Dossiê Nova Olinda: provas robustas e jurisprudência empurram para cassação de Ary

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O cenário político em Nova Olinda do Maranhão caminha para um desfecho judicial severo. Com o julgamento do recurso do prefeito Ary Menezes e seu vice, Ronildo da Farmácia, pautado para este mês de março no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), a manutenção da cassação de primeira instância parece ser o caminho natural diante do conjunto probatório.

Diferente de processos baseados apenas em suposições, o caso de Nova Olinda está ancorado em uma tríade fatal para mandatos eletivos: provas documentais (Pix), registros audiovisuais de confissão e o uso flagrante de bens públicos.

Os três pilares da acusação

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O parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) é cirúrgico ao dividir as irregularidades em episódios específicos que demonstram o modus operandi da chapa:

1 O “rastro digital” do Pix: Um comprovante de transferência de R$ 2 mil via Pix feita pelo Instituto Nova Guarani a uma eleitora aparece nos autos do processo. Após a beneficiária publicar nas redes sociais apoio à candidata da oposição, dois aliados de Ary, entre eles o sogro do prefeito, Apolinário Pereira da Silva, foram até sua casa cobrar a devolução do valor. A abordagem foi gravada em vídeo e, segundo o relato da testemunha, houve ameaça de morte caso o dinheiro não fosse devolvido.

2. A cozinha do crime: Outro depoimento relata a entrega de R$ 2 mil em espécie dentro de uma residência, após reunião entre o candidato Ary Menezes, Ronildo da Farmácia e apoiadores. Segundo o casal que prestou depoimento, o dinheiro foi entregue na cozinha da casa, longe dos demais presentes. Posteriormente, emissários do candidato voltaram ao local para exigir a devolução após manifestação pública de apoio à oposição. A abordagem também foi registrada em vídeo por familiares.

3. Patrimônio público a serviço da compra de votos: Um terceiro episódio envolve a promessa de 1.500 telhas, 20 sacos de cimento e madeira em troca de apoio político. O eleitor relatou que o material foi retirado de um galpão da prefeitura, administrada à época por Iracy Weba (PP).

O fim da era das “liminares eternas”

Se no passado prefeitos cassados conseguiam “empurrar” o mandato até o fim através de recursos infinitos, a jurisprudência atual, consolidada pelo STF na ADI 5525, mudou o jogo.

Assim que o TRE-MA (órgão colegiado) confirmar a sentença de cassação, o afastamento de Ary Menezes é imediato. Eventual recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, não possui efeito suspensivo automático e, segundo especialistas em Direito Eleitoral, a concessão desse tipo de medida é considerada difícil de ser obtida.

Em Nova Olinda, onde a diferença foi de apenas dois votos, qualquer interferência econômica mínima é suficiente para anular a legitimidade da eleição.

Casos no Brasil
  • Bela Vista (Maranhão 2020) ocorreu o caso de cassação do prefeito Orias de Oliveira Mendes por abuso de poder. Após a decisão que determinava sua saída do cargo, ele tentou permanecer no posto por meio de vários recursos judiciais, levando o processo até o STF. No entanto, o ministro Dias Toffoli negou o pedido para suspender a cassação, determinando seu afastamento imediato da prefeitura. Com isso, o município precisou realizar novas eleições, que aconteceram em janeiro de 2020.
  • Choró, Potiretama e Senador Sá (Ceará – 2026): Agora em março de 2026, esses três municípios cearenses estão realizando eleições suplementares. Os prefeitos eleitos em 2024 foram cassados, e o TRE-CE marcou a votação para escolher os novos gestores que ficarão no cargo até 2028.

  • Narandiba (São Paulo – 2025): Em novembro de 2025, o prefeito e a vice foram cassados por compra de votos (Pix e materiais de construção). O processo seguiu o rito para a convocação de nova eleição.

  • São Francisco de Assis (Rio Grande do Sul – 2024): O prefeito eleito em 2020 foi cassado pelo TSE já no fim do mandato, em março de 2024, por compra de votos. Foram determinadas novas eleições para cobrir o período restante.

  • Cachoeirinha (Rio Grande do Sul – 2022): O prefeito foi cassado no segundo ano de mandato por abuso de poder econômico. Uma eleição suplementar foi realizada em outubro de 2022 para eleger um novo prefeito para o “mandato-tampão”.

O rito do afastamento

Caso o Plenário do TRE-MA siga o parecer do Ministério Público Eleitoral, o cronograma para Nova Olinda será:

    • Publicação do Acórdão: O tribunal oficializa a decisão.

    • Vacância e Interinidade: O Presidente da Câmara Municipal assume a prefeitura imediatamente.

    • Convocação de Eleições Suplementares: O TRE-MA define o calendário para que a população retorne às urnas. Não assume a segunda colocada, pois os votos da chapa vencedora são anulados por fraude.

A manutenção de Ary Menezes no cargo, diante de provas tão viscerais — que incluem até a utilização de Deepfakes e investigações da Polícia Federal na “Operação Cangaço Eleitoral” — representaria um retrocesso para a Justiça Eleitoral maranhense. O caso deixou de ser uma disputa política local para se tornar um teste de autoridade para o TRE-MA.

TCU descarta superfaturamento em obra de extensão da Avenida Litorânea

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O ministro Benjamin Zymler apresentou, em voto no Tribunal de Contas da União (TCU) na última quarta-feira (4), uma série de entendimentos técnicos sobre a execução da obra de extensão da Avenida Litorânea, financiada com recursos federais. A obra irá ligar São Luís ao município de São José de Ribamar e está orçada em R$ 237 milhões.

Ao avaliar os achados da auditoria, o ministro afirmou que não ficou caracterizado o chamado superfaturamento por qualidade na obra.

Esse tipo de irregularidade ocorre quando a administração pública paga por um serviço ou material de determinada qualidade, mas recebe algo inferior ao previsto no contrato.

No voto, Zymler afirmou que os elementos analisados não demonstram essa situação.

Apesar disso, o relator observou que foram identificadas inconsistências na forma de execução e de medição de alguns serviços, o que exige correções administrativas.

Superfaturamento por antecipação

O ministro também abordou outro tipo de irregularidade conhecido na jurisprudência do TCU como superfaturamento por antecipação.

Segundo o entendimento apresentado no voto, pagamentos relacionados à chamada administração local da obra devem acompanhar o avanço físico do empreendimento.

Quando os valores são pagos antes da execução proporcional dos serviços, pode haver pagamento indevido temporário de recursos públicos.

Mesmo assim, Zymler avaliou que, no caso da extensão da Avenida Litorânea, a situação foi corrigida durante a auditoria, além de haver dúvidas no próprio edital sobre o critério de medição adotado.

Por esse motivo, o relator considerou suficiente emitir apenas uma ciência formal aos gestores, sem aplicação imediata de sanções.

Alterações técnicas exigem formalização contratual

Outro entendimento apresentado no voto diz respeito à substituição de materiais durante a execução da obra.

O ministro destacou que mudanças técnicas, como a troca de tubulações previstas no projeto da extensão da Avenida Litorânea, exigem formalização por meio de termo aditivo contratual e validação técnica por profissional responsável.

Segundo Zymler, esse procedimento é necessário porque alterações desse tipo podem modificar o comportamento estrutural e hidráulico da obra.

Próximos passos após a auditoria

Com base na auditoria, o TCU determinou a adoção de providências e encaminhamentos para apuração das irregularidades identificadas no prolongamento da Avenida Litorânea.

Entre as medidas estão:

  • continuidade da análise do contrato e das alterações realizadas;
  • avaliação das justificativas apresentadas pelos responsáveis;
  • adoção de medidas corretivas para evitar prejuízos aos cofres públicos.

O relator defendeu a correção das falhas identificadas e o acompanhamento da execução da obra pelos órgãos responsáveis, com análise posterior de eventuais responsabilidades.

O processo segue em tramitação no tribunal e pode resultar em determinações adicionais aos órgãos envolvidos. (Imirante)

Weverton Rocha comanda ato de filiação do PDT que reúne lideranças do Maranhão

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A sede estadual do PDT no Maranhão, em São Luís, foi palco nesta sexta-feira (6) de um grande ato de filiação partidária que reuniu lideranças políticas de diversas regiões do estado. O evento foi comandado pelo senador Weverton Rocha e pelo ex-prefeito de Igarapé Grande Erlanio Xavier.

Mais de 50 novos filiados ingressaram na legenda, entre eles pré-candidatos a deputado estadual e federal, além de lideranças comunitárias e representantes de diferentes categorias profissionais. Prefeitos, ex-prefeitos e lideranças políticas de várias regiões do Maranhão participaram do encontro, que também marcou um momento de articulação para as próximas eleições.

Compromisso com os trabalhadores – Na sua fala, o senador Weverton Rocha deu as boas-vindas aos novos integrantes e ressaltou a tradição trabalhista do partido, destacando que o PDT mantém uma história de defesa das causas sociais e dos trabalhadores.
“Estamos mais uma vez na casa do trabalhismo, um partido que tem orgulho de sua história em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do Maranhão. Quero dar as boas-vindas a todos os novos filiados, sejam pré-candidatos, lideranças políticas ou representantes dos movimentos sociais”, afirmou.
O parlamentar também ressaltou a estratégia política do partido para as próximas eleições, defendendo a construção de chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados.
Weverton destacou ainda o trabalho realizado ao longo de seu mandato no Senado, citando ações e investimentos destinados a municípios maranhenses nas áreas de saúde, infraestrutura, segurança e assistência social.

“Nosso trabalho é a maior credencial que temos para prestar contas ao povo do Maranhão. Ao longo desses anos estivemos presentes nos municípios, apoiando desde pequenas obras até grandes projetos na saúde, infraestrutura e apoio aos trabalhadores”, disse.

Lideranças destacam liderança do senador – Entre os participantes, o prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa, destacou a importância do partido e a liderança de Weverton Rocha.

“É uma honra fazer parte do PDT, um partido de luta que pensa no povo e defende os trabalhadores. Aqui temos como líder o senador Weverton Rocha, que faz um excelente trabalho pelo Maranhão e pelo Brasil. Vamos trabalhar pela sua recondução”, afirmou.
O prefeito de Fortuna, Sebastião Costa, também elogiou a atuação do parlamentar no Senado.

“Temos um senador trabalhador, que aprova leis importantes e envia emendas para os municípios, ajudando desde a pavimentação de ruas até a construção de hospitais”, disse.

O ex-prefeito de São Bernardo e pré-candidato a deputado, João Igor, afirmou que a principal missão do grupo político será renovar o mandato do senador.

“Temos uma missão muito importante: além de eleger deputados estaduais e federais, precisamos reconduzir o senador Weverton Rocha ao Senado, reconhecendo o trabalho que ele tem feito por toda a região do Baixo Parnaíba”, declarou.

Já o ex-prefeito de Buriti Bravo e pré-candidato a deputado estadual, Cid Costa, destacou que chega ao partido para contribuir com o fortalecimento da legenda.

“Chego ao PDT de corpo e alma para trabalhar e engrandecer o partido ao lado do nosso maior líder, o senador Weverton”, afirmou.

Participação política – A ex-prefeita de Timon e pré-candidata a deputada estadual Dinair Veloso destacou a importância do partido em sua trajetória política e reafirmou o compromisso com a recondução de Weverton ao Senado.

“É um orgulho enorme fazer parte dessa família do PDT. Foi aqui que comecei minha luta política e é aqui que reafirmamos o compromisso de reconduzir esse grande líder que orgulha o Maranhão e o Brasil, que é o senador Weverton Rocha. Durante minha gestão em Timon tivemos um grande parceiro no Senado, que sempre esteve ao lado da nossa cidade”, afirmou.

A pré-candidata a deputada estadual Bruna Pessoa também celebrou a filiação e destacou a importância de ampliar a presença feminina na política maranhense.

“É uma grande felicidade entrar neste partido que tem um senador que respeita a população. Venho com a força da mulher que gosta de trabalhar, que está sempre perto da população. Precisamos colocar mais mulheres na Assembleia Legislativa e conto com o apoio de todos nesta caminhada”, declarou.

Durante o evento, o vice-presidente estadual do partido e pré-candidato a deputado federal Erlanio Xavier, reforçou que o PDT se consolida como um espaço de união política e fortalecimento das lideranças maranhenses.

“Recebemos hoje homens e mulheres que chegam para fortalecer as fileiras do partido. O PDT é uma família, um partido que tem história, palavra e compromisso com o povo”, destacou.
O encontro consolidou o crescimento do PDT no Maranhão e reforçou a articulação do partido em torno da formação de uma chapa competitiva para as eleições de 2026, com foco na ampliação da representação política da legenda no estado.

Metrópoles: comandante do CBMMA tem esperança de achar crianças com vida

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Após dois meses de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, que desapareceram em Bacabal (MA), o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Célio Roberto, afirmou que ainda mantém esperança de encontrar as crianças com vida. Nesta sexta-feira (6/3), em entrevista ao Metrópoles, ele detalhou as etapas da operação realizada para localizar os menores.

“Queremos um desfecho muito positivo para esse caso. Eu não perco a esperança. Peço a Deus que essas crianças sejam localizadas com vida. Confio que poderemos ter esse resultado em breve, se Deus quiser”, declarou o comandante.

Ágatha, Allan e Anderson Kauan, de 8 anos, desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem de casa para ir até um pé de maracujá na região. Quatro dias depois do desaparecimento, Kauan foi encontrado com vida e sem roupas por um carroceiro, a cerca de 4 quilômetros da comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos.

Entre moradores, militares e equipes de resgate, a força-tarefa reuniu mais de 300 pessoas para percorrer 45 quadrantes da extensa área de mata da região em busca das crianças.

Mesmo com operações em frentes terrestres, aéreas e fluviais, incluindo trechos do Rio Mearim, as forças de segurança do Maranhão ainda não obtiveram respostas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.

O comandante do CBMMA está em Brasília para participar de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH) que discute o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil.

Durante a reunião, foram debatidas estratégias para reduzir os casos de desaparecimento de menores no país. Também foi agendada uma audiência pública em Bacabal com o objetivo de mobilizar novamente a população e obter possíveis informações que ajudem nas buscas.

Segundo Célio Roberto, a audiência pode incentivar moradores que participaram das buscas a compartilhar informações relevantes. “Uma audiência pública no município pode trazer pessoas que tenham alguma informação importante. Por esse aspecto, considero válido realizar esse trabalho lá”, afirmou.

Ele acrescentou ainda que as forças de segurança do Maranhão estão abertas a receber apoio logístico para ampliar as operações e mobilizar novamente a comunidade nas buscas por Ágatha e Allan.

Prefeitura de Palmeirândia vira alvo de investigações do MP por irregularidades

Prefeito Edilson da Alvorada

A Prefeitura de Palmeirândia passou a ser alvo de investigações instauradas pelo Ministério Público do Estado do Maranhão para apurar possíveis irregularidades na gestão do prefeito Edilson Alvorada.

As portarias foram assinadas pelo promotor de Justiça Francisco Hélio Porto Carvalho, da comarca de São Bento.

Entre os fatos investigados estão denúncias de não pagamento do terço constitucional de férias e do adicional por tempo de serviço (quinquênio) a servidores municipais, com pendências apontadas entre os anos de 2022 e 2025. O Ministério Público também apura relatos de descontos considerados indevidos nos salários de servidores, que teriam chegado ao equivalente a até 28 dias de remuneração.

Outro procedimento investiga a suspeita de inclusão indevida de uma possível “servidora fantasma” no Portal da Transparência do município, com salário mensal de R$ 4 mil.

As investigações também alcançam possíveis irregularidades na publicação de diários oficiais eletrônicos de municípios da região e denúncias de atraso no pagamento do 13º salário, falta de pagamento do terço de férias e possível descumprimento de decisões judiciais favoráveis a servidores.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis podem responder por improbidade administrativa, além de ações judiciais que podem resultar em ressarcimento ao erário e outras sanções.

Documentos desmontam manobra de Braide para travar R$ 20 milhões da oncologia infantil por birra com vereadores

Prefeito Eduardo Braide

Enquanto o prefeito Eduardo Braide (PSD) tenta sustentar publicamente que o atraso no repasse de verbas ao Instituto Maranhense de Oncologia Aldenora Bello é uma mera questão de “ajuste técnico”, documentos oficiais revelam uma realidade muito mais grave: uma estratégia deliberada de asfixia orçamentária que ignora prazos legais, ordens do Legislativo e a urgência da saúde oncológica infantil.

Em declarações recentes ao portal Atual7, Braide apostou na desinformação para justificar o represamento de recursos destinados ao hospital e à Apae. Com uma narrativa que beira o deboche:

“O que foi divulgado pelo próprios vereadores, que inclusive foram colocados outdoors com a minha pessoa na cidade, é que os vereadores estavam cobrando uma liberação de repasse para a construção do hospital pediátrico do Aldenora Bello. Acontece que quando os vereadores destinaram as emendas, destinaram para custeio, para manter o hospital. Aí a pergunta que qualquer pessoa tem que se fazer é: ‘Como é que você vai botar dinheiro para manter uma coisa que não existe?’. Outro ponto é que as destinações foram feitas praticamente em dezembro do ano passado e nós temos o ano inteiro [de 2026] para tramitar o processo e pagar”, disse.

O “xeque-mate” dos documentos: a farsa do custeio

Os fatos, no entanto, desmentem o prefeito ponto por ponto, conforme divulgou o Atual 7. Diferente da versão oficial, os Ofícios nº 075/2025 e nº 076/2025, do vereador Aldir Júnior, protocolados em 19 de novembro de 2025, são explícitos no campo assunto:

“CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL ONCOLÓGICO DA CRIANÇA”

Da mesma forma, a Emenda nº 27/2025, da vereadora Professora Magnólia, foi protocolada ainda mais cedo, em 14 de outubro de 2025. O documento especifica que os R$ 500 mil destinam-se a ações voltadas à construção da unidade. Braide ignora — ou finge — que a classificação “custeio” é apenas a modalidade técnica exigida para repasses a instituições filantrópicas. Usar isso como pretexto para travar a obra é uma manobra semântica para mascarar a falta de vontade política.

Sequestro do orçamento: 150 dias de espera

A tese de que os recursos chegaram “praticamente em dezembro” é outra falácia desmontada pelas datas de protocolo:

  • Outubro de 2025: Emendas de Professora Magnólia e Clara Gomes.

  • Novembro de 2025: Ofícios de Aldir Júnior, Raimundo Penha e Thay Evangelista.

Ao todo, 14 vereadores — incluindo membros da própria base de apoio do prefeito — uniram-se em um acordo suprapartidário para viabilizar a ala oncopediátrica. Ao todo, R$ 12 milhões foram indicados por parlamentares como Marlon Botão, Thyago Freitas, Daniel Oliveira e outros. Entretanto, enquanto nomes como Wendell Martins (R$ 1,1 mi) e Cléber Verde Filho (R$ 1,7 mi) aguardam o básico empenho, o prefeito utiliza o tempo como arma política.

O abismo de prioridades: samba vs. câncer

A comparação é inevitável e vergonhosa. Enquanto Braide alega que “há tempo para pagar” a saúde, a gestão mostrou agilidade recorde para a festa. Em fevereiro, a prefeitura obteve autorização judicial “relâmpago” para injetar R$ 22,2 milhões extras no Carnaval — valor 3,5 vezes superior ao planejado originalmente.

A gestão que libera milhões para shows em questão de horas é a mesma que deixa emendas de saúde mofando nas gavetas por mais de 150 dias por birra com os vereadores da capital. 

O silêncio cruel sobre a Apae

Se para o Aldenora Bello existe uma narrativa técnica distorcida, para a Apae de São Luís o que impera é o silêncio absoluto. Dos R$ 4,3 milhões destinados pelos vereadores à instituição, R$ 3 milhões sequer tiveram processo aberto na Prefeitura. Braide não explica por que a entidade que atende milhares de pessoas com deficiência foi sumariamente excluída das prioridades da sua caneta.

Band relata citação a “Dino” em anotações de Vorcaro; ministro nega relação

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Uma reportagem exibida pela Band em Brasília apontou um novo elemento nas investigações da chamada Operação Compliance Zero. De acordo com a emissora, a Polícia Federal teria encontrado a menção ao nome “Dino” em anotações financeiras apreendidas com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Segundo o material citado na reportagem, os registros fazem parte de documentos manuscritos que listam ativos financeiros de grande valor ligados à instituição. Entre eles estariam Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) corporativas e precatórios atribuídos a diferentes fundos de investimento. Em uma das anotações, aparece a frase: “pegar lista Dino 15 bi”, associada a uma relação de precatórios estimada em cerca de R$ 15 bilhões.

Ainda conforme a apuração da emissora, os documentos apreendidos descrevem um conjunto de ativos cujo valor total ultrapassaria R$ 16 bilhões. A menção ao termo “Dino”, localizada em um trecho relacionado a “precatórios fundos”, levou os investigadores a aprofundar a análise para entender o significado da anotação e a possível identidade da pessoa ou referência citada.

Procurada pela reportagem, a assessoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, negou qualquer ligação com o caso. Em nota, a equipe do magistrado afirmou que a referência não se trata dele e reiterou que o ministro não possui relação com os processos mencionados nem patrimônio nos valores indicados.

A Polícia Federal informou que os documentos seguem em perícia. O objetivo é esclarecer se a expressão “Dino” se refere a um interlocutor específico, a um intermediário nas operações financeiras ou a outra designação utilizada no mercado para identificar ativos ou listas de precatórios. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o significado da anotação encontrada.

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Quem é o pai do buraco: Braide ou Caema?

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Durante um evento com forte tom de marketing administrativo — e inevitável rito de pré-campanha — o prefeito Eduardo Braide decidiu lançar um desafio público: convidou jornalistas e moradores a apontarem qualquer ponto da cidade onde o asfalto recém-colocado estivesse apresentando buracos provocados pelas chuvas.

E, como costuma acontecer na era das redes sociais, bastaram poucos minutos para que o “desafio” se transformasse em um verdadeiro festival de respostas — com endereço, ponto de referência e, em alguns casos, até tom sentimental.

Um morador escreveu:
“Rua Getúlio Vargas, Vila Brasil, bem no canto da peixeira Penalva…”

Outra moradora foi ainda mais direta:
“Lá no Anil, nessa que você entregou recentemente!”

No Cohatrac, um internauta fez questão de avisar:
“Ei, Braide, aqui na Av. Joaquim Mochel já está soltando…”

Houve também quem reagisse com certa melancolia diante da situação:
“O asfalto da entrada do elevado da Cohab tá começando deformar. Quando olhei fiquei até triste.”

Outro registro que ganhou grande repercussão foi divulgado por um portal maranhense, mostrando buracos surgindo em uma avenida no entorno do Lítero, recentemente inaugurada.

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Diante da repercussão e da enxurrada de registros, a Secretaria Municipal de Obras (Semosp) publicou um vídeo para “tentar” esclarecer a situação. Segundo o órgão, os buracos mostrados nas imagens não seriam responsabilidade da Prefeitura, mas sim da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, a conhecida CAEMA.

O episódio contrasta com o discurso frequentemente adotado pela gestão municipal, que tem anunciado o “maior asfaltamento da história”, a “maior obra de todos os tempos” e a “maior drenagem profunda já realizada na cidade”.

Rua das Magnólias, perto da Lagoa da Jansen, no Jardim Renascença

O problema é que, ao que tudo indica, as primeiras chuvas também resolveram participar do debate — e acabaram revelando novamente velhos conhecidos do cotidiano urbano: as buraqueiras.

No fim das contas, fica a dúvida: afinal, de quem é o buraco?

 

Buriticupu receberá novo Espaço Esportivo Comunitário com investimento de R$ 1,25 milhão

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Na última quinta-feira (05), a deputada estadual Edna Silva esteve presente na cerimônia de assinatura da ordem de serviço que autoriza a construção de um novo Espaço Esportivo Comunitário no município de Buriticupu. A iniciativa representa mais um avanço para o fortalecimento do esporte e para a ampliação de oportunidades voltadas à população local, especialmente aos jovens.

Durante o evento, a parlamentar destacou a importância da união entre as lideranças políticas para garantir novos investimentos na cidade. Ela também parabenizou o prefeito João Carlos e o ministro do Esporte André Fufuca pela parceria que tem possibilitado a chegada de melhorias para o município.

A obra integra as ações do Novo PAC e contará com um investimento aproximado de R$ 1,25 milhão. O recurso será destinado à construção de um espaço esportivo comunitário que deverá atender diretamente os moradores de Buriticupu.

Segundo Edna Silva, a parceria entre o município e o governo federal contribui para criar oportunidades e fortalecer políticas públicas voltadas à juventude. “O esporte tem um papel fundamental na transformação social e abre caminhos para nossas crianças e jovens”, ressaltou.

Com a implantação do novo espaço, a expectativa é ampliar as opções de lazer e incentivar a prática esportiva na cidade, além de promover integração social e qualidade de vida para a comunidade.

Com “parabéns” e “bolo”, Yglésio ironiza dois anos de processo parado sobre vaga no TCE-MA

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O plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão foi palco de uma cena incomum nesta quinta-feira (5). O deputado  Yglésio Moisés utilizou a ironia como ferramenta política para protestar contra o que chamou de “paralisia jurídica”: o processo referente à primeira vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) completa dois anos sob análise do ministro Flávio Dino, no STF, sem uma decisão definitiva.

“Essa homenagem com esse bolo virtual é porque completamos dois anos que o Ministro Flávio Dino segura o processo. É uma mostra da falta de compromisso com a legalidade e do desrespeito com a Assembleia Legislativa”, disparou Yglésio, classificando a situação como um “bolo indigesto e venenoso”.

Dr. Yglésio direcionou  duras ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nominalmente Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. O deputado mencionou supostas irregularidades envolvendo contratos milionários e desvios no sistema financeiro, citando o caso de Daniel Vorcaro e a morte de um investigado sob custódia.

Ao final, Yglésio defendeu a necessidade de “impeachmados” no STF e uma renovação no Senado para que o Congresso retome o controle das instituições brasileiras.