MPF cobra Alcântara por falhas na merenda escolar e dá prazo para regularização

Prefeito de Alcântara, Nivaldo Araújo

O Ministério Público Federal (MPF) expediu duas recomendações ao prefeito de Alcântara (MA), Nivaldo Araújo, e à secretária municipal de Educação, Neidilene Castro, para que adotem medidas que garantam a regularização da alimentação escolar oferecida nas escolas públicas municipais. Os destinatários têm o prazo de 15 dias úteis para manifestar se acatam as recomendações e 30 dias para informar as providências adotadas.

As recomendações foram expedidas após a identificação de falhas no cumprimento do cardápio e na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O levantamento foi realizado em unidades escolares vistoriadas por meio do programa Ministério Público pela Educação (MPEduc), que fiscaliza a qualidade da educação pública básica.

O MPF verificou que as refeições servidas nas escolas Antônio Lobo, Duque de Caxias e Vereador Joaquim Ribeiro não estavam de acordo com o cardápio nutricional previsto pelo PNAE. De acordo com as normas do programa, as refeições devem incluir, pelo menos, três porções semanais de frutas e hortaliças, o que não vinha sendo cumprido nas unidades.

Além disso, algumas unidades informaram que o Conselho de Alimentação Escolar (CAE), responsável por acompanhar e fiscalizar a execução da merenda escolar, não realizou visitas de fiscalização nas escolas nos últimos 12 meses. Também foi verificado que não estava sendo cumprida a regra de destinar o mínimo de 30% dos recursos para a compra de alimentos da agricultura familiar, conforme previsto no PNAE.

O MPF destacou nas recomendações que a alimentação adequada é um direito fundamental do ser humano, reconhecido internacionalmente pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 25) e pelo Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (art. 11). Esse direito é essencial para garantir o bem-estar e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Recomendações – Nos documentos, o MPF recomenda que a prefeitura e a secretaria municipal garantam que os alimentos previstos no cardápio sejam efetivamente oferecidos, com a oferta de, no mínimo, três porções semanais de frutas e hortaliças, e que os recursos do PNAE sejam aplicados corretamente. Além disso, que o CAE realize visitas regulares de fiscalização. O descumprimento das recomendações poderá implicar na adoção de medidas administrativas e judiciais cabíveis contra os responsáveis.

MPEduc – O Ministério Público pela Educação (MPEduc) é um programa coordenado pela Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos do MPF (1ªCCR). O principal objetivo da iniciativa é verificar se as políticas públicas voltadas para a educação básica estão sendo cumpridas pela rede escolar.

Para isso, o Ministério Público realiza audiências com a comunidade, aplica questionários, promove reuniões e visita pessoalmente as escolas. Com base nessas informações, são feitas recomendações para que as prefeituras e gestores locais melhorem o que for necessário. Tudo é acompanhado de perto pelo Ministério Público, que depois presta contas à sociedade sobre o que foi feito e os resultados alcançados.

TCE dá novo prazo a prefeitos para explicar uso de emendas e ameaça multar gestores inadimplentes

TCE-MA

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), por meio de sua Secretaria de Fiscalização (SEFIS), decidiu, em caráter excepcional, estender o recebimento das respostas aos questionários aplicados aos gestores, com o objetivo de levantar informações relacionadas às emendas parlamentares impositivas municipais.

Os fiscalizados têm agora até o dia 18 de março para atender à demanda do órgão, providência essencial para a consolidação completa dos dados indispensáveis à análise técnica.

No contexto do processo de fiscalização instaurado para levantamento de informações relacionadas à execução dessas emendas, a Secretaria de Fiscalização identificou, durante a fase de coleta de dados, que alguns gestores não conseguiram encaminhar as respostas ao questionário eletrônico, em razão de inconsistências verificadas no sistema SIGER.

“Essa situação comprometeu a obtenção integral das informações necessárias ao regular desenvolvimento da fiscalização, especialmente porque a ação de controle ainda se encontra em fase de levantamento de informações”, explica o secretário de Fiscalização em exercício, Bruno Almeida.

Após essa data, serão abertos processos específicos de representação contra os gestores que permanecerem inadimplentes, para fins de aplicação de multa. “Também será pedido ao TCE a concessão de cautelar, condicionando o recebimento das prestações de contas relativas ao exercício de 2025 ao efetivo cumprimento da obrigação de resposta ao questionário, sem prejuízo das demais medidas cabíveis”, adverte.

Saiba quais senadores assinaram pedido de CPI contra Toffoli e Moraes

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta segunda-feira (9) que conseguiu reunir as assinaturas necessárias para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. O objetivo é investigar a atuação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisões relacionadas ao caso do Banco Master.

Para que uma CPI seja criada no Senado são necessárias pelo menos 27 assinaturas. Segundo o parlamentar, esse número foi alcançado, mas a coleta continua para ampliar o apoio antes de protocolar oficialmente o pedido.

“Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado. Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, declarou o senador.

Até a última atualização, 33 senadores já haviam assinado o requerimento, número acima do mínimo necessário.

Entre os parlamentares que apoiaram a proposta estão nomes conhecidos como Sergio Moro (União Brasil-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Também assinaram o pedido:

  • Eduardo Girão

  • Magno Malta

  • Luiz Carlos Heinze

  • Esperidião Amin

  • Carlos Portinho

  • Styverson Valentim

  • Márcio Bittar

  • Plínio Valério

  • Oriovisto Guimarães

  • Cleitinho

  • Vanderlan Cardoso

  • Jorge Kajuru

  • Margareth Buzetti

  • Alan Rick

  • Wilder Morais

  • Izalci Lucas

  • Mara Gabrilli

  • Marcos do Val

  • Rogério Marinho

  • Flávio Arns

  • Laércio Oliveira

  • Dr. Hiran

  • Nelsinho Trad

  • Marcos Rogério

  • Wellington Fagundes

  • Carlos Viana

Com o número mínimo já alcançado, a expectativa agora é que o requerimento seja protocolado nos próximos dias.

MP fiscaliza contratações públicas em prefeituras do Maranhão

Imagem gerada com IA para o Blog do Minard

As contratações públicas das prefeituras de Presidente Sarney e Pedro do Rosário serão alvo de fiscalização do Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA).

A medida abrange todas as etapas dos contratos administrativos, desde a preparação das licitações até a liquidação e o pagamento das despesas, com verificação da efetiva execução de obras e serviços.

Entre as diligências determinadas estão a análise de procedimentos administrativos, a verificação da atuação dos controles internos municipais e a exigência de registros técnicos e evidências fotográficas georreferenciadas que comprovem a execução dos objetos contratados.

Também foram requisitadas informações sobre auditorias internas, vistorias realizadas antes do pagamento de contratos e eventuais sistemas eletrônicos utilizados no controle da execução contratual.

O procedimento prevê ainda a realização de reunião técnica com gestores municipais e órgãos de controle para discutir falhas identificadas e definir medidas de correção.

As Câmaras Municipais de Presidente Sarney e Pedro do Rosário também foram comunicadas para acompanhar e reforçar o controle sobre os contratos públicos

Rodoviários dão prazo de 72 horas e ameaçam paralisação em São Luís

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O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) denunciou que empresas do transporte público no estado estariam descumprindo uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) relacionada ao dissídio coletivo da categoria. Segundo a entidade, os empresários ainda não aplicaram o reajuste salarial e os benefícios definidos pela Justiça.

De acordo com nota divulgada pelo sindicato nesta segunda-feira (9), a decisão judicial determinou reajuste de 5,5% sobre o salário base dos trabalhadores, além da atualização do ticket de alimentação e de outros benefícios previstos na Convenção Coletiva de Trabalho. Mesmo após a decisão, o STTREMA afirma que as empresas do setor não implementaram as medidas.

Diante da situação, o sindicato informou que encaminhou ofícios aos órgãos competentes, estabelecendo prazo de 72 horas para que as empresas regularizem o cumprimento da decisão judicial e da convenção coletiva.

A entidade alertou ainda que, caso o impasse permaneça, a categoria poderá deflagrar uma paralisação geral das atividades. 

Advogados, ex-secretário de estado e servidores são investigados pela PF por associação criminosa

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Nesta segunda-feira, 9, a Polícia Federal deflagrou a Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.

Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da PF na produção de inteligência e de repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.

Sem ônibus da empresa 1001, passageiros enfrentam longas filas e demora nas paradas

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O encerramento das atividades da empresa de ônibus 1001, no último dia 21, prejudicou centenas de usuários do transporte coletivo de São Luís. Pelo menos 15 bairros foram prejudicados. Entre eles, Cohatrac, Parque Vitória e Ipem Turu.

Registros feitos no início da manhã desta segunda-feira (9), na avenida Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Cohatrac, mostram paradas cheias e poucos ônibus circulando na região.

Os moradores afirmam que apenas três linhas estão atendendo a região e que passam bastante tempo nas paradas para tentar chegar pelo menos no Terminal de Integração da Cohab, e de lá seguir ao destino final.

A situação não é muito diferente no Parque Vitória e no Ipem Turu. Com a falência da empresa 1001, a situação, que já era ruim, ficou ainda pior para os bairros afetados com a interrupção dos serviços das linhas de ônibus.

Em Mirinzal, dois institutos vão dividir R$ 10,7 milhões com terceirizados

Prefeito Deyvison do Posto

Dois institutos de São Luís foram contratados pela Prefeitura de Mirinzal para fornecer mão de obra terceirizada à gestão municipal. A prestação de serviço vai custar mais de R$ 10,7 milhões aos cofres públicos.

Os institutos contratados foram o: Viver e o Ingest-Gestão de Pessoas e Sociedade. O primeiro assinou cinco contratos, no total de R$ 3.348.826,80. Já o segundo, cinco contratos no montante de R$ 7.396.554,00.

Em vez de realizar seletivo para contratação dos funcionários, o prefeito Deyvison do Posto prefere realizar contratos gordos com empresas da capital.

A mão de obra terceirizada deve preencher as vagas de: zeladores, auxiliares de serviços operacionais, auxiliares de manutenção, recepcionistas, vigias, coordenadores, encarregados, copeiras, digitadores, motoristas e assistentes administrativos.

Escritório da esposa de Moraes emite nota sobre contrato com Banco Master

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Nesta segunda-feira (9), o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, divulgou uma nota esclarecendo o contrato firmado com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, preso novamente na última quarta-feira, pela Polícia Federal em uma investigação que apura esquema bilionário de fraudes financeiras.

A nota menciona os serviços prestados e os documentos entregues como resultado do contrato. Os valores da contratação não foram citados. O escritório informou que para a realização dos serviços, foram contratados outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

O contrato esteve em vigência entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, período que o escritório realizou ampla consultoria e atuação jurídica.  Conforme o escritório de advocacia, nunca foi conduzido nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

O escritório de Viviane Barci de Moraes mencionou que foram realizadas 79 reuniões presenciais na sede do Banco Master; 13 reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência; e 2 reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes.

Santa Inês gasta R$ 3,5 milhões em pavimentação, mas as estradas permanecem intrafegáveis

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Moradores da zona rural do município de Santa Inês enfrentam grandes transtornos, diariamente, com a precariedade das estradas. Quem precisa se deslocar pelas vias abandonadas pela gestão do prefeito Felipe dos Pneus, precisa atravessar a pé pelo lamaçal, porque os carros não conseguem transitar.

Recentemente, um veículo da Secretaria Municipal de Agricultura atolou, e por pouco não virou, na estrada que dá acesso aos povoados Onça e Calango. Moradores da região e o vereador Luiz Barroso, da oposição, socorreram o secretário municipal.

O intrigante é que a Prefeitura de Santa Inês firmou um contrato de R$ 3.583.103,36 para a pavimentação de vias públicas na zona rural do município, com a empresa Klaus Construções e Serviços.

O acordo foi celebrado em junho de 2024, com vigência de apenas 120 dias. Mas houve quatro termos aditivos assinados para alteração de prazo. O último terminou a vigência no dia 13 de fevereiro deste ano.

Com o valor generoso do contrato, era para a zona rural de Santa Inês estar em ótimo estado. Mas a realidade mostra um cenário bem diferente do esperado. A pergunta que fica é: o que foi feito com os mais de R$ 3,5 milhões destinados para a realização do serviço de pavimentação da zona rural.