O Senado Federal aprovou o nome do advogado Thiago Roberto Morais Diaz para integrar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A indicação, feita por unanimidade pelo Conselho Federal da OAB, recebeu votação expressiva e apoio de senadores de diferentes partidos.
Natural do Maranhão, Thiago Diaz tem atuação destacada na defesa das garantias constitucionais e no fortalecimento das relações institucionais entre a advocacia e os órgãos do sistema de Justiça. Durante sua gestão como presidente da OAB Maranhão, foi reconhecido pela postura firme e independente.
Com a aprovação, o advogado passa a representar a classe no CNMP, órgão responsável por fiscalizar a atuação administrativa e financeira do Ministério Público em todo o país.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz alíquotas para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Para compensar a perda de arrecadação, o texto aumenta a taxação sobre altas rendas acima de R$ 600 mil ao ano. A proposta segue agora para sanção presidencial e deve valer a partir de janeiro de 2026.
Relatado por Renan Calheiros (MDB-AL), o projeto manteve a versão aprovada pela Câmara. Segundo ele, cerca de 25 milhões de trabalhadores serão beneficiados, enquanto o aumento de tributação alcançará cerca de 200 mil contribuintes de alta renda. A cobrança extra será gradual, com alíquota máxima de até 10% — quem já paga esse percentual não será impactado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou a aprovação como uma “vitória da boa política”, destacando a articulação entre Senado, Câmara e governo para acelerar a tramitação.
Investimentos imobiliários e do agronegócio — como LCIs, CRAs e FIIs — continuarão isentos.
Mesmo com o amplo apoio, algumas críticas foram registradas em plenário. Weverton (PDT-MA) afirmou que o país ainda precisa corrigir distorções que favorecem especulação em detrimento da geração de empregos.
Destaques que poderiam alterar o texto foram retirados após acordo, evitando retorno à Câmara e garantindo celeridade. As sugestões deverão ser avaliadas no PL 5.473/2025, que aumentará a CSLL de instituições financeiras — incluindo fintechs — e ampliará a fatia do governo na arrecadação das “bets”. A votação está prevista até terça-feira.
O cenário político do Maranhão ganhou um novo capítulo após uma declaração do pastor e deputado federal Marcos Feliciano durante um evento religioso em Imperatriz. Ao lado da deputada estadual Mical Damasceno, Feliciano disporou que, “se for para tirar aquela bênção, eu ajudo”, em uma referência indireta à senadora Eliziane Gama. Veja:
Em entrevista exclusiva ao podcast Leriado Cast, comandado pelo radialista e titular do Blog, Marcello Minard, Mical confirmou que existe uma articulação real para disputar o Senado. A deputada revelou que está conversando com o presidente do PL no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho, e que as negociações avançam de forma consistente.
“Estamos conversando com o presidente do PL, e quem sabe até dezembro já teremos tudo alinhado. Se for da perfeita vontade de Deus, poderei disputar o Senado pelo PL”, afirmou Mical durante o programa.
Costuras políticas e apoio cristão
Mical Damasceno deixou claro que, caso a candidatura seja consolidada, entrará na disputa com apoio maciço do segmento evangélico. Pastores, líderes religiosos e fiéis já sinalizam mobilização em torno de seu nome, defendendo a necessidade de uma representação cristã no Senado.
O apoio declarado de Marcos Feliciano reforça essa estratégia, garantindo a Mical um peso nacional entre os eleitores evangélicos e fortalecendo suas negociações com o PL.
O episódio dos R$ 100
Ainda durante o evento em Imperatriz, um vídeo envolvendo a deputada passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, Mical aparece entregando uma nota de R$ 100 dentro de um folheto de igreja. Questionada sobre o episódio, a deputada esclareceu que o valor fazia parte de um sorteio de confraternização entre os participantes, no qual foram distribuídos 10 prêmios de R$ 200 cada. Mical negou qualquer relação com compra de apoio ou patrocínio político.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou no fim de semana uma atualização do “placar do impeachment” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base nos dados da plataforma votossenadores.com.br. Segundo o levantamento, 34 senadores já se posicionaram favoráveis ao impeachment, enquanto 19 são contra. Outros 28 parlamentares ainda não declararam voto.
A movimentação ocorre em meio à crescente pressão de setores da oposição para que o Senado Federal aprecie pedidos de afastamento de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, alvo de críticas constantes da ala bolsonarista.
No Maranhão, os três senadores maranhenses aparecem com posicionamentos distintos. Weverton Rocha (PDT) e Ana Paula Lobato (PDT) figuram na lista dos parlamentares que se opõem ao impeachment. Já a senadora Eliziane Gama (PSD) permanece como indefinida, sem manifestação pública registrada na plataforma.
Nikolas Ferreira tem usado suas redes sociais para pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a colocar os pedidos em pauta. Apesar da repercussão, especialistas apontam que dificilmente a Casa avançará com o processo, diante da resistência da maioria dos líderes partidários e da cúpula do Senado.
Na busca de reabrir canais de diálogo com o Congresso norte-americano diante das barreiras tarifárias impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos adquiridos do Brasil, senadores viajam aos EUA a partir desta sexta-feira (25).
As reuniões na capital norte-americana, Washington, devem começar na segunda-feira (28) e se estender até quarta (30). A expectativa dos senadores é dialogar para ajudar a reverter a taxação de 50% imposta às exportações brasileiras, com início previsto para 1° de agosto.
“Não temos outra opção a não ser tentar voltar ao que era anteriormente. Muitos setores estão sendo prejudicados — indústria, Embraer, o agro, [as vendas de] suco de laranja e carne. Isso realmente vai afetar a geração de emprego no Brasil, há muitas demissões previstas. Mas nós estamos otimistas de que possamos reverter isso”, disse o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE).
O senador também é presidente da comissão temporária externa criada para tratar do tema. A negociação de tarifas é uma atribuição do Poder Executivo. Mas Nelsinho disse que a viagem cumpre o papel constitucional do Senado de dialogar em defesa dos interesses nacionais.
A expectativa é de que os senadores se reúnam primeiro com empresários dos dois países. No segundo dia da missão, os encontros devem ser com parlamentares norte-americanos.
A corrida ao Senado no Maranhão caminha para uma das disputas mais acirradas de 2026. Se as eleições fossem hoje, Carlos Brandão (PSB), Weverton Rocha (PDT) e André Fufuca (PP) apareceriam tecnicamente empatados, dentro da margem de erro da pesquisa.
De acordo com os números estimulados no somatório dos dois votos, Brandão teria 22,7%, seguido de Weverton com 20,5%, e Fufuca logo atrás com 18,5%. A senadora Eliziane Gama (PSD) aparece com 15,3%. Já 39,2% dos eleitores disseram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 69,3% não souberam ou não quiseram opinar.
Em um cenário sem a candidatura de Carlos Brandão — hipótese considerada por aliados caso o governador decida concluir seu mandato —, Weverton Rocha lideraria com 24%, seguido de Fufuca com 22,8%. Eliziane Gama viria em terceiro, com 18,4%. Ainda assim, o grau de indefinição permanece alto: 51,6% rejeitam todos os nomes testados e 80,2% continuam indecisos.
Outro dado importante do levantamento é a baixa rejeição do ministro dos Esportes, André Fufuca, que registra apenas 6,4%. Isso indica grande margem de crescimento para o progressista, que atualmente integra a base do governo Lula.
A pesquisa DataM foi realizada entre os dias 5 e 10 de maio, com 1.800 entrevistas em 40 municípios de todas as regiões do estado. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Aproposta, de autoria do deputado federal Marreca Filho (PRD/MA), já passou por comissões importantes e agora aguarda emendas no Plenário do Senado. O PL garante atenção integral às vítimas de queimaduras, com foco na recuperação física, psicológica e na reinserção social.
Brasília – O Projeto de Lei 4558/19, de autoria do deputado federal Marreca Filho (PRD/MA), segue avançando no Senado Federal. A proposta, que trata da atenção e dos direitos das pessoas vitimadas por queimaduras, já foi aprovada na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável nas Comissões de Direitos Humanos e de Assuntos Sociais no Senado. Agora, o texto encontra-se no Plenário, em fase de recebimento de emendas. O PL busca garantir um conjunto de direitos que vão desde o tratamento integral pelo SUS até a reabilitação e reintegração dessas pessoas na sociedade.
O PL 4558/19 assegura que pessoas que sofreram queimaduras tenham acesso a todas as etapas do cuidado: físico, estético, psicológico, educacional e profissional. A proposta busca combater o preconceito e garantir condições para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas com dignidade.
*Diferenciais do PL*
– Tratamento integral e contínuo pelo SUS, inclusive para sequelas permanentes. – Avaliação para inclusão no Estatuto da Pessoa com Deficiência, assegurando benefícios legais e direitos especiais. – Vedação de qualquer tipo de discriminação. – Reforço à reinserção educacional e profissional das vítimas. – **Importância Social*
A aprovação deste projeto representa um avanço na garantia de direitos humanos e na valorização da vida de milhares de brasileiros, especialmente vítimas de acidentes ou violências que resultam em queimaduras graves. A proposta preenche uma lacuna histórica de políticas públicas específicas para esse grupo vulnerável.
“ _O PL 4558/19 é uma resposta necessária e urgente às pessoas que vivem com as marcas físicas e emocionais das queimaduras. Estamos falando de dignidade, acolhimento e justiça social_ ,” destaca o deputado Marreca Filho.
Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito novamente presidente do Senado neste sábado (1º), com 73 votos dos 81 senadores.
Apesar da ampla vantagem, o resultado não supera os recordes de Mauro Benevides (MDB) e José Sarney (MDB), que obtiveram 76 votos em 1991 e 2003, respectivamente. Os candidatos avulsos Eduardo Girão (Novo-CE) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) receberam quatro votos cada.
Alcolumbre retorna ao comando da Casa após presidi-la entre 2019 e 2021, quando elegeu como sucessor seu aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) se reuniu, nesta sexta-feira (31), com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Weverton elogiou o trabalho feito nos últimos quatro anos pelo parlamentar mineiro.
“Estive com o Pacheco, que teve um papel importantíssimo como presidente do Senado, mantendo uma gestão sensata e do diálogo”, ressaltou Weverton.
O senador destacou ainda que Pacheco, de forma muito equilibrada e sensata, conduziu o Senado em momentos fundamentais para a democracia.
“Com serenidade, ele defendeu a harmonia entre os Poderes e a representação dos estados no Congresso Nacional”, enfatizou. Junto com o senador Pacheco, Weverton deixa a Mesa Diretora do Senado, onde foi suplente a 4º e 2º Secretário.
“Sou muito grato à confiança depositada em mim pelos meus pares que me elegeram, e aos outros membros da Mesa com quem tive uma ótima convivência e com quem pude trabalhar para melhorar nosso Brasil.
Vou continuar trabalhando, agora fora da Mesa, pela democracia, estabilidade institucional e, acima de tudo, pela população”, afirmou Weverton.
A Mesa do Senado será renovada neste sábado (1º de fevereiro) com a eleição do presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários titulares e quatro secretários suplentes para mandato de dois anos.
A escolha do novo presidente é feita de forma exclusiva na primeira reunião preparatória, marcada para 10h. Todos os senadores que quiserem concorrer ao cargo têm de formalizar a intenção, por escrito, na Secretaria-Geral da Mesa, até que se inicie o uso da palavra pelo primeiro candidato inscrito.
Os trabalhos dessa primeira reunião serão conduzidos pelos senadores da Mesa anterior, cabendo ao presidente comunicar ao Plenário as candidaturas formalizadas.