Ao menos 25 dos 27 governadores manterão restrições contra coronavírus mesmo após Bolsonaro pedir fim de isolamento

Governador Flávio Dino

Ao menos 25 dos 27 governadores informaram que manterão as regras de isolamento apesar das declarações do presidente Jair Bolsonaro. Na noite de terça-feira (24), Bolsonaro fez pronunciamento em que pediu a “volta à normalidade”, o fim do “confinamento em massa” e disse que os meios de comunicação espalharam “pavor”.

Disseram que manterão as regras de isolamento: governadores de AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, SC, SP, SE e TO. À tarde, governadores do Nordeste divulgaram carta se comprometendo a manter as medidas de isolamento social;

Não se manifestaram: governadores de RO e RR.

A fala de Bolsonaro foi criticada por 19 governadores.

Criticaram a fala de Bolsonaro: governadores de AC, AL, AP, BA, CE, ES, GO, MA, MS, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, SC, SP e SE;

Evitaram criticar: governadores de AM, DF, MT, MG, PR e TO;

Não se manifestaram: governadores de RO e RR.

Posição dos governadores que criticaram a posição de Bolsonaro (19):

João Doria (PSDB), governador de São Paulo
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Na condição de cidadão, de brasileiro, e também de governador, inicio lamentando os termos do seu pronunciamento à nação. O senhor como presidente da República tem que dar o exemplo. Tem que ser mandatário para comandar, para dirigir, liderar o país, e não para dividir.”

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Na manifestação em cadeia de rádio e TV, o presidente da República contraria as determinações da Organização Mundial de Saúde. Nós continuaremos firmes, seguindo as orientações médicas e preservando vidas. Eu peço a vocês: por favor, fique em casa.”

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Pronunciamento do Pres.Jair Bolsonaro foi desconectado das orientações dos cientistas, da realidade do mundo e das ações do Ministério da saúde. Confunde a sociedade, atrapalha o trabalho nos Estados e Municípios, menospreza os efeitos da Pandemia. Mostra que estamos sem direção.”

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Fui aliado de primeira hora, durante todo tempo [de Bolsonaro], mas não posso admitir que venha agora um presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico ou pela falência de empregos que amanhã venha a acontecer. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter a coragem de assumir as falhas. Não tem de responsabilizar as outras pessoas. Assuma a sua parcela”. “Não tem mais diálogo com este homem. As coisas têm que ter um ponto final “, afirmou Caiado.

Helder Barbalho (MDB), governador do Pará
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Em relação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, eu respeito a opinião de todos, mas não me furto a reafirmar nossa linha de ação. Nós buscamos, desde o início, as orientações dos técnicos, dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise. O caminho que o Governo do Pará buscou foi o do bom senso, o do equilíbrio.”

Wellington Dias (PT), governador do Piauí
Mantém medidas de isolamento social: Sim
É difícil não se manifestar frente ao discurso do Presidente da República, que vai contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Nós vamos seguir o que a ciência nos comprova. O Piauí mantém todas as suas medidas de prevenção à Covid-19″.

Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Para muito além de quaisquer divergências políticas, o que se trata aqui é de proteger a saúde da população. Faço coro às palavras dos Secretários de Saúde do Nordeste. Não há neste momento tão delicado o desejo nenhum de politizar a discussão, mas o pronunciamento de hoje do Presidente é um equívoco! O pronunciamento dele vai na contramão de todas as medidas defendidas pelos Estados e municípios em sintonia com o Ministério da Saúde e pela própria sociedade!”

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão
Mantém medidas de isolamento social: Sim

Pronunciamento de hoje mostra que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República. Os danos são imprevisíveis e gravíssimos.”

Reinaldo Azambuja (PSDB), governador de Mato Grosso do Sul
Mantém medidas de isolamento social: Sim
O país precisa de bom senso, serenidade e equilibro nesta hora extrema, difícil! Precisamos salvar vidas, combatendo a pandemia e também o caos econômico e social, representado pela possibilidade de desemprego agudo, agravamento da fome entre os mais vulneráveis e o desabastecimento da população! Ninguém está imune! Para superar essa tragédia, todos temos que ser parte da solução. A hora exige alta responsabilidade, dos governos, das empresas , dos cidadãos.”

João Azevêdo (Cidadania), governador da Paraíba
Mantém medidas de isolamento social: Sim
“Um desserviço, a destruição de tudo que está duramente sendo construído para proteger a população. Em resumo, um absurdo.” Ele ainda afirmou em uma rede social que todas as medidas que foram tomadas para evitar o contágio do coronavírus seguem implantadas.

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Enquanto líderes de vários países tomam medidas necessárias para conter o avanço no novo Coronavírus, aqui no Brasil, em pronunciamento veiculado em Rede Nacional, o presidente Jair Bolsonaro vai contramão do que defendem autoridades sanitárias e o próprio Ministério da Saúde. Discurso que, lamentavelmente, comprova que o Brasil está sem comando num dos momentos mais desafiadores da história. O sacrifício é imenso, mas todo esforço tem o único objetivo de salvar vidas. Por isso, em PE, as medidas estão mantidas. É tempo de serenidade, união e trabalho.”

Gladson Cameli (PP), governador do Acre
Mantém medidas de isolamento social: Sim
O objetivo principal nesse momento é preservar vidas dos cidadãos acreanos, sejam eles estudantes, aposentados, empresários, assalariados ou em condições de vulnerabilidade. Estão mantidas todas as medidas necessárias adotadas pelo governo estadual no sentido de resguardar o isolamento social e visando promover a quebra da linha de contágio. Lamento que neste momento, onde devemos destinar toda energia e foco em combater o Coronavírus, se procure politizar as opiniões e ações dos agentes públicos.

Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul
Mantém medidas de isolamento social: Sim
É urgente encontrar alternativa ao confinamento. Mas não se faz isso com ataques à ciência e cautela médica mundialmente estabelecidas. Não deixamos de olhar economia/empregos. Mas não assistiremos inertes a uma doença se alastrar. Protege-se: 1) a vida; 2) os empregos. Nesta ordem.

Renan Filho (MDB), governador de Alagoas
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Alagoanos e alagoanas, como sempre longe de extremismos, quero reafirmar o meu compromisso com o firme propósito de manter as medidas preventivas que vêm sendo adotadas no enfrentamento ao novo coronavírus em nosso estado. Apesar do pronunciamento do presidente da República na noite desta terça-feira, que vai de encontro às recomendações da Organização Mundial de Saúde, manteremos com firmeza e serenidade nossas ações, lastreadas em estudos científicos e ouvindo as nossas melhores mentes que estão conosco permanentemente reunidas. Saibam que a vida de cada alagoano é e sempre será o bem mais precioso. Estamos trabalhando diuturnamente para, de um lado, achatar a curva de contágio da Covid-19; e, do outro, preparar a nossa rede hospitalar para a emergência do momento. É tempo de união. Juntos estaremos e venceremos!”

Waldez Góes (PDT), governador do Amapá
Mantém medidas de isolamento social: Sim
O presidente da República reuniu por videoconferência com os governadores e é impressionante a distância entre o que o presidente, no diálogo que teve com os governadores, e o discurso ontem. Também há uma diferença muito grande entre as orientações que nós seguimos da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, dos cientistas, dos médicos, da comunidade acadêmica, daquilo que o presidente disse ontem. O que é estranho é a falta de alinhamento no governo central. Todos os prefeitos e governadores que tomaram essa atitude não tomaram de livre escolha. É necessário cobrar coerência do governo federal. Um posicionamento coerente. Não podemos ouvir o ministro da saúde falando para a gente providências e o governo federal desautorizando. Nós aqui no Amapá vamos continuar firmes para atuarmos no combate ao coronavírus.”

Camilo Santana (PT), governador do Ceará
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Cearenses, diante do pronunciamento do presidente da República, em rede nacional, esta noite, tenho apenas um comentário a fazer: vamos continuar trabalhando fortemente as ações que visam evitar o avanço do coronavírus em nosso estado, como temos feito até aqui. Todas as medidas adotadas por nós são recomendadas pelos profissionais de saúde, pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS), e têm sido a melhor forma de enfrentamento ao coronavírus no mundo. Este não é um momento para ataques e provocações, mas um momento de cooperação e da união de todos. Da parte do Governo do Estado, continuaremos fazendo todos os esforços possíveis para buscar a proteção dos cearenses. A vida de cada um de vocês está em primeiro lugar.

Carlos Moisés (PSL), governador de Santa Catarina
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Estarrecido com o pronunciamento da presidente República em relação às medidas de isolamento, venho informar à população de Santa Catarina que nesta quarta-feira, 25 de março, iniciamos mais uma quarentena de sete dias por determinação de decreto deste governador, mais sete dias para ficar em casa. Sabemos que precisamos equilibrar as medidas de retomada da atividades econômicas com as de restrição para que a gente não tenha contaminação em massa, [mas] é importante que nos mantenhamos firmes no isolamento social, pois mostrou resultados positivo aqui em Santa Catarina, já tivemos a curva de casos suspeitos diminuída. Ficar em casa é o local mais seguro.”

Rui Costa (PT), governador da Bahia
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Não é gripezinha. Vou continuar trabalhando em defesa da vida. Olhar nos olhos das pessoas e dizer: estamos numa guerra. ACORDA. Temos que vencê-la. Chega de discurso vazio e delírios. Vamos trabalhar mais e mais. Responsabilidade. Todos contra o coronavírus”, disse em uma rede social.

Belivaldo Chagas (PSD), governador de Sergipe
A gente lamenta porque, afinal de contas, quem tem que ser o grande líder neste momento é o presidente da República. Enquanto ele diz uma coisa, o ministro da Saúde diz outra. Eu vou preferir seguir as orientações do ministro da Saúde. Eu vou preferir seguir as orientações dos sanitaristas de um modo geral. Portanto, nós vamos estabelecer nossas regras e e cumpri-las (…) Lamentamos muito o posicionamento do presidente da República, mas ele acha que está assumindo a responsabilidade dele e nós temos a nossa. (…) Nós vamos cuidar das pessoas neste momento, que é extremamente importante.”

Governadores que evitaram críticas a Bolsonaro (6):

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Minha prioridade é salvar vidas. Portanto, Minas continua seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (…) Em Minas Gerais nós estamos adotando as melhores práticas, aquelas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, e já adotadas em países desenvolvidos. Queremos, em primeiro lugar, a preservação da vida, mas compartilho da preocupação do presidente Bolsonaro com a questão econômica”, disse o governador.

Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas
Mantém medidas de isolamento social: Sim
A minha posição é muito clara. Não vamos voltar atrás de nenhuma decisão que foi tomada pelo Governo do Estado do Amazonas. Até porque elas foram tomadas de maneira responsável e seguindo o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde do Governo Federal. Eu fui eleito para proteger e defender o povo do Estado do Amazonas e é assim que eu vou continuar agindo“.

Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Não é hora de politizar ou polemizar. Bolsonaro tem parte da razão, afinal muitos municípios pequenos, sem qualquer caso de coronavírus, estão fechando. De outra parte, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília tem situações diferenciadas”, disse. “Acredito e preciso do apoio dos ministérios da Saúde e da Economia. Sou hospedeiro do governo federal, que paga um ‘aluguel’, [na forma do] Fundo Constitucional, pequeno para as condições da cidade que o hospeda.”

Mauro Carlesse (DEM), governador do Tocantins
Mantém medidas de isolamento social: Sim
O Tocantins seguirá firme no propósito de manter a população livre do novo coronavírus e conta com a parceria dos demais poderes, dos municípios, dos órgãos de controle e, principalmente, com a população“, informou o governador, por meio da assessoria de imprensa.

Mauro Mendes (DEM), governador de Mato Grosso
Mantém medidas de isolamento social: Sim
Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, afirmou Mauro Mendes.

Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná
Mantém medidas de isolamento social: Sim

Pela assessoria, informou: “o governo do Paraná informa que manterá o planejamento e as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus”.

Governadores que não se manifestaram (2):
Coronel Marcos Rocha (PSL), governador de Rondônia
O governador ainda não se manifestou.

Antonio Denarium (PSL), governador de Roraima
O governador não quis se manifestar.

Fonte: G1

Ministro decide em favor do Maranhão e mais 6 Estados do NE e proíbe cortes no Bolsa Família

Ministro Marco Aurélio Mello

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Governo Federal suspenda os cortes no programa Bolsa Família que atingem Estados da Região Nordeste enquanto perdurar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia de coronavírus. Quando a situação estiver normalizada no país, a liberação de recursos para novas inscrições no programa deverá ocorrer de maneira uniforme entre os estados da Federação, sem qualquer tipo de discriminação. O ministro deferiu liminar na Ação Cível Originária (ACO) 3359, proposta por sete Estados (Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte).

Desequilíbrio

Na decisão, o ministro destaca que o programa de transferência direta de renda para fazer frente à situação de pobreza e vulnerabilidade não pode sofrer quaisquer restrições atinentes a regiões ou estados nem comporta qualquer valoração ou discriminação de qualquer natureza, tendo em vista o objetivo constitucional de erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais. “Não se pode conceber comportamento discriminatório da União, em virtude do local onde residem, de brasileiros em idêntica condição”, afirmou.

Segundo o relator, os dados apresentados pelos estados autores da ação sinalizam desequilíbrio tanto na concessão de novos benefícios quanto na liberação dos já inscritos na Região Nordeste.

Pandemia

Inicialmente, os estados pediram a intervenção do STF para determinar à União o fornecimento de dados que justificassem a concentração de cortes do Bolsa Família na Região Nordeste e para que fosse dispensado aos inscritos nos sete estados tratamento isonômico em relação a beneficiários dos demais entes da Federação.

Com a eclosão da pandemia do novo coronavírus e as medidas decorrentes do distanciamento social, os estados apresentaram petição requerendo a suspensão dos cortes, em razão do impacto das providências adotadas sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social. Os governadores informaram ao ministro Marco Aurélio que, em março, além das restrições a novos registros, foram cortadas mais de 158 mil bolsas, 61% delas na Região Nordeste.

O Governador Flávio Dino comemorou a decisão.

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Coronavírus: Somente Maranhão e Roraima permanecem sem casos confirmados

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Aumentaram em 45% entre esta quinta (19) e esta sexta-feira (20), os casos confirmados do novo Coronavírus (Covid-19). Os dados são do Ministério da Saúde. O mais recente balanço federal afirma que o Brasil tem 970 casos e 11 mortes. Os dados consideram informações repassadas pelas secretarias estaduais até as 16h.

O número de Estados com casos confirmados era de 21 na quinta e na sexta subiu para 25. Somente o Maranhão e Roraima seguem sem nenhum caso confirmado.

No fim da tarde de hoje, a Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão (SES) comunicou que, um homem de 59 anos, com histórico de viagem para Minas Gerais, apresentou crise respiratória e está internado em leito de isolamento na UTI do Hospital Carlos Macieira, onde está recebendo toda a assistência necessária. Não há confirmação, no momento, de diagnóstico, o que está sendo investigado.

Maranhão, Rondônia e Roraima não têm casos confirmados de coronavírus

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As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 13h10 desta sexta-feira (20), 654 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 23 Estados e no Distrito Federal. São sete mortes no Brasil, duas no Rio de Janeiro e cinco em São Paulo, onde o Ministério da Saúde registrou apenas quatro mortes.

Os estados do Amapá e do Mato Grosso identificaram seus primeiros casos. O Pará já registrou dois homens infectados, na faixa etária dos 35 anos, e o Acre alcançou sete casos. Somente o Maranhão, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram casos.

Confira aqui o balanço das secretarias de Saúde.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de quinta-feira (19), contabiliza 621 infectados. O órgão anunciou que deixará de trabalhar com casos suspeitos e divulgará apenas situações confirmadas e mortes.

As informações são do Bem Estar (G1)

Maranhão é o 5⁰ Estado em todo o Brasil que mais investe, afirma O Globo

Obras do Hospital da Ilha é um dos muitos investimentos realizados pelo Governo do Maranhão (Foto: Divulgação)

Um levantamento nacional feito pelo jornal O Globo com dados oficiais mostra que o Maranhão foi o quinto Estado em todo o Brasil que mais investiu em 2019.

Além disso, a pesquisa revela que o Maranhão é o sexto Estado que mais avançou na qualidade da educação.

Segundo o Globo, o Maranhão investiu no ano passado o equivalente a 6,3% da receita, enquanto muitas outras unidades da federação encontram dificuldades para equacionar as contas públicas.

Os investimentos em obras e serviços foram possíveis graças à situação fiscal equilibrada do Maranhão.

Os números revelados pelo Globo estão em estudo do Ipea, que é um órgão do governo federal.

Educação

O Maranhão foi o sexto Estado que mais melhorou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade da educação.

“O Nordeste avança a passos largos para quitar sua dívida social na educação. Segundo dados do Instituto Unibanco, entre os dez estados brasileiros que mais avançaram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio entre 2005 e 2017, quatro são do Nordeste: Pernambuco, Piauí, Maranhão e Ceará”, diz a reportagem do Globo.

O Ceará era o 11º em 2005 e subiu para quarto em 2017. Pernambuco saltou da 20ª posição para a terceira, e o Maranhão, da 25ª para a 14ª. Já o Piauí saiu da penúltima posição para a 16ª”, acrescenta o texto.

O Escola Digna já chegou a quase mil obras entregues na educação maranhense, incluindo construção e reformas de colégios públicos.

Maranhão está entre Estados que ampliaram investimentos, diz pesquisa

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O Maranhão está entre os seis estados da federação que ampliaram os investimentos no comparativo entre os anos de 2015 e 2019, primeiro ano de mandato de governadores. O levantamento foi realizado pelo jornal Valor Econômico, com dados da Secretaria do Tesouro Nacional e valores atualizados pelo IPCA.

Segundo a pesquisa, em 2019 o Governo do Maranhão investiu mais de R$ 1,3 bilhão em obras e políticas públicas em todo o estado. O crescimento dos investimento em comparação com 2015 é na ordem de até 20%.

Desde 2015, a gestão do Governo do Maranhão tem feito investimentos relevantes em todas as áreas, conquistando legados sociais principalmente na educação, saúde e segurança.

Entre as conquistas estão a melhora na nota do IDEB, que saltou de 2,8 para 3,4; o estabelecimento de uma rede de escolas públicas em tempo integral, alcançando 74 unidades; a implantação da maior rede de saúde da história do estado, com a abertura de hospitais regionais e clínicas especializadas; e o declínio de 72% na taxa de homicídios na região metropolitana de São Luís, que era uma das maiores do país.

Cenário nacional

Dos 25 Estados que entregaram relatórios fiscais ao Tesouro (Rio Grande do Norte e Roraima não enviaram dados), os investimentos somaram R$ 33,2 bilhões. Na média acumulada dos estados, isso representa queda de 28,4% em relação a 2015, comprovando o contexto nacional de recessão econômica.

Saiba mais sobre o reajuste no salário dos professores

Felipe Camarão, Secretário de Educação

1_O reajuste nos salários dos professores da rede estadual será de até 17,5%;

2_O reajuste contempla 45.204 servidores, ativos (29.069) e aposentados, e o impacto anual será de R$ 198 milhões na Folha de pagamento;

3_ O reajuste nos vencimentos irá variar entre 5% e 17,49% (somadas a outras vantagens como: titulações e outras gratificações);

4_Levando em conta que a inflação aferida pelo IPCA foi de 4,31%, todos as professoras e professores terão ganho real acima da inflação;

5¬_O Maranhão segue no topo das maiores remunerações do Brasil para professores da rede pública estadual: R$ 6,3 mil para 40h semanais;

6_O Maranhão usará 100% do recurso do FUNDEB para pagar as remunerações dos professores e ainda irá complementar com recursos próprios. Em 2019 esse complemento foi de quase R$ 211 milhões;

7_MA segue muito acima dos pisos nacionais do MEC, que esse ano é de R$ 2.886,24 (para 40h) e R$ 1.443,12 (20h – proporcional);

8_O menor vencimento-base de um professor III com 20 horas semanais mais a GAM, será de R$ 3.179,48, podendo chegar a R$ 4.046,02 (sem contar com adicionais e titulações);

9_O vencimento de um professor com regime de trabalho de 40h, somado com a GAM, será, no mínimo, de R$ 6.358,96, podendo chegar a R$ 8.092,06 (sem os adicionais e as titulações);

10_Professores contratados também passarão a receber o valor do novo piso nacional proporcional à jornada de 20h, R$ 1.443,12;

11_ Com o reajuste, o Maranhão pagará para professores com jornada de 40 horas semanais 120,31% a mais que o dobro do Piso Nacional;

12_Nenhum professor receberá abaixo do Piso, efetivo ou contratado.

Maranhão lidera crescimento de emprego com carteira assinada no Nordeste

Foto Reprodução

O Maranhão teve o crescimento percentual do emprego com carteira assinada em 2019 em todo o Nordeste, de acordo com o Ministério do Trabalho. A alta foi de 2,3%, acima da média nacional (1,68%) e quase o dobro da nordestina (1,21%).

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Maranhão criou 10.707 vagas formais no ano passado.

Em termos absolutos, o número só não é maior que o da Bahia (alta de 1,82%) – que tem uma população maior – no Nordeste. Se for levado em conta todo o Brasil, o Maranhão teve o oitavo maior crescimento das vagas com carteira assinada.

Esse foi o terceiro ano seguido que o Maranhão teve saldo positivo no Caged. Desde 2017, a curva vem subindo. Naquele ano, tinham sido 1.221 postos. Em 2018, subiu para 9.649. E agora, quase 11 mil. “Em termos proporcionais, tivemos um dos melhores desempenhos do país. Agradeço aos empresários e aos trabalhadores”, disse o governador Flávio Dino.

PIB e emprego

A criação de novos empregos tem sido acompanhada do crescimento econômico do Maranhão. O PIB do Estado teve em 2017 crescimento quatro vezes maior que a média nacional, de acordo com estudo do IBGE. Esse é o período mais recente de medição dos PIBs estaduais. O resultado de 2018 ainda não foi calculado.

O PIB representa a soma das riquezas de um país, Estado ou município. Ou seja, mede como vai a economia desses locais.

O Maranhão teve alta de 5,3% em 2017. Foi o quádruplo do verificado em nível nacional. O Brasil alcançou um crescimento de 1,3% no mesmo ano.

O salto da economia maranhense foi o quarto maior do país, somente atrás de Mato Grosso (12,1%), Piauí (7,7%) e Rondônia (5,4%). Outras 23 unidades da Federação tiveram desempenho abaixo do verificado no Maranhão.

Além disso, o PIB do Maranhão foi o segundo mais alto do Nordeste. De acordo com o IBGE, três Estados tiveram queda do PIB em 2017: Paraíba, Sergipe e Rio de Janeiro.

G1: Maranhão fica novamente entre os governos mais eficientes do Brasil

Governador Flávio Dino (PCdoB)

A pesquisa anual do site G1 mostra novamente o Maranhão entre os dois governos mais eficientes de todo o Brasil. O G1 é o portal da Rede Globo e faz esse levantamento desde o fim de 2015.

O ranking avalia os compromissos de campanha e as promessas feitas por cada governante antes de assumir o cargo.

Neste caso, a avaliação se refere ao primeiro ano de mandato dos governantes eleitos ou reeleitos em 2018 e que tomaram posse em 2019.

De acordo com o G1, o governador Flávio Dino já cumpriu em 2019 ou está cumprindo 70% das propostas feitas em sua campanha de reeleição. Isso coloca o Maranhão como um dos dois mais eficientes do país, ao lado do Ceará, com 74%.

O índice obtido pelo Maranhão é melhor do que o conseguido no primeiro ano do primeiro mandato de Flávio Dino. Em 2015, a taxa de eficiência tinha sido de 59%.

Como aconteceu em 2019, o Maranhão também estava entre os dois melhores em 2015. E, nos anos seguintes, até o fim do primeiro mandato, assumiu a liderança.

Como muitas das propostas de governo de Dino já estão encaminhadas ou prontas para ser executadas, a tendência é que o índice melhore significativamente na próxima avaliação.

Promessas cumpridas

Entre as ações colocadas em prática pelo governador estão a ampliação do programa Mais IDH, que atende os municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano. Também ampliou o Travessia, programa que oferece transporte gratuito para pessoas com deficiência em 29 cidades do estado.

O governador manteve o Orçamento Participativo no estado. Em cinco anos, está prestes a chegar a mil obras entregues na Educação, entre novas escolas e reformas, além de criar laboratórios regionais de ciências.

Veja aqui a avaliação feita pelo G1

Maranhão é o 4º Estado brasileiro que mais reduz mortes no trânsito

Queda no número de mortes foi de 14% (Foto: Divulgação)

O Maranhão foi o quarto Estado em todo o Brasil que mais reduziu as mortes em acidentes de trânsito entre 2016 e 2017, de acordo com dados do governo federal. Esse é o período mais recente divulgado pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

A queda no número de mortes no Maranhão foi de 14%, menor apenas que as de Alagoas, Ceará e Distrito Federal.

Considerando o Brasil todo, houve diminuição de 5,28%. Ou seja, o Maranhão teve um desempenho quase três vezes melhor que a média nacional.

Cinco Estados tiveram aumento no número de mortes em acidentes de trânsito. Os demais registraram queda.

Prevenção

O Maranhão tem feito diversas ações educativas e preventivas no trânsito para evitar e reduzir acidentes.

De acordo com do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), em 2019, projetos educativos foram aplicados em 136 cidades maranhenses e atenderam 415 escolas e 109 empresas dos setores públicos e privados.

A diretora geral do Detran-MA, Larissa Abdalla Britto, diz que o Departamento “colocou como uma de suas prioridades a efetivação de atividades educativas para a redução de acidentes no trânsito. O resultado deste compromisso é que, neste ano, 356.715 pessoas foram atendidas com nossas ações”.

As operações da Lei Seca também vêm contribuindo para a diminuição dos acidentes de trânsito.

De julho a dezembro deste ano, foram abordados 7.229 veículos abordados, com 6.565 testes de bafômetro e 911 autos de infração relacionados à Lei Seca.

Redução na capital

Outro resultado importante é a redução de 19% no número de óbitos por acidentes de trânsito em São Luís. O levantamento, realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), aponta a queda dos números no primeiro semestre de 2019, relacionado ao mesmo período de 2018.

O Detran-MA vem trabalhando, intensivamente, com ações educativas para melhorar o trânsito e reduzir os índices de acidentes com vítimas fatais. Estas atividades, que incluem ações educativas e fiscalizatórias da Lei Seca, têm contribuído para a mudança de comportamento de condutores e pedestres”, ressalta Larissa Abdalla.