Prefeito de Mossoró é alvo de busca e apreensão em operação da PF contra desvios na saúde

Prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União)

O prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União), foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (27). Agentes estiveram na residência do gestor no município, mas, até o momento, não há informações oficiais sobre apreensões realizadas no local.

A ação faz parte de uma operação conjunta da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga a atuação de um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em licitações, especialmente na área da saúde.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais contra os investigados.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos para fornecimento de insumos à rede pública de saúde. As apurações envolvem empresas sediadas no estado que mantinham contratos com administrações municipais de diferentes estados do país. Auditorias realizadas identificaram falhas na execução contratual, como suspeitas de não entrega de materiais, fornecimento inadequado de produtos e sobrepreço.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos e a fraudes em contratações administrativas.

PF prende homem com mais de 12 kg de cocaína no Aeroporto de São Luís

Fotot Reprodução

A Polícia Federal prendeu, no domingo (18), no Aeroporto Internacional Cunha Machado, em São Luís, um passageiro, após ser flagrado utilizando documento falso e transportando mais de 12kg de cocaína envolvida em seu corpo.

A prisão ocorreu após denúncia indicando que um homem estaria viajando com documentação falsa em um voo proveniente de Cuiabá/MT com destino à capital maranhense.

Após o pouso da aeronave, o passageiro foi abordado, quando apresentou a identidade falsa. Durante busca pessoal, foi constatado que o suspeito transportava, preso ao corpo e oculto sob as roupas, pacotes contendo cocaína.

Diante dos fatos, o passageiro foi encaminhado à sede da Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, para a lavratura do auto de flagrante e demais providências.

Também no sábado (17/1), a Polícia Federal prendeu um foragido da Justiça no Aeroporto de São Luís. O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara das Execuções Penais da Comarca de São Luís.

A ordem judicial determinava a prisão, decorrente de sentença transitada em julgado, em virtude de condenação pelo crime de roubo. O preso iria viajar para a cidade de São Paulo/SP.

Master: Investigadores temem destruição de provas com vaivém de Toffoli

Ministro José Antônio Dias Toffoli

Investigadores consideram inadequada a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, de ordenar que a PGR extraia e analise o material apreendido na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, na quarta-feira (14).

O magistrado havia determinado anteriormente que todos os itens apreendidos permanecessem lacrados no STF. A medida gerou críticas da PF e da PGR, que alertaram para o risco de perda de dados em celulares e computadores.

Pesquisadores temem acesso remoto aos aparelhos e possível destruição de provas. Sob pressão, Toffoli decidiu que a PGR seria responsável pela extração e análise dos dados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros alvos.

O procurador-geral, Paulo Gonet, justificou a medida afirmando que a análise pela PGR é necessária para formar opinião sobre autoria e materialidade dos crimes, podendo esclarecer a participação de cada investigado.

Peritos e investigadores, porém, argumentam que a decisão invade a competência da perícia criminal prevista no Código de Processo Penal. Para eles, Toffoli poderia ter autorizado apenas a extração e conservação, sem que a PF ou a PGR analisassem os dados. Há ainda a percepção de que o ministro buscou evitar que a PF examinasse as informações sem sua autorização.

Polícia Federal faz nova operação contra o Banco Master

Foto Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, que volta a ter como alvo o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. A ação investiga crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A operação também inclui medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões.

Segundo a PF, o objetivo é interromper a atuação do grupo investigado e recuperar ativos obtidos de forma ilícita.

A Operação Compliance Zero teve a primeira fase deflagrada em novembro do ano passado, quando Daniel Vorcaro e o então presidente do Banco de Brasília (BRB) foram alvos de apurações sobre a concessão de créditos falsos. As fraudes investigadas podem alcançar R$ 17 bilhões em títulos supostamente forjados.

Em março de 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de comprar o Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a operação foi rejeitada pelo Banco Central. Em novembro, a Justiça decretou a falência da instituição financeira.

Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames no hospital após sofrer queda

Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixe temporariamente a custódia da Polícia Federal para realizar exames médicos em ambiente hospitalar, após uma queda sofrida durante a madrugada de terça-feira (6).

Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A autorização foi concedida após a defesa apresentar novos elementos clínicos, indicando a necessidade de exames mais aprofundados.

Segundo os advogados, o ex-presidente passou a apresentar sintomas compatíveis com traumatismo craniano, incluindo episódios de síncope noturna, crise convulsiva, lapsos de memória e um ferimento na região da têmpora. Com base nesse quadro, a defesa solicitou a realização de tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.

Na decisão, Moraes determinou que o deslocamento seja feito sob responsabilidade da Polícia Federal, de forma reservada, com entrada e saída do hospital pela garagem, evitando exposição pública. A PF também ficará encarregada da vigilância durante todo o período em que Bolsonaro estiver fora da unidade prisional, devendo reconduzi-lo imediatamente após a conclusão dos exames.

A queda foi tornada pública ainda na terça-feira pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou nas redes sociais que o marido sofreu uma crise enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel, passando mal em seguida.

Inicialmente, o pedido de remoção ao hospital havia sido negado pelo ministro, com base em avaliação da equipe médica da própria Polícia Federal, que classificou os ferimentos como leves e dispensáveis de atendimento externo. No entanto, diante da insistência da defesa e da apresentação de parecer de um médico particular, Moraes reconsiderou e autorizou os exames específicos solicitados.

Bolsonaro sofre traumatismo craniano leve após queda em cela da PF

Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu um traumatismo craniano leve após cair durante a madrugada desta terça-feira (6) e bater a cabeça em um móvel na cela onde está custodiado, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

O episódio veio a público após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatar nas redes sociais que o ex-presidente teria passado mal, caído e se ferido na cabeça dentro da unidade da PF. Procurado, Birolini confirmou o diagnóstico, mas até o fechamento deste texto não havia informado se a equipe médica solicitou exames complementares para avaliar a extensão do impacto da queda.

A intercorrência ocorre poucos dias depois de Bolsonaro receber alta hospitalar. Ele estava internado desde 24 de dezembro, quando foi submetido a procedimentos para tratar uma hérnia inguinal bilateral, passando por quatro intervenções cirúrgicas em cerca de uma semana. Durante a internação, médicos também identificaram esofagite, gastrite e picos de pressão arterial, além de crises persistentes de soluço. Nesse período, Bolsonaro chegou a solicitar prescrição de antidepressivos.

O histórico clínico do ex-presidente é marcado por uma série de cirurgias desde o atentado a faca sofrido em 2018, que desencadeou sucessivas intervenções no sistema digestivo e na parede abdominal ao longo dos últimos anos.

PF apreende R$ 1 milhão em espécie ligado a empresa com contratos públicos em São Luís

Foto Reprodução

Nesta segunda-feira (15), a Polícia Federal apreendeu R$1.000.000,00 em espécie, em posse de duas pessoas, após a realização de saque provisionado numa agência bancária localizada em São Luís/MA.

Durante as diligências, verificou-se que os envolvidos eram sócios de uma empresa de engenharia que mantém contratos milionários tanto com o Governo do Estado do Maranhão quanto com o Município de São Luís, alguns deles envolvendo verbas federais.

Diante da coleta de indícios de ocultação da origem ilícita dos recursos, os suspeitos foram conduzidos à Superintendência de Polícia Federal do Maranhão, onde prestaram declarações.

Os valores em espécie e os dispositivos eletrônicos apreendidos serão encaminhados para análise pericial e rastreamento financeiro, com o objetivo de identificar eventuais desvios de recursos públicos.

PF faz buscas contra passageira após ameaça de bomba em voo que partiu de São Luís

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A Polícia Federal deflagrou, no sábado (29), a Operação Plano de Voo, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre a ameaça de artefato explosivo ocorrida em voo da companhia aérea Azul, que partiu de São Luís/MA com destino a Campinas/SP, em agosto de 2025. O incidente obrigou a aeronave a realizar pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília/DF.

Na ação de hoje, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em endereço ligado à principal investigada, em Santa Catarina.

A ameaça provocou mobilização de forças de segurança, evacuação de passageiros e inspeção completa da aeronave, configurando, em tese, os crimes de ameaça e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

A Polícia Federal reforça que não foram localizados explosivos e que as investigações seguem em sigilo, visando esclarecer todas as circunstâncias do fato e eventuais conexões com condutas similares registradas em outros aeroportos do país.

Dino aciona PF para investigar uso de emendas de Pedro Lucas após sumiço nas contas de Arari

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal que investigue suspeitas de desvios de emendas enviadas a quatro cidades, incluindo Arari (MA) e Zabelê (PB), onde, como mostrou o GLOBO, os recursos desaparecem nas contas das prefeituras. Na decisão, o magistrado aponta que os fatos noticiados “configuram indícios de possíveis crimes”.

A emenda de Arari foi enviada pelo líder do União Brasil na Câmaara, deputado Pedro Lucas Fernandes (MA). Em nota, o parlamentar afirmou ter cumprido sua atribuição ao enviar os recursos para o município, mas que a execução da verba cabe à prefeitura, “que deve aplicá-los conforme as regras estabelecidas”. “Meu compromisso é assegurar investimentos que melhorem a vida da população, tragam benefícios concretos às comunidades e fortaleçam o desenvolvimento de Arari”, diz Pedro Lucas. Já a emenda de Zabelê foi enviada pela ex-deputada Edna Henrique (Republicanos-PB), que não retornou aos contatos.

No despacho que pede a abertura da investigação, assinado neste domingo (23), Dino afirma que a reportagem do GLOBO descreve “indícios de desvios na aplicação de recursos de emendas parlamentares nos municípios de Arari (MA) e Zabelê (PB)” e determina que a Polícia Federal “adote as providências cabíveis no âmbito de sua competência, promovendo a juntada em inquéritos já instaurados ou procedendo à abertura de novos, se for o caso”.

Em outubro deste ano, O GLOBO viajou até Arari, cidade maranhense de 30 mil habitantes localizada a 170 quilômetros de São Luís, para mostrar que uma emenda de R$ 1,25 milhão para recuperar estradas vicinais tomou outro caminho. Segundo a atual prefeita, Maria Alves Muniz (MDB), o dinheiro sumiu.

— Esse valor simplesmente desapareceu. Não foi para obra nenhuma — afirmou a prefeita na ocasião.

Comprovantes bancários da prefeitura de Arari, obtidos pelo GLOBO, mostram que o valor foi repassado para quatro contas do município, diluindo as cifras com recursos recebidos de outras fontes. A sequência de transferências impossibilitou rastrear para onde foi o dinheiro. Autor da indicação, Pedro Lucas disse, à época, não saber como o recurso foi gasto pela prefeitura. Para ele, é o ex-prefeito Rui Filho, que comandava a cidade quando a emenda foi enviada, quem “precisa prestar contas sobre a aplicação dos recursos”. Questionado pela reportagem, Rui Filho afirmou que a emenda serviu para pagar “obras e serviços”, mas sem especificar quais.

Em fevereiro, porém, quando o parque foi prometido à população, já não havia mais dinheiro. Demonstrativos bancários da conta em que o valor havia sido depositado mostravam saldo de apenas R$ 240. Consulta feita pelo GLOBO no sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) em 3 de outubro indicava cifra um pouco maior, de R$ 304,61.

A movimentação financeira expôs o mesmo modus operandi usado em Arari, com o registro de ao menos 30 transferências, em valores que variaram de R$ 20 mil a R$ 500 mil, de setembro de 2023 a janeiro de 2024, para outras contas vinculadas à prefeitura. Assim, os valores da emenda foram misturados a recursos usados para gastos correntes, como pagamento de salários, pequenos serviços e contas de consumo. Na prática, a manobra impediu saber o destino do dinheiro. Questionada sobre onde foi parar a emenda, a equipe da atual prefeita, Jorsamara Neves (PSD), indicou que a reportagem falasse com seu primo, Dalyson Neves (PSDB), antecessor no cargo e de quem ela foi vice-prefeita na gestão passada. Ele também não explicou como utilizou os recursos. Dois anos após o valor ser transferido ao município, não há qualquer sinal do parque. (O Globo)

Coaf identifica suspeita de desvio em federação comandada pelo deputado Edson Araújo

Deputado Edson Araújo

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentações financeiras suspeitas em entidades ligadas ao setor pesqueiro que envolvem diretamente o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA), segundo reportagem da Revista Oeste.

Principais pontos da investigação

De acordo com os relatórios do Coaf, entre maio de 2023 e maio de 2024, Edson Araújo, que é presidente licenciado da Federação de Pescadores do Maranhão (Fecopema), recebeu R$ 5,4 milhões em repasses de sua própria federação — valores considerados “fora do padrão”.

O foco da investigação inclui a Confederação Brasileira dos Pescadores e Aquicultores (CBPA), que, segundo o Coaf, movimentou R$ 410 milhões em uma única conta entre maio de 2024 e maio de 2025 — muito acima do que havia sido declarado.

Há indícios de que parte desses valores tenha sido redirecionada para empresas de fachada, como a Home Staff (sediada em São Paulo), para a Titanium Pay e para a Arpar Administração Participação.

O Coaf aponta ainda que tais transações podem configurar lavagem de dinheiro, já que o tipo e a frequência das operações não correspondem ao perfil operacional dessas empresas.

Outros elementos da rede

A Arpar Administração é citada como possível instrumento para ocultação de valores.

A CBPA também emitiu notas fiscais para empresas como a Pagglo Serviços Financeiros Digitais (e-book) e uma gráfica — somando cerca de R$ 14 milhões em três anos.

Em colônias de pesca pelo Brasil, como no Amapá e no Pará, foram registradas movimentações atípicas: no Amapá, por exemplo, depósitos de centenas de milhares de reais foram feitos na conta de uma dirigente que, por sua vez, usou o dinheiro para pagar despesas pessoais.

Além disso, a investigação coincide com outras denúncias no setor: o INSS estaria pagando seguro-defeso (benefício para pescadores) a registros de pescadores questionáveis, e auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontaram quase 50 mil cadastros sem comprovação de atividade pesqueira no Maranhão.

CPMI do INSS: Edson Araújo é convocado

A CPMI do INSS aprovou sua convocação como investigado e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal. No âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada na última quinta-feira (13), a PF apreendeu uma grande quantia em dinheiro vivo na residência do parlamentar.

O agravamento do caso levou o PSB a abrir um processo disciplinar contra Araújo, depois de ele ter ameaçado o vice-presidente da própria CPMI, deputado Duarte Júnior (PSB-MA).