Ex-prefeito e ex-secretária de Bela Vista são condenados por desvio de verbas do Fundeb

Ex-prefeito de Bela Vista do Maranhão Orias de Oliveira

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença favorável em ação civil de improbidade administrativa movida contra o ex-prefeito de Bela Vista do Maranhão Orias de Oliveira Mendes e a ex-secretária municipal de Educação. A Justiça Federal condenou os ex-gestores por desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), destinados à rede municipal de ensino.

A sentença reconheceu que os gestores autorizaram o pagamento de salários a dezenas de ‘servidores fantasmas’ entre 2013 e 2015, causando prejuízo comprovado aos cofres públicos. Além disso, a apuração do MPF também identificou a nomeação de parentes de gestores municipais aos cargos públicos e a contratação de profissionais sem a escolaridade mínima exigida para atuar na rede básica de ensino.

A apuração teve início a partir de inquérito civil instaurado pelo MPF, que identificou ao menos 42 pessoas incluídas irregularmente na folha de pagamento da educação municipal, sem prestar qualquer serviço público à instituição. Parte dos beneficiários morava em outros municípios ou mantinha outros vínculos empregatícios. As provas demonstram que os réus agiram conscientemente ao permitir e manter os pagamentos indevidos a pessoas que não prestaram serviços para a educação do município, contribuindo para o enriquecimento de terceiros de forma ilícita com verbas públicas.

A Justiça Federal condenou os ex-gestores pela prática de improbidade administrativa e determinou aos réus o ressarcimento integral e solidário dos valores desviados, multa civil equivalente ao dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos (dez anos para o ex-prefeito e oito anos para a ex-secretária) e proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período.

A decisão foi proferida pela 5ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Maranhão e ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

’18 Minutos’: MPF aponta irregularidades tributárias de desembargadores e juízes do MA

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) já identificou indícios de ilícitos tributários envolvendo desembargadores, juízes de 1º grau e servidores do Maranhão, no contexto da chamada “Operação 18 Minutos”. Segundo a investigação, alguns denunciados teriam fornecido informações falsas sobre patrimônio e renda, o que motivou a abertura de um procedimento fiscal próprio para apuração detalhada das supostas irregularidades. A informação é do site Direito e Ordem.

O MPF solicitou compartilhamento de provas junto à Receita Federal, pedido que foi deferido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na petição, a procuradoria descreve detalhadamente os fatos e indica que determinados desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) podem ter cometido crimes fiscais.

A instituição ressalta que as possíveis irregularidades não se limitam a crimes tributários, podendo também ter reflexos em processos de improbidade administrativa envolvendo os investigados.

Justiça Federal condena ex-prefeito do MA e empresa por desvio de R$ 573 mil

Foto Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação do ex-prefeito de Santa Luzia (MA) Márcio Leandro Antezana Rodrigues, da empresa Consulplan Consultoria e Planejamento e do sócio-proprietário por ato de improbidade administrativa.

O caso, que envolveu um contrato milionário para obras de habitação e infraestrutura, resultou em uma sentença na Justiça Federal que obriga o ressarcimento de R$ 573 mil (valor atualizado e acrescido de juros) aos cofres públicos pelos danos causados.

A ação ajuizada pelo MPF tinha como objetivo principal a responsabilização de agentes públicos e privados por danos causados ao patrimônio público e pela liberação indevida de verbas. Segundo o documento, em 2007, o município de Santa Luzia firmou um Contrato de Repasse com o Ministério das Cidades, por meio da Caixa Econômica Federal.

O valor total era de R$ 3,6 milhões, destinados à construção de moradias, infraestrutura urbana e regularização de terrenos no povoado Esperantina. A empresa Consulplan foi contratada para executar esses serviços em 2008, no entanto, apenas 28,99% (60 unidades habitacionais) apresentavam funcionalidade, de acordo com a Supervisão Técnica da Caixa.

Segundo a sentença, os repasses federais começaram a ser feitos nas gestões seguintes. No entanto, a investigação do MPF revelou uma série de problemas. A empresa abandonou as obras e, em auditorias da Caixa, foram identificados pagamentos feitos por serviços incompletos. Um exemplo flagrante foi o pagamento de R$ 225 mil por um reservatório de água que não foi construído.

O Tribunal de Contas da União (TCU) também julgou as contas dos envolvidos como irregulares. O valor total do dano ao erário (prejuízo aos cofres públicos) foi calculado em R$ 372,4 mil – atualizado até 2016 alcança R$ 573 mil.

Penas – De acordo com a decisão, o ex-prefeito agiu com dolo específico (intenção) ao liberar verbas públicas sem seguir as normas e ao não fiscalizar adequadamente. A conduta causou prejuízo e favoreceu a empresa Consulplan. Dessa forma, ele foi condenado à suspensão dos direitos políticos por 8 anos e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais por 5 anos. Além disso, dever pagar multa civil de R$ 100 mil e ressarcir em 50% o dano aos cofres públicos, ou seja, R$ 286,5 mil.

A empresa Consulplan e o sócio-proprietário também foram condenados a pagar multa civil de R$ 100 mil, a ressarcir 50% do dano erário – dividido igualmente com o ex-prefeito –, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais por 5 anos.

Cabe recurso da decisão.

Rombo de R$ 70 milhões: MPF apura suposta manipulação de matrículas em Mata Roma

Prefeito de Mata Roma, Besaliel Albuquerque

O Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão vai apurar uma denúncia de possível fraude no Censo Escolar do município de Mata Roma. A acusação aponta que dados de matrícula teriam sido inflados no sistema EducaCenso para aumentar irregularmente os repasses do Fundeb.

Segundo a denúncia, cerca de R$ 70 milhões dos mais de R$ 164 milhões recebidos entre 2020 e 2025 teriam sido transferidos com base em matrículas fictícias. A suposta fraude já foi comunicada também à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU).

O caso traz à tona um histórico de irregularidades no município: em 2016, o MPF acionou a Justiça após detectar mais de 1.300 matrículas falsas no Censo de 2014.

Se confirmada a fraude, os responsáveis poderão responder por improbidade administrativa, além de sanções civis e penais.

 

MPF mira ex-prefeito do MA por suspeitas de irregularidades em convênio com a Codevasf

MPF

O ex-prefeito de Fortaleza dos Nogueiras, Luiz Natan Coelho dos Santos, está na mira do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria da República no Maranhão instaurou um inquérito civil público para investigar possíveis irregularidades na execução de um convênio no valor de R$ 580 mil, firmado entre o município e a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

O acordo, firmado em 2020, previa a recuperação de estradas vicinais. No entanto, a 8ª Superintendência Regional da Codevasf apontou ao MPF indícios de má aplicação dos recursos durante a gestão de Luiz Natan. A denúncia levou à abertura formal da investigação, sob responsabilidade do procurador da República Daniel Medeiros Santos.

Com prazo de até um ano para a conclusão do inquérito, o MPF poderá, ao final, ajuizar uma ação civil pública caso sejam confirmados atos de improbidade administrativa.

CRO/MA anula concurso para advogado após recomendação do MPF

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O Conselho Regional de Odontologia do Maranhão (CRO/MA) decidiu anular o concurso público para o cargo de advogado, regido pelo Edital nº 07/2024, após recomendação do Ministério Público Federal (MPF). A medida foi tomada após o MPF apontar diversas irregularidades no edital e na execução do contrato com a empresa responsável pelo certame.

Entre os problemas identificados estão a ausência de reserva de vagas para candidatos pretos, pardos e pessoas com deficiência, exigência indevida de experiência profissional, critérios eliminatórios na prova de títulos, falta de isenção de taxa para pessoas de baixa renda e prazos inadequados para solicitação de isenção por PCDs. Também foi questionada a contratação da banca organizadora por inexigibilidade de licitação, sem comprovação da experiência necessária.

Em reunião com o MPF, o CRO/MA informou que acatou integralmente a recomendação e pretende contratar uma nova banca por meio de chamamento público. O novo processo seletivo será amplamente divulgado em uma seção específica no site do Conselho, com todas as correções exigidas para garantir a legalidade, a transparência e a ampla concorrência.

 

MPF pede suspensão imediata do concurso do CRO do Maranhão

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O Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma recomendação ao Conselho Regional de Odontologia do Maranhão (CRO/MA) devido a uma série de irregularidades no concurso público promovido pelo órgão, para advogados.

Entre os problemas apontados, estão a falta de clareza sobre a aplicação de cotas raciais e para pessoas com deficiência (PCD), além da exigência indevida de experiência prévia de seis meses para o cargo de advogado, que não está prevista em lei nem no plano de cargos do CRO/MA. O MPF também apontou a confusão nos documentos e no próprio site do CRO/MA, que não deixam claro se o processo é um “concurso público” ou um “seletivo”.

Além disso, o órgão destacou a falta de transparência nas informações no site do CRO/MA, que dificultam o acesso aos detalhes sobre o concurso e comprometem a publicidade do processo.

Entre as medidas recomendadas, estão a imediata suspensão do concurso, a correção das falhas no edital e a reabertura do certame para garantir a ampla concorrência, especialmente após as correções significativas. O órgão federal  também solicitou a revisão das condições de isenção de taxa para pessoas com deficiência, a adequada justificação da contratação da empresa organizadora do concurso e a garantia de que as normas de eliminação na prova de títulos não prejudiquem candidatos aprovados em etapas anteriores sem fundamentos legais claros.

O prazo para que o presidente do CRO/MA se manifeste sobre a suspensão do concurso é de 48 horas, enquanto as demais providências devem ser respondidas em até 10 dias. O MPF deixou claro que continuará acompanhando a situação e poderá tomar novas medidas caso as recomendações não sejam atendidas.

MP apura supostos crimes de racismo e bullying em escola de São Luís

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A 2ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luís investiga um possível caso de injúria racial e bullying envolvendo um aluno da Escola Crescimento, situada no bairro do Renascença.

O episódio envolve a invasão da plataforma digital da escola para supostamente atacar uma criança.

Sob a condução do promotor Rosalvo Bezerra de Lima Filho, o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) já iniciou diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.

É hoje!!! Peritoró Comemora 28 Anos com Festa Inesquecível e Grandes Atrações

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No dia 22 de novembro, Peritoró completa 28 anos de emancipação política, e a data promete ser celebrada em grande estilo! A Prefeitura Municipal preparou uma programação especial para marcar este momento tão importante na história da cidade.

Com shows de Manin Vaqueiro e Mari Fernandez, dois grandes nomes da música brasileira, a festa será um ponto alto das comemorações. A festa ainda contará com Mateus Ximenes e DJ Rogério Mix. Manin Vaqueiro, conhecido por seus hits que exaltam a cultura nordestina, e Mari Fernandez, uma das maiores sensações do piseiro e sertanejo atual, prometem animar a noite e fazer todo mundo cantar e dançar ao som de seus sucessos.

Além da programação musical, o aniversário da cidade é também uma oportunidade para refletir sobre o progresso e as conquistas de Peritoró, principalmente ao longo dos últimos 4 anos. É um momento de celebrar a força e a união de um povo que, com muito trabalho e dedicação, constrói uma cidade cada vez melhor para se viver.

Venha fazer parte dessa grande festa e celebrar os 28 anos de Peritoró! É hora de unir alegria, tradição e gratidão por tudo o que nossa cidade representa. Não perca!

Data: 22 de novembro
Atrações: Manin Vaqueiro e Mari Fernandez, Mateus Ximenes e DJ Rogério Mix
Local: Avenida Francisco Matos
Entrada: Gratuita

Peritoró merece ser celebrada, e você é nosso convidado especial para tornar essa noite ainda mais inesquecível!

Tesoureiro da Caixa forja extorsão e é condenado por desviar R$ 400 mil em Imperatriz

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Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), um tesoureiro da Caixa Econômica Federal (CEF) foi condenado por peculato e comunicação falsa de crime em Imperatriz, Maranhão. O funcionário, que trabalhava na agência de Açailândia, desviou R$ 400 mil do cofre da instituição em outubro de 2016 e tentou encobrir o roubo com uma falsa narrativa de extorsão. Ele alegou ter sido ameaçado por um homem armado, que teria forçado o saque sob ameaça de violência contra ele e sua família.

No entanto, a investigação da Polícia Federal revelou várias inconsistências em sua versão, como a ausência de sinais de invasão em sua casa e a falta de evidências no local onde o dinheiro supostamente teria sido deixado. Além disso, o tesoureiro não comunicou o crime imediatamente às autoridades ou à própria CEF, aumentando as suspeitas sobre sua história. Testemunhas também apontaram incoerências em seu depoimento.

Com base nas evidências, a Justiça Federal condenou o tesoureiro a quatro anos, cinco meses e cinco dias de reclusão, em regime semiaberto, pelos crimes de peculato e comunicação falsa de crime. Além disso, ele foi condenado a pagar setenta dias-multa e a restituir os R$ 400 mil desviados.