Braide antecipa vitória e promete cargo à prefeita Belezinha

Foto Reprodução

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), deu mais um sinal de que já trabalha como se sua eleição estivesse definida. Durante agenda no município de Chapadinha, Braide teria prometido um espaço em um eventual governo à prefeita Belezinha (PL), após o término de seu mandato.

A movimentação chama atenção por ocorrer antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral e de qualquer definição nas urnas.

Na ocasião, a prefeita Belezinha e o deputado estadual Aluízio Santos declararam apoio ao projeto político de Braide para o Governo do Maranhão, fortalecendo a aliança da direita com o grupo do ex-prefeito da capital.

Yglésio diz que Eduardo Braide representa projeto político de Dino e pede que direita “não se engane”

Deputado Yglésio

O deputado estadual Yglésio Moyses intensificou o tom da disputa eleitoral e afirmou, durante discurso nesta quarta-feira (2) na Assembleia Legislativa do Maranhão, que o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), representa o projeto político do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, no estado. A declaração foi feita ao defender a união da direita em torno da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Senado.

Segundo Yglésio, parte do eleitorado conservador estaria apoiando Braide sem perceber, na avaliação dele, a ligação política do ex-prefeito com aliados de Flávio Dino. O parlamentar exibiu uma fotografia no plenário para sustentar seu argumento e afirmou que o grupo político ligado ao ex-governador estaria concentrando apoio à eventual candidatura de Braide ao Governo do Maranhão.

“Hoje, o candidato de Flávio Dino é aquele de camisa branca”, declarou o deputado, ao afirmar que prefeitos e lideranças políticas vinculados ao campo de oposição ao governador Carlos Brandão estariam migrando para o projeto de Eduardo Braide, e não para uma eventual candidatura do vice-governador Felipe Camarão.

Durante o pronunciamento, Yglésio também pediu que os eleitores de direita concentrem esforços na eleição de Lahesio Bonfim para o Senado e de candidatos alinhados ao campo conservador para a Câmara dos Deputados. Segundo ele, a prioridade do grupo deve ser impedir o fortalecimento político de Flávio Dino no Maranhão.

Prefeito pró-Braide recebe R$ 6 milhões de parlamentares da base “dinista”

Foto Reprodução

O prefeito de Paulino Neves, Raimundo Lídio (SD), que recentemente declarou apoio ao pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), recebeu R$ 6 milhões em emendas parlamentares destinadas à área da saúde do município. Os recursos foram encaminhados por deputados estaduais ligados ao grupo político do ex-governador Flávio Dino.

De acordo com levantamento da Folha do Maranhão, a primeira emenda, no valor de R$ 2 milhões, foi destinada pelo deputado Othelino Neto e será utilizada para o custeio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Paulino Neves. Já a segunda, no valor de R$ 4 milhões, foi destinada pelo deputado Ricardo Rios e servirá para custear atendimentos especializados realizados no Centro de Saúde Santa Terezinha.

Embora a destinação de emendas parlamentares seja um instrumento legal e comum na política brasileira, é frequente que deputados direcionem recursos para municípios administrados por prefeitos com os quais possuem maior proximidade política. Neste caso, Raimundo Lídio não apenas mantém relações com integrantes do chamado “dinismo”, como também possui histórico de participação no grupo.

Durante o governo de Flávio Dino no Maranhão, Raimundo Lídio ocupou cargo de destaque na administração estadual. Ele foi presidente do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA), função considerada estratégica dentro da estrutura do governo, demonstrando sua proximidade e prestígio junto ao grupo político liderado pelo ex-governador.

Apesar de o grupo ligado a Flávio Dino possuir um pré-candidato próprio ao Governo do Maranhão, o vice-governador Felipe Camarão (PT), deputados e aliados desse campo político continuam declarando apoio a Eduardo Braide, e as distribuição das emendas parlamentares dizem muito sobre esse quem de fato será o candidato do grupo no Maranhão.

O movimento de prefeitos declarando apoio a Braide chama atenção por dois motivos. O primeiro é que o ex-prefeito de São Luís nunca foi conhecido pela capacidade de articulação política e sempre manteve pouco diálogo com lideranças do estado, o que torna difícil acreditar que esses apoios estejam sendo construídos apenas por iniciativa própria.

O segundo é que muitos desses prefeitos possuem ligação com o grupo político de Flávio Dino. Em um cenário natural, a tendência seria o apoio a Felipe Camarão (PT), pré-candidato do mesmo campo político ao Governo do Maranhão. No entanto, o que se vê é o caminho inverso, com aliados e gestores ligados ao dinismo declarando apoio a Braide, evidenciando um direcionamento na campanha do ex-prefeito.

Folha do Maranhão 

Bastidores: Lahesio abre diálogo para o Senado e caminha para formar ala conservadora com Braide

Fala de Lahesio ao Blog sinaliza possível recuo para o Senado e palanque de direita com Braide. 

Foto Reprodução

Em meio às especulações de que o ex-prefeito e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Lahesio Bonfim, poderia abrir mão da disputa ao Palácio dos Leões para integrar uma eventual chapa liderada por Eduardo Braide, concorrendo ao Senado, uma declaração dada ao titular deste blog, Marcello Minard, chamou atenção pela forma como foi construída.

Questionado sobre o assunto, Lahesio evitou uma negativa enfática e preferiu adotar um discurso mais amplo sobre o cenário político estadual.

“Não confirmo nada. Continuamos pré-candidato a governador. No mais o que posso te dizer é que estamos sim dialogando pra que o povo maranhense tenha uma grande vitória nas urnas e estamos trabalhando continuamente pra estarmos sim inseridos nessa grande vitória que se aproxima, a vitória do povo (…). Logo desistir nunca, vamos apenas nos juntar a esse sentimento e queremos ganhar também.”

Embora Lahesio reafirme sua condição de pré-candidato ao Governo do Estado, o discurso abre margem para diferentes interpretações ao enfatizar, repetidamente, a importância de estar “inserido” em uma futura vitória eleitoral. A escolha das palavras chama atenção porque, atualmente, o ex-prefeito aparece atrás dos principais concorrentes nos levantamentos de intenção de voto divulgados até o momento.

Ao afirmar que “estamos dialogando”, “estamos trabalhando” e “queremos fazer parte dessa mudança”, Lahesio parece falar em nome de um projeto político coletivo com Braide, sem delimitar necessariamente qual será sua posição definitiva dentro dele.

Em vez de centrar a mensagem exclusivamente na manutenção da candidatura ao governo, o pré-candidato deu destaque à construção de alianças, ao diálogo e à participação em um projeto de mudança para o Maranhão.

Por enquanto, oficialmente, Lahesio Bonfim continua na corrida pelo Palácio dos Leões. Mas sua declaração está longe de encerrar as especulações. Pelo contrário: a fala é interpretada como um movimento que mantém abertas todas as possibilidades para as negociações com o grupo de Braide.

A aliança, embora costurada nos bastidores com o pragmatismo típico das urnas, tem um forte componente ideológico que redefine o cenário estadual. Braide sempre adotou a estratégia de esconder o viés partidário, preferindo a imagem de gestor técnico para evitar o desgaste da polarização nacional. No entanto, a entrada de Lahesio na engrenagem joga por terra a neutralidade da chapa e consolida, de forma definitiva, o palanque da direita bolsonarista no Maranhão.

Aliado de Braide é o único do Nordeste a votar contra o fim da escala 6×1

Imagem Ilustração

Em meio às articulações políticas para expandir sua influência rumo ao interior do Maranhão, o grupo político do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, viu um de seus principais aliados no estado ganhar os holofotes nacionais por uma postura isolada na Câmara dos Deputados.

O deputado federal Paulo Marinho Júnior (PL-MA), apontado como peça-chave na estratégia de Braide para conquistar bases eleitorais fora da capital, foi o único parlamentar maranhense e de toda a região Nordeste a votar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1.

A proposta, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário, foi aprovada por ampla maioria em dois turnos na noite da última quarta-feira (27).

O posicionamento do filho do ex-prefeito Paulo Marinho chamou a atenção pelo descolamento com a bancada nordestina. No primeiro turno, a PEC recebeu um apoio esmagador de 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários — sendo o voto de Marinho Júnior um deles. No segundo turno, o placar foi de 461 a 19, mas o deputado maranhense não participou da segunda rodada de votação.

A PEC do fim da escala 6×1 segue agora para a análise do Senado Federal, onde precisará passar por novas votações antes de virar lei.

O saldo real da era Braide: transporte falido, saúde precária e a cidade sob as águas

Foto Reprodução

Por trás de cada “story” bem editado, com trilha sonora motivacional e cortes rápidos de drones, existe uma São Luís que não cabe no feed. A capital maranhense, sob a égide de Eduardo Braide, viveu um fenômeno curioso de física política: a matéria se transformava conforme a tela que a exibia. Se no Instagram as escolas reluziam com tintas frescas, no mundo real o teto desabava sobre o futuro dos alunos. Se no vídeo o asfalto das avenidas principais parecia um tapete, nos bairros de periferia o cidadão ainda aprende a nadar para chegar em casa.

Eduardo Braide não foi apenas um prefeito; foi um influencer sentado na cadeira do Executivo. Sua gestão foi o triunfo da maquiagem sobre a manutenção, do paliativo sobre o estrutural.

O colapso do transporte público é, talvez, o monumento mais honesto dessa herança. Enquanto a prefeitura despejava 18 milhões de reais em poucos dias para a “solução” improvisada de carros de aplicativo durante as greves, o sistema de ônibus definhava em sucata e contratos rompidos judicialmente. O passageiro de São Luís, que espera horas em paradas desabrigadas, sabe que o subsídio não resolve a dignidade de quem depende de um consórcio que faliu aos olhos do poder público.

Na saúde, o roteiro se repetiu. A reforma do Socorrão, celebrada com fogos digitais, sucumbiu à primeira chuva forte. O alagamento interno da unidade foi o batismo da realidade sobre a propaganda: de nada vale a fachada nova se o corredor continua sendo o leito final de quem não encontra insumos ou atendimento.

E o que dizer de quem garante a ordem? A Guarda Municipal, hoje, é o retrato da precarização. Servidores desarmados em zonas de risco, viaturas sem sirenes e o fantasma da retaliação pairando sobre quem ousa denunciar perdas salariais. Braide tratou a segurança como um figurante de luxo em seus vídeos, mas deixou para trás uma tropa que clama por estrutura básica para não virar estatística.

Agora, o ex-prefeito mira o Palácio dos Leões. A estratégia é clara: levar o “modelo São Luís” para todo o Maranhão. O perigo, contudo, é que um estado não se governa com filtros de embelezamento. Problemas de drenagem, que engolem milhões em obras invisíveis na primeira tempestade, não são resolvidos com edição de vídeo. Direitos de professores não se pagam com curtidas.

O brilho da tela apagou e o que sobrou foi o buraco no bairro, o ônibus que não vem e o teto que caiu. Eduardo Braide deixou a prefeitura com o saldo de quem soube vender uma cidade que só existia na nuvem.

Para o Maranhão, fica o alerta: o espetáculo pode até ser bonito, mas quando as luzes se apagam e o filtro sai, a realidade costuma cobrar um preço alto demais.

Deputado critica ‘alianças ficha suja’ de Braide e ironiza discurso de “candidato do povo”

Foto Reprodução

O deputado estadual Dr. Yglésio Moisés voltou a subir o tom do debate político ao comentar o cenário eleitoral no Maranhão e criticar alianças formadas por adversários políticos. Durante declaração na tribuna, o parlamentar afirmou que a próxima disputa eleitoral deverá ser marcada por forte polarização e controvérsias.

Ao comentar o discurso de grupos que defendem um “governo para todos”, Yglésio ironizou a narrativa e direcionou críticas ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Segundo o deputado, Braide teria iniciado sua trajetória política com uma imagem de candidato popular e distante da política tradicional, mas estaria agora se aproximando de lideranças que, segundo ele, representam antigos grupos políticos do estado.

“Braide começou dizendo, oh, vou ser um candidato aqui do povo, tralálá, ontem ele já estava abraçado com um monte de carniça da política, carniça não é, Bandeira, para ofender. Viu? Eu já falei, carniça é aquela coisa que sofre a ação da putrescina e da cadaverina, em termos médicos, legais e bioquímicos e biológicos, mas gente que já teve um prazo de validade na política, gente ali que é ficha suja, tem ali uns condenados já que foram presos em operações, infelizmente, o Braide acordou, ele vai ter que no interior, que fazer as alianças e para ele está sendo difícil, você vê ali que ele fica se tremendo todinho com o político”, afirmou o parlamentar, ao mencionar nomes que já enfrentaram problemas judiciais ou desgaste político ao longo da carreira pública.

Além das críticas aos adversários, Yglésio comentou sobre o cenário da opinião pública e das redes sociais. Segundo ele, existe uma diferença entre a popularidade demonstrada no ambiente digital e a percepção do eleitorado fora das plataformas online.

“O que tem zangado o pessoal é a questão da boa aceitação do Governo fora do ambiente do Instagram, onde tem um exército de robozinhos. Aqui a gente sabe que tem o não-robô. Eu não vou dizer que hoje, por exemplo, o Prefeito de São Luís, ex-prefeito tem a sua preferência nas redes sociais. Ele é o candidato preferido nas redes sociais, mas o Governo tem uma avaliação boa dentro do contexto do Estado”, declarou.

O parlamentar defendeu ainda que a disputa eleitoral aconteça de maneira equilibrada e respeitosa. Para ele, apesar da tendência de uma campanha acirrada, é necessário manter o debate político dentro de princípios éticos.

“É bom que seja uma eleição disputada. Agora, disputada com correção, com ética, sem ridicularizar as pessoas”, concluiu o deputado.

“Tá aí o presente deixado por Braide”: feirantes denunciam abandono no Mercado Central

Foto Reprodução

Feirantes do Mercado Central, em São Luís, denunciaram problemas enfrentados no local após a saída dos trabalhadores devido às obras de reforma realizadas no espaço.

Segundo relatos de comerciantes, a área teria passado a ser ocupada por pessoas em situação de rua, além de registrar episódios envolvendo consumo de drogas e situações consideradas preocupantes para quem trabalha e circula pelo mercado.

De acordo com ele, a expectativa era de que a reforma representasse melhorias para o mercado, mas a realidade é outra.

Lahésio denuncia suborno para desistir do Governo e ataca grupo de Braide

Lahésio Bonfim

Em entrevista a uma TV web do Piauí, o pré-candidato ao governo estadual, Lahésio Bonfim (Novo), afirmou ter recebido propostas em dinheiro para renunciar à sua candidatura e disputar, em vez disso, uma vaga na Câmara Federal.

Sem hesitar, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes garantiu ter como comprovar a tentativa de suborno. “Me ofereceram dinheiro para ser candidato a deputado federal. Eles fizeram mesmo foi humilhar”, desabafou o político, que terminou a disputa de 2022 em segundo lugar.

O alvo principal das críticas de Lahésio foi o grupo político liderado pelo ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Segundo Lahésio, há uma estratégia deliberada para inviabilizar sua campanha. A escolha de Elaine dos Pneus como vice na chapa de Braide foi citada por ele como o primeiro “fechamento de portas”, interpretado como um gesto de exclusão e tentativa de “aniquilação” política.

“Eles poderiam ter chamado para o diálogo, oferecido vaga de vice ou senador para derrotar o sistema. Mas eles não querem derrotar o sistema, querem se unir a ele.”

O fator Flávio Dino

Mantendo o discurso de oposição radical, Lahésio tentou vincular a estratégia de Braide ao “dinismo”, em referência ao ministro do STF, Flávio Dino. Segundo ele, os adversários estariam agindo em sintonia com a estrutura política deixada pelo ex-governador para dominar o pleito e isolar forças conservadoras.

Vice de Braide confunde política com empresa e promete “plano de negócios” para o MA

Elaine dos Pneus

A empresária de Imperatriz, conhecida como “Elaine dos Pneus”, mal foi anunciada como pré-candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Braide e já protagonizou sua primeira gafe política. O episódio, que misturou despreparo e uma saída digna de filme de ação, deixou claro que o caminho entre o balcão da empresa e o palanque eleitoral é mais longo do que seus aliados imaginavam.

O “Plano de Negócios”

O anúncio oficial ocorreu nesta terça-feira (07), no Palácio do Comércio, em São Luís. Logo após a solenidade, ao ser abordada pelo comunicador Capilex, Elaine foi questionada sobre quais seriam seus projetos para sua cidade natal, Imperatriz. A resposta, gravada em vídeo, foi um balde de água fria para quem esperava propostas sociais ou administrativas:

“Nós vamos dialogar para apresentar para vocês nosso plano de negócios”, afirmou a empresária.

Na política, o termo soou como uma heresia. Enquanto governantes apresentam Planos de Governo voltados ao bem-estar social, a vice de Braide parece ainda estar presa à lógica do lucro e das planilhas empresariais. A fala reforça a crítica de que a candidata carece de vivência na política partidária e na gestão pública.

A “confusão” de termos não foi o único destaque negativo. Logo após a declaração, Elaine foi rapidamente cercada por seguranças e, em uma movimentação coordenada, praticamente “arrastada” para dentro de uma Toyota SW4 que a aguardava na porta.

A saída apressada impediu que jornalistas e lideranças presentes pudessem aprofundar o diálogo. Nos bastidores, o entendimento é um só: o despreparo da vice para o debate político.

Resta saber se o “plano de negócios” citado por  Elaine prevê dividendos para o povo ou se a política, para ela, é apenas mais uma extensão de suas empresas.