Gilmar Mendes rejeita pedido para reconsiderar decisão sobre impeachment

Ministro Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (4) o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para reconsiderar a decisão que definiu que somente a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode propor processos de impeachment contra integrantes da Corte.

Na quarta-feira (3), o advogado-geral da União, Jorge Messias, havia enviado uma petição a Mendes argumentando que a abertura de processo de impeachment pelo Senado faria parte de uma “relação de equilíbrio” entre os poderes.

Em sua decisão, o ministro entendeu que o pedido de reconsideração não é juridicamente cabível. “Somente existem recursos quando expressamente previstos em lei, com estrutura, pressupostos e efeitos definidos pelo ordenamento. Em razão dessa taxatividade, não é dado às partes criar meios impugnativos atípicos”, afirmou.

Mendes também reforçou que ministros de tribunais superiores não podem ser submetidos a regimes de responsabilização incompatíveis com a Constituição. “Tenho para mim que a medida cautelar deferida, além de encontrar fiel amparo na Constituição Federal, mostra-se indispensável para fazer cessar um estado de coisas manifestamente incompatível com o texto constitucional”, acrescentou.

A decisão foi tomada a partir de ação protocolada pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A liminar será julgada pelos demais ministros do STF em uma sessão virtual marcada para 12 de dezembro.

Weverton dará parecer favorável à indicação de Messias para o STF

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O senador Weverton Rocha (PDT-MA) entrou de vez no centro da disputa pela nova vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ao confirmar que dará parecer favorável ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias. Como relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o pedetista se tornou peça-chave na estratégia do governo para destravar a sabatina marcada para 10 de dezembro.

“Ele preenche todos os requisitos necessários para ocupar a vaga”, afirmou Weverton à CNN Brasil, numa tentativa clara de reduzir tensões e criar o ambiente mínimo para a aprovação. Ao ser questionado sobre a temperatura política no Senado, respondeu de forma seca, mas calculada: “Estamos trabalhando!”

A articulação, no entanto, não é simples. Messias — indicação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — enfrenta resistência direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que atuou abertamente para emplacar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A ala ligada a Alcolumbre trabalha para constranger o Planalto e, segundo aliados próximos, o número de votos contrários pode chegar a 60, cenário que deixaria Messias em situação delicada. Para ser aprovado, ele precisa de 41 votos favoráveis.

Mesmo diante do clima hostil, Lula não recuou e manteve o nome do atual AGU. A avaliação interna no governo é que Messias atende plenamente aos critérios constitucionais de “notório saber jurídico” e “reputação ilibada”, e que a rejeição seria uma derrota política de grandes proporções.

Zanin vota e STF tem maioria para manter prisão preventiva do ex-presidente Bolsonaro

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O Supremo Tribunal Federal formou maioria, na manhã desta segunda-feira (24), para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi consolidada no plenário virtual da Primeira Turma, que referendou a ordem decretada pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, após a violação da tornozeleira eletrônica e o risco de fuga.

Moraes abriu o julgamento reafirmando que Bolsonaro “agiu de forma dolosa” ao danificar o equipamento de monitoramento e destacou o histórico de descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. O ministro citou ainda a admissão do próprio ex-presidente, que, em audiência de custódia realizada no domingo (23), atribuiu o ato a um “surto” provocado por medicamentos.

O presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, acompanhou integralmente o relator e foi ainda mais incisivo ao afirmar que o conjunto de decisões judiciais e episódios recentes “comprovam a periculosidade do agente”. Dino também mencionou as fugas de aliados bolsonaristas — como Carla Zambelli e Alexandre Ramagem — para demonstrar o ambiente de ameaça à ordem pública que, segundo ele, envolve a organização “chefiada por Jair Bolsonaro”.

O ministro Cristiano Zanin também votou com o relator, consolidando a maioria necessária para manter a prisão preventiva.

A análise ocorre em sessão extraordinária no plenário virtual e segue aberta até as 20h, mas, com a maioria formada, o resultado já está definido: o STF referenda a decisão e sustenta a prisão preventiva de Jair Bolsonaro.

Dino aciona PF para investigar uso de emendas de Pedro Lucas após sumiço nas contas de Arari

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal que investigue suspeitas de desvios de emendas enviadas a quatro cidades, incluindo Arari (MA) e Zabelê (PB), onde, como mostrou o GLOBO, os recursos desaparecem nas contas das prefeituras. Na decisão, o magistrado aponta que os fatos noticiados “configuram indícios de possíveis crimes”.

A emenda de Arari foi enviada pelo líder do União Brasil na Câmaara, deputado Pedro Lucas Fernandes (MA). Em nota, o parlamentar afirmou ter cumprido sua atribuição ao enviar os recursos para o município, mas que a execução da verba cabe à prefeitura, “que deve aplicá-los conforme as regras estabelecidas”. “Meu compromisso é assegurar investimentos que melhorem a vida da população, tragam benefícios concretos às comunidades e fortaleçam o desenvolvimento de Arari”, diz Pedro Lucas. Já a emenda de Zabelê foi enviada pela ex-deputada Edna Henrique (Republicanos-PB), que não retornou aos contatos.

No despacho que pede a abertura da investigação, assinado neste domingo (23), Dino afirma que a reportagem do GLOBO descreve “indícios de desvios na aplicação de recursos de emendas parlamentares nos municípios de Arari (MA) e Zabelê (PB)” e determina que a Polícia Federal “adote as providências cabíveis no âmbito de sua competência, promovendo a juntada em inquéritos já instaurados ou procedendo à abertura de novos, se for o caso”.

Em outubro deste ano, O GLOBO viajou até Arari, cidade maranhense de 30 mil habitantes localizada a 170 quilômetros de São Luís, para mostrar que uma emenda de R$ 1,25 milhão para recuperar estradas vicinais tomou outro caminho. Segundo a atual prefeita, Maria Alves Muniz (MDB), o dinheiro sumiu.

— Esse valor simplesmente desapareceu. Não foi para obra nenhuma — afirmou a prefeita na ocasião.

Comprovantes bancários da prefeitura de Arari, obtidos pelo GLOBO, mostram que o valor foi repassado para quatro contas do município, diluindo as cifras com recursos recebidos de outras fontes. A sequência de transferências impossibilitou rastrear para onde foi o dinheiro. Autor da indicação, Pedro Lucas disse, à época, não saber como o recurso foi gasto pela prefeitura. Para ele, é o ex-prefeito Rui Filho, que comandava a cidade quando a emenda foi enviada, quem “precisa prestar contas sobre a aplicação dos recursos”. Questionado pela reportagem, Rui Filho afirmou que a emenda serviu para pagar “obras e serviços”, mas sem especificar quais.

Em fevereiro, porém, quando o parque foi prometido à população, já não havia mais dinheiro. Demonstrativos bancários da conta em que o valor havia sido depositado mostravam saldo de apenas R$ 240. Consulta feita pelo GLOBO no sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) em 3 de outubro indicava cifra um pouco maior, de R$ 304,61.

A movimentação financeira expôs o mesmo modus operandi usado em Arari, com o registro de ao menos 30 transferências, em valores que variaram de R$ 20 mil a R$ 500 mil, de setembro de 2023 a janeiro de 2024, para outras contas vinculadas à prefeitura. Assim, os valores da emenda foram misturados a recursos usados para gastos correntes, como pagamento de salários, pequenos serviços e contas de consumo. Na prática, a manobra impediu saber o destino do dinheiro. Questionada sobre onde foi parar a emenda, a equipe da atual prefeita, Jorsamara Neves (PSD), indicou que a reportagem falasse com seu primo, Dalyson Neves (PSDB), antecessor no cargo e de quem ela foi vice-prefeita na gestão passada. Ele também não explicou como utilizou os recursos. Dois anos após o valor ser transferido ao município, não há qualquer sinal do parque. (O Globo)

STF decide hoje se mantém a prisão preventiva de Bolsonaro

Bolsonaro pela PF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta segunda-feira (24), o julgamento que decidirá se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada no último sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes. A análise ocorre no plenário virtual, entre 8h e 20h, em sessão convocada pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.

Além de Dino e Moraes, participam da votação as ministras Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A tendência é de decisão unânime pela manutenção da prisão, sobretudo após a saída do ministro Luiz Fux da Primeira Turma — ele migrou para a Segunda Turma no fim de outubro, deixando o grupo com um perfil mais alinhado nas decisões envolvendo o ex-presidente.

Bolsonaro foi preso na manhã de sábado e conduzido a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Na decisão que embasou o decreto de prisão, Moraes apontou dois fatores considerados graves: a convocação de uma vigília por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que poderia incitar novos atos antidemocráticos; e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, registrada por meio de alarme e confirmada por investigadores.

A medida, segundo o STF, visa impedir risco de fuga e garantir a efetividade das investigações. Não se trata ainda do início do cumprimento da pena à qual Bolsonaro foi condenado — 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.

A defesa do ex-presidente tem até esta segunda-feira para apresentar o último recurso cabível dentro da Corte. Apenas após a rejeição desse pedido é que a pena começará, de fato, a ser executada.

ATRICON contesta no STF questionamento do PCdoB e defende nomeação de Daniel

Presidente Daniel Brandão

A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (ATRICON) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição em defesa da legalidade da nomeação de Daniel Itapary Brandão ao Tribunal de Contas do Maranhão (TCE/MA), realizada em 2023 pela Assembleia Legislativa. A ação ocorre após o PCdoB solicitar a anulação do ato, alegando irregularidades no preenchimento dos requisitos legais e suposto nepotismo.

No documento enviado ao STF, a ATRICON refutou as alegações do partido, reafirmando que a nomeação seguiu todos os trâmites legais e que o conselheiro atende aos critérios exigidos para o exercício do cargo. A entidade ressaltou ainda que decisões anteriores do ministro Alexandre de Moraes já haviam indeferido pedidos semelhantes, incluindo ações que questionavam a eleição de Brandão à presidência do TCE/MA pelo partido Solidariedade.

O PCdoB, que atua no processo como amicus curiae, contestou pontos relacionados à experiência na advocacia e à reputação do conselheiro, além de criticar o vínculo familiar com o governador Carlos Brandão. A discussão judicial ocorre sob relatoria do ministro Flávio Dino e avalia os critérios legais para a escolha de conselheiros do TCE/MA.

Moraes e Dino votam para tornar Eduardo Bolsonaro réu por coação

Deputado federal Eduardo Bolsonaro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (14/11) o julgamento que pode transformar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em réu por coação no curso do processo. A análise ocorre em plenário virtual e segue até 25 de novembro.

O relator, Alexandre de Moraes, abriu o voto pelo recebimento da denúncia apresentada pela PGR, e foi acompanhado pelo ministro Flávio Dino. Ainda faltam os votos de Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Moraes apontou que há indícios suficientes de que Eduardo tentou intimidar o STF ao articular, nos Estados Unidos, sanções econômicas e restrições diplomáticas contra o Brasil e contra ministros da Corte, inclusive a aplicação da Lei Magnitsky.

A denúncia se baseia no artigo 344 do Código Penal, que prevê pena de 1 a 4 anos, podendo aumentar por suposta reiteração de condutas.

Sem advogado constituído, Eduardo é defendido pela DPU, que pediu a rejeição da denúncia alegando que suas manifestações no exterior são parte da atividade parlamentar e que o deputado não tem poder para impor sanções americanas.

Se a Primeira Turma aceitar a denúncia, Eduardo Bolsonaro se torna réu, e o processo segue para a fase de instrução, com apresentação de provas e oitivas de testemunhas.

STF começa a julgar grupo acusado de tramar morte de Lula, Alckmin e Moraes

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O Supremo Tribunal Federal dá início nesta terça-feira (11) a uma das etapas mais sensíveis do processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A Primeira Turma começará a julgar o chamado “núcleo 3”, apontado como o braço operacional da trama golpista e responsável pelos planos mais extremos de violência institucional.

O grupo, formado por 10 acusados — a maioria militares de forças especiais, conhecidos como “kids pretos” — é apontado pela Procuradoria-Geral da República como o responsável pela execução de ações terroristas voltadas a eliminar autoridades da República e forçar a ruptura democrática.

De acordo com a PGR, esse núcleo elaborou o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB). Outra estratégia, batizada de “Operação Luneta”, tinha como alvo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Este será o terceiro núcleo da organização golpista a ir a julgamento. Até agora, a Primeira Turma já condenou 15 envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão, decisão considerada histórica pela Corte.

Julgamento pode ser o mais unânime até agora

Um elemento particular coloca esse julgamento sob maior expectativa: a composição da Turma. Após deixar o colegiado em outubro, o ministro Luiz Fux — que vinha divergindo da maioria em votações anteriores — não participará desta fase.

Com isso, o caso será analisado por quatro ministros: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Internamente, a avaliação é de que este pode ser o primeiro julgamento do caso com condenação unânime.

Como será a sessão

A partir das 9h, Moraes fará a leitura do relatório com o resumo das acusações, provas e argumentos apresentados pelas defesas. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá até duas horas para se manifestar.

Gonet deve reiterar o pedido de condenação de nove réus e defender que apenas Ronald Ferreira de Araújo Junior receba pena mais branda, restrita ao crime de incitação — devido à falta de elementos que o vinculem diretamente ao plano de golpe.

Segundo a PGR, o núcleo 3 atuaria como o braço tático e coercitivo da organização criminosa, responsável por ações radicais destinadas a pressionar as Forças Armadas e deflagrar o rompimento institucional — tentativa que não prosperou graças à resistência de comandos do Exército e da Aeronáutica, afirma o órgão.

Na sequência, começarão as sustentações orais das defesas, cada uma com até uma hora para argumentar pela absolvição dos acusados. A sessão deve avançar até 19h, com intervalo, e continuará na quarta-feira (12), também a partir das 9h.

STF julga denúncia contra Eduardo Bolsonaro por lobby nos EUA para interferir no julgamento do pai

Bolsonaro e o filho Eduardo

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar, no dia 21 de novembro, se aceita a denúncia apresentada contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de atuar no exterior para tentar interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A acusação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em setembro. Segundo a denúncia, Eduardo teria buscado apoio junto ao governo do ex-presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, para pressionar contra o processo que apura a suposta tentativa de golpe no Brasil, que envolve seu pai.

De acordo com a PGR, o parlamentar tentou articular a imposição de sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como forma de represália ao julgamento da trama golpista, caracterizando atuação contra instituições brasileiras no exterior.

Caso a maioria dos ministros da Primeira Turma entenda que há elementos suficientes, o STF irá receber a denúncia e transformar Eduardo Bolsonaro em réu. Nesta fase, os ministros não analisam o mérito do caso, mas apenas se existem indícios mínimos para a abertura de ação penal.

Se aceita, o deputado passará a responder formalmente na Corte. Caso rejeitada, o processo é arquivado.

O julgamento é mais um capítulo na série de investigações que cercam o entorno político de Jair Bolsonaro após o 8 de Janeiro e as acusações de tentativa de ruptura institucional no país.

A pedido de Fux, julgamento sobre nepotismo em cargo político é adiado

Ministro Luiz Fux

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou, a pedido do ministro Luiz Fux, o julgamento que discute a constitucionalidade da nomeação de parentes de autoridades para cargos políticos, prática conhecida popularmente como nepotismo. Até o momento, o placar indica maioria favorável à legalidade da medida, com seis votos a um.

Além do relator Luiz Fux, já votaram a favor da constitucionalidade os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça. Todos destacaram, porém, que as nomeações devem respeitar critérios técnicos e a idoneidade moral dos indicados. Somente o ministro Flávio Dino se posicionou contra, defendendo a proibição da prática.

O julgamento, que ainda não tem data para ser retomado, promete repercussão significativa, pois pode definir parâmetros para a nomeação de cônjuges, companheiros e familiares até o terceiro grau em cargos públicos. A decisão do STF terá impacto direto sobre tribunais, governos estaduais e municipais em todo o país.