Fábrica São Braz fecha as portas e deixa trabalhadores ‘a pão e vinho’

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Cerca de cento e cinquenta trabalhadores, entre contratados e prestadores de serviços, foram dispensados na última segunda-feira (20) pelo dono da fábrica São Braz, localizada em São Luís.

Sem direito a nada (até o momento), os demitidos foram surpreendidos ao serem convocados à assinarem uma dispensa sem aviso prévio e sem saber como e quando vão receber seus vencimentos atrasados, rescisões e tudo que têm direito.

Segundo foi denunciado ao Blog, a empresa detentora de vendas da Vodka Braslova, Coquetel São Braz, Três Coroas, Chave de Ouro, entre outras, deve fornecedores, funcionários e de uma forma repentina anunciou falência.

Preocupados com a situação, trabalhadores estão tentando contato com a direção e RH da empresa mas não são atendidos. Há rumores de que o proprietário, Girnaldo Braz, que também não atende as ligações, estaria planejando deixar o país sem pagar os benefícios aos demitidos, além dos demais credores.

O grupo deve procurar a Justiça do Trabalho caso ninguém da São Braz se manifeste.

Obra do grupo Gonçalo desaba em Santa Rita

Desabamento expõe má qualidade de serviços realizados pelo grupo em cidades da região e serve de alerta para população

As cabeceiras de uma ponte inaugurada há pouco mais de dois anos pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo está desabando. A obra que tem mais de 10 anos e nunca foi concluída, é mais uma que expõe a péssima qualidade dos serviços realizados pelo grupo Gonçalo em cidades da região.

Com apenas 125 m de extensão, a ponte ficou visivelmente curta e suas cabeceiras construídas quase dentro do Rio Itapecuru. Para notar os inúmeros erros da obra, nem precisa ser engenheiro.

A Ponte de Areias foi iniciada na gestão de Hilton Gonçalo em 2011 com recursos repassados ao município — inicialmente pelo governo federal — e depois por meio de convênio celebrado entre a prefeitura de Santa Rita e o governo do estado.

A obra custou quase 5 milhões de reais aos cofres públicos e foi inaugurada antes mesmo de ser concluída pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo no aniversário de 58 da cidade.

Em uma rede social, Gonçalo tenta explicar o fato alegando os efeitos das chuvas e admite varias vezes que a obra foi inaugurada de forma inacabada.

Precariedade do Matadouro Municipal de Vitória do Mearim é denunciada ao MP

Prefeito Nato da Nordestina (PL)

Blog do Luís Cardoso Após denúncia encaminhada ao Ministério Público do Maranhão, a titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Vitória do Mearim, Karina Freitas Chaves, determinou que fosse apurada a situação insalubre e precária do matadouro municipal.

Expeça-se ofício ao município de Vitória do Mearim/MA, encaminhando-se em anexo a prosta de TAC (ID 1657503) para que, no prazo de 05 dias, informe se firmará o TAC enviado com o Ministério Público. Em caso negativo ou de ausência de resposta, expeça-se ordem de serviço para a realização de visita in loco e expedição de relatório, com vistas a subsidiar o eventual ajuizamento de ação”, determinou a promotora de Justiça.

O prefeito de Vitória do Mearim, Nato da Nordestina (PL), deve ser notificado e, se forem constatadas as denúncias através de diligências de equipes ministeriais, o município pode ser multado e sujeito a outras sanções.

Mas vale ressaltar que consta no Portal da Transparência do Município a abertura de processo licitatório, com edital e projeto de tomada de preços, para contratação de empresa especializada para reforma e ampliação do Matadouro de Vitória do Mearim. Os documentos já foram encaminhados ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) em dezembro do ano passado.

VÍDEO: UDI constrange funcionários que são revistados ao deixarem hospital

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O Blog recebeu denúncia de profissionais da saúde, entre técnicos e enfermeiros, que trabalham no UDI Hospital em São Luís. Eles vêm sendo submetidos a uma revista minuciosa e constrangedora ao deixarem o plantão.

Com exceção dos médicos, todos são obrigados a aguardarem em uma fila, após horário de serviço, para passarem pelo ‘baculejo’. E o pior é que isso acontece na saída da Emergência, próximo a um elevador diante dos olhos de várias pessoas que passam pelo local, sem privacidade alguma.

“Falta de respeito”, diz uma trabalhadora que não aguenta mais a situação vexatória que já foi denunciada à Coordenação do hospital e nenhuma providência foi tomada.

Veja nas imagens a seguir.

VÍDEO: Tem gente em São Luís comendo o bandeco dos professores de Jatobá…

Professores protestam em frente a Prefeitura de Jatobá

O sindicato dos professores de Jatobá fez um protesto reivindicando que seja pago o abono dos 70% do que sobrou do FUNDEB, que deveria ser dividido entre os docentes.

Segundo o sindicato, foram feitos diversos apelos ao prefeito Robertinho e à secretaria de Educação para que houvesse uma reunião e tratarem do assunto. Mas ambos tentam enganar os professores dizendo que não teve sobra.

O sindicato também contestou junto as autoridades gestoras do município a questão da diferença de salários da classe. De acordo com manifestantes, os professores alinhados ao prefeito ou que foram cabos eleitorais recebem salários dobrados, mesmo trabalhando a mesma quantidade de horas e tem a mesma formação. Além de ofertar gratificações aos cabos eleitorais, existem professores que moram em São Luís na folha do município.

Outra questão grave trata de auxiliar de serviços gerais ocupando espaço de diretora de escola pelo simples fato de toda a família ter apoiado o prefeito.

Representantes do sindicato dizem que tem muitos funcionários contratados em cargos comissionados pagos pelo Fundeb, que somente cederam seu nome pra receber salario e nunca compareceram em seus postos de trabalho.

Do Blog do Luís Cardoso

Sem salários, funcionários da limpeza dos hospitais municipais de São Luís deflagram greve

Paralisação de trabalhadores da limpeza no Socorrão II

Trabalhadores do serviço de limpeza da Maxtec, empresa responsável pela contratação de funcionários terceirizados do Município de São Luís, estão de braços cruzados por conta de descumprimentos de acordos, que incluem, principalmente, o atraso no pagamento de salários. Com a paralisação, os hospitais de Urgência e Emergência da capital o Socorrão 1 e o Socorrão 2, Hospital da Criança e Hospital da Mulher, estão sem os serviços de limpeza. Um absurdo!

O presidente do Sindicato de Asseio e Conservação, Maxwell, está nesse momento acompanhando o movimento dos trabalhadores no Hospital Socorrão 2 que estão realizando uma manifestação na avenida Beira Mar pedindo uma solução à Prefeitura de São Luís.

Confira imagens a seguir.

Mulher que comeu brigadeiro estragado vendido na Drogasil será indenizada

Drogasil em São Luís

Uma mulher que consumiu um brigadeiro estragado comprado em uma farmácia deverá ser indenizada moralmente. A sentença, proferida pelo 7o Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, teve como partes demandadas a Raia Drogasil e a Flormel Indústria de Alimentos, que deverão pagar à autora, solidariamente, o valor de 4 mil reais. Trata-se de uma ação indenizatória, onde a autora afirma que, no dia 30 de maio deste ano, adquiriu na loja da 1ª requerida, uma embalagem de bolinhas de brigadeiro e outros produtos, fabricada pela 2ª requerida, conforme nota fiscal, com o objetivo de consumir o produto no mesmo dia.

Segue narrando que, ao abrir a embalagem e dar a primeira mordida, percebeu que o alimento estava mofado, verificou naquele momento que tanto o interior dos insumos quanto a embalagem encontravam infestados de um fungo branco, apresentando odor fétido e aspecto correspondente à má conservação. Alega que teve indigestão, ficou frustrada com a compra de um produto caro que lhe foi vendido já estragado, sendo que o simples risco que sua saúde correu é suficiente para demonstrar o prejuízo e, bem como a situação angustiante que passou e o descaso que sofreu. Na sua defesa, a Flormel alegou que seria necessária prova pericial, daí a incompetência do Juizado Especial. No mérito, afirma que não há laudo ou exames médicos, tampouco comprovantes de aquisição de medicamentos.

Segue alegando que situações como essa, em que não há comprovação da ingestão do produto, tratando-se de mera aquisição de produto supostamente impróprio para o consumo, por mais sensível que a autora seja, esse fato em si não é capaz de gerar qualquer abalo psicológico indenizável. Já a Drogasil também citou a incompetência do juizado para julgar a causa e, no mérito, argumentou que, apesar de a consumidora afirmar ter sofrido efeitos colaterais em razão da ingestão do produto, não há nos autos nenhum documento que comprove os males, sendo dessa forma, certo que se trata de uma falácia para fundamentar reparação moral pretendida. Relata, ainda, que em momento algum a autora retornou à loja para reclamar do produto ou mesmo solicitar sua troca ou devolução do valor pago.

A drogaria ressaltou que os produtos alimentícios sequer são estocados na loja, sendo, de pronto, disponibilizados para consumo em lugar adequado, livre de umidade ou luz solar, lugar neutro, justamente para garantir a qualidade e conservação. “Inicialmente, há de se rejeitar a preliminar de incompetência do Juizado Especial Cível, arguida por ambas as requeridas, haja vista que o caso dos autos não necessita de realização de prova pericial para o seu deslinde (…) Trata-se de relação de consumo, em que o Código de Defesa do Consumidor permite a inversão do ônus da prova em prol do consumidor. Diante da verossimilhança nas alegações da parte autora e da sua hipossuficiência, inverto o ônus da prova, conforme art. 6°, VIII, do Código de Defesa do Consumidor”, pontuou a sentença.

Provas suficientes 

A Justiça enfatiza que ficou comprovado o fato de que o produto alimentício foi fabricado pela Flormel e revendido para a autora pela Drogasil, pois não há nenhuma negativa nas contestações neste sentido. “Uma vez que as requeridas são fornecedoras do produto, fazendo parte da cadeia de fornecimento do produto, respondem de forma solidária, na forma prevista no Código de Defesa do Consumidor (…) O fato é que as provas colacionadas são suficientes para comprovar que o produto adquirido não estava em perfeito estado para consumação (…) Ainda que não comprovem que houve a ingestão, a aquisição de produto alimentício com corpo estranho, ofende o direito fundamental do consumidor à alimentação adequada, corolário do princípio da dignidade da pessoa”, esclareceu.

Sendo assim, consoante demonstrado pelas provas carreadas aos autos, a presença de fungos em alimento industrializado, excede os riscos comumente esperados pelo consumidor em relação a este tipo de produto que contêm conservantes, conforme descrito na embalagem, mas trouxe risco potencial de lesão a segurança alimentar, configurando o dano moral (…) Ora, resta nítido o defeito do produto e os elementos indispensáveis à configuração da responsabilidade objetiva estão presentes, ou seja, os instrumentos probatórios contidos nos autos permitem concluir que houve ilícito, nexo de causalidade e dano para a autora (…) Com efeito, a consumidora não tem ingerência sobre a fabricação e conservação do produto, quem tem o domínio destes processos e que deve ser responsabilizados, são os fornecedores”, finalizou, decidindo por acatar, parcialmente, os pedidos autorais.

Donos de autoescolas vão às ruas chamar Nagibinho de incompetente

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Os donos de autoescolas do Maranhão decidiram deflagrar greve e saíram às ruas de São Luís em protesto nesta quinta-feira (11) por conta da precariedade nos serviços oferecidos pelo Detran-MA. Eles reivindicam melhorias junto ao poder público e apontam incompetência por parte do diretor do órgão, Francisco Nagib.

De acordo com o presidente do Sindicato das Autoescolas do Maranhão (Sindauma), Jefferson Ribeiro Campos, as autoescolas e os alunos têm sido prejudicados com a inconsistência do sistema do Detran-MA, entre outros entraves. Inclusive já foi solicitada a ampliação do número de examinadores e da realização de exames práticos veiculares para agilizar o acesso dos alunos à Carteira Nacional de Habilitação.

Mas, segundo a categoria, que se vê de pés e mãos atados, nada está sendo feito e a sociedade é quem paga a conta.

Falta até papel higiênico no CAPS de Bacabal, denuncia usuária em rede social

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Sem remédio. Sem macas. Sem papel higiênico e cadeira de rodas. Nem lanche para pacientes e acompanhantes. Essa é a situação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), em Bacabal, denunciada pela população, que ganhou as redes sociais.

Parentes de usuários do CAPS têm denunciado a ausência de assistência da prefeitura de Bacabal, administrada por Edvan Brandão, que não teria destinado recursos básicos ao Centro há várias semanas.

Em vídeo que circula nas redes sociais, além de itens como maca, papel higiênico e cadeira de rodas, usuários do CAPS alertam para a falta de medicamentos básicos, como Gardenal, Risperidona e Carbamazepina.

O dinheiro vem todo mês e tá sendo desviado. (…) Todo mês eu venho aqui e só levo a receita, porquê remédio não tem. Muitas pessoas carentes precisando de ajuda”, relatou uma paciente do CAPS no vídeo.

Confira.

Falando em dinheiro público: somente em 2021, já foram mais de R$ 68 milhões destinados à Prefeitura de Bacabal pelo Governo Federal, para ser utilizado exclusivamente na saúde do município. E a pergunta que fica é: onde está esse dinheiro?

Repercutiu nas Redes

Nas redes sociais, o descontentamento da população com a administração do CAPS é alta. “Não tem nada. Pode fechar”, publicou um internauta. “É verdade mesmo. Eu sou paciente do CAPS e nada tem lá“, disse outra internauta.

Outra paciente do Centro chegou inclusive a parabenizar o atendimento no CAPS, mas alertou para a falta de medicamentos na unidade. “O atendimento é excepcional por todos os funcionários, mas os recursos que vem todo mês não estão sendo aplicados no CAPS”, relatou.