Sem ônibus da empresa 1001, passageiros enfrentam longas filas e demora nas paradas

Foto Reprodução

O encerramento das atividades da empresa de ônibus 1001, no último dia 21, prejudicou centenas de usuários do transporte coletivo de São Luís. Pelo menos 15 bairros foram prejudicados. Entre eles, Cohatrac, Parque Vitória e Ipem Turu.

Registros feitos no início da manhã desta segunda-feira (9), na avenida Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Cohatrac, mostram paradas cheias e poucos ônibus circulando na região.

Os moradores afirmam que apenas três linhas estão atendendo a região e que passam bastante tempo nas paradas para tentar chegar pelo menos no Terminal de Integração da Cohab, e de lá seguir ao destino final.

A situação não é muito diferente no Parque Vitória e no Ipem Turu. Com a falência da empresa 1001, a situação, que já era ruim, ficou ainda pior para os bairros afetados com a interrupção dos serviços das linhas de ônibus.

Falhas no transporte coletivo de São Luís são alvo de inquérito civil


O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de São Luís, instaurou, nesta segunda-feira, 23, inquérito civil para apurar possíveis violações aos direitos dos usuários do transporte coletivo urbano na capital maranhense. Abriu o procedimento a promotora de justiça Lítia Cavalcanti.

Os focos da investigação incluem o Município de São Luís, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET), os consórcios Central, Via SL e Upaon-Açu, além da empresa Viação Primor Ltda.

O objetivo é apurar falhas na prestação do serviço, paralisações, interrupções, problemas estruturais e eventuais irregularidades relacionadas à gestão, financiamento e operação do sistema do transporte público.

Entre os fundamentos do inquérito estão o caráter essencial do transporte coletivo, o direito do consumidor ao serviço público adequado, o princípio da modicidade tarifária e o dever de continuidade do serviço.

Como providências iniciais, o MPMA pediu à SMTT e ao SET informações e documentos sobre todas as linhas do sistema de transporte coletivo, incluindo itinerários, consórcios, concessionárias e frotas; planilhas de custos do serviço; valores de subsídios tarifários pagos entre 2021 e 2026; número de novos ônibus introduzidos no sistema no mesmo período e medidas administrativas adotadas pelo Município quanto às falhas na prestação do serviço.

Também foram solicitadas ao Consórcio Via SL informações sobre a situação da empresa Expresso Rei de França e os motivos das interrupções da prestação do serviço desde 2025.

Suspeito de tentar matar enfermeira em São Luís tem prisão decretada


A Justiça do Maranhão decretou, nesse domingo (22), a prisão preventiva de Rômulo Sousa Coimbra, suspeito de cometer tentativa de feminicídio contra a enfermeira Sarah Julia Melo, de 29 anos, na Cidade Operária, em São Luís.

O suspeito é ex-companheiro da vítima e segue foragido. Se condenado, pode cumprir pena de 12 a 30 anos de prisão pela tentativa de feminicídio.

Sarah foi esfaqueada na sexta-feira (20) pelo ex-companheiro. No sábado (21), esteve na Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, onde registrou ocorrência.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) informou que foi expedido requerimento de medida protetiva de urgência em seu favor.  Disse também que o inquérito tramita sob sigilo, a fim de resguardar a integridade da vítima, e preservar a regularidade do procedimento investigativo.

Empresa 1001 inicia demissão em massa; mais de 15 bairros de São Luís devem ser afetados


Usuários do transporte coletivo de 15 bairros de São Luís devem ser afetados com a falência do Expresso Rei de França (1001), anunciada nesse sábado (21). A empresa iniciou o desligamento em massa dos trabalhadores.

Entre os bairros afetados, estão: Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.

A empresa alega dificuldades financeiras, que resultou em atraso salarial dos funcionários. Durante a reunião com os trabalhadores, a empresa apresentou um acordo de demissão, que não foi acatado por todos.

A crise na empresa já se arrasta há algum tempo. Em novembro do ano passado, os trabalhadores da 1001 realizaram uma paralisação, que durou mais de duas semanas. Na véspera de Natal realizaram outra paralisação.

Neste ano, aderiram ao movimento grevista de todos os rodoviários da Grande Ilha. A Prefeitura de São Luís ainda não se pronunciou sobre o caso. Enquanto isso, alguns usuários do transporte coletivo da capital já sentem o impacto do encerramento das atividades da 1001.

Moradores da Vila Maranhão reclamam de problemas de saúde após vazamento de fertilizantes

Moradores do bairro Vila Maranhão, em São Luís, alegam problemas de coceira na pele e agravamento de problemas respiratórios após vazamento de produtos quimícos da empresa Valen Fertilizantes e Armazéns Ltda na região. As famílias da região também reclamam da poeira, manchas na vegetação e mudanças na cor da água.

Diante da problemática, a Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís determinou que a empresa responsável pelo dano retirasse e realocasse as famílias, que vivem na área de risco, em hotéis ou imóveis alugados pela empresa por, no mínimo, 30 dias.

Na última quinta-feira (5), a pedido do Ministério Público, a Justiça concedeu uma liminar reconhecendo o desastre ambiental ativo na localidade.

O vazamento de produtos químicos altamente poluentes foi confirmado por relatório técnico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e por autos de notificação e embargo da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh).

Conforme relatório da Sema, o vazamento teve origem em maquinários recém adquiridos pela empresa, que se encontravam no terreno, sem proteção. O material tóxico pode ter sido espalhado para fora dos limites da empresa através das chuvas.

Ônibus urbanos permanecem parados mesmo após decisão do TRT

Foto Reprodução

A mobilidade urbana em São Luís permanece comprometida nesta sexta-feira (6), com os ônibus urbanos ainda fora das ruas, apesar da recente decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) que previa o fim da greve. Apenas os veículos semiurbanos circulam, mas sem acesso aos terminais de integração, dificultando a rotina de milhares de passageiros.

O impasse ocorre mesmo após o tribunal aprovar o mesmo reajuste salarial de 5,5% já concedido aos rodoviários do semiurbano, que equivale a um aumento de R$ 151 no salário e pouco mais de R$ 40 no  tiquete-alimentação. A situação evidencia divergências dentro da categoria urbana, que optou por manter a paralisação.

A ausência de transporte urbano completo tem gerado protestos de passageiros que enfrentam dificuldades para se deslocar entre bairros e realizar integrações nos terminais.

SET destaca trabalho do Estado nas tratativas pelo fim da greve de ônibus

Paulo Pires

O diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de São Luís, Paulo Pires, afirmou que o Governo do Estado está fazendo um grande esforço para a retomada do transporte em São Luís, destacando o trabalho da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB). A declaração foi dada nesta quinta-feira (5) em coletiva à imprensa após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 16ª Região de reajuste de 5,5% para os motoristas de ônibus.

“Seria impossível a gente conseguir ou ter algum tipo de serviço de transporte hoje se não fosse a atuação do Governo do Estado e da MOB, que fizeram um trabalho técnico e estão em avaliação sobre os subsídios para criar um equilíbrio econômico nesse sistema”, afirmou Paulo Pires.

Ele ainda destacou a presença de representantes do governo nas audiências com o TRT e o empenho de uma equipe técnica para análise das planilhas e outros documentos. De acordo com o dirigente do SET, o sistema de transporte urbano na capital maranhense está diante de um colapso e a ausência de suporte do município tem agravado essa crise.

“Essas empresas quando param a partir de um determinado momento não têm dinheiro para trazer o serviço de volta. Então agradeço a atitude da MOB e do presidente Adriano Sarney que fez o esforço com a sua equipe técnica e nesse momento está debruçado sobre as planilhas para saber quais são as condições que serão possíveis fazer para as empresas e para acomodação dessas demandas dos rodoviários”, frisou.

A greve de ônibus foi deflagrada no dia 30 de janeiro pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA) e o TRT da 16ª Região assumiu a mediação diante do impasse nas tratativas com a Prefeitura de São Luís e com o SET.

“Nós vamos pedir medidas judiciais, além das que já temos contra o município. Existem já decisões do STF para que a Prefeitura [de São Luís] devolva o dinheiro das empresas, que já tem mais de R$ 4 milhões descontados indevidamente e não foi devolvido porque existe o interesse claro de quebrar o sistema de São Luís”, declarou.

Presidente do sindicato detalha retorno dos rodoviários às atividades em São Luís

Marcelo Brito, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Estado do Maranhão (STTREMA), concedeu esclarecimentos nesta quinta‑feira (5) sobre o fim do movimento grevista que paralisou o transporte público em São Luís e o retorno dos rodoviários às atividades depois de 7 dias.

Justiça do MA limita preços de apps durante greve de ônibus em São Luís

Foto Reprodução

A Justiça do Maranhão determinou que Uber e 99 limitem os preços das corridas durante a greve dos rodoviários na Grande São Luís.

A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, atendeu a pedido do Procon-MA após denúncias de aumentos considerados abusivos.

Com a paralisação do transporte público iniciada na sexta-feira (30), usuários ficaram dependentes dos aplicativos e enfrentaram tarifas acima da média, comprometendo até recursos destinados à alimentação, segundo o órgão.

A liminar obriga as plataformas a manterem os valores na média dos 30 dias anteriores à greve, apresentar em cinco dias relatório sobre o cálculo do preço dinâmico e informar claramente o valor final antes da confirmação da corrida. Em caso de descumprimento, cada empresa poderá ser multada em R$ 50 mil por dia, revertidos ao Fundo Estadual de Direitos Difusos.

O magistrado ressaltou que o Código de Defesa do Consumidor proíbe aumentos sem justificativa e que a cobrança acima do habitual, sem transparência, configura prática abusiva, especialmente em um cenário em que a população depende dos aplicativos para deslocamentos essenciais.

As empresas têm 15 dias para contestar, e o Ministério Público será intimado para fiscalizar o cumprimento da decisão.

Rodoviários do semiurbano voltam a paralisar ônibus na Grande São Luís

Foto Reprodução

A quarta-feira (4) começou com expectativa de normalização no transporte semiurbano da Grande São Luís, mas terminou em novo impasse. Mesmo após aceitarem um reajuste salarial definido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, rodoviários voltaram a paralisar os ônibus poucas horas depois de anunciarem o fim da greve.

Os coletivos chegaram a sair das garagens e iniciar as viagens, mas foram interrompidos no meio do percurso. Passageiros, já com passagem paga, foram obrigados a descer nas proximidades do Terminal da Praia Grande, onde houve interdição parcial da via e impacto direto no trânsito.

A retomada da paralisação ocorreu logo após decisão judicial que havia encerrado oficialmente a greve no semiurbano. Diante do impasse entre rodoviários e empresários, o desembargador Gerson de Oliveira fixou reajuste de 5,5% e garantiu a manutenção do plano odontológico — percentual aceito pela categoria.

A medida vale apenas para o sistema semiurbano. O transporte urbano de São Luís segue paralisado por falta de proposta da Prefeitura. Já o Governo do Maranhão sinalizou aumento de R$ 0,60 no subsídio por passageiro, buscando evitar reajuste tarifário e assegurar a retomada do serviço.