
As sentenças que desnudam o “estado de coisas” e o colapso de São Luís sob a gestão da vitrine.
Enquanto o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) tenta consolidar sua imagem como um gestor eficiente para o eleitorado do interior do Maranhão, o cotidiano da capital revela fendas profundas em sua base de apoio. Decisões recentes da Vara de Interesses Difusos e Coletivos funcionam como um inventário de falhas estruturais que afastam grupos específicos de eleitores.
O Blog do Minard desconstitui a maquiagem publicitária e aponta quem são os invisíveis que sentem na pele o abandono e que, por uma questão de sobrevivência, não podem dar o voto a quem lhes nega o básico
O usuário do transporte público:
Quem enfrenta o ônibus superlotado, a espera interminável na parada e o calor de veículos sucateados não vota em Braide. O cotidiano desse eleitor é um suspense de greves — foram mais de dez paralisações na gestão “braidista”.
Enquanto o sindicato luta por direitos básicos, a prefeitura assiste ao caos de braços cruzados, mantendo uma nova licitação engavetada há mais de um ano. Se a própria gestão admite as falhas do sistema, por que o certame não foi prioridade?
A Justiça, diante do “estado de coisas”, precisou intervir e decretou o encerramento imediato do contrato com a Via SL, autorizou a requisição de ônibus e permitiu a entrada forçada em garagens. Saiba mais!
O paciente do Socorrão: sobrevivente de uma “saúde de guerra”
Quem depende do SUS não vota em Braide. A condenação imposta ao Município e ao Hospital Djalma Marques revela detalhes de uma medicina de guerra. Denúncias de falta de insumos e mortes por ausência de atendimento formam o prontuário de uma gestão que ignora a dor.
A sentença do juiz Douglas de Melo Martins determina que o Município deixe de utilizar carrinhos de anestesia como respiradores improvisados e de transformar salas de recuperação em enfermarias inadequadas. Ao estabelecer prazo de 60 dias para regularização e obtenção do alvará sanitário, a decisão expõe a gravidade da situação e impõe uma resposta imediata para um sistema que opera sob condições críticas.
O morador dos bairros invisíveis
Quem convive com a coleta irregular de lixo, denunciada até por presidenciáveis em passagem pela cidade, sabe que o foco de Braide é a moldura, não o quadro. Braide governou para o Reels de 15 segundos. Enquanto o morador do bairro esquecido amarga o mau cheiro e a presença de lixões a céu aberto, a prefeitura investe em maquiagem urbana.
A fuga de Eduardo Braide para a disputa estadual deixa São Luís em um “estado de coisas” — termo jurídico para o caos absoluto. O ludovicense que espera o ônibus que não vem, ou que reza por um respirador real no Socorrão, já percebeu que a maquiagem caiu.
O Maranhão vai querer importar esse modelo de falência?








