LULA LÁ já amplia vantagem no 2º turno

Lula e Bolsonaro. Foto Reprodução

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta terça-feira 17 indica a continuidade da tendência de crescimento das intenções de voto no ex-presidente Lula para as eleições de 2022.

No 1º cenário considerado, o petista tem 40% das intenções de voto no 1º turno (eram 38% na pesquisa anterior), enquanto Jair Bolsonaro marca 24% (eram 26%). Trata-se da 5ª pesquisa em que Lula manifesta a tendência de alta – em março, ele registrava 25%. Aparecem na sequência Ciro Gomes, do PDT (10%), Sergio Moro (9%), Luiz Henrique Mandetta, do DEM (4%), e Eduardo Leite, do PSDB (4%).

Em cenário alternativo, Lula tem 37%, seguido por Bolsonaro, com 28%, e Ciro Gomes, com 11%. Nesta projeção, João Doria, do PSDB, marca 5%, mesmo resultado de José Luiz Datena, do PSL. Rodrigo Pacheco, do DEM, soma 1%.

No principal cenário de 2º turno, Lula amplia a vantagem sobre Bolsonaro. O petista registra 51%, ante 32% do atual ocupante do Palácio do Planalto. Na rodada anterior, a vantagem era de 49% a 35%.

Lula venceria ainda qualquer outro adversário no 2º turno: contra Moro, ganharia por 49% a 34%; contra Ciro, por 49% a 31%; e contra Eduardo Leite, por 51% a 27%.

Ciro Gomes também derrotaria Bolsonaro no 2º turno (44% a 32%). Sergio Moro (36% a 30%), João Doria (37% a 35%), Mandetta (38% a 34%) e Eduardo Leite (35% a 33%) aparecem numericamente à frente de Bolsonaro, mas em empate técnico, já que a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

61% disseram que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, ante 45% que mencionaram Lula.

A pesquisa XP/Ipespe colheu 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, de 11 a 14 de agosto.

CARTA CAPITAL

Morre o publicitário ex-marqueteiro do PT, Duda mendonça

Duda Mendonça

Faleceu hoje (16) em São Paulo, aos 77 anos, o publicitário e ex-marqueteiro do PT, Duda Mendonça. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o mês junho e se tratava de um câncer no cérebro, quando foi diagnosticado com Covid-19. Ele foi intubado e não resistiu às complicações da doença.

Duda ficou bastante conhecido na primeira campanha que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva, Lula à Presidência da República, em 2002.

O publicitário também ajudou a eleger de Paulo Maluf (PP), em São Paulo; Miguel Arraes, em Pernambuco; Ciro Gomes (PDT), no Ceará, e do ex-primeiro-ministro de Portugal, Pedro Santana Lopes.

Nova pesquisa confirma liderança de Lula que venceria Bolsonaro com 45%

Bolsonaro e Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto contra 37% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um eventual segundo turno na disputa pela presidência do Brasil, caso as eleições fossem hoje. O petista ampliou a vantagem desde a última sondagem, realizada há um mês, e consolidou o favoritismo ao Palácio do Planalto.

A pesquisa é a primeira após Lula confirmar, em entrevista a uma revista francesa publicada nesta semana, que será candidato em 2022.”Serei candidato contra Bolsonaro”, disse ele. O petista ainda complementou: “Se estiver na melhor posição para ganhar as eleições e estiver com boa saúde, sim, não hesitarei”.

Foto Divulgação

Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 19 e 20 de maio. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. Confira a pesquisa completa.

De EXAME

Lula, Haddad e Dino moveram as peças do tabuleiro político

Dino ao lado de Haddad

Por Leonardo Attuch No último sábado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o ex-prefeito Fernando Haddad para uma conversa reservada e disse a ele que não é mais possível aguardar uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e a devolução de seus direitos políticos. A despeito das provas incontestáveis de que Moro orientou a acusação e, portanto, fraudou o processo penal, a decisão está nas mãos de um Supremo Tribunal Federal que foi cúmplice do golpe de 2016 e, portanto, do processo que destruiu a democracia brasileira com o afastamento irregular da ex-presidente Dilma Rousseff, a prisão política de Lula e as fraudes eleitorais contra Haddad, numa campanha marcada por fake news e vazamentos seletivos de delações, como a de Antônio Palocci.

Como o tempo escorre pelas mãos e Bolsonaro se mantém em campanha permanente, a avaliação pragmática é a de que chegou a hora de “colocar o bloco na rua”. Isso significa que Haddad viajará pelo Brasil como pré-candidato à presidência da República. Da mesma forma, Lula também fará o mesmo, para que ambos participem do debate público nos espaços de mídia ainda disponíveis. Caso o STF cumpra seu dever institucional e decida restaurar o estado de direito no Brasil e a vigência da própria Constituição Federal, o quadro será reavaliado e a candidatura presidencial de Lula passará a ter prioridade.

No dia de ontem, tive a oportunidade de entrevistar dois protagonistas da construção deste projeto popular contra a ameaça de destruição nacional representada pelo bolsonarismo. À noite, o próprio Haddad me confirmou, em entrevista à TV 247, que aceitou a convocação feita por Lula. Disse que não é mais possível esperar e deixou claro que, caso o STF cumpra seu dever, apoiará o ex-presidente Lula. De manhã, entrevistei o governador maranhense Flávio Dino, que também me confirmou que não será obstáculo à construção da unidade popular e democrática. Dino afirmou que retira seu nome da disputa assim que forem devolvidos os direitos de Lula, mas ele certamente manterá diálogo aberto com Haddad para que ambos articulem uma frente democrática e popular. Uma frente que necessitará também do Psol e de outras forças.

O movimento destas três peças fundamentais, Lula, Dino e Haddad, ocorre num momento de esfacelamento da direita tradicional, que se autoproclama como “centro”, mas que começa a se tornar cada vez mais parecida com a velha Arena, partido que deu sustentação ao regime militar. Com o enfraquecimento dos projetos alternativos da direita, o cenário de 2022 tende a repetir o de 2018, com uma polarização entre o fascismo destrutivo e genocida que está no poder e uma social-democracia comprometida com o desenvolvimento e com direitos civis e sociais. Não é e nunca foi uma escolha muito difícil.

Confira, abaixo, as entrevistas de Dino e Haddad à TV 247:

Em derrota da Lava Jato, STF tem maioria a favor de tese que pode anular sentenças

Ministro Celso de Mello

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou na tarde desta quinta (26) o julgamento do recurso que pode anular sentenças da Lava Jato e afetar uma das condenações do ex-presidente Lula.

Em uma derrota à Lava Jato, o STF formou maioria de 6 a 3 a favor da tese que pode anular sentenças da operação.

Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux afirmaram que não há prejuízo ao réu se delatores e delatados apresentam suas alegações finais ao mesmo tempo e rejeitaram revisar condenações que seguiram esse rito.

Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello divergiram e defenderam em seus votos que o rito em questão configura prejuízo ao réu por ir contra o direito à ampla defesa e ao contraditório.

No debate sobre a validade da tese no caso concreto julgado nesta quinta, no entanto, o placar é de 5 a 4 a favor da anulação da condenação do ex-gerente da Petrobras Marcio de Almeida Ferreira. Concederam o habeas corpus Moraes, Weber, Lewandowski, Gilmar e Celso. Votaram contra o pedido Fachin, Barroso, Fux e Cármen.

Fonte: Folha de São Paulo

Haddad X Bolsonaro: guerra entre petismo e antipetismo

Fernando Haddad X Jair Bolsonaro

Por Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

Apesar dos xingamentos pelas últimas colunas, elas estavam corretas: o segundo turno está sendo antecipado e por uma disputa voto a voto entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o que caracteriza ou a chegada da extrema direita ou a volta do PT ao poder. O eleitorado de Bolsonaro e de Haddad é bastante diferente. Enquanto o capitão atinge 41% com renda familiar mensal acima de cinco salários mínimos, o petista dispara de 10% para 27% entre os que têm renda de até um mínimo. A curva dos dois também se cruza quando se fala em escolaridade. Enquanto Bolsonaro sobe de 29% para 36% entre os mais escolarizados, Haddad pula de 6% para 24% entre os menos escolarizados. Grosso modo, um é preferencialmente candidato dos “ricos com diploma” e o outro, dos “pobres e mais ignorantes”.

A pergunta é se Bolsonaro e Haddad bateram ou não no teto. Se é para apostar, a resposta é não, pois o candidato do PSL sobe de pesquisa em pesquisa e, com 28%, logo bate 30%. E Haddad, que deu salto de 11 pontos, ainda está com 19%, bem longe do porcentual de Lula com sua candidatura fake. O resultado prático do Ibope é que o PT já despacha emissários para os partidos adversários, especialmente PDT de Ciro, PSDB de Alckmin e MDB de Meirelles, em busca de compromissos e apoios no segundo turno. E, obviamente, no governo.

O segundo turno é uma segunda eleição, com tempo de TV igual, busca de alianças e embate cara a cara entre os candidatos. Isso tudo fará diferença, até porque, pelo Ibope, o segundo turno está ainda mais indefinido do que o primeiro foi durante todos esses meses, com empate entre Bolsonaro e Haddad. Mas uma coisa é certa: vai ser uma guerra entre petismo e antipetismo.

‘Vale morrer?’, ironiza Ciro sobre possível 2º turno entre Bolsonaro e PT

Ciro Gomes, candidato à Presidência da República pelo PDT
Ciro Gomes, candidato à Presidência da República pelo PDT

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, foi irônico ao comentar nesta quarta-feira a possibilidade de que o segundo turno das eleições se dê entre Jair Bolsonaro (PSL) e um nome do PT. Questionado sobre esse cenário e se estaria aberto a uma aliança com outros candidatos de centro em busca do voto útil, ele devolveu a pergunta:

— Vale morrer? — disse Ciro, que completou: — Precisamos desesperadamente dar uma saída que não seja extremista, que não seja demagógica, que não seja mentirosa, que não simplifique o problema,porque o nosso povo não merece sofrer mais do que já está sofrendo. Vou lutar com o que tiver, vou pedir a Deus toda a energia.

Ciro ainda repetiu a mesma declaração que na nesta terça-feira, quando afirmou que pesquisas são um retrato de momento e que a vida não é um retrato, mas um filme. Nesta quarta-feira, o Datafolha publicou seu primeiro levantamento após o registro das candidaturas. No cenário em que aparece como possibilidade de voto, o ex-presidente Lula lidera a pesquisa com 39% das intenções de voto. Sem ele, Bolsonaro aparece na frente com 22%.

O ex-governador do Ceará fez, pelo segundo dia, uma agenda na região metropolitana de São Paulo. O conjunto de cidades, por vários anos, foi considerado um bastião de votos para o PT. Durante o corpo a corpo, ele aproveitou para se posicionar contra a proposta de Bolsonaro de liberar o porte de armas. O candidato lembrou que o próprio Bolsonaro já foi assaltado e teve que entregar sua pistola.

— Se um capitão treinado, vítima do efeito surpresa do assaltante, entrega a arma, o que dizer da imensa maioria do nosso povo? É um grosseiro equívoco achar que vai estabelecer paz armando as pessoas. É um grosseiro equívoco que só daria num banho de sangue que precisamos evitar.

Durante a caminhada que realizou no centro de Osasco, o político tirou selfies com eleitores e comeu um cachorro quente. Em duas ocasiões foi cobrado por eleitores. Um deles o questionou sobre as ligações de sua companheira de chapa, Kátia Abreu, com o agronegócio, e como seria possível realizar uma reforma agrária ao lado dela. Segundo Ciro, a ligação de Kátia com o agronegócio não é incompatível com uma eventual reforma agrária. O candidato, no entanto, sugeriu para que o eleitor votasse no candidato do PSOL, Guilherme Boulos.

Em outra ocasião, após cumprimentar moradores de rua, Ciro foi indagado por uma eleitora que cobrava por que ele não diminuía seu próprio salário para ajudar as pessoas naquela situação. O candidato alegou que tirou 40 mil pessoas da rua quando governou Fortaleza. Sua mulher, Giselle Bezerra, conversou pessoalmente com a eleitora.

O político do PDT também respondeu a uma carta que o presidente Michel Temer enviou ao cantor Caetano Veloso, simpatizante de Ciro Gomes. O músico publicou em suas redes sociais uma comparação entre o pedetista e o atual presidente. Na carta, Temer chama Ciro de “pigmeu político”.

— Ser insultado pelo presidente mais odiado da História me parece ser uma medalha que eu quero que o povo preste atenção. (O Temer) Elogia o Alckmin, elogia o Meirelles e me critica azedamente. Sai até da postura de fá-lo-ia, fá-lo-ei. O senhor Michel Temer é o chefe de quadrilha, todo mundo está cansado de saber disso e eu vou denunciar isso até a última hora — denunciou Ciro.

Fonte: O GLOBO

Datafolha: mesmo preso, Lula lidera pesquisa com 39%; Bolsonaro tem 19%

Bolsonaro X Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida para a Presidência da República com 39% das intenções de voto, de acordo com a primeira pesquisa do Datafolha, publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. O petista é seguido por Jair Bolsonaro (PSL). Neste mesmo cenário, Marina Silva (Rede), tem 8%, Geraldo Alckmin (PSDB), 6%, e Ciro Gomes(PDT), 5% dividem tecnicamente a terceira posição.

O petista, condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá, da Operação Lava Jato, está inelegível segundo a Lei da Ficha Limpa. Mesmo assim, Lula registrou sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda posicionamento da Justiça.

Em um cenário sem o petista, Bolsonaro assume a liderança, com 22%. O deputado fluminense é seguido por Marina Silva (16%), Ciro Gomes (10%) e Geraldo Alckmin (9%). O ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), virtual substituto de Lula, tem 4%.

Foto Reprodução
Foto Reprodução

O Datafolha ouviu 8.433 eleitores em 313 municípios entre os dias 20 e 21 de agosto de 2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR 04023/2018.

Fonte: VEJA

Bolsonaro: “Se eu for presidente eu saio da ONU. Não serve pra nada…”

Jair Bolsonaro

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), declarou neste sábado, 18, que o Brasil deixará a Organização das Nações Unidas (ONU) caso seja eleito presidente da República. A afirmação foi feita em resposta à pergunta sobre como avaliava a recomendação do Conselho de Direitos Humanos da ONU de que o país permita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputar a eleição presidencial.

Se eu for presidente eu saio da ONU. Não serve pra nada essa instituição”, afirmou Bolsonaro à imprensa, após cerimônia de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em Resende, no sul fluminense. “Sim, saio fora, não serve pra nada a ONU. É um local de reunião de comunistas e gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul pelo menos”, completou o candidato.

Mais cedo, Bolsonaro já tinha se manifestado sobre o tema em sua conta pessoal no Twitter: “Há mais ou menos 2 meses falei em entrevista que já teria tirado o Brasil do conselho da ONU, não só por se posicionarem contra Israel, mas por sempre estarem ao lado de tudo que não presta. Este atual apoio a um corrupto condenado e preso é só mais um exemplo da nossa posição”, escreveu o candidato neste sábado.

Condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula teve sua candidatura registrada na quarta-feira passada, último dia do prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista, no entanto, poderá ser impedido de disputar a eleição, em razão da Lei da Ficha Limpa, que proíbe que cidadãos condenados em segunda instância, como é o caso do ex-presidente, sejam candidatos.

Na sexta-feira, porém, o órgão Conselho de Direitos Humanos da ONU solicitou que o Brasil tome todas as medidas necessárias para que Lula possa desfrutar e exercer os direitos políticos, enquanto esteja na prisão, como candidato para as eleições presidenciais.

O Conselho é formado por especialistas independentes que monitoram a implementação, pelos Estados partes, dos principais tratados internacionais de direitos humanos adotados pela Assembleia Geral da ONU. Eles atuam de forma independente da ONU. A decisão do órgão é considerada como uma recomendação e, no passado, outros governos estrangeiros já ignoraram a solicitação. No início do ano, por exemplo, a Espanha não cumpriu decisões do mesmo comitê em relação a políticos catalães que atuaram pela independência da região.

Do Estadão

Rede TV! veta participação de Haddad no lugar de Lula em debate na sexta (17)

Fernando Haddad e o ex-presidente Lula
Fernando Haddad e o ex-presidente Lula

Se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não puder comparecer ao debate da RedeTV! marcado para as 22 horas desta sexta-feira ,17, o púlpito destinado ao PT ficará vazio no encontro. A emissora já deliberou que considera Lula como o candidato petista ao Planalto e, portanto, não aceitará a participação do ex-prefeito Fernando Haddad, candidato a vice, como seu representante, a menos que haja uma determinação expressa da Justiça Eleitoral.

Procurada por VEJA, a emissora afirmou que convidou para participar todos os candidatos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional e estará pronta para a vinda de todos, incluindo Lula. Serão nove púlpitos e nove camarins, definidos por sorteio com a participação de representantes de todas as candidaturas. O formato foi aprovado por consenso, com a participação de representantes da legenda do ex-presidente.

O procedimento de púlpito vazio segue a definição que a emissora adotou desde as eleições de 2016 para casos de “candidatos ausentes”, seja qual for o motivo. No entanto, ficará proibido pelas regras “fazer perguntas” a fim de causar constrangimento. A situação será explicada no início do programa pelos mediadores Boris Casoy, Mariana Godoy e Amanda Klein e não será retomada mais até o final das discussões.

Na semana passada, o PT chegou a pedir que a TV Bandeirantes fizesse o mesmo, como uma forma de deixar claro para os eleitores que o ex-presidente Lula não pôde comparecer. No entanto, a Band optou por deixar apenas os oito púlpitos dos candidatos que estiveram na emissora.

Até a última hora

Apesar da posição em relação a Haddad, a RedeTV! também decidiu que não imporá nenhum tipo de entrave caso a situação legal da candidatura se altere. A emissora abriu mão, por exemplo, de ser informada com pelo menos 72 horas de antecedência sobre eventuais alterações. Se Justiça autorizar que Lula deixe a superintendência da Polícia Federal em Curitiba a tempo de chegar aos estúdios da emissora em Osasco (SP), ele poderá participar. Se o PT resolver alterar seu candidato junto à Justiça Eleitoral na última hora, também poderá ter um participante.

À parte a questão do PT, devem participar do debate os candidatos Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). Ficarão de fora João Amoêdo (Novo), José Maria Eymael (DC), Vera Lúcia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) porque suas coligações não têm representação mínima no Congresso.

Formato

A RedeTV! optou por fazer um formato de debate diferente do que foi organizado pela Band na semana passada e mais parecido com os que foram organizados pela TV Globo nas últimas duas eleições. A emissora instalará uma estrutura no centro do palco e os candidatos deverão deixar o púlpito e ficar frente a frente nos momentos de perguntas entre si, bem como quando um candidato for sorteado para comentar a resposta de outro a um jornalista.

O debate, organizado em parceria com a revista IstoÉ, ainda terá um bloco exclusivo para perguntas dos eleitores. A emissora vai selecionar os questionamentos enviados pelas redes sociais do veículo.

Fonte: VEJA