_Espetáculo segue em cartaz na área do Espaço Reserva, no Shopping da Ilha; a programação segue até terça-feira, dia 21 de abril_
Após o grande sucesso de público no último fim de semana, o Circo Americano segue encantando São Luís com a continuidade do Disney Magic Show, espetáculo que transformou o picadeiro em um verdadeiro universo mágico e conquistou famílias de todas as idades.
A programação continua nesta quinta-feira (16), às 20h30, com a apresentação tradicional do circo, reunindo artistas e números clássicos que já fazem parte da experiência do público.
Já a partir de sexta-feira (17) até terça-feira (21), o público poderá conferir novamente o Disney Magic Show, que retorna ao picadeiro com uma programação especial e sessões distribuídas ao longo do fim de semana e início da próxima semana.
Foto Reprodução
O espetáculo reúne grandes personagens do universo Disney e sucessos que marcaram gerações, como Divertidamente 2, Toy Story, Rei Leão, Stitch, Frozen 2 e a Turma do Mickey, além da participação especial das Guerreiras do K-Pop, que trazem ainda mais energia e modernidade à apresentação.
Com cenários grandiosos, iluminação cênica, trilha sonora envolvente e efeitos especiais, o show proporciona uma experiência imersiva, transportando o público para dentro das histórias e criando momentos de emoção e encantamento do início ao fim.
Instalado no Espaço Reserva, na área externa do Shopping da Ilha, o Circo Americano segue como uma das principais opções de lazer para as famílias neste período, reforçando o sucesso da temporada na capital maranhense.
SERVIÇO
Circo Americano – Disney Magic Show
Espaço Reserva – área externa do Shopping da Ilha
Quinta-feira (16)
• 20h30 – Espetáculo tradicional do Circo Americano
Sexta-feira (17)
• 20h30
Sábado (18)
• 15h30 | 18h | 20h30
Domingo (19)
• 15h30 | 18h | 20h30
Segunda-feira (20)
• 20h30
Terça-feira (21)
• 20h30
Obs: Funcionamento diário da bilheteria a partir das 13h
A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) — em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) — oficializou uma nova etapa dos Programas de Aperfeiçoamento e de Trainee em Saneamento. A iniciativa, viabilizada pelo Governo do Estado, sob a liderança do governador Carlos Brandão, reforça uma política pública estruturante voltada à qualificação profissional, à inovação tecnológica e ao fortalecimento da gestão pública no setor.
O lançamento — realizado na última segunda-feira (6) — marcou a ampliação histórica da iniciativa, que alcança, em 2026, o total de 243 bolsas, o maior número desde sua criação. A expansão evidencia o êxito da estratégia governamental de valorização da mão de obra local e de integração entre conhecimento acadêmico e práticas operacionais, impactando diretamente os serviços prestados nos 138 municípios atendidos pela Companhia.
A solenidade reuniu representantes das principais instituições envolvidas, simbolizando a convergência entre Estado, ciência e educação. Participaram da mesa de honra da solenidade de lançamento dos programas o presidente da CAEMA, Marcos Aurélio Freitas; o presidente da FAPEMA, Nordman Wall; o reitor da UFMA, Fernando Carvalho Silva; o diretor executivo do IFMA, Gedeon Silva Reis, representando o reitor Carlos Cesar Teixeira Ferreira; a diretora de Gestão Administrativa, Financeira e de Pessoas da CAEMA, Flávia Alexandrina, e os diretores da Companhia José Miguel Serra Neto (Operação), Rodrigo Sales (Engenharia e Meio Ambiente) e Mauro Muniz (Comercialização).
Durante o evento, o presidente da CAEMA destacou que a iniciativa traduz uma diretriz estratégica do governador Carlos Brandão ao investir na formação de capital humano como vetor de desenvolvimento sustentável. Segundo ele, a incorporação dos novos bolsistas e trainees dá continuidade a um processo de modernização institucional que já resultou na transformação de dezenas de processos internos, com ganhos expressivos em eficiência e inovação no setor de saneamento.
Foto Reprodução
O presidente da FAPEMA, Nordman Wall, ressaltou que o investimento em ciência, tecnologia e inovação encontra sua efetividade quando gera impactos concretos na vida da população. Para ele, a parceria assegura que o conhecimento produzido nas instituições de ensino seja aplicado diretamente na melhoria dos serviços públicos, promovendo eficiência operacional e desenvolvimento socioeconômico.
No campo acadêmico, o reitor da UFMA, Fernando Carvalho Silva, e o diretor executivo do IFMA, Gedeon Silva Reis do IFMA, enfatizaram o papel das instituições na formação de profissionais qualificados e na promoção da pesquisa aplicada. Segundo eles, a inserção dos estudantes em ambientes reais de operação amplia a capacidade técnica e contribui efetivamente para a formação de quadros preparados para enfrentar desafios estruturais do saneamento.
A diretora de Gestão Administrativa, Financeira e de Pessoas da CAEMA, Flávia Alexandrina, avaliou que a atuação dos participantes dos programas tem impacto direto na qualidade dos serviços prestados à população. Segundo ele, a integração entre jovens talentos e equipes técnicas tem permitido maior agilidade na gestão de sistemas complexos, elevando o padrão operacional da Companhia.
Já os diretores da Companhia Rodrigo Sales (Engenharia e Meio Ambiente), José Miguel Serra Neto (Operação) e Mauro Muniz (Comercialização) enfatizaram que a atuação dos bolsistas e trainees reflete diretamente na ponta do serviço prestado. O entendimento é de que a integração desses jovens profissionais permite que a CAEMA atue com mais agilidade e assertividade, elevando o padrão de serviço, permitindo um saneamento mais humano e tecnologicamente avançado.
Implementados em maio de 2024, os Programas de Aperfeiçoamento e de Trainee em Saneamento vêm se consolidando como instrumentos estratégicos de renovação institucional. Com a ampliação em 2026, a expectativa é de aceleração dos ganhos de eficiência e da consolidação de um modelo de gestão que utiliza a educação, a pesquisa aplicada e a inovação como pilares para a transformação da infraestrutura e da qualidade de vida no Maranhão.
Após dois meses de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, que desapareceram em Bacabal (MA), o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Célio Roberto, afirmou que ainda mantém esperança de encontrar as crianças com vida. Nesta sexta-feira (6/3), em entrevista ao Metrópoles, ele detalhou as etapas da operação realizada para localizar os menores.
“Queremos um desfecho muito positivo para esse caso. Eu não perco a esperança. Peço a Deus que essas crianças sejam localizadas com vida. Confio que poderemos ter esse resultado em breve, se Deus quiser”, declarou o comandante.
Ágatha, Allan e Anderson Kauan, de 8 anos, desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem de casa para ir até um pé de maracujá na região. Quatro dias depois do desaparecimento, Kauan foi encontrado com vida e sem roupas por um carroceiro, a cerca de 4 quilômetros da comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos.
Entre moradores, militares e equipes de resgate, a força-tarefa reuniu mais de 300 pessoas para percorrer 45 quadrantes da extensa área de mata da região em busca das crianças.
Mesmo com operações em frentes terrestres, aéreas e fluviais, incluindo trechos do Rio Mearim, as forças de segurança do Maranhão ainda não obtiveram respostas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.
O comandante do CBMMA está em Brasília para participar de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH) que discute o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil.
Durante a reunião, foram debatidas estratégias para reduzir os casos de desaparecimento de menores no país. Também foi agendada uma audiência pública em Bacabal com o objetivo de mobilizar novamente a população e obter possíveis informações que ajudem nas buscas.
Segundo Célio Roberto, a audiência pode incentivar moradores que participaram das buscas a compartilhar informações relevantes. “Uma audiência pública no município pode trazer pessoas que tenham alguma informação importante. Por esse aspecto, considero válido realizar esse trabalho lá”, afirmou.
Ele acrescentou ainda que as forças de segurança do Maranhão estão abertas a receber apoio logístico para ampliar as operações e mobilizar novamente a comunidade nas buscas por Ágatha e Allan.
A Receita Federal apreendeu, nesta quarta-feira (4), uma encomenda contendo medicamentos usados para emagrecimento e tratamento de diabetes no terminal de cargas do Aeroporto de São Luís. O valor estimado dos produtos retidos chega a R$ 264 mil.
Durante a fiscalização, foram encontrados 240 frascos de tirzepatida, 22 canetas de Mounjaro e 12 de retatrutide. Alguns desses medicamentos são indicados para pacientes com diabetes tipo 2, mas também têm sido buscados para controle de peso.
Segundo a Receita Federal, as canetas de Mounjaro estavam sem a documentação fiscal necessária, o que configura transporte e comercialização irregulares. A ação foi conduzida pela Divisão de Vigilância e Repressão da 3ª Região Fiscal (Direp03), que identificou a encomenda por meio de monitoramento e seleção criteriosa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a venda da tirzepatida e da retatrutide no Brasil, conforme as Resoluções nº 4.641/2025 e nº 214/2026. Todo o material apreendido será destruído, e os responsáveis podem responder nas esferas civil, penal e tributária.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Consumidor de São Luís, encaminhou, nesta segunda-feira, 2, ofício ao prefeito Eduardo Braide, em que solicita que o Município se manifeste, no prazo de cinco dias corridos, sobre o interesse em celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A medida visa recompor a regularidade, a continuidade e a adequação do serviço de transporte coletivo urbano na capital.
A manifestação ministerial foi assinada pela promotora de justiça Alineide Martins Rabelo Costa, titular da 1ª Promotoria do Consumidor.
A iniciativa ocorre em meio à paralisação do sistema causada pela greve dos rodoviários, que afeta milhares de usuários. No despacho que fundamenta o pedido, a Promotoria destaca que a crise enfrentada pelo setor não é pontual, mas de natureza estrutural.
O documento aponta falhas persistentes na gestão do sistema, déficit de transparência, instabilidade regulatória e um risco concreto à continuidade do serviço de transporte coletivo público, que é essencial para a população.
De acordo com a promotora de justiça, o procedimento no Ministério Público foi impulsionado por denúncias de cidadãos que relatam uma série de irregularidades, tais como frota precária, com veículos antigos, sem manutenção, com problemas mecânicos e falta de ar-condicionado; superlotação (ônibus circulando acima da capacidade permitida, comprometendo a segurança e o conforto, especialmente de idosos e pessoas com deficiência).
Também foi denunciada a infraestrutura deficiente, evidenciada pela falta de sinalização e de abrigos adequados nos pontos de ônibus.
SOLUÇÃO
Segundo o MPMA, a solução para esses problemas demanda a adoção de medidas que garantam melhorias reais na gestão e na prestação do serviço. A ausência de uma resposta satisfatória por parte da administração municipal em prazos anteriores também foi registrada no despacho, o que reforça a necessidade do TAC como via de composição.
O Ministério Público alerta que a eventual falta de manifestação do Município dentro do prazo estabelecido poderá levar à adoção de outras providências institucionais cabíveis.
EQUILÍBRIO DO CONTRATO
Na manifestação do Ministério Público, é ressaltada a importância da preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Sindicato das Empresas de Transporte (SET) alega que o Município negligencia a anualidade do reajuste da tarifa de remuneração, o que contribui para que o sistema não se sustente em seus “pilares econômicos e financeiros”.
O documento ministerial aponta que decisões administrativas impactaram a política de mobilidade, como o uso de recursos públicos em soluções emergenciais em vez de investimentos no transporte regular.
O Ministério Público avalia que o Termo de Ajustamento de Conduta é o instrumento adequado para tratar o conflito, o que exige um diálogo qualificado entre as partes para regularizar o serviço de transporte coletivo. “ A situação impõe a intensificação do diálogo institucional entre o Ministério Público do Maranhão, o Município de São Luís, a SMTT, as empresas concessionárias do transporte coletivo e o Tribunal de Contas do Estado, com vistas à discussão qualificada acerca do efetivo cumprimento da concessão pública firmada”, sugere a promotora de justiça Alineide Martins
O cantor Léo Santana arrastou cerca de 300 mil pessoas à Avenida Litorânea, em São Luís, neste domingo (1º), durante o circuito “Vem Pro Mar” do Pré-Carnaval do Maranhão.
Mesmo com a paralisação dos rodoviários, o show aconteceu em grande clima de festa. Léo comentou a situação em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (2).
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de São Luís (SET) recorreu à Justiça nesta terça-feira (27) para assegurar a circulação mínima de ônibus na capital maranhense, diante da possibilidade de paralisação dos rodoviários nas próximas 72 horas.
A medida ocorre após o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) sinalizar indicativo de greve caso não haja avanço nas negociações salariais.
Em comunicado, o SET explicou que a ação judicial é em caráter emergencial e tem como objetivo preservar um serviço considerado essencial para a população da cidade e da Região Metropolitana. O sindicato das empresas afirmou que as negociações com a Prefeitura de São Luís não avançaram e que ainda não houve proposta de reajuste que contemple as demandas da categoria.
O transporte público da Grande São Luís pode enfrentar uma nova greve nos próximos dias. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) informou que, nesta terça-feira (27), encaminhou ofícios ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET), às empresas do sistema de transporte coletivo e aos órgãos competentes, comunicando a decisão da categoria e estabelecendo um prazo de 72 horas para uma resposta do setor patronal.
A medida foi tomada após quatro reuniões de negociação entre trabalhadores e empresários, sem avanços nas tratativas. Segundo o sindicato, as propostas apresentadas pelo setor patronal não atenderam às reivindicações da categoria, protocoladas ainda em novembro de 2025 e referentes à Convenção Coletiva de Trabalho 2026.
Diante do impasse, os rodoviários, reunidos em assembleia geral, deliberaram pela possibilidade de paralisação das atividades. O prazo de 72 horas, contado a partir desta terça-feira, foi definido como limite para que o setor patronal apresente uma posição concreta. Caso não haja acordo dentro desse período, a greve deverá ser deflagrada.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade, nesta terça-feira (27), à tomada de depoimentos no âmbito da investigação que apura uma suposta fraude envolvendo o Banco Master. Quatro pessoas ligadas ao banco e ao BRB (Banco Regional de Brasília) estão previstas para prestar esclarecimentos à Polícia Federal (PF), responsável pela condução das oitivas.
Na segunda-feira (26), foram ouvidos Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo Financeiro e de Administração do BRB, e Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master. Conforme apurado, apenas Dário Garcia Junior respondeu aos questionamentos. Já Alberto Felix de Oliveira Neto optou por permanecer em silêncio durante todo o depoimento.
Para esta terça, está programada a oitiva presencial de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, ex-diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. A PF também espera ouvir, por videoconferência, Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master.
Outros dois investigados, Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ambos executivos da Tirreno — empresa também investigada no esquema —, não compareceram ao STF na segunda-feira. Segundo as defesas, o prazo para análise do processo foi insuficiente para a preparação dos depoimentos, o que levou ao pedido de remarcação das oitivas.
As audiências estão concentradas em apenas dois dias após decisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso, que reduziu o prazo solicitado pela Polícia Federal. A medida gerou novo desgaste na relação institucional com a corporação. Nos bastidores, Toffoli tem demonstrado desconfiança em relação à atuação da PF na condução da investigação.
A Polícia Federal tem prazo de 60 dias para concluir o inquérito e apresentar relatório com as provas colhidas e eventuais indiciamentos, caso não haja novo pedido de prorrogação. Segundo informações divulgadas anteriormente, o ministro Toffoli avalia a possibilidade de devolver o processo à primeira instância da Justiça, onde o caso tramitava até o fim do ano passado.
A investigação chegou ao STF devido ao suposto envolvimento de um deputado federal, o que atraiu a competência da Corte em razão do foro privilegiado. Desde dezembro, decisões do relator têm causado incômodo tanto na Polícia Federal quanto entre integrantes do próprio Supremo, que discutem internamente formas de evitar novos desgastes à imagem da Corte
As fraudes investigadas na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) acenderam um alerta para um risco de efeito-dominó ainda pouco percebido pelo mercado, com potencial impacto direto no Maranhão e outros estados.
No caso maranhense, a situação ganhou relevância porque o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) mantém no BRB, conforme já noticiado no Blog do Minard, a gestão de bilhões de reais em depósitos judiciais, valores que podem ser afetados caso a saúde financeira do banco estatal se deteriore.
O problema tem origem em uma iniciativa que, até recentemente, era vista como um trunfo do BRB: a criação do chamado “pix judicial”. A ferramenta integrou o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central ao Judiciário, agilizando a liberação de depósitos judiciais. Após o sucesso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o BRB venceu licitações e passou a operar o sistema também em tribunais estaduais, incluindo o do Maranhão.
Com isso, o banco passou a administrar valores expressivos depositados em contas judiciais, que funcionam como garantias em processos para assegurar o pagamento ao final das ações. Pessoas que acompanham de perto o caso estimam que o montante total sob gestão do BRB nesses contratos possa chegar a quase R$ 30 bilhões, incluindo os recursos vinculados ao Judiciário maranhense.
A tentativa frustrada de aquisição do Banco Master, no entanto, expôs fragilidades graves. As investigações apontam que o BRB teria comprado carteiras de crédito fraudulentas do Master, em valores que podem variar de R$ 10 bilhões a até R$ 16 bilhões. Esse rombo potencial compromete a capacidade do banco de honrar seus compromissos, inclusive a liberação de recursos judiciais sob sua responsabilidade.
No Maranhão, o risco é que, caso o BRB não consiga liberar os valores determinados por decisões judiciais, o governo estadual seja forçado a assumir o prejuízo para garantir o funcionamento do Judiciário. Como o estado enfrenta restrições fiscais, uma situação desse porte poderia gerar forte pressão sobre as contas públicas.
Nos bastidores, já se fala na possibilidade de um pedido de socorro à União. A avaliação é que o Distrito Federal não teria capacidade de realizar sozinho um aporte suficiente para sanear o BRB após o dano provocado pelas fraudes, e que estados como o Maranhão também teriam dificuldades para absorver os efeitos financeiros de uma eventual crise do banco.
Pix judicial no Maranhão
No Maranhão, o BRB assumiu a responsabilidade pelos depósitos judiciais após contratação feita pelo Tribunal de Justiça. A tecnologia do pix judicial foi apontada como diferencial técnico, ao permitir maior agilidade e integração com os sistemas do tribunal.
Com o avanço das investigações sobre o Banco Master, porém, a continuidade dessa operação passou a ser questionada, já que a capacidade financeira do BRB para cumprir integralmente suas obrigações entrou em xeque.
Outro lado
Em nota, o BRB afirmou que todas as operações com o Banco Master sob investigação estão sendo analisadas em apuração independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll. O banco reafirmou compromisso com a transparência, a estabilidade institucional e o cumprimento dos contratos firmados com os tribunais, afirmando que segue “sólido, seguro e operando normalmente”.
O Tribunal de Justiça do Maranhão informou que tem ciência das informações públicas sobre as apurações envolvendo o BRB e que recebeu, em novembro, ofício do banco com esclarecimentos institucionais detalhados sobre sua situação administrativa e financeira.
Segundo o TJMA, o contrato prevê que, em caso de rescisão, denúncia ou não renovação, a migração dos depósitos judiciais para outra instituição financeira ocorrerá conforme os procedimentos estabelecidos pelo Banco Central. A corte também destacou que a contratação do BRB ocorreu por dispensa de licitação e que foram analisadas propostas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, levando em conta não apenas o retorno financeiro, mas também critérios técnicos, experiência prévia e capacidade operacional.