continua em circulação e não há garantia científica, até agora, de imunidade naqueles que já testaram positivo.

Definitivamente não estamos no final da pandemia. As crianças e os idosos não nos deixam esquecer. Eles permanecem guardados dentro de casa, lembrando do perigo invisível que ameaça. Algumas famílias superaram momentos de horror e aflição, outras ainda lidam com as perdas.

Distanciamento, uso de máscara e manter hábitos de higiene. Este tem sido o protocolo de vida mais bem sucedido contra o novo coronavírus. Ainda sabemos pouco sobre o vírus, mas o conhecimento adquirido já aponta que essas medidas são eficientes. Podemos hoje optar por prevenção ou por riscos de uma segunda onda no Maranhão. O nosso comportamento em sociedade definirá o rumo da trajetória nessa pandemia. O perigo continua real e bem perto de nós. Sejamos prudentes.

Todos os prognósticos do momento são acompanhados por esse “até agora”, “até aqui”, e esta cautela é o que nos move, na Secretaria de Estado da Saúde, a conduzir o trabalho de forma honesta. Confesso que os números são animadores, que a vontade de comemorar é grande, mas não nos deixemos seduzir por impressões passageiras.

“Chi aspettar puote, viene a ciò che vuole”, isto é, “quem pode esperar, acabará por chegar”. Paciência. Há de vir o tempo de celebrar a vitória contra a pandemia.

Maranhão é o 3° Estado com a menor taxa de contaminação pela Covid-19

Foto Divulgação

O Maranhão está entre os três Estados do país que apresentam a maior retração no percentual de contaminação pela Covid-19. A taxa atual de contaminação do estado está em 0.93, que o coloca em 3º lugar no ranking dos estados com a menor taxa de contaminação do país. Para chegar a esse número, os pesquisadores consideram a taxa de retransmissão do vírus.

O indicativo faz parte dos dados produzidos pelo projeto Covid-19 Analytics, feito em parceria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Quando o número está abaixo de 1, significa que a média de pessoas contaminadas por um infectado está abaixo de uma, o que indica uma redução no ritmo da epidemia.

Através de uma série de medidas preventivas que vêm sendo adotadas, conseguimos baixar a taxa de contaminação para menos de 1. Mas o cenário ideal será quando a taxa chegar a zero, ou seja, quando não houver mais contaminações. Ressaltamos a importância da contribuição da população nesse processo ao observar os protocolos de prevenção e colaborar com as medidas”, afirma o secretário de Estado da Saúde Carlos Lula.

Segundo o projeto Covid-19 Analytics, nesta quinta-feira (19), o ranking dos estados com a menor taxa de contágio do coronavírus traz o estado do Pará em primeiro lugar com 0.89 e Roraima em segundo, com 0.90. Entre os estados com maior taxa de contágio estão Goiás, com 1.89; Mato Grosso, com 1.59; Mato Grosso do Sul, com índice de contaminação de 1.57.)

Covid-19: municípios maranhenses recebem visita técnica de equipe da SES

Foto Reprodução

Por determinação do Governador Flávio Dino e do secretário de Estado da Saúde SES equipes da SES estão percorrendo diversos municípios do Estado, afim de orientar as secretarias municipais de saúde quanto a adoção de protocolos de atuação e manejo clínico dos pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Hoje, dia 04, foi a vez das cidades de Primeira Cruz, Humberto de Campos, Santo Amaro e Morros receberem a equipe chefiada pela secretária adjunta de política de atenção primária e vigilância da SES, Waldeilse Pereira, que na oportunidade manteve contato com os profissionais de saúde de cada cidade.

Foto Reprodução

O médico e filho da região Dr. Guilherme Carneiro, acompanhou a comitiva nas visitas técnicas e destacou o trabalho desempenhado pela SES no tocante ao alinhamento das políticas públicas de saúde desenvolvidas pelo Governo do Estado e pelos municípios maranhenses. “Neste momento, precisamos alinhar as ações e estabelecer protocolos claros de atendimento e encaminhamento de pacientes para a capital. Muitas das vezes as cidades acabam enviando os pacientes muito tardiamente, quando a situação já é irreversível. Queremos ajudar a salvar mais vidas. Todas as vidas maranhenses importam”, disse Dr. Guilherme.

Fonte: Gazeta do Nordeste

Maranhão tem mais de 12 mil recuperados da Covid-19

Culto ecumênico em comemoração as vidas recuperadas da Covid-19 (Foto: Divulgação)

Mais de 12 mil pessoas já se recuperaram da Covid-19 no Maranhão até esta terça-feira (2). O boletim divulgado diariamente pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) já registra mais de 36,6 mil casos confirmados da doença e mil óbitos. Em ação de graças pelos maranhense recuperados e em homenagem aos que perderam a vida para a doença, o Governo do Estado realizou na tarde desta terça-feira um culto ecumênico na área externa do Hospital de Campanha de São Luís, no Multicenter Negócios e Eventos, do Sebrae.

É com muito emoção que no dia de hoje prestamos esta homenagem aos recuperados e àqueles que se foram. Chegamos a trinta mil mortes no Brasil, sendo mil delas no Maranhão. Não é o número que desejaríamos divulgar, por isso, aqui dedicamos este momento para renovamos as nossas forças, esperança e, principalmente a fé, carregada nos corações de todos os profissionais de saúde que têm lutado na linha de frente contra a Covid-19”, disse o secretário Carlos Lula.

Covid-19: São Luís tem 1º Hospital de Campanha com mais de 200 leitos

Governo do Estado entrega Hospital de Campanha de São Luís (Foto: Márcio Sampaio)

O enfrentamento ao novo coronavírus na Região Metropolitana ganhou mais um reforço com a entrega do primeiro Hospital de Campanha de São Luís, realizada pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (18). A estrutura possui 3.500 m² e conta com 200 leitos, sendo 186 clínicos e 14 de UTI. O espaço foi montando no pavilhão de eventos do Multicenter Negócios e Eventos, de propriedade do Sebrae-MA, e levou duas semanas para ficar pronto.

O hospital de campanha era o nosso plano C, visto que a prioridade era criar estruturas que, após a pandemia, pudessem ficar permanentes para a sociedade e servissem ao sistema público. Diferentemente de outros hospitais que inauguramos, a nossa festa não será hoje, mas quando encerrarmos este serviço porque é quando teremos a certeza de que vencemos a pandemia e também o coronavírus”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

O hospital receberá pacientes encaminhados de uma das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) referência da capital. Para que fosse colocado à disposição da população, o Governo do Estado fez uso do decreto governamental nº 35.779, que garantiu a montagem da estrutura. As obras foram possíveis graças à parceria entre a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), que será a administradora da unidade.

O hospital conta com mais de 200 leitos

Presente na cerimônia e representando o governador Flávio Dino, o secretário de Estado da Casa Civil, Marcelo Tavares, reiterou o compromisso do Governo no enfrentamento à doença. “O esforço tem sido de forma conjunta para que continuemos a oferecer um tratamento digno a cada maranhense que enfrentar a Covid-19. No entanto, destacamos que nada será suficiente se cada cidadão não tiver consciência que esta é uma luta de todos”, destacou.

A equipe de profissionais que dará suporte no hospital de campanha será compatível ao quantitativo de leitos instalado. Para isso, fazem parte do corpo de especialidades do espaço médicos intensivistas tanto para UTI como enfermaria, além de um quadro multidisciplinar formado por psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem e nutricionistas.

Maranhão ganha primeiro hospital de campanha para pacientes com Covid-19

Foto Divulgação

O Governo e a Vale entregaram neste sábado (16) o Hospital de Campanha de Açailândia, o primeiro hospital de campanha da gestão estadual para atendimento às vítimas do novo coronavírus do Maranhão. O hospital construído em 26 dias está localizado nas proximidades do Fórum de Açailândia, no bairro Tropical.

Ao todo, são 60 leitos, sendo 53 de enfermaria e sete de UTI. O hospital contará com o apoio de duas ambulâncias de plantão, ambas equipadas com estrutura de UTI. Cerca de 217 profissionais fazem parte da equipe que dará assistência aos pacientes. A estrutura dará apoio a municípios da Região Tocantina.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, o Hospital de Campanha de Açailândia é uma iniciativa que vai ajudar a desafogar outras unidades públicas de saúde. “O hospital de campanha vai servir não só para Açailândia, mas para toda a região. É um hospital moderno, de média complexidade, com 60 leitos, sendo sete de UTI com respiradores. A gente tem certeza de que ele vai salvar muitas vidas. Melhor que abrir, vai ser quando pudermos anunciar que vamos fechar o hospital, porque vai mostrar que vencemos a pandemia”, afirmou o Lula.

A montagem do equipamento contou a importante parceria da Vale. “O hospital de campanha em Açailândia terá papel fundamental na luta contra a Covid-19. Ele está aqui para salvar vidas! Essa parceria demonstra nosso entendimento de que a única maneira de vencer essa pandemia é somando esforços. Além do hospital, a Vale também está disponibilizando duas ambulâncias UTI para suporte dos pacientes. É um esforço conjunto voltado à saúde das pessoas, das comunidades da qual nós também fazemos parte”, destaca o gerente executivo da Vale, João Falcão.

Novos leitos

Carlos Lula ainda informou que, na próxima segunda-feira (18), será aberto em São Luís o segundo hospital de campanha. A estrutura está sendo montada no espaço Multicenter Negócios e Eventos, do Sebrae, e contará com 200 leitos, sendo 190 para enfermaria e 10 de cuidados intensivos.

O espaço vai receber pacientes oriundos das UPAs da capital. Além disso, o secretário ressaltou, ainda, que serão abertos novos leitos de UTI e Clínicos em unidades de saúde nas cidades de Caxias, Lago da Pedra, Santa Luzia do Paruá e São Luís até o final de maio.