Moraes manda investigar possível vazamento de dados de ministros do STF

Ministro Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para apurar se houve quebra ilegal de sigilo fiscal de integrantes da Corte por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Receita Federal. A investigação tramita sob sigilo.

A apuração foi instaurada por iniciativa do próprio ministro, sem solicitação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF). A informação foi divulgada inicialmente pelo site Poder360 e confirmada pela CNN Brasil.

A decisão ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e após a divulgação de que irmãos do ministro Dias Toffoli — relator de processos ligados ao caso no Supremo — realizaram negócios com o fundo Reag Investimentos, que é suspeito de envolvimento em fraudes associadas à instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.

Outro ponto que ampliou a repercussão do caso foi a revelação recente de um contrato no valor de R$ 129 milhões entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

O foco do inquérito é a atuação do Coaf e da Receita Federal, dois órgãos considerados estratégicos no combate à lavagem de dinheiro. O Coaf é responsável por identificar movimentações financeiras atípicas e elaborar relatórios de inteligência financeira que auxiliam investigações criminais. Já a Receita administra tributos federais e dispõe de instrumentos legais para acessar dados fiscais e financeiros.

A investigação deverá esclarecer se houve extrapolação de competências ou uso indevido de informações protegidas por sigilo, especialmente quando envolvem autoridades com foro no Supremo Tribunal Federal.

Lula participa de ato sobre o 8/1 sem cúpula do Congresso e STF

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comandou, nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, a cerimônia que marcou os três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro, episódio que entrou para a história recente do país como um ataque direto às instituições democráticas. O evento reuniu ministros, aliados políticos e representantes de movimentos sociais, mas também evidenciou vazios institucionais significativos.

Chamou atenção a ausência dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que optou por não comparecer. O STF realizou uma programação paralela para relembrar a data, num gesto que reforça a separação simbólica entre os Poderes, mesmo diante de um episódio que os atingiu simultaneamente.

Enquanto a solenidade ocorria no Salão Nobre, militantes, apoiadores do governo e integrantes de movimentos sociais se concentravam em frente à Praça dos Três Poderes, em um ato convocado pelo PT em defesa da democracia. A expectativa era de que Lula descesse a rampa do Planalto para cumprimentar o grupo, estimado em cerca de 3 mil pessoas.

O evento também foi atravessado por um forte pano de fundo político: a expectativa de que o presidente oficialize o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim de 2025, que reduz penas de condenados pelos atos golpistas e é visto no Palácio do Planalto como uma tentativa de reescrever a gravidade do 8 de Janeiro. Lula já sinalizou a aliados que deve barrar a proposta, mesmo sob risco de novo embate com o Legislativo.

Nos bastidores, o veto é tratado como um gesto calculado para reforçar a narrativa de que não haverá conciliação com o golpismo, ainda que o governo esteja empenhado em reduzir tensões com o Congresso após meses de disputas políticas.

Além da defesa da democracia, o discurso governista incorporou o tema da soberania nacional, especialmente após recentes episódios envolvendo a Venezuela e ações dos Estados Unidos na região. Para integrantes do governo, o ato de 8 de Janeiro passa a representar não apenas a condenação do passado, mas também um posicionamento político diante de disputas geopolíticas atuais.

Ex-diretor da PRF tenta sair do Brasil, usa passaporte falso e acaba preso no Paraguai

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O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi detido na madrugada desta sexta-feira (26) no aeroporto internacional de Assunção, no Paraguai, após tentar deixar o país mesmo estando legalmente impedido de sair do Brasil. A prisão foi realizada por autoridades paraguaias, com apoio de informações repassadas pela Polícia Federal brasileira.

Segundo a PF, o episódio é tratado como tentativa de fuga. Vasques teria deixado o território nacional por via terrestre, utilizando um veículo alugado, e portava documentação falsa, incluindo um passaporte paraguaio. Ainda de acordo com a investigação, ele apresentou uma carta na qual alegava estar em tratamento contra câncer, versão usada para justificar uma suposta viagem a El Salvador com saída a partir do Paraguai.

A detenção ocorre poucos dias após o ex-diretor da PRF ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão, em decisão proferida no último dia 16. A sentença refere-se a crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado.

Silvinei Vasques também responde por sua atuação à frente da PRF durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Ele foi acusado de articular operações em rodovias federais com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em estados do Nordeste.

Após a prisão em Assunção, o caso entrou no radar da cooperação policial internacional. As autoridades brasileiras acompanham os desdobramentos para definir os próximos passos jurídicos, que podem incluir extradição ou transferência para o cumprimento da pena imposta pelo STF.

STF inicia hoje julgamento virtual sobre intervenção na FMF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (19) o julgamento virtual da Reclamação Constitucional nº 85.536, que discute a legalidade da intervenção judicial na Federação Maranhense de Futebol (FMF), determinada pela Justiça do Maranhão.

A ação foi ajuizada pelo presidente da entidade, Antônio Américo Lobato Gonçalves, contra decisões do Juízo da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que afastaram toda a diretoria da FMF e nomearam Susan Lucena como administradora provisória para conduzir a entidade.

No centro da controvérsia está a alegação de que as decisões da Justiça estadual violaram a autonomia constitucional das entidades desportivas, garantida pelo artigo 217 da Constituição Federal, além de desrespeitarem o entendimento firmado pelo próprio STF no julgamento da ADI 7.580, que limitou a intervenção estatal em matérias internas das entidades esportivas.

O relator do caso, ministro Flávio Dino, já havia concedido parcialmente medida cautelar, reconhecendo a existência de indícios de irregularidades administrativas, como confusão patrimonial e gestão temerária, mas ressaltando que a intervenção judicial deve ocorrer com menor grau de invasividade possível. Na decisão, o ministro determinou a realização de audiência de conciliação com participação do Ministério Público do Maranhão e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de impor restrições à atuação da interventora.

O julgamento virtual agora em curso irá definir se as decisões da Justiça maranhense extrapolaram os limites constitucionais ao intervir diretamente na gestão da FMF ou se a medida se enquadra nas exceções admitidas pela Suprema Corte em casos de ilegalidades graves.

A votação ocorre no plenário virtual do STF, onde os ministros depositam seus votos eletronicamente, sem debates presenciais. A data prevista para encerramento do julgamento é o dia 06 de fevereiro.

Amicus Curiae: OAB-MA pede ingresso no STF em ação que afastou ex-procurador-geral

Valdênio Caminha

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB-MA), protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para ingressar como amicus curiae na Reclamação Constitucional nº 69.486, que trata de suposta violação à Súmula Vinculante nº 13, relacionada a práticas de nepotismo no âmbito do Governo do Maranhão.

A ação foi ajuizada pelo partido Solidariedade contra atos atribuídos ao governador do Estado e outros agentes públicos. No curso do processo, o ministro Alexandre de Moraes proferiu decisão monocrática determinando o afastamento do então procurador-geral do Estado, Valdênio Caminha, além da exoneração de servidores e suspensão de pagamentos considerados irregulares.

No pedido apresentado ao STF, a OAB-MA sustenta que o afastamento do procurador decorreu exclusivamente da emissão de um parecer jurídico de natureza opinativa, o que, segundo a entidade, não pode ensejar responsabilização pessoal sem a comprovação de dolo ou erro grosseiro. A seccional argumenta que a medida acabou assumindo caráter de sanção antecipada, sem observância do devido processo legal.

A Ordem destaca ainda que a RCL não tem como objeto direto a conduta funcional do procurador-geral, mas sim a análise de atos administrativos supostamente contrários à jurisprudência do Supremo. Por isso, defende que a decisão atinge prerrogativas essenciais da advocacia pública e privada.

O pedido ainda aguarda apreciação do ministro Alexandre de Moraes.

 

Mesa Diretora da Câmara será eleita só a partir de outubro de 2026, seguindo interpretação do STF

Câmara Municipal de São Luís

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), confirmou que a eleição para a Mesa Diretora do biênio 2027/2028 será realizada apenas em outubro de 2026, em cumprimento à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Suprema Corte determinou que as eleições para o segundo biênio devem ocorrer a partir de outubro, substituindo a previsão anterior de abril, presente na legislação municipal. “Como presidente da Câmara, é meu dever garantir que nossa Casa esteja em conformidade com a Constituição e com as decisões judiciais”, afirmou Paulo Victor.

Na próxima segunda-feira (15), o plenário da Câmara pautará a atualização da Lei Orgânica do Município, ajustando o texto local à interpretação do STF e garantindo segurança jurídica ao processo eleitoral interno.

Iracema Vale celebra vitória no STF e defende diálogo, estabilidade e compromisso com o MA

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Em entrevista ao Bom Dia Mirante, a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, tratou dos principais temas que movimentam o cenário político estadual, reforçando sua postura de diálogo, responsabilidade institucional e compromisso com o povo maranhense.

A parlamentar celebrou o encerramento do processo judicial que por um ano colocou em análise a eleição da Mesa Diretora da Assembleia. A decisão unânime de 10 a 0 no Supremo Tribunal Federal foi classificada por ela como uma “vitória da democracia, do regimento interno da Casa e da própria Assembleia Legislativa”.

“Agora temos tranquilidade e estabilidade por parte dos colegas, porque da minha parte nunca houve intranquilidade. A Assembleia nunca parou. Trabalhamos normalmente durante todo esse período”, afirmou Iracema. Para a presidente, a decisão do STF reforça não apenas a segurança jurídica do Parlamento, mas também “a estabilidade do Estado como um todo”.

TCE-MA: Assembleia aguarda decisão

Questionada sobre os processos relacionados à escolha dos novos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Iracema esclareceu que a Casa já cumpriu todos os ritos necessários. “A Assembleia já fez todos os procedimentos. Agora aguardamos apenas a decisão do ministro para darmos prosseguimento à eleição. Estamos ansiosos para cumprir nossa parte.”

PSB, transição partidária e falta de diálogo interno

Em relação às mudanças no comando do PSB, agora sob liderança da senadora Ana Paula Lobato, Iracema foi firme ao explicar porque ainda não deixou a sigla.“Estamos aguardando a carta de anuência, que nunca chegou às nossas mãos, apesar dos pedidos já realizados. Também precisamos dar entrada no TRE para obter a liberação por justa causa.”

Repactuação política e relação com o governador Carlos Brandão

Indagada sobre a possibilidade de repactuação política, tema levantado pelo PCdoB, Iracema reafirmou sua crença no diálogo e também valorizou os gestos diários do governador Carlos Brandão, que, segundo ela, vão muito além do ambiente político.“Os gestos do governador são feitos todos os dias, para a classe política e para o povo do Maranhão. São programas sociais, obras antes consideradas impossíveis. O governador é um homem de diálogo, trabalho e compromisso com as pessoas.”

LOA 2026 e expectativas para o ano eleitoral na Assembleia Legislativa

Sobre o andamento da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, Iracema garantiu que o processo segue seu curso normal e que o ano eleitoral não comprometerá o ritmo da Casa.

“Mesmo sendo ano eleitoral, teremos muito trabalho pela frente. A Assembleia seguirá firme, honrando suas responsabilidades com o povo do Maranhão”, concluiu.

Weverton Rocha revela que Lula buscará diálogo com Alcolumbre após viagem ao Nordeste

Senador Weverton Rocha

O senador Weverton Roch (PDT-MA), responsável pela relatoria da indicação de Jorge Messias à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, declarou nesta terça-feira (02) que o presidente Lula planeja se encontrar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assim que retornar do Nordeste, onde cumpre agenda ao longo da semana. Weverton e o presidente se reuniram para um almoço no Palácio do Planalto na segunda-feira (01).

“O presidente comentou comigo ontem que, após voltar da viagem, provavelmente na quinta ou sexta-feira ou no início da próxima semana, ele pretende procurar o presidente Davi para marcar um encontro. O intuito é dialogar e entregar uma mensagem a ele, estabelecendo um novo calendário de trabalho”, explicou Weverton.

Nesta tarde, Davi Alcolumbre anunciou o adiamento da sabatina de Messias. A audiência, que estava agendada para o dia 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi adiada porque o Palácio do Planalto ainda não enviou a mensagem e as informações necessárias para a tramitação no Senado.

Ao falar sobre a suspensão do calendário previamente anunciado, Weverton fez alusão a uma declaração que deu na semana passada, onde expressou ter recebido “uma granada sem pino”.

“Ontem, não consegui atender ninguém porque minha atenção estava voltada para reintegrar o pino na granada. Felizmente, consegui resolver isso, o pino foi colocado de volta. Agora, com a decisão do presidente Davi de cancelar o calendário que foi divulgado em conjunto com o presidente da CCJ, Otto Alencar, temos a oportunidade de iniciar os trabalhos relacionados à relatoria e ao indicado pelo presidente, Jorge Messias.

Weverton dará parecer favorável à indicação de Messias para o STF

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O senador Weverton Rocha (PDT-MA) entrou de vez no centro da disputa pela nova vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ao confirmar que dará parecer favorável ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias. Como relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o pedetista se tornou peça-chave na estratégia do governo para destravar a sabatina marcada para 10 de dezembro.

“Ele preenche todos os requisitos necessários para ocupar a vaga”, afirmou Weverton à CNN Brasil, numa tentativa clara de reduzir tensões e criar o ambiente mínimo para a aprovação. Ao ser questionado sobre a temperatura política no Senado, respondeu de forma seca, mas calculada: “Estamos trabalhando!”

A articulação, no entanto, não é simples. Messias — indicação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — enfrenta resistência direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que atuou abertamente para emplacar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A ala ligada a Alcolumbre trabalha para constranger o Planalto e, segundo aliados próximos, o número de votos contrários pode chegar a 60, cenário que deixaria Messias em situação delicada. Para ser aprovado, ele precisa de 41 votos favoráveis.

Mesmo diante do clima hostil, Lula não recuou e manteve o nome do atual AGU. A avaliação interna no governo é que Messias atende plenamente aos critérios constitucionais de “notório saber jurídico” e “reputação ilibada”, e que a rejeição seria uma derrota política de grandes proporções.

Bolsonaro e outros cinco do núcleo 1 passam por audiência de custódia nesta quarta

Bolsonaro pela PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros cinco condenados do núcleo 1 da trama golpista vão passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (26), conforme determinação da Justiça. As sessões, de caráter obrigatório no Brasil, são realizadas para verificar se a prisão está sendo cumprida dentro das normas legais. Todas ocorrerão de forma remota, com a presença da defesa e de um representante do Ministério Público, e têm duração prevista de 30 minutos.

As audiências estão programadas entre 13h e 15h30, nos locais em que os réus estão custodiados:

  • Almir Garnier: 13h, Estação Rádio da Marinha, Brasília
  • Anderson Torres: 13h30, Complexoí Penitenciário da Papuda, Brasília
  • Augusto Heleno: 14h, Comando Militar do Planalto, Brasília
  • Jair Bolsonaro: 14h30, Superintendência Regional da PF, Brasília
  • Paulo Sérgio Nogueira: 15h, Comando Militar do Planalto, Brasília
  • Walter Braga Netto: 15h30, 1ª Divisão do Exército, Vila Militar, Rio de Janeiro

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) não teve audiência designada, por estar foragido nos Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal providencie sua extradição.

Os condenados já estão cumprindo suas penas, após a decisão da Primeira Turma do STF, que na terça-feira (25) negou os recursos das defesas e manteve o cumprimento das sentenças.

Conclusões das condenações do núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro: 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado
  • Walter Braga Netto: 26 anos, regime fechado
  • Alexandre Ramagem: 16 anos, 1 mês e 15 dias, regime fechado
  • Almir Garnier: 24 anos, regime fechado
  • Anderson Torres: 24 anos, regime fechado
  • Augusto Heleno: 21 anos, regime fechado
  • Paulo Sérgio Nogueira: 19 anos, regime fechado
  • Mauro Cid: 2 anos, regime aberto