Sobe para 11 o número de mortes por coronavírus no Maranhão

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O Secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, divulgou na noite desta terça-feira (7) um boletim atualizado com o quantitativo de casos do novo coronavírus (Covid-19) no Maranhão.

Subiu para 11 o número de óbitos. Os casos confirmados chegam a 230. Veja acima.

SES anuncia a 4ª morte por Covid-19 no Maranhão

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O Secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, acaba de anunciar o quarto óbito por coronavírus (Covid-19) no Maranhão.

O número de casos confirmados da doença chega a 172, sendo que desse total apenas 123 estão em tratamento, 45 já se recuperaram e somente quatro pessoas morreram.

A quarta paciente que faleceu foi uma idosa de 74 anos, cardíaca, que estava há dois dias internada na UTI do Hospital São Luís, o hospital do Servidor.

Confira aqui o boletim epidemiológico divulgado na noite de hoje.

Como perder uma guerra

Por Carlos Lula

Carlos Lula, Secretário de Estado de Saúde

Tenho chegado à Secretaria cada vez mais cedo e saído cada vez mais tarde. Com a rotina completamente alterada, restou pouca coisa a não ser mergulhar completamente no trabalho. E o trabalho hoje resume-se a combater o avanço do coronavírus. Temos usado o SUS a nosso favor, reunindo, através de telas de celulares, tablets, notebooks, conversando e discutindo com pessoas que podem estar do outro lado da nossa ilha, ou em outros estados ou em outros países.

Parece que finalmente as pessoas entenderam o peso da responsabilidade que sobre nós caiu. A vida das famílias mudou, e vai continuar em mudança por algum tempo. Precisamos nos acostumar com isso. Mas há ainda um incômodo em mim crescente quando vejo, da janela do carro, os comércios abertos, as pessoas transitando na orla da praia como se estivéssemos em férias. Não consigo não pensar nos seus filhos, nos meus filhos, nos seus parentes e nos meus parentes, por consequência.

Não consigo não pensar nos nossos profissionais de saúde que estão há pelo menos vinte dias em combate diário, expostos e distantes fisicamente dos seus familiares. Penso na dor dos que já perderam alguém para o vírus e que se imaginam, hoje, podendo ter tomado alguma medida restritiva diferente do que fizeram.

O contraste entre a endorfina dos que se exercitam ao ar livre com o luto daqueles que não puderam se despedir de quem partiu repentinamente, sem dizer adeus, sem dizer tudo o que precisava ser dito.

Essa é a nossa maior batalha. E a minha não é melhor ou pior do que a de vocês. O confinamento produz angústia e produz incertezas, e nos coloca diante de questões que alguns de nós gostaríamos de evitar. Mas o esforço aqui é coletivo. Terá sido em vão se, depois de tanta dedicação do Governo do Estado, com a construção de novos leitos exclusivos para o Covid-19, com o desenho do fluxo de atendimento, com a determinação na obtenção dos kits para testes da população, as madrugadas em claro dos nossos técnicos do LACEN, não consigamos suavizar a nossa curva de casos.

Temos visto nos telejornais que nenhum, repito nenhum sistema de saúde do mundo, público ou privado, está preparado para o tamanho deste desafio. Quanto mais ficamos fora de casa, mais espalhamos o vírus. Mesmo sem sintomas, mesmo bem de saúde, você pode espalhar o vírus para outras pessoas, e não vamos dar conta de atender todo mundo.

Um ranking de adesão ao isolamento social divulgado pela Revista Exame, no dia primeiro de abril, revela que 57% dos brasileiros aderiram às medidas restritivas de circulação. A capital maranhense, no entanto, aparece apenas na vigésima posição, com 54,4% de adesão ao isolamento. É um índice muito baixo se quisermos realmente mitigar os impactos do vírus no nosso estado e consequentemente na ilha.

O desespero do Fred Maia, prefeito de Trizidela do Vale, que viralizou nas redes sociais é o retrato do que está em jogo para todos aqueles que se sentem responsáveis pelos seus cidadãos. Indo além da imagem pitoresca que a internet cristalizou, o cenário de repressão policial é o último estágio que pretendemos chegar para que entendamos, de uma vez por todas, que não será suficiente entregarmos o máximo de nós enquanto 40% da população continuar saindo de casa.

Se pegarmos como exemplo a Segunda Guerra Mundial, que durou 2.174 dias e estima-se ter custado 1,5 trilhão de dólares, terminamos ceifando a vida de mais de 50 milhões de pessoas. Isso representa 23 mil vidas perdidas por mês, ou mais de seis pessoas mortas por minuto, durante seis longos anos.

No caso do novo coronavírus, quando escrevo este artigo, temos mais de um milhão de casos confirmados no mundo e quase 60 mil mortes, em pouco mais de 100 dias de circulação da doença no mundo. São quase 20 mil vidas perdidas por mês e não é exagerado fazer a projeção de que estamos diante de uma guerra.

Embora eu não seja um admirador destas analogias de guerra, é fundamental que entendamos que sem suprimentos, sem estratégia, sem harmonia e sem disciplina seremos trucidados. O inimigo não tem pátria, ele ignora nossas estratégias e nossas desavenças locais. É hora de unir forças, porque sem compreensão da gravidade do problema, nós inevitavelmente sucumbiremos.

Atenção teimosos! Acessos à Litorânea em São Luís são BLOQUEADOS

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Os principais acessos à Avenida Litorânea amanheceram neste domingo de Ramos (5) bloqueados. A ação do Governo do Estado do Maranhão conta com o apoio da Polícia Militar e Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís (SMTT).

A fiscalização já estava sendo feita pela guarda municipal por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O objetivo é a prevenção contra a doença evitando aglomerações. Mas não houve resultado. Hoje os acessos à Litorânea precisaram ser fechados.

O Secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, atribuiu a ação à teimosia da população e fez um alerta nas redes sociais:  “E as entradas da Litorânea tiveram de amanhecer assim, com acesso proibido. Não teve jeito, teimosia DEMAIS. Fiquem em casa!”

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Maranhão tem 71 casos de coronavírus sendo 58 ativos, 12 recuperados e 1 óbito

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O Secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, acaba de anunciar um aumento expressivo do número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) no Maranhão. Agora são 71. Desse total 58 estão em tratamento, 12 já se recuperaram e uma pessoa morreu vítima da doença.

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Sobe para 52 o número de contaminados pelo Covid-19 no Maranhão

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão, nesta terça-feira (31), registrou mais 21 casos confirmados de COVID-19 em São Luís. Com isso sobe para 52 o número de casos confirmados por laboratório. A SES registrou mais 456 casos descartados.

Dos novos casos, um paciente encontra-se em estado grave em unidade hospitalar na rede privada. Os demais com recomendação de isolamento domiciliar.

Entre os 31 casos já divulgados, três estão assistidos por hospital da rede privada e dois na rede pública, 19 permanecem em isolamento domiciliar monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e um caso foi a óbito.

Atualmente, seis casos confirmados receberam alta da quarentena. Segundo orienta o Ministério da Saúde, os pacientes atendem ao critério por terem passado 14 dias em isolamento domiciliar, a contar da data de início dos sintomas, e seguem assintomáticos.

Confira os números acima.

Feliz Aniversário ao guerreiro incansável na luta contra o Covid-19 no Maranhão

Carlos Lula, Secretário de Estado de Saúde

Quem está aniversariando nesta terça-feira, 31 de março, é o Secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula.

O titular e toda a equipe do Blog deseja felicidades a esse grande profissional incansável na luta contra o novo coronavírus (Covid-19) no Maranhão.

Vamos vencer juntos essa guerra!

Homem de 49 anos hipertenso foi o primeiro óbito com coronavírus no MA

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Um homem que não teve o nome revelado, de 49 anos de idade, hipertenso, foi a primeira vítima fatal do novo coronavírus (Covid-19) no Estado do Maranhão.

A informação é do Secretário de Saúde, Carlos Lula, que afirmou que os detalhes só serão repassados durante coletiva a ser realizada nesta segunda-feira (30).

Tristeza! Maranhão tem a primeira morte por coronavírus confirmada

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O Secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, infelizmente acaba de comunicar pelas redes sociais, a primeira morte no Maranhão pelo novo coronavírus (Covid-19).

Vamos aguardar um novo boletim com mais informações.

SOLIDÃO

Carlos Lula, Secretário de Saúde

Por Carlos Lula, Secretário de Saúde do Maranhão

Numa vazia e chuvosa Praça São Pedro, o Papa caminha sozinho. É uma imagem histórica e comovente, condensa o complexo sentimento que temos vivido em todo o mundo: a solidão.

Testemunhar esta cena me fez entender o que senti durante a semana quando, dentre as tantas atribulações do dia a dia, me peguei tendo de decidir sobre competências administrativas do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e do Instituto Médico Legal (IML). Não quero aqui nesse espaço tentar explicar como funcionam os procedimentos, mas o quanto isso mexeu comigo.

Ainda não temos nenhum óbito por COVID-19 no Maranhão, mas diante do que já ocorre em outros estados, coube a mim ter de regular os procedimentos relacionados aos óbitos em razão da chegada da pandemia no Brasil. Parei por alguns minutos para refletir sobre tudo aquilo e nada fazia sentido.

Não era mais a rotina da burocracia da administração pública, à qual me habituei e aprendi a exercer, mas uma decisão sobre vidas que se perderão para essa impiedosa doença, algo que não tem como se tornar rotineiro, que não deve ser encarado como normal.

Como se não bastasse, me encontrei tendo de normatizar o protocolo de velórios: no máximo dez minutos, ao ar livre, com limite de até dez pessoas e caixão totalmente lacrado. Se possível, de zinco.

À dor da perda, soma-se a tragédia de não poder sequer dizer adeus aos seus. De não poder receber um abraço, de não poder trocar conforto, de ser impedido de chorar. Conheci a outra face desta doença, que interfere não somente no modo como vivemos, mas no modo como morremos. Ela nos proíbe de realizar o rito de passagem, essencial a todos os povos desde tempos imemoriais.

Esta doença é cruel e devastadora pela sua alta contaminação e maior letalidade com os nossos idosos, mas também, pelo estado de anomia que promove. Não poder estar perto de quem amamos causa uma dor profunda, ainda mais em um contexto tão difícil como é o momento de despedir-se de um ente querido.

E isso já está acontecendo em muitos lugares, basta procurar notícias sobre a Itália e as pessoas, principalmente as de mais idade, que morrem sem poder se despedir de familiares e amigos. São relatos de velórios e sepultamentos vazios, sem falar na terrível imagem de caminhões do exército italiano transportando centenas de caixões.

Por isso, peço novamente ao povo maranhense, confiem na ciência, escutem os profissionais da saúde: fiquem em casa. Estamos trabalhando incansavelmente, dia e noite, para minimizar os impactos da Covid-19 em nosso estado.

Assim como o Papa, que sozinho nos passa uma mensagem de esperança, lembre-se do homem ou da mulher que partiu do lar para proteger os seus filhos, que não vê seus pais diabéticos há semanas, que veste sua roupa para encarar mais um plantão. Hoje, ele poderá salvar uma vida ou perder a sua própria. É também solitária a jornada de quem se arrisca todos os dias para manter os outros com vida.

Na Praça São Pedro completamente vazia, não era mais possível distinguir se o Papa intercedia por nós ou se nós, cada qual à sua maneira, intercedia por ele. A mensagem era clara: que sejamos um só (João 17:21). A tempestade é desafiadora, mas o nosso timoneiro não tem medo e ele nos indaga: por que tens medo? Era a mensagem de Cristo séculos atrás, é a mensagem de Francisco para todos nós nos dias de tormenta de hoje. E meu humilde pedido para todos nós do Maranhão.