Em ato no Planalto, Lula veta lei que beneficiaria Bolsonaro e envolvidos na trama golpista

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente, nesta quinta-feira (8), o projeto de lei que reduzia penas de condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta, aprovada pelo Congresso no fim do ano passado, ficou conhecida como **PL da Dosimetria**.

A assinatura do veto ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão aos três anos das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília. O gesto foi comemorado pelos presentes e reforçou o discurso do governo em defesa da responsabilização pelos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

O texto vetado abria caminho para a redução de penas e para a progressão mais rápida de regime prisional. Entre os pontos centrais, previa a diminuição de até dois terços da pena para condenados considerados “vândalos comuns” do 8 de Janeiro, além de permitir a progressão ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena — percentual inferior aos 25% exigidos pela legislação atual. Também estabelecia que o crime de tentativa de golpe de Estado absorveria o de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, em caso de condenação simultânea.

A medida poderia beneficiar Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe, e outros integrantes do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, como os ex-ministros Walter Braga Netto, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Augusto Heleno cumpre prisão domiciliar, Mauro Cid está em regime aberto e o ex-deputado Alexandre Ramagem é considerado foragido, por estar nos Estados Unidos.

Apesar do veto, o tema ainda não está encerrado. O Congresso Nacional pode analisar a decisão presidencial e optar por mantê-la ou derrubá-la. Para a derrubada do veto, são necessários ao menos 257 votos de deputados e 41 de senadores, em sessão conjunta. A oposição já sinalizou que pretende articular essa ofensiva.

Aliados de Lula afirmam que o presidente manteve a coerência com o posicionamento adotado desde a tramitação do projeto, ao avaliar que a proposta enfraquecia a punição aos responsáveis por atos golpistas e poderia favorecer aliados políticos. Caso o veto seja derrubado e o texto vire lei, o governo e outras instituições ainda podem questionar sua constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), que teria a palavra final sobre a validade da norma.

Lula participa de ato sobre o 8/1 sem cúpula do Congresso e STF

Foto Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comandou, nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, a cerimônia que marcou os três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro, episódio que entrou para a história recente do país como um ataque direto às instituições democráticas. O evento reuniu ministros, aliados políticos e representantes de movimentos sociais, mas também evidenciou vazios institucionais significativos.

Chamou atenção a ausência dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que optou por não comparecer. O STF realizou uma programação paralela para relembrar a data, num gesto que reforça a separação simbólica entre os Poderes, mesmo diante de um episódio que os atingiu simultaneamente.

Enquanto a solenidade ocorria no Salão Nobre, militantes, apoiadores do governo e integrantes de movimentos sociais se concentravam em frente à Praça dos Três Poderes, em um ato convocado pelo PT em defesa da democracia. A expectativa era de que Lula descesse a rampa do Planalto para cumprimentar o grupo, estimado em cerca de 3 mil pessoas.

O evento também foi atravessado por um forte pano de fundo político: a expectativa de que o presidente oficialize o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim de 2025, que reduz penas de condenados pelos atos golpistas e é visto no Palácio do Planalto como uma tentativa de reescrever a gravidade do 8 de Janeiro. Lula já sinalizou a aliados que deve barrar a proposta, mesmo sob risco de novo embate com o Legislativo.

Nos bastidores, o veto é tratado como um gesto calculado para reforçar a narrativa de que não haverá conciliação com o golpismo, ainda que o governo esteja empenhado em reduzir tensões com o Congresso após meses de disputas políticas.

Além da defesa da democracia, o discurso governista incorporou o tema da soberania nacional, especialmente após recentes episódios envolvendo a Venezuela e ações dos Estados Unidos na região. Para integrantes do governo, o ato de 8 de Janeiro passa a representar não apenas a condenação do passado, mas também um posicionamento político diante de disputas geopolíticas atuais.

Juscelino Filho reforça parceria com Lula e destaca avanços no início de 2026

Foto Reprodução

_O parlamentar ressaltou trabalho em parceria com o governo federal e principais programas e ações em áreas como saúde, educação, habitação e assistência social_

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal Juscelino Filho (União Brasil/MA) destacou, nesta quarta-feira (7), medidas do governo federal que entraram em vigor neste início de 2026. Ele também reiterou a parceria com o presidente Lula, com ênfase em ações que representem vida melhor para todos os brasileiros, ressaltando ainda os reflexos diretos no dia a dia dos maranhenses.

“2026 começou com boas notícias para os brasileiros e para o nosso Maranhão: Imposto de Renda zero até R$ 5 mil, energia de graça ou mais barata para famílias de baixa renda, carteira de motorista custando até 80% menos. E vem muito mais por aí. Seguimos firmes, em parceria com o presidente Lula, trabalhando por mais oportunidades e qualidade de vida para o povo maranhense”, afirmou Juscelino Filho.

Entre os principais avanços citados pelo parlamentar está a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além da redução para rendimentos de até R$ 7.350. A medida, em vigor desde 1º de janeiro, beneficia cerca de 250 mil maranhenses, totalizando mais de 400 mil trabalhadores no estado. Em nível nacional, o impacto alcança aproximadamente 15 milhões de famílias.

Outro destaque é a ampliação do desconto social na conta de energia elétrica, que também começou a valer no início de 2026. O novo modelo contempla famílias inscritas no CadÚnico, com renda per capita entre meio e um salário-mínimo e consumo de até 120 kWh mensais. Além disso, janeiro opera com bandeira tarifária verde, reduzindo ainda mais o valor da conta de luz. “No Maranhão, cerca de 1 milhão de famílias, o equivalente a mais de 3 milhões de pessoas, já são beneficiadas com energia gratuita ou redução expressiva na fatura”, disse.

A nova CNH do Brasil também foi lembrada por Juscelino Filho, com redução de até 80% do custo para obter a carteira de motorista, beneficiando especialmente trabalhadores e jovens. “Só no Maranhão, cerca de 50 mil pessoas já deram entrada no aplicativo para tirar a CNH. É mais uma grande iniciativa em prol dos trabalhadores e de quem mais precisa”, complementou.

“O ano começou com grandes avanços e vai seguir nesse ritmo, com programas como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, PAC Seleções, Agora Tem Especialistas e Escolas Conectadas, dentre outros. Tudo isso com economia em crescimento, menor desemprego da história, salário-mínimo valorizado e renda recorde dos brasileiros”, concluiu Juscelino Filho.

Weverton Rocha revela que Lula buscará diálogo com Alcolumbre após viagem ao Nordeste

Senador Weverton Rocha

O senador Weverton Roch (PDT-MA), responsável pela relatoria da indicação de Jorge Messias à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, declarou nesta terça-feira (02) que o presidente Lula planeja se encontrar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assim que retornar do Nordeste, onde cumpre agenda ao longo da semana. Weverton e o presidente se reuniram para um almoço no Palácio do Planalto na segunda-feira (01).

“O presidente comentou comigo ontem que, após voltar da viagem, provavelmente na quinta ou sexta-feira ou no início da próxima semana, ele pretende procurar o presidente Davi para marcar um encontro. O intuito é dialogar e entregar uma mensagem a ele, estabelecendo um novo calendário de trabalho”, explicou Weverton.

Nesta tarde, Davi Alcolumbre anunciou o adiamento da sabatina de Messias. A audiência, que estava agendada para o dia 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi adiada porque o Palácio do Planalto ainda não enviou a mensagem e as informações necessárias para a tramitação no Senado.

Ao falar sobre a suspensão do calendário previamente anunciado, Weverton fez alusão a uma declaração que deu na semana passada, onde expressou ter recebido “uma granada sem pino”.

“Ontem, não consegui atender ninguém porque minha atenção estava voltada para reintegrar o pino na granada. Felizmente, consegui resolver isso, o pino foi colocado de volta. Agora, com a decisão do presidente Davi de cancelar o calendário que foi divulgado em conjunto com o presidente da CCJ, Otto Alencar, temos a oportunidade de iniciar os trabalhos relacionados à relatoria e ao indicado pelo presidente, Jorge Messias.

Lula sanciona lei que amplia isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil

Foto Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e cria descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.

Segundo o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros deixarão de pagar imposto de renda com a nova regra. A legislação também eleva a tributação sobre altas rendas, incidindo uma alíquota extra progressiva para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano.

A sanção ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, às 10h30, onde técnicos do Ministério da Fazenda detalharam as mudanças.

O que muda

Enviado pelo governo ao Congresso em março, o texto foi aprovado na Câmara em outubro e pelo Senado no início deste mês. Até então, a isenção se aplicava apenas a quem ganhava até R$ 3.076.

A partir de janeiro do próximo ano, ficam isentos trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. Já quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá desconto parcial no imposto — quanto menor a renda dentro dessa faixa, maior a redução.

Contribuintes com rendimentos superiores a R$ 7.350 não serão alcançados pela medida.

Para compensar a perda de arrecadação, a lei cria uma nova alíquota extra de até 10% sobre rendimentos anuais acima de R$ 600 mil e estabelece a tributação de 10% sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior.

Lula celebra retirada de tarifas pelos EUA e diz que decisão é “vitória do diálogo e do bom senso”

Foto Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, na noite desta quinta-feira (20), a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a tarifa de 40% aplicada sobre uma série de produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, beneficia itens como café, chá, frutas tropicais, sucos, cacau, especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Durante a abertura do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, Lula afirmou que o Brasil soube enfrentar a pressão tarifária e conquistou respeito internacional. Ele lembrou que, quando a supertaxação foi imposta, parte do mercado reagiu com tensão — mas o governo optou por agir com cautela.
“Quando o presidente dos EUA tomou a decisão de fazer a supertaxação, todo mundo entrou em crise e ficou nervoso. Eu não costumo tomar decisão com 39 graus de febre. Se você tomar decisão com febre, você vai cometer um erro”, disse.

Segundo Lula, a reversão das tarifas por Trump confirma a importância da diplomacia. “Hoje estou feliz porque o presidente Trump começou a reduzir as taxações. Essas coisas acontecem quando a gente consegue galgar respeito das pessoas. Ninguém respeita quem não se respeita”, destacou.

A Casa Branca informou que a decisão foi tomada após conversa telefônica entre Lula e Trump, na qual os dois presidentes concordaram em abrir negociações para tratar dos pontos previstos no Decreto Executivo 14.323. As tratativas seguem em andamento.

Nas redes sociais, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Lula classificou a retirada das tarifas como uma “vitória do diálogo, da diplomacia e do bom senso”. Ele também ressaltou o papel da equipe brasileira nas negociações, que inclui ainda o chanceler Mauro Vieira.

“O diálogo franco que mantive com o presidente Trump e a atuação de nossas equipes possibilitaram avanços importantes. Esse foi um passo na direção certa, mas precisamos avançar ainda mais. Seguiremos nesse diálogo tendo como norte nossa soberania e o interesse dos trabalhadores, da agricultura e da indústria brasileira”, afirmou o presidente.

Folha: PT freia ambições estaduais e centraliza foco na reeleição de Lula em 2026

Com freio nos estados, PT prioriza a reeleição de Lula em 2026

Com o foco na reeleição do presidente Lula, o PT adotou uma estratégia cautelosa para as eleições de 2026, travando anseios internos e adiando para o próximo ano decisões sobre candidaturas próprias a governos estaduais e ao Senado.

O primeiro passo para destravar as negociações foi dado na última semana, com a instalação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância responsável por coordenar a estratégia nacional do partido para a disputa eleitoral de 2026.

O grupo será liderado pelo deputado federal José Guimarães (PT-CE) e terá como missão articular ações com três focos prioritários: reeleger Lula, ampliar as bancadas do PT na Câmara e no Senado e garantir palanques estaduais fortes e articulados com aliados.

A ordem é ampliar as negociações e baixar a fervura nos estados, evitando movimentos bruscos que possam prejudicar a campanha nacional.

“A prioridade é a reeleição do presidente Lula. Temos que construir candidaturas fortes no campo democrático contra essa parcela da direita que se organiza no Brasil que tem uma definição ideológica inspirada no fascismo”, afirma Edinho Silva, presidente nacional do PT.

Ele diz que as estratégias serão traçadas conforme a realidade de cada estado, com prioridade na escolha de nomes capazes de barrar candidatos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao ser empossado coordenador do GTE, José Guimarães destacou o Nordeste como central para a estratégia nacional. A meta é eleger, em todos os nove estados, pelo menos um senador do PT e outro de um partido aliado.

Outro objetivo do PT é garantir presença em todos os estados, com a eleição de ao menos um deputado federal por unidade da federação.

Nos estados, os diretórios locais sinalizam para candidaturas próprias ao governo e ao Senado, colocando a pré-campanha nas ruas. Levantamento da Folha aponta que o PT tem pré-candidatos a governador em ao menos 11 estados e no Distrito Federal.

Quatro deles são considerados nomes garantidos nas urnas: os governadores Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE) e Rafael Fonteles (PI), que disputam a reeleição, além do secretário Cadu Xavier (RN), escolhido para a sucessão da governadora petista Fátima Bezerra.

Dos quatro, Fonteles vive situação mais confortável e é considerado favorito em um cenário de oposição fragmentada. Elmano e Jerônimo saem na dianteira, mas enfrentam um cenário desafiador em seus estados, com uma oposição organizada e gargalos na segurança pública.

Dentre as candidaturas ao Senado, cinco dos seis senadores cujo mandato encerra em fevereiro de 2027 sinalizaram que vão disputar a reeleição. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não concorreria a um novo mandato, mas voltou a ser uma opção após apelos de aliados.

Fora desse grupo, a candidatura de Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte, também é dada como certa. Mas nos demais estados as pretensões vão depender da conjuntura local e seu impacto no cenário nacional. (Folha de São Paulo)

Lula diz que Trump prometeu negociar fim das tarifas de 50% contra produtos brasileiros

Foto Reprodução

Em visita à Malásia nesta segunda-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Donald Trump se comprometeu a acelerar um acordo para encerrar as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

“Ele garantiu que teremos um acordo, e será mais rápido do que muita gente pensa”, disse Lula em coletiva. O petista informou que novas rodadas de negociação ocorrerão nas próximas semanas, em Washington.

O encontro entre os dois aconteceu no domingo (26), durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). Lula disse ter pedido a Trump a suspensão das sanções aplicadas por Washington a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades do governo brasileiro, classificando-as como “infundadas”.

Segundo o presidente, Trump ficou surpreso ao saber que as punições atingiram até a filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sancionado por sua participação no programa Mais Médicos.

Lula afirmou ainda que as questões políticas, como as sanções e o julgamento de Jair Bolsonaro pelo STF, serão tratadas diretamente entre ele e Trump, enquanto as equipes técnicas discutirão apenas o tema comercial.

Na reunião, o brasileiro defendeu a legitimidade da condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, afirmando que o julgamento foi “sério e baseado em provas contundentes”.

Lula também ofereceu a Trump intermediar o diálogo entre Estados Unidos e Venezuela, reforçando que a América do Sul deve continuar sendo “uma zona de paz”.

A viagem ao Sudeste Asiático, com passagens pela Indonésia e Malásia, faz parte da estratégia brasileira de ampliar parcerias comerciais diante do impasse nas relações com Washington.

Lula faz novo pente-fino em cargos do Centrão após derrota da MP do IOF

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma nova rodada de revisão em cargos indicados por partidos do Centrão, após a derrubada da medida provisória alternativa ao IOF, que poderia gerar R$ 17 bilhões em arrecadação até 2026.

Até o momento, sete servidores ligados a legendas como PP, PL, PSD e MDB foram exonerados de funções estratégicas. Entre os casos de destaque está Wellington Reis de Sousa, superintendente da Superintendência de Agricultura do Estado do Maranhão, indicado pelo PSD, que perdeu o cargo após os deputados da legenda no Estado votarem a favor da retirada da MP de pauta.

Outros afastamentos ocorreram na Caixa Econômica Federal, no Ministério da Agricultura e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Roraima, envolvendo indicações do PP, PL, PSD e MDB.

O Palácio do Planalto sinalizou que novas revisões podem ocorrer nos próximos dias, reforçando a intenção de alinhar cargos-chave à lealdade à gestão e à execução das políticas públicas.

Orleans reforça aliança entre Lula e Carlos Brandão durante visita ao MA

Foto Reprodução

O secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão, Orleans Brandão, saiu em defesa da harmonia política entre o governo estadual e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após especulações sobre um suposto desconforto durante a visita presidencial ao estado. Em tom descontraído e político, Orleans tratou de afastar qualquer ruído entre as lideranças e reforçou a sintonia entre Lula e o governador Carlos Brandão.

“Não houve nenhum desconforto. Pelo contrário, o presidente Lula veio ao Maranhão e prestigiou muito o governador Carlos Brandão. Eu diria que comigo até bateu a química — aquela mesma que bateu com o presidente Trump”, disse o secretário, em tom bem-humorado.

Orleans destacou ainda que Lula tem sido um parceiro constante da atual gestão estadual, citando programas e obras federais que beneficiam diretamente o Maranhão. “O presidente Lula é um grande amigo do Maranhão, parceiro do governador Carlos Brandão, tem nos ajudado com grandes obras de mobilidade urbana, com o Pé de Meia, o ProUni, o Bolsa Família; enfim, são muitas ações do governo federal presentes no Estado”, afirmou.

Sobre o cenário eleitoral, o secretário adotou cautela, mas deixou evidente a confiança na força política do governador. “A eleição a gente vai tratar mais na frente. Mas eu não tenho dúvida de que o governador Carlos Brandão tem uma viabilidade eleitoral muito grande, está fazendo um grande trabalho, com muitas obras, ações e amigos. Na hora certa, a gente fala de política, mas com a convicção de que estamos no caminho certo: o de trabalhar e mudar a vida das pessoas.”

Orleans Brandão reforça a narrativa de unidade e estabilidade dentro do grupo governista, num momento em que o Palácio dos Leões busca consolidar alianças estratégicas para o embate eleitoral de 2026.

Veja a entrevista: