Lahésio denuncia suborno para desistir do Governo e ataca grupo de Braide

Lahésio Bonfim

Em entrevista a uma TV web do Piauí, o pré-candidato ao governo estadual, Lahésio Bonfim (Novo), afirmou ter recebido propostas em dinheiro para renunciar à sua candidatura e disputar, em vez disso, uma vaga na Câmara Federal.

Sem hesitar, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes garantiu ter como comprovar a tentativa de suborno. “Me ofereceram dinheiro para ser candidato a deputado federal. Eles fizeram mesmo foi humilhar”, desabafou o político, que terminou a disputa de 2022 em segundo lugar.

O alvo principal das críticas de Lahésio foi o grupo político liderado pelo ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Segundo Lahésio, há uma estratégia deliberada para inviabilizar sua campanha. A escolha de Elaine dos Pneus como vice na chapa de Braide foi citada por ele como o primeiro “fechamento de portas”, interpretado como um gesto de exclusão e tentativa de “aniquilação” política.

“Eles poderiam ter chamado para o diálogo, oferecido vaga de vice ou senador para derrotar o sistema. Mas eles não querem derrotar o sistema, querem se unir a ele.”

O fator Flávio Dino

Mantendo o discurso de oposição radical, Lahésio tentou vincular a estratégia de Braide ao “dinismo”, em referência ao ministro do STF, Flávio Dino. Segundo ele, os adversários estariam agindo em sintonia com a estrutura política deixada pelo ex-governador para dominar o pleito e isolar forças conservadoras.

Sarney declara apoio à indicação de Jorge Messias ao STF e elogia competência jurídica do ministro

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O ex-presidente José Sarney (MDB) declarou apoio à indicação do atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, a uma vaga no STF, feita pelo presidente Lula.

Em conversa com a coluna, Sarney classificou Messias como “uma das maiores inteligências jurídicas” do Brasil e disse que o ministro merece ter sua indicação aprovada pelo Senado.

“Me congratulo com a indicação do ministro Messias para integrar o Supremo Tribunal Federal, uma vez que se trata de uma das maiores inteligências jurídicas do país. Ele tem grandes qualidades e virtudes cívicas e morais. Ele merece ser reconhecido pelo Senado para vir a ocupar uma cadeira de ministro do Supremo, onde certamente irá brilhar por sua competência”, disse Sarney em conversa por telefone com a coluna.

A declaração de Sarney ocorre dias após o ex-mandatário receber Messias para uma conversa em Brasília. “Tenho enorme carinho e admiração pelo presidente Sarney”, disse o AGU à coluna.

A sabatina de Messias no Senado está prevista para acontecer na próxima quarta-feira (29/4). Para que a indicação seja aprovada, ele precisa de votos de pelo menos 41 dos 81 senadores. (Metrópoles)

Empresa grajauense vence nova licitação em Grajaú e abocanha contratos de R$ 28 milhões

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A empresa S Chaves (S DE OLIVEIRA CHAVES) foi declarada vencedora de mais uma licitação milionária promovida pela Prefeitura de Grajaú, no Maranhão. O resultado da Concorrência Eletrônica nº 05/2026 foi divulgado pela administração municipal no último dia 17 de abril de 2026.

Segundo o aviso oficial, a contratação prevê a execução de serviços de pavimentação de áreas educacionais com bloquetes sextavados em diferentes pontos do município. O valor do contrato é de R$ 7.288.022,00.

O resultado foi assinado pela secretária municipal de Educação, Ediane Resplandes Araújo Bomfim.

A nova contratação reforça a presença da empresa em contratos públicos ligados à administração municipal de Grajaú. Levantamento do Blog do Minard com base em contratos anteriores aponta que a empresa já acumula mais de R$ 21 milhões em contratos firmados com órgãos municipais da cidade. Com o novo contrato anunciado, o volume total ultrapassa R$ 28 milhões.

Com os milhões investidos, a expectativa da população é por uma melhora efetiva na pavimentação em Grajaú.

CCJ da Câmara vota nesta quarta relatório favorável ao fim da escala 6×1

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (22) o relatório da PEC 8/2025, proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e pode representar o fim da escala 6×1 no país. O parecer favorável foi apresentado pelo relator, Paulo Azi (União-BA), na última semana, mas a análise acabou adiada após um pedido de vista.

A proposta reúne dois textos apresentados no Congresso. Um deles é de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe uma jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso, totalizando 36 horas semanais. O outro projeto, apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê apenas a redução da carga horária semanal para 36 horas, sem alterar os salários dos trabalhadores.

A expectativa entre integrantes do governo e parlamentares do centrão é de que o texto seja aprovado ainda nesta quarta-feira na CCJ. Para avançar, a PEC precisa de maioria simples, desde que haja quórum mínimo de 34 deputados presentes na sessão.

Caso receba aval da comissão, a proposta seguirá para uma comissão especial, onde será debatido o mérito do texto e possíveis alterações poderão ser feitas antes de ir ao plenário da Câmara.

Apesar de defender a admissibilidade da PEC — etapa que avalia se a proposta está de acordo com a Constituição —, Paulo Azi afirmou que o texto ainda precisará de ajustes. O relator sinalizou que deve sugerir mudanças para estabelecer uma jornada no modelo 5×2, utilizando como referência discussões defendidas pelo próprio governo federal.

Nos bastidores, o presidente da Câmara articula para acelerar a tramitação da proposta e busca aprovar o texto até maio. O governo federal também se mostra favorável à redução da jornada de trabalho, embora integrantes da base defendam que o debate avance por meio de um projeto de lei, considerado um caminho mais viável para regulamentar as mudanças.

Flávio Bolsonaro cogita vereadora mais votada do Nordeste como vice

Flávio Bolsonaro

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começa a desenhar estratégias para as eleições de 2026 com um olhar atento à região Nordeste. Interlocutores do parlamentar revelaram ao Radar – por Robson Bonin – que o nome da vereadora Priscila Costa (PL-CE) passou a ser avaliado como uma potencial candidata a vice em uma eventual chapa majoritária.

A movimentação busca aproveitar o capital político da parlamentar cearense, que se consolidou como a vereadora mais votada do Nordeste no último pleito municipal, em 2024.

A escolha de Priscila Costa é vista por aliados como uma solução estratégica para ampliar a interlocução da direita com o eleitorado nordestino, tradicionalmente alinhado à esquerda em disputas nacionais.

Apesar das sondagens, o cenário para a sucessão e para as composições de chapa permanece em fase de avaliação.

Esmênia mexe na SECOM — antes controlada por Braide — e escala adjunto para o comando da pasta

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Em ato oficial, a prefeita Emênia Miranda designou Felipe dos Santos Lopes para assumir o comando da Secretaria Municipal de Comunicação (SECOM), pasta que, na prática, era conduzida diretamente pelo ex-prefeito Eduardo Braide.

Felipe já fazia parte da estrutura como secretário adjunto e agora assume a responsabilidade total pela imagem institucional da prefeitura. A decisão tem efeito retroativo a 31 de março, data em que Braide se afastou do cargo e Esmênia assumiu o comando do Palácio de La Ravardière.

A mudança pode sinalizar o estilo da nova gestão em dar autonomia e formalizar as funções de quem já conhece o funcionamento da máquina. Durante o mandato de Braide, a comunicação era um dos setores mais centralizados pelo então prefeito. Agora, com a caneta na mão, Esmênia delega a missão ao técnico que já acompanhava o dia a dia da secretaria.

A designação vale até “ulterior deliberação”, o que deixa o cenário aberto: Felipe pode ser efetivado no cargo ou atuar como uma solução de transição.

Prefeitura de João Lisboa é denunciada por retenção de repasses à Câmara Municipal

Prefeito  Dr. Fábio Holanda

A Câmara Municipal de João Lisboa formalizou uma denúncia junto ao Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) e ao Ministério Público contra o Executivo municipal, comandado pelor prefeito  Dr. Fábio Holanda. O presidente da Casa, Ronnie Von Luís Rodrigues, acusa a prefeitura de descumprir o repasse integral do duodécimo — verba constitucional destinada ao funcionamento do Poder Legislativo.

De acordo com a representação, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 fixou o repasse mensal em R$ 343.768,25. No entanto, a gestão municipal estaria transferindo valores inferiores, na casa dos R$ 300 mil, além de realizar os depósitos de forma fracionada.

O déficit acumulado no primeiro trimestre de 2026 já soma R$ 111.304,75. Segundo a denúncia, a falta desses recursos compromete o pagamento da folha de pessoal e as despesas de manutenção da Câmara.

A peça enviada aos órgãos de controle sustenta que a conduta do gestor municipal configura crime de responsabilidade, conforme o Artigo 29-A da Constituição Federal. O texto constitucional veda o repasse a menor ou fora do prazo (até o dia 20 de cada mês), visando garantir a independência e autonomia financeira entre os Poderes.

A Câmara alega que tentou a regularização administrativa por meio de ofícios, mas não obteve resposta do Executivo.

Na denúncia, o Legislativo pede  medida cautelar para o repasse imediato dos valores retidos; instauração de inquérito civil para apurar a conduta do gestor e recomendação formal para o cumprimento do teto de 7% das receitas tributárias e transferências, conforme determina a legislação.

Até o momento, a Prefeitura de João Lisboa não se pronunciou sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa.

Entenda o caso

O duodécimo é a parcela do orçamento anual da cidade que a Prefeitura deve obrigatoriamente repassar à Câmara para o seu custeio. Ao contrário das emendas parlamentares, que são indicações de gastos para obras, o duodécimo é a verba de manutenção institucional. A retenção desse valor é vista pelos tribunais como uma afronta à separação dos Poderes.

Aumento de salários em Arari vira alvo de investigação do MPMA

Prefeita Simplesmente Maria

A Prefeitura de Arari entrou na mira do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) devido a uma evolução salarial atípica identificada na folha de pagamento do município. Uma investigação foi aberta pela promotora Alessandra Darub Alves para apurar por que determinados servidores receberam aumentos considerados expressivos em  2025 em relação ao ano de 2024.

A suspeita de irregularidades partiu de um alerta do Sindicato dos Servidores Públicos de Arari (SINTRAP). A entidade levou ao Ministério Público dados que mostram uma evolução salarial desproporcional para um grupo de funcionários, colocando sob suspeita a gestão dos recursos humanos da prefeitura no último ano.

O foco da promotoria agora recai sobre a legalidade desses reajustes. O órgão quer entender se os valores pagos respeitam os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e se as justificativas apresentadas pela gestão da prefeita Maria Alves, a Simplesmente Maria, possuem lastro documental.

Para avançar no caso, o Ministério Público determinou o envio dos dados à Assessoria Técnica da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ).

Caso fiquem comprovadas irregularidades, o caso pode evoluir para uma ação civil pública por improbidade administrativa.

Felipe Camarão diz que futuro político será definido nesta semana em reunião com a cúpula do PT

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), afirmou nas redes sociais que o Partido dos Trabalhadores (PT) entra em uma “semana importante e de definições”. Segundo ele, lideranças da sigla estarão reunidas em Brasília para discutir os rumos do partido no estado e alinhar estratégias para o pleito desse ano.

Na publicação, Camarão também sinalizou que o encontro será decisivo para definir seu próprio caminho político nas eleições de 2026. Sem antecipar detalhes, ele destacou que as decisões serão tomadas em conjunto com a direção partidária, dentro do projeto político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A movimentação de Felipe Camarão repercute no cenário político maranhense, especialmente diante da afirmação do próprio vice-governador de que pretende disputar o comando do Palácio dos Leões. A definição, contudo, ocorre em um cenário de forças distintas. Enquanto Camarão busca consolidar sua candidatura pelo PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém diálogo aberto com o governador Carlos Brandão, que já chancelou o nome de Orleans Brandão como a aposta do grupo para a sucessão estadual em 2026.

Artigo de O Globo levanta debate sobre limites do Supremo

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OS SUPREMOS – A fórmula mais usada em governos autoritários, de esquerda ou de direita, para controle da democracia sem que suas instituições deixem de funcionar na aparência é o domínio do que aqui se denomina Supremo Tribunal Federal (STF).

Por ser a última instância da Justiça, é a que pode definir quem está certo ou errado, especialmente no Brasil, onde qualquer tipo de ação vai parar lá. Por isso mesmo, um governo como o de Jair Bolsonaro, que claramente tinha o objetivo de dar um golpe de Estado, atacava seus representantes, para criar na população uma ojeriza à sua atuação.

Em consequência, os que defendiam a democracia em diversos níveis nacionais se uniram a favor do Supremo, e mesmo medidas consideradas exageradas (como as longas prisões provisórias) ou punições contra críticas, mesmo as menos agressivas, eram vistas como fatos a serem barrados para não deixar que o clima de campanha contra o Supremo prosperasse.

O inquérito das Fake News, por exemplo, mal iniciado há sete anos, foi muito criticado no momento por falhas técnicas, como a indicação do ministro Alexandre de Moraes como relator sem que houvesse um sorteio obrigatório. Mas seus exageros nunca foram combatidos com o devido rigor por boa parte da imprensa profissional, inclusive eu, no entendimento de que o objetivo final era correto.

Só que não. A circunstância política permitiu que aflorassem em alguns dos membros do Supremo seus instintos mais primitivamente autoritários, contidos pelo ambiente democrático que começou a se esvair no governo Bolsonaro. Os anos de persistência da Operação Lava-Jato devem-se muito ao ministro Gilmar Mendes, que um dia classificou o governo petista de “cleptocracia” e apoiou as decisões, que tiveram nos ministros Teori Zavascki e Edson Fachin dois apoiadores de primeira ordem.

Alguma coisa aconteceu no caminho, porém, que fez com que o ministro Gilmar Mendes mudasse de posição, e ele passou a ser um inimigo ferrenho da Lava-Jato. Criticava anteriormente, é bem verdade, as longas prisões preventivas, as delações premiadas abusivas, mas não revogava suas palavras diante das acusações de corrupção que abundavam com as prisões. Foi buscar nas transcrições criminosas de conversas entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores de Curitiba a base para sua campanha de aniquilamento da Operação, sem se preocupar com o que estava sendo deixado pelo caminho: uma série de crimes não julgados, muitos empresários e políticos liberados mesmo depois que suas confissões tivessem revelado esquemas criminosos variados e muito dinheiro devolvido. Tudo parecia compor o quadro proposto pelo ex-senador Romero Jucá, “estacar a sangria, com STF e tudo”.

O espírito vingativo de parte dos membros do Supremo aparece agora na defesa da confraria, ora com a ressurreição de propostas já engavetadas, ora com a sugestão de medidas que reduzem o poder do Senado para impedir membros da Corte, ou para reduzir o âmbito das CPIs; ora para ameaçar um senador que, nos estritos poderes que lhe confere a Constituição, indiciou três deles por motivos reais, mas por meio de instrumento impróprio. Não satisfeitos com a reprovação do relatório, querem impor uma derrota acachapante ao senador, impedindo-o de se candidatar à reeleição.

Agora já não é mais um governo autoritário que ameaça o Supremo, é o Supremo que ameaça a democracia se envolvendo em um jogo político que, a pretexto de prevenir uma volta da extrema-direita ao poder, se transforma em um instrumento de medidas autoritárias. Pior: evita que seus membros envolvidos em denúncias graves de corrupção sejam investigados por seus atos. Pela reação agressiva e desproporcional, fica a sensação de que se sentem acima de todos os demais poderes da República, não apenas na retórica. Como definiu o ministro Gilmar Mendes, o nome é Supremo “porque nós somos supremos”.

Artido de Merval Pereira – O GLOBO