Bastidores: Lahesio abre diálogo para o Senado e caminha para formar ala conservadora com Braide

Fala de Lahesio ao Blog sinaliza possível recuo para o Senado e palanque de direita com Braide. 

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Em meio às especulações de que o ex-prefeito e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Lahesio Bonfim, poderia abrir mão da disputa ao Palácio dos Leões para integrar uma eventual chapa liderada por Eduardo Braide, concorrendo ao Senado, uma declaração dada ao titular deste blog, Marcello Minard, chamou atenção pela forma como foi construída.

Questionado sobre o assunto, Lahesio evitou uma negativa enfática e preferiu adotar um discurso mais amplo sobre o cenário político estadual.

“Não confirmo nada. Continuamos pré-candidato a governador. No mais o que posso te dizer é que estamos sim dialogando pra que o povo maranhense tenha uma grande vitória nas urnas e estamos trabalhando continuamente pra estarmos sim inseridos nessa grande vitória que se aproxima, a vitória do povo (…). Logo desistir nunca, vamos apenas nos juntar a esse sentimento e queremos ganhar também.”

Embora Lahesio reafirme sua condição de pré-candidato ao Governo do Estado, o discurso abre margem para diferentes interpretações ao enfatizar, repetidamente, a importância de estar “inserido” em uma futura vitória eleitoral. A escolha das palavras chama atenção porque, atualmente, o ex-prefeito aparece atrás dos principais concorrentes nos levantamentos de intenção de voto divulgados até o momento.

Ao afirmar que “estamos dialogando”, “estamos trabalhando” e “queremos fazer parte dessa mudança”, Lahesio parece falar em nome de um projeto político coletivo com Braide, sem delimitar necessariamente qual será sua posição definitiva dentro dele.

Em vez de centrar a mensagem exclusivamente na manutenção da candidatura ao governo, o pré-candidato deu destaque à construção de alianças, ao diálogo e à participação em um projeto de mudança para o Maranhão.

Por enquanto, oficialmente, Lahesio Bonfim continua na corrida pelo Palácio dos Leões. Mas sua declaração está longe de encerrar as especulações. Pelo contrário: a fala é interpretada como um movimento que mantém abertas todas as possibilidades para as negociações com o grupo de Braide.

A aliança, embora costurada nos bastidores com o pragmatismo típico das urnas, tem um forte componente ideológico que redefine o cenário estadual. Braide sempre adotou a estratégia de esconder o viés partidário, preferindo a imagem de gestor técnico para evitar o desgaste da polarização nacional. No entanto, a entrada de Lahesio na engrenagem joga por terra a neutralidade da chapa e consolida, de forma definitiva, o palanque da direita bolsonarista no Maranhão.

PT crava chapa com Weverton e Eliziane mas acena para Fufuca em ato pró-Camarão

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Em coletiva de imprensa realizada no ato político em apoio a Felipe Camarão, o presidente do PT, Edinho Silva não deixou margem para dúvidas sobre a configuração da chapa prioritária na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal. O PT reafirmou o apoio aos nomes de Weverton Rocha e Eliziane Gama.

Mesmo com os nomes ao Senado já delimitados na estratégia partidária, o grande destaque político da coletiva foi o forte aceno feito ao deputado federal  André Fufuca (PP).

“O presidente Lula tem um imenso reconhecimento pelo André Fufuca. O André Fufuca foi um ministro do governo do presidente Lula, inclusive, quando pressionado pelo seu partido, o Progressistas, a deixar o ministério, ele manteve-se leal ao presidente Lula no ministério. Então, é evidente, o presidente Lula tem por ele muito respeito. Ele é um grande amigo e nós vamos dialogar com o André Fufuca, pois queremos manter com ele uma relação de muita parceria.”

Esse posicionamento deixa claro que, embora o desenho inicial de senadores esteja posto com Weverton e Eliziane, a relação com Fufuca é tratada como uma parceria indispensável para a governabilidade e para a amplitude do palanque de Lula no estado.

Chiquinho FC oficializa apoio à reeleição do senador Weverton Rocha

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Durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura na capital maranhense, nesta segunda-feira (25), o senador Weverton Rocha (PDT) recebeu oficialmente o apoio do prefeito de Codó, Chiquinho FC (PT).

O ato político reuniu prefeitos, prefeitas, vereadores e lideranças de diversas regiões do Maranhão, demonstrando a força e a articulação do grupo político em torno do projeto de reeleição do parlamentar pedetista.

Em seu discurso, Chiquinho FC enfatizou que a aliança com Weverton Rocha é baseada em resultados práticos e benefícios diretos para o município de Codó. O prefeito destacou que a parceria tem sido fundamental para o desenvolvimento local.

Com a chegada oficial de Chiquinho FC à base de apoio, Weverton Rocha consolida um palanque de peso na região dos Cocais. O prestígio e a aprovação da atual gestão de Codó dão ao senador uma vantagem na cidade, consolidando mais um passo firme em sua ampla articulação política rumo à renovação do mandato no Senado Federal em 2026.

Grupo de Maranhãozinho fecha primeiro apoio ao Senado

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Em ato político, na manhã desta segunda-feira (25), o grupo liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) oficializou seu primeiro apoio para a disputa ao Senado Federal, selando uma aliança estratégica com o senador Weverton Rocha (PDT).

A mensagem de apoio do líder liberal foi entregue em mãos por sua aliada e deputada estadual, Fabiana Vilar.

O Partido Liberal (PL) detém uma robusta base eleitoral no interior do estado, comandando diversas prefeituras e lideranças regionais. Com esse movimento, Weverton amplia significativamente seu arco de alianças e ganha capilaridade nos municípios maranhenses.

Além da declaração de apoio, o evento serviu para confirmar que Alderico Campos ocupará a vaga de primeiro suplente na candidatura de Weverton ao Senado.

Alderico é irmão de Fred Campos, atual prefeito de Paço do Lumiar.

Duarte abre mão da reeleição e decide encarar disputa solo pelo Senado

Deputado federal Duarte Júnior

A disputa pelas vagas do Senado terá mais um candidato este ano. O deputado federal Duarte Júnior (Avante) desistiu de disputar a reeleição e vai entrar na corrida pelo Senado em outubro. O parlamentar diz que será uma candidatura independente.

O deputado federal sabe das dificuldades de uma disputa como essa sem a composição necessária numa chapa majoritária cheia. O histórico político-eleitoral das disputas se senador mostra que a caniddatura ao Senado, no Maranhão, é umbilicalmente ligada a do caniddato a governador.

Mesmo assim, Duarte acredita que os nomes postos para essa disputa e o cenário eleitoral atual mostram que há espaço para um nome diferente. À coluna, o parlamentar disse que muitos dos que querem a vaga de senador são investigados por desvio de verba ou tem ligação com escândalos de desvio de dinheiro público ou esquemas bilionários.

“E foram investigados por mim na CPMI do INSS”, disse.

Entendendo que tem esse lastro do trabalho que desenvolveu na comissão e mais suas duas candidaturas a prefeito de São Luís, Duarte diz que seu nome para o Senado é totalmente viável.

Mas não é somente por conta disso que Duarte está inclinando em buscar o Senado. Ele sabe que sua candidatura a deputado federal apresenta dificuldades devido ao partido que ele conseguiu se filiar. Ele contava com a ajuda do Palácio dos Leões para compor uma chapa forte do Avante para federal, no entanto, a ajuda não chegou por inteiro.

Sem um diálogo mais afinado com o Palácio dos Leões, Duarte Júnior busca suas alternativas. Seja para pressionar os ainda aliados ou seja para embaralhar ainda mais essa corrida pelas vagas de senador.

Coluna Carla Lima 

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e Lula terá de escolher novo nome

Jorge Messias

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir o ministro aposentado Luís Roberto Barroso, Messias não alcançou o número mínimo de votos necessários para aprovação no plenário da Casa.

Apesar de ter sido aprovado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com 16 votos favoráveis e 11 contrários, o advogado-geral sofreu derrota na votação secreta realizada pelos senadores. O placar final foi de 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção.

Pela Constituição Federal, ministros do STF só podem assumir o cargo após aprovação da maioria absoluta do Senado — ou seja, ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 parlamentares. Como não atingiu esse número, a indicação foi oficialmente rejeitada.

Com a derrota de Jorge Messias, o governo federal agora enfrenta a necessidade de reiniciar o processo de escolha para a cadeira vaga no Supremo. Caberá ao presidente Lula indicar um novo nome, que passará novamente por sabatina na CCJ e por votação no plenário do Senado.

A rejeição representa um revés político significativo para o Palácio do Planalto e expõe dificuldades do governo em consolidar apoio suficiente dentro do Senado para aprovar uma indicação ao mais alto tribunal do país. Nos bastidores, parlamentares da oposição e até integrantes de partidos da base demonstraram resistência ao nome de Messias durante as últimas semanas.

Enquanto um novo indicado não é escolhido e aprovado, a vaga no STF permanece aberta, o que pode impactar a distribuição de processos e julgamentos na Corte.

A rejeição de um indicado ao Supremo é um episódio raro na história republicana brasileira. Segundo registros históricos, a última vez que o Senado barrou um nome para o STF havia ocorrido há mais de um século, ainda no período do Império.

Carlos Brandão e Roseana Sarney lideram intenções de voto para o Senado, aponta Quaest

Foto: Montagem/g1

A pesquisa Quaest também testou três cenários para a disputa das duas vagas ao Senado pelo Maranhão em 2026 e revelou um quadro de liderança consolidada do governador Carlos Brandão, aliado a uma forte indefinição na briga pela segunda cadeira.

O levantamento simulou diferentes combinações de candidatos, incluindo nomes como Carlos Brandão (sem partido), Roseana Sarney (MDB), Roberto Rocha (PSDB), André Fufuca (PP), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PSD), Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Mical Damasceno (PSD), Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) e César Pires (Novo).

Em um dos cenários analisados, sem a presença da ex-governadora Roseana Sarney, Carlos Brandão aparece na liderança isolada. Já a disputa pela segunda vaga se mostra completamente aberta, com Roberto Rocha, André Fufuca, Weverton Rocha, Eliziane Gama e Pedro Lucas Fernandes empatados tecnicamente na segunda posição.

O cenário evidencia que, embora Brandão largue na frente, a definição dos demais nomes ainda depende de movimentações políticas e do nível de consolidação das candidaturas. A fragmentação entre os concorrentes indica uma disputa acirrada nos próximos meses, com espaço para mudanças significativas conforme a campanha evoluir.

Senado aprova licença-paternidade para 20 dias; Weverton comemora: “Tempo de cuidado e apoio”

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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 5811/2025, que altera significativamente as regras trabalhistas ao ampliar a licença-paternidade dos atuais 5 para até 20 dias.

A proposta, que agora segue para a sanção presidencial, foi recebida com entusiasmo pelo senador Weverton (PDT-MA). O parlamentar destacou que o Senado deu um passo histórico ao reconhecer que estar presente nos primeiros dias de vida de um filho faz toda a diferença. “É tempo de cuidado, de apoio à mãe e de viver de perto um dos capítulos mais especiais da vida de uma família”, postou em suas redes sociais.

A aprovação encerra um ciclo de debates que se arrastava no Congresso Nacional há 19 anos, desde que o tema foi apresentado pela ex-senadora Patrícia Saboya, em 2007. Sob a relatoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), o texto aprovado estabelece que a licença será implementada de forma gradual para permitir a adaptação do mercado. Nos dois primeiros anos de vigência da lei, o período será de 10 dias, passando para 15 dias no terceiro ano e atingindo o teto de 20 dias a partir do quarto ano.

Além da extensão do prazo, o projeto traz inovações importantes como a criação do salário-paternidade, que passa a ser um benefício previdenciário. Essa medida visa equiparar a proteção à paternidade às garantias já existentes para a maternidade, permitindo inclusive a divisão do período da licença entre os pais. O embasamento da nova lei foca na promoção da igualdade de gênero no ambiente de trabalho e no fortalecimento da estabilidade no emprego durante e após o usufruto do direito, garantindo que o pai possa se dedicar ao recém-nascido ou ao filho adotado sem temor de represálias profissionais.

Durante a tramitação na Câmara dos Deputados em novembro do ano passado, o relator Pedro Campos (PSB-PE) já havia sinalizado a urgência da medida, pontuando que o cuidado é um direito fundamental desde o nascimento.

Senado aprova PL da dosimetria que pode encurtar pena de Bolsonaro

Plenário do Senado Federal

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que altera as regras de dosimetria das penas, mudando a forma como são calculadas as punições impostas a condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. A proposta, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, abre caminho para a redução de penas aplicadas aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro e pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O texto modifica critérios usados na fixação das penas, reduzindo a possibilidade de somatório automático de condenações por crimes cometidos dentro do mesmo contexto e flexibilizando regras de progressão de regime. Na prática, a nova lei pode diminuir o tempo de prisão em regime fechado e acelerar a migração para regimes mais brandos, como o semiaberto ou a prisão domiciliar. Especialistas avaliam que, caso seja aplicada ao ex-presidente, a mudança pode resultar em uma redução significativa da pena atualmente imposta pelo Supremo Tribunal Federal, além de antecipar benefícios penais.

Com a aprovação no Senado, o projeto segue agora para o Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá até 15 dias úteis para decidir se sanciona ou veta a proposta. Caso opte pela sanção, o texto entra em vigor após publicação no Diário Oficial. Se houver veto, total ou parcial, a decisão retorna ao Congresso Nacional, que poderá derrubá-lo em sessão conjunta de deputados e senadores, desde que seja alcançada a maioria absoluta nas duas Casas.

Mesmo que a proposta se transforme em lei, sua aplicação não é automática. O texto deve ser alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal por meio de ações de inconstitucionalidade apresentadas por partidos políticos, pela Procuradoria-Geral da República, por entidades de classe ou pelo próprio governo. Caberá ao STF decidir se as mudanças respeitam a Constituição ou se representam interferência indevida em decisões judiciais já consolidadas.

Além disso, o projeto já enfrenta contestações quanto ao seu trâmite no Senado. Parlamentares da base governista acionaram o Supremo alegando irregularidades regimentais, sustentando que houve alteração de mérito por meio de emenda apresentada como simples ajuste de redação, além da redução dos prazos de análise na Comissão de Constituição e Justiça. Caso esses argumentos sejam acolhidos, o STF pode suspender os efeitos da proposta antes mesmo da decisão presidencial.

 

Senado aprova indicação de Thiago Diaz para o CNMP

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O Senado Federal aprovou o nome do advogado Thiago Roberto Morais Diaz para integrar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A indicação, feita por unanimidade pelo Conselho Federal da OAB, recebeu votação expressiva e apoio de senadores de diferentes partidos.

Natural do Maranhão, Thiago Diaz tem atuação destacada na defesa das garantias constitucionais e no fortalecimento das relações institucionais entre a advocacia e os órgãos do sistema de Justiça. Durante sua gestão como presidente da OAB Maranhão, foi reconhecido pela postura firme e independente.

Com a aprovação, o advogado passa a representar a classe no CNMP, órgão responsável por fiscalizar a atuação administrativa e financeira do Ministério Público em todo o país.