2º turno Datafolha: Lula tem 56%, Bolsonaro 31%

Lula e Bolsonaro. Foto Reprodução

O Instituto Datafolha divulgou hoje (17) mais uma pesquisa referente à eleição presidencial de 2022.

Lula segue na liderança e venceria Bolsonaro no segundo turno. No levantamento  o ex-presidente petista obteve 56% contra 31% do atual presidente.

Vale ressaltar que Lula também venceu nas simulações de disputa com os outros candidatos no segundo turno. Já Bolsonaro perde em todos os cenários apresentados na pesquisa que ouviu 3.667 pessoas entre os dias 13 e 15 de setembro em 190 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Confira mais detalhes da pesquisa Datafolha AQUI

Bolsonaro pede desculpas à Nação e ao STF

Presidente Jair Bolsonaro

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República federativa do Brasil

Barroso diz que Bolsonaro é um farsante e que país é motivo de chacota mundial

Barroso e Bolsonaro

Em mais um capítulo da crise institucional causada e agravada pelo presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, chamou o mandatário de farsante e disse que o que está em curso no Brasil é uma tentativa de retorno ao autoritarismo, na tentativa de descredibilizar o processo eleitoral por meio de afirmações falsas e antidemocráticas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que fez um pronunciamento nesta quinta-feira (9/9), disse que o Brasil não deseja entrar no grupo de países que tiveram suas democracias atacadas e citou exemplos como Hungria, Polônia, Rússia, Geórgia, Filipinas, Venezuela, Nicarágua, El Salvador, entre outros. “Em todos esses exemplos, a erosão da democracia não se deu por golpe de estado sob as armas de generais e seus comandados”, afirmou.

A subversão democrática nesses países se deu pela condução de líderes políticos, primeiros-ministros e presidentes da República eleitos pelo voto popular e que, em seguida, medida por medida, vêm desconstruindo os pilares que sustentam a democracia e pavimentando o caminho para o autoritarismo”, pontuou Barroso.

Segundo ele, as ofensivas de líderes autoritários contra a Justiça eleitoral configuram um modus operandi que tem como objetivo alegar fraude quando a derrota for confirmada nas urnas. Diante das mentiras propagadas por Bolsonaro sobre o processo eleitoral, o voto impresso e as instituições, o ministro do STF foi além e alfinetou o presidente ao recitar uma versão alternativa de um trecho bíblico, utilizado pelo mandatário desde que era candidato à Presidência.

O slogan para o momento brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser: ‘conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará’”, disse Barroso, fazendo referência a João 8:32, que replica as palavras de Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade os libertará”.

O ministro lembrou que após a live de Bolsonaro em julho, a Justiça Eleitoral convocou-o para apresentar as provas de fraudes no sistema eleitoral, mas ele não o fez — o que demonstra, segundo Barroso, que o chefe do Executivo é um farsante. “É tudo retórica vazia, política de palanque. Hoje em dia, salvo os fanáticos que são cegos pelo radicalismo e os mercenários, que são cegos pela monetização da mentira, todas as pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história”.

Quem decidiu que não haveria voto impresso não foi o TSE, foi o Congresso Nacional”, acrescentou.

Desvalorização global

O presidente do TSE afirmou, ainda, que o país sofre uma desvalorização global e que os brasileiros são “vítimas de chacota e de desprezo mundial”. Um desprestígio, nas palavras do ministro, pior do que a inflação, desemprego, desvalorização da moeda ou mesmo o desmatamento da Amazônia.

Pior que tudo, a falta de compostura nos diminui perante nós mesmos. Não podemos permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral que estamos vivendo”, pontuou.

CORREIO BRAZILIENSE 

Bolsonaro assina alterações no Marco Civil da internet

Jair Bolsonaro

CNN O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou uma Medida Provisória (MP) nesta segunda-feira (6) que altera o Marco Civil da internet (MCI). A informação foi divulgada no perfil do Twitter da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

De acordo com a publicação, a MP reforça direitos e garantias dos usuários da rede e combate a “remoção arbitrária e imotivada de contas, perfis e conteúdos por provedores”.

A decisão de Bolsonaro ocorreu na véspera dos protestos de 7 de setembro, que vão contar com sua presença, e após uma série de perfis em plataformas estarem tendo conteúdo suspenso por violar regras, incluindo do próprio presidente.

Novas regras

De acordo com a secretaria, a MP estabelece “maior clareza quanto a políticas, procedimentos, medidas e instrumentos utilizados pelos provedores de redes sociais para cancelamento ou suspensão de conteúdos e contas”.

Nas redes sociais, o secretário especial de Cultura, Mário Frias, celebrou a sanção da MP, que, segundo ele, “garante a liberdade nas redes sociais”.

Segundo o analista de política da CNN Gustavo Uribe, há uma preocupação no Palácio do Planalto sobre as eleições de 2022 que motivou a assinatura da MP.

O receio é de que certas publicações dos perfis oficiais de apoiadores de Bolsonaro ou dele próprio — que já sofreu sanções de redes sociais — poderiam ser removidas do ar pelas plataformas digitais.

Portanto, a intenção do presidente da República — que teve as plataformas digitais como um dos seus principais instrumentos para se eleger em 2018 — é limitar a ação dessas empresas na remoção de conteúdo.

Bolsonaro já havia afirmado em maio que pretendia fazer alterações no Marco Civil.

A minha rede social é a que mais interage em todo mundo. Somos cerceados. Muitos dos que me apoiam são cerceados. Estamos na iminência de um decreto para regulamentar o Marco Civil da Internet, dando liberdade e punições para quem porventura não respeite isso”, disse, em um evento promovido pelo Ministério das Comunicações.

VÍDEO: Rodrigo Maia acha que ‘Bolsonaro é gay, mas não assume’

Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou ontem, durante entrevista ao Derretecast, que tem dúvidas com relação a sexualidade do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

“Eu acho que ele é gay”, disse Maia. Assista a seguir.

Depois de ‘desmerdalizar a merda’, Chaguinhas defende Bolsonaro…

Vereador Chaguinhas

Uma semana depois de ser destaque em sessão plenária na Câmara de São Luís, por proferir a seguinte frase: “fazer a merda e desmerdalizar a merda, é coisa de socialista” (veja abaixo), o vereador Francisco Chaguinhas (Podemos) usou ontem a  tribuna para comentar sobre a situação da política nacional e defendeu Bolsonaro.

Agora nós temos um presidente da república, Jair Bolsonaro, que abriu o horizonte para mostrar o tamanho da potência que é esse país. Nós somos uma potência natural com território, população e reserva mineral”, disse ele.

De acordo com o vereador, o Brasil teve apenas presidentes entreguistas que transferiram as riquezas do país e se preocuparam mais com políticas de gênero. “Eu nunca vi Fernando Henrique Cardoso, Sarney, Lula ou a Dilma falarem no nióbio e no grafeno. E nós sabemos que a tecnologia do mundo moderno depende 100% desses materiais do Brasil. Enquanto isso, observamos que o brasileiro vive na miséria desde quando o nosso país tornou-se uma república” informou.

Chaguinhas também analisou a situação econômica atual do país no tocante do preço de itens básicos e do combustível.

Eu observo pessoas dizendo que o quilo do arroz tá custando ouro. Mas ressalto que ainda estamos em meio a uma pandemia, o mundo inteiro foi atingido, não foi só o Brasil. O presidente queria fazer uma atuação mais verticalizada, não fechar todos os setores, mas a esquerda queria fechar tudo. Quando alguém diz que só o Brasil tem preço alto faz um recorte do país em relação ao resto do mundo, como se só o Brasil tivesse a COVID-19. Nos Estados Unidos, uma refeição que antes custava três dólares, agora pode chegar até 15 dólares”, finalizou o vereador bolsonarista.

“Arruaceiro’: Flávio Dino acredita que Bolsonaro vai invadir Congresso ou STF

Governador Flávio Dino e o presidente Jair Bolsonaro
Governador Flávio Dino e o presidente Jair Bolsonaro

UOL O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), disse hoje, em entrevista ao UOL News, que um governo gerido pelo general Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente de Jair Bolsonaro (sem partido), em caso de um impeachment, seria “certamente mais sério” já que o vice não se comportaria como um “arruaceiro” no cargo.

O Mourão é uma pessoa mais à direita, mas não se comportaria como um arruaceiro, como um bagunceiro. Seria uma saída de transição quem sabe ou será uma saída de transição uma vez que Bolsonaro a essa altura está atormentado de desgovernado, inclusive, psicologicamente. Então, talvez fosse uma saída de transição para que haja eleições em paz no Brasil.”

Dino reafirmou o seu posicionamento de ser favorável ao impeachment do presidente e declarou que os ataques de Bolsonaro aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso já seriam motivos para a destituição do cargo em outros países. Na sexta-feira (20), Bolsonaro apresentou ao Senado Federal o pedido de impeachment de Moraes. Essa é a primeira vez que um presidente da República pede a destituição de um ministro da Corte.

Sou favorável ao impeachment. A oposição tem tentado, mas o que nós não temos são votos neste instante. Somos minoria na Câmara, mas temos tentado. Eu sou a favor do impeachment não só pelos aspectos políticos, mas também pelos aspectos jurídicos. Nós temos crimes de responsabilidade sendo perpetrados gravemente. Somente esse episódio de ameaçar, coagir o ministro Barroso, coagir o ministro Alexandre de Moraes, em qualquer país seria suficiente para o impeachment.”

O político declarou que se as eleições presidenciais em 2022 ocorrerem com esse “clima gerado pelo Bolsonaro” é possível que o país se depare com confrontações e uma possível guerra civil.

Porque se nós formos para a eleição nesse clima gerado pelo Bolsonaro, nós podemos não ter problemas agora no 7 de setembro, mas podemos ter problema no outro 7 de setembro quando se avizinhará a derrota eleitoral do Bolsonaro. E, aí sim, no ambiente eleitoral eles podem perpetrar algum tipo de confrontação, assolar ódio, gerar uma espécie de guerra civil. Então é uma situação muito grave e o general Mourão, repito, apesar de ser uma pessoa à direita, é uma figura que tem se comportado de modo sério, respeitável, diferente do presidente da República”, ponderou.

Confira a entrevista na íntegra abaixo.

Bolsonaro veta artigo que previa fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões

Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que previa o financiamento do fundo eleitoral no valor de R$ 5,7 bilhões. O texto determinava que 25% da receita da Justiça Eleitoral seria destinado ao fundo.

O prazo para sancionar a LDO encerra hoje.

A constituição do fundo eleitoral ainda será votada na Lei Orçamentária Anual (LOA) e o valor defendido pela equipe econômica é de R$ 2,1 bilhões, menos da metade do proposto pelo Congresso.

LULA LÁ já amplia vantagem no 2º turno

Lula e Bolsonaro. Foto Reprodução

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta terça-feira 17 indica a continuidade da tendência de crescimento das intenções de voto no ex-presidente Lula para as eleições de 2022.

No 1º cenário considerado, o petista tem 40% das intenções de voto no 1º turno (eram 38% na pesquisa anterior), enquanto Jair Bolsonaro marca 24% (eram 26%). Trata-se da 5ª pesquisa em que Lula manifesta a tendência de alta – em março, ele registrava 25%. Aparecem na sequência Ciro Gomes, do PDT (10%), Sergio Moro (9%), Luiz Henrique Mandetta, do DEM (4%), e Eduardo Leite, do PSDB (4%).

Em cenário alternativo, Lula tem 37%, seguido por Bolsonaro, com 28%, e Ciro Gomes, com 11%. Nesta projeção, João Doria, do PSDB, marca 5%, mesmo resultado de José Luiz Datena, do PSL. Rodrigo Pacheco, do DEM, soma 1%.

No principal cenário de 2º turno, Lula amplia a vantagem sobre Bolsonaro. O petista registra 51%, ante 32% do atual ocupante do Palácio do Planalto. Na rodada anterior, a vantagem era de 49% a 35%.

Lula venceria ainda qualquer outro adversário no 2º turno: contra Moro, ganharia por 49% a 34%; contra Ciro, por 49% a 31%; e contra Eduardo Leite, por 51% a 27%.

Ciro Gomes também derrotaria Bolsonaro no 2º turno (44% a 32%). Sergio Moro (36% a 30%), João Doria (37% a 35%), Mandetta (38% a 34%) e Eduardo Leite (35% a 33%) aparecem numericamente à frente de Bolsonaro, mas em empate técnico, já que a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

61% disseram que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, ante 45% que mencionaram Lula.

A pesquisa XP/Ipespe colheu 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, de 11 a 14 de agosto.

CARTA CAPITAL

STF abre novo inquérito contra Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro

CNN O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acolheu a segunda notícia-crime apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Bolsonaro responde agora também pela divulgação, nas redes sociais, de um inquérito sigiloso do tribunal eleitoral, que apura invasão nos sistemas da Corte. A informação é da âncora da CNN Daniela Lima.

A decisão atende a um pedido feito pelo TSE na segunda-feira (9). A notícia-crime endereçada a Moraes foi assinada por todos os ministros do TSE.

Também passam a ser investigados, sobre o vazamento, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) e o delegado da Polícia Federal Victor Neves Feitosa.