A Educação durante a pandemia

Felipe Camarão, Secretário de Educação

Desde os tempos remotos da história, em todos os momentos de adversidades que a humanidade vivenciou, ocorreram avanços significativos, seja nas relações sociais, na política, economia, medicina, educação, entre tantas outras áreas de conhecimento. Nesta crise mundial de propagação do COVID – 19, onde estados e municípios brasileiros tiveram que suspender as atividades escolares, como forma de prevenção ao vírus, temos uma missão como educadores – nos reinventar com estratégias para a continuidade do processo de aprendizagem não presencial dos estudantes. Uma postura que adotamos, no Maranhão, seguindo a orientação do governador Flávio Dino que, com sensatez e equilíbrio, tomou uma série de medidas para atenuar os impactos sanitários e econômicos da pandemia, no território maranhense.

Na última quarta-feira, 25, a Organização World Bank Group Education publicou uma nota técnica sobre “Políticas Educacionais na Pandemia do COVID-19: O que o Brasil pode aprender com o resto do mundo?”, reunindo dados e experiências de diversas partes do mundo para mitigar os efeitos da pandemia, na educação, entre as quais: fechamento das escolas para conter a disseminação do COVID-19; riscos do fechamento das escolas; o que as redes de educação podem fazer para promover aprendizagem e tempo pedagógico de forma equitativa, mesmo com as escolas fechadas; ações que podem ser realizadas já, no curto prazo e as políticas educacionais pós-pandemia, etc. E, para minha grata surpresa, a atitude do Estado do Maranhão, nesse período de excepcionalidade, assemelha-se a outras posições tomadas pelas comunidades escolares internacionais.

Uma delas foi fechamento total das escolas, adotado por 156 países, como Peru, França e Malásia, tendo em vista que “proteger crianças e jovens reduz as chances de que eles se tornem vetores do vírus para sua família e comunidade, sobretudo para os idosos e demais grupos de risco”, diz o levantamento. Contudo o estudo aponta que é necessário considerar vários fatores. “Apesar da evidência internacional indicar efeitos positivos do fechamento das escolas na contenção de doenças contagiosas, é importante destacar o número de crianças convivendo com idosos no mesmo domicílio’’. Neste caso, a própria nota traz um gráfico baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua 2017, que aponta o Maranhão como o estado brasileiro com o maior percentual de crianças em idade escolar, convivendo com idosos, no mesmo domicílio, com 15%, bem acima da média do Brasil que é de menos de 10%.

A nota, também, ressalta que “fechamentos muito curtos são ineficazes em conter a propagação do vírus; fechamentos muito longos geram impactos socioeconômicos elevados” e que é essencial “ponderar os riscos do vírus e o contexto socioeconômico da escola e da comunidade onde ela está inserida”. É o que temos feito no Maranhão, nos últimos dez dias, em uma união de esforços dos órgãos, entidades representativas de classe e colegiados ligados ao Sistema Educacional Maranhense, a saber: Conselho Estadual de Educação (CEE), União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME-MA), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME-MA), Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA), Ministério Público, Superintendência Regional do Trabalho e Sindicatos dos Estabelecimentos de Ensino e dos Profissionais da Rede Privada, a Secretaria de Estado da Educação, Procon e Assembleia Legislativa. O propósito foi colocar em prática, o quanto antes, estratégias para a continuidade do processo de aprendizagem dos estudantes, de forma não presencial, primando pelo acesso de todos, monitoramento e avaliação, durante o período de suspensão das atividades escolares, com o intuito de mitigar os riscos associados ao fechamento das escolas, como o próprio estudo da World Bank Group sugere.

Entre as medidas, já encaminhadas e aprovadas pelos órgãos que citei acima, está a adoção de propostas abertas com aulas via TV, rádios, entre outros recursos e ferramentas tecnológicas, com atividades para as etapas e modalidades de ensino, regulamentadas pela resolução do CEE, publicada na última sexta-feira, 27 de março, que prevê, inclusive, critérios de monitoramento e avaliação da aprendizagem. É preciso destacar que a resolução do CEE tem caráter temporal, ou seja, essas medidas só valerão pelo período excepcional e com suspensão dos efeitos pós-crise.

Para garantir o acesso de forma equitativa, considerando as condições de conectividade dos municípios, a SEDUC disponibilizará para a UNDIME todas as tecnologias disponíveis, bem como materiais didáticos e suas redes sociais. Com apoio da Assembleia Legislativa, os professores da rede estadual gravarão aulas, em formato audiovisual para disponibilização em veículos de comunicação eletrônicos da capital e dos demais municípios. Além disso, estimulamos as escolas, de acordo com seus contextos sociais, a utilizarem aplicativos e plataformas para a transmissão dos conteúdos e, em centros de ensino de todas as regiões do Estado, temos acompanhado iniciativas em andamento e com o bom engajamento dos estudantes.

Já as escolas em tempo integral, nossos Centros Educa Mais e Iemas, também estão desenvolvendo um plano de ação para o uso da EAD que envolve: sugestões de apps; plano de estudo aos estudantes, formulado pelo professor daquele determinado componente de estudo orientado e produção de conteúdos específicos, para cada sala, com o apoio dos coordenadores de área. Notadamente, todas essas ações, também são apontadas como recomendações na nota técnica do organismo internacional, que cito neste artigo.

Cabe lembrar que foi encaminhada, no âmbito estadual, a criação do Comitê de Avaliação Educacional da crise: SEDUC, UNDIME, UNCME, SINPROESEMMA, CEE, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Direito à Educação (CAOp Educação) do Ministério Público do Maranhão, que passará a integrar essa composição. Todos imbuídos de uma única missão, reitero, definirmos, juntos, alternativas para que os estudantes continuem suas atividades educativas e os professores sigam, produzindo e ministrando seus conteúdos pedagógicos, neste período de isolamento social, o que colabora com o processo de higiene mental recomendado pelos especialistas, no período.

As estratégias e soluções para esse tempo difícil, porém efêmero, pelo qual a educação no mundo atravessa, trarão lições importantes que passam pela formação dos docentes, a presença dos pais/responsáveis pela trajetória educativa de seus filhos, os ambientes de aprendizagem, sobretudo, na era digital e as políticas educacionais, pensadas com responsabilidade social e solidariedade, fatores que devem ser observados e ponderados por todos nós, gestores educacionais, profissionais da educação e comunidades escolares.

Felipe Camarão
Professor
Secretário de Estado da Educação
Membro da Academia Ludovicense de Letras e Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

Homem de 49 anos hipertenso foi o primeiro óbito com coronavírus no MA

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Um homem que não teve o nome revelado, de 49 anos de idade, hipertenso, foi a primeira vítima fatal do novo coronavírus (Covid-19) no Estado do Maranhão.

A informação é do Secretário de Saúde, Carlos Lula, que afirmou que os detalhes só serão repassados durante coletiva a ser realizada nesta segunda-feira (30).

Tristeza! Maranhão tem a primeira morte por coronavírus confirmada

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O Secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, infelizmente acaba de comunicar pelas redes sociais, a primeira morte no Maranhão pelo novo coronavírus (Covid-19).

Vamos aguardar um novo boletim com mais informações.

SOLIDÃO

Carlos Lula, Secretário de Saúde

Por Carlos Lula, Secretário de Saúde do Maranhão

Numa vazia e chuvosa Praça São Pedro, o Papa caminha sozinho. É uma imagem histórica e comovente, condensa o complexo sentimento que temos vivido em todo o mundo: a solidão.

Testemunhar esta cena me fez entender o que senti durante a semana quando, dentre as tantas atribulações do dia a dia, me peguei tendo de decidir sobre competências administrativas do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e do Instituto Médico Legal (IML). Não quero aqui nesse espaço tentar explicar como funcionam os procedimentos, mas o quanto isso mexeu comigo.

Ainda não temos nenhum óbito por COVID-19 no Maranhão, mas diante do que já ocorre em outros estados, coube a mim ter de regular os procedimentos relacionados aos óbitos em razão da chegada da pandemia no Brasil. Parei por alguns minutos para refletir sobre tudo aquilo e nada fazia sentido.

Não era mais a rotina da burocracia da administração pública, à qual me habituei e aprendi a exercer, mas uma decisão sobre vidas que se perderão para essa impiedosa doença, algo que não tem como se tornar rotineiro, que não deve ser encarado como normal.

Como se não bastasse, me encontrei tendo de normatizar o protocolo de velórios: no máximo dez minutos, ao ar livre, com limite de até dez pessoas e caixão totalmente lacrado. Se possível, de zinco.

À dor da perda, soma-se a tragédia de não poder sequer dizer adeus aos seus. De não poder receber um abraço, de não poder trocar conforto, de ser impedido de chorar. Conheci a outra face desta doença, que interfere não somente no modo como vivemos, mas no modo como morremos. Ela nos proíbe de realizar o rito de passagem, essencial a todos os povos desde tempos imemoriais.

Esta doença é cruel e devastadora pela sua alta contaminação e maior letalidade com os nossos idosos, mas também, pelo estado de anomia que promove. Não poder estar perto de quem amamos causa uma dor profunda, ainda mais em um contexto tão difícil como é o momento de despedir-se de um ente querido.

E isso já está acontecendo em muitos lugares, basta procurar notícias sobre a Itália e as pessoas, principalmente as de mais idade, que morrem sem poder se despedir de familiares e amigos. São relatos de velórios e sepultamentos vazios, sem falar na terrível imagem de caminhões do exército italiano transportando centenas de caixões.

Por isso, peço novamente ao povo maranhense, confiem na ciência, escutem os profissionais da saúde: fiquem em casa. Estamos trabalhando incansavelmente, dia e noite, para minimizar os impactos da Covid-19 em nosso estado.

Assim como o Papa, que sozinho nos passa uma mensagem de esperança, lembre-se do homem ou da mulher que partiu do lar para proteger os seus filhos, que não vê seus pais diabéticos há semanas, que veste sua roupa para encarar mais um plantão. Hoje, ele poderá salvar uma vida ou perder a sua própria. É também solitária a jornada de quem se arrisca todos os dias para manter os outros com vida.

Na Praça São Pedro completamente vazia, não era mais possível distinguir se o Papa intercedia por nós ou se nós, cada qual à sua maneira, intercedia por ele. A mensagem era clara: que sejamos um só (João 17:21). A tempestade é desafiadora, mas o nosso timoneiro não tem medo e ele nos indaga: por que tens medo? Era a mensagem de Cristo séculos atrás, é a mensagem de Francisco para todos nós nos dias de tormenta de hoje. E meu humilde pedido para todos nós do Maranhão.

Urgente! Sobe para 22 o nº de casos confirmados de coronavírus no Maranhão

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O governador do Maranhão, Flávio Dino, acaba de atualizar os números de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19) no Estado. Até ontem eram 14 casos confirmados. Hoje já são 22.

Encerramos o sábado com o total de 22 casos confirmados de coronavírus no Maranhão. Mais detalhes no próximo boletim da Secretaria de Saúde, que talvez já traga mais casos. Infelizmente ainda vivemos no Brasil uma curva ascendente de casos. Daí a prudência,” disse Flávio Dino ainda há pouco nas redes sociais.

Prefeito de Santa Helena segue com medidas de combate ao Covid-19

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O prefeito de Santa Helena, Zezildo Almeida, continua adotando medidas de combate ao novo coronavírus (Covid-19). Desta vez o foco foi para os estabelecimentos comerciais.

Seguimos adotando todas as medidas necessárias no combate ao novo Coronavírus (Covid-19). Nossas equipes estão nas ruas fiscalizando o funcionamento de farmácias e comércios por toda a cidade. Além disso, estamos sinalizando os estabelecimentos com faixas para conscientizar a população sobre o distanciamento mínimo recomendado pelos órgãos de saúde. Fique atento e faça a sua parte”, disse o  prefeito.

Vídeo: bandidos explodem e roubam Banco do Brasil de Pindaré-Mirim

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A agência do Banco do Brasil do município de Pindaré-Mirim, no Maranhão, foi alvo de bandidos na madrugada deste sábado (28).

A ação criminosa ocorreu por volta das 03:11h. Caixas eletrônicos foram explodidos e parte da estrutura do prédio ficou comprometida.

De acordo com informações repassadas por um vigilante que foi feito de refém pelos marginais, dois dos assaltantes estavam encapuzados em uma moto Titan preta. Eles foram até o banco, usaram dinamite nos caixas fizeram o segurança recolher todo o dinheiro, em seguida fugiram com uma quantia ainda não divulgada.

A Polícia Militar foi acionada mas nenhum suspeito foi localizado ou preso. Os assaltantes seguiram sentido à cidade de Santa Inês.

Pub Sarará garante espaço de artistas e promove live nos fins de semana em SLZ

Sarará Grill em São Luís

Nessas duas semanas de isolamento a casa vai manter Uma live de uma hora com os artistas.

O Pub Sarará Grill, espaço underground de São Luís, na comunidade do Coroado, Encontrou uma forma de garantir cachê básico para os artistas que cantam na casa, mesmo sem estar faturando, já que está fechado e não trabalha com Delivery.

A casa programou para os dois últimos Finais de semana da quarentena do coronavírus, um show virtual por noite, sempre as 18h.

É uma forma de garantir uma rotina básica do Sarará Grill e garantir uma base para o artista que depende dos eventos”, fala o CEO do Sarará Grill, jornalista Marco Aurélio D’Eça.

Mantendo a linha underground, de resistência, o Sarará Grill manteve a quarentena e segurou todo o arrecadado nos últimos dias de abertura para colaboradores e artistas.

Os fornecedores vão ter que esperar um pouco mais”, diz D’Eça.

Para manter a movimentação da casa – pelo menos nas redes sociais – D’Eça programou live nos dois próximos fins de semana.

Neste sábado tem Carlos Berg, às 18h. E domingo Brendo Costa, no mesmo horário..

No próximo fim de semana, último do decreto do governador Flávio Dino, ele ainda conversa com artista disponíveis…

Fonte: Priscila Petrus

Carta à Nação – Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS)

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Os Secretários Estaduais de Saúde, reunidos no Conass, se apresentam diante da sociedade brasileira para manifestar o que segue:

O Conass, em seus 38 anos de existência, sempre se colocou ao lado do povo brasileiro e na defesa de seu direito à saúde e à vida.

Esta é nossa missão e nosso compromisso. Não faltaremos ao povo brasileiro neste momento de grave ameaça à saúde e à vida de todos.

Pronunciamentos e orientações conflitantes das autoridades sobre medidas restritivas adotadas no enfrentamento do coronavírus geram intranquilidade e insegurança.

Diante disso, manifestamos nossa posição oficial sobre a matéria e defendemos a condução técnica das medidas de combate pelos profissionais do Ministério da Saúde, em alinhamento e harmonia com os gestores estaduais e municipais de saúde do país.

Frente à Covid-19, que ameaça o mundo e o Brasil, seguiremos com nossa tradição de pautar nossas ações pelo mais elevado espírito público, pelas melhores evidências científicas e técnicas, pelas mais exitosas práticas internacionais, resistindo a qualquer ação estranha a isso e que possa colocar em risco a vida de nossa gente.

Defendemos irrestritamente as medidas sanitárias adotadas pelas unidades federativas do país, pois não se pautam por cores partidárias ou de qualquer outra natureza, e sim por critérios técnicos e científicos observados ao redor do planeta.

A doença não escolhe quem atinge. É implacável. Implacáveis e incansáveis devemos ser nós, e o povo brasileiro, contra ela.

Quanto mais alto for o pico do coronavírus no Brasil, mais alto será o número de pacientes graves a demandar atendimento médico ao mesmo tempo. O que estiver acima da capacidade assistencial de leitos representará desassistência, e desassistência, neste caso, significará morte.

Depois de trinta dias e 5.402 mortes, Milão admitiu os erros de ignorar a quarentena. Arrependimento tardio não recupera vidas perdidas.

Que não tenhamos que nos arrepender mais tarde no Brasil por omissão neste momento. Cada dia de isolamento social importa. Cada vida brasileira importa.

Por fim, conclamamos todos os gestores, capitaneados pelo Ministério da Saúde, a juntar esforços nesse desafio de magnitude ímpar. Na defesa do que nos é mais precioso: a saúde e a vida.

Secretários de Estado da Saúde do Brasil

Brasil, 27 de março de 2020.

Comitê Científico de Combate ao coronavírus defende medidas restritivas

Reunião do Comitê Científico de Prevenção e Combate ao Coronavírus no Maranhão com o governador Flávio Dino

Em reunião com o governador Flávio Dino, nesta sexta-feira (27), o Comitê Científico de Prevenção e Combate ao Coronavírus no Maranhão defendeu que as medidas preventivas adotadas pelo Governo do Estado devem ser mantidas para facilitar o achatamento da curva do coronavírus e evitar uma tragédia no sistema de saúde.

O comitê se reunirá a cada 48h para analisar a situação da crise sanitária, sempre para definir novas ações com base em conhecimentos científicos e opiniões de especialistas no assunto, especialmente infectologistas.

O comitê científico é formado pelos Dr. Rodrigo Lopes, Dra. Giselli Boumman, Dra. Conceição Pedroso, Dr. Edilson Medeiros e Dr. Marcos Pacheco. A coordenação é feita pelo secretário de Saúde, Carlos Lula, e a subsecretária de Saúde, Karla Trindade.

A definição pela manutenção das restrições segue posição da comunidade médica maranhense, que em nota conjunta emitida pelo Conselho Regional de Medicina do Maranhão, pela Associação Médica Brasileira no Maranhão e pelo Sindicato dos Médicos do Maranhão, também defende o distanciamento.

Ao final da reunião, o governador Flávio Dino reiterou que deseja a suspensão das medidas restritivas com a máxima velocidade possível, desde que haja segurança para a população. “Tudo que eu faço é baseado em critérios técnicos transmitidos pelos profissionais de saúde”, finalizou Flávio Dino. A previsão é que na próxima semana comece a flexibilização das medidas, caso não ocorra uma explosão de novos casos de coronavírus diagnosticados no estado.

Veja a nota das entidades médicas abaixo:

As entidades médicas maranhenses reunidas, pela presente nota, vêm a público reiterar a necessidade do isolamento social como ocorrente, que se mostra o único meio adequado ao combate do alastramento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), até que ultimadas todas as medidas de aparelhamento necessárias à administração da crise sanitária instalada.

Portanto, consideramos que o atual momento ainda recomenda a manutenção das medidas preventivas que impliquem na restrição de aglomerações e grande circulação de pessoas, especialmente porque a presente semana é considerada crucial para o retardo da curva de crescimento da pandemia, quando se considera que os já infectados, sem demonstração de sintomas, deixarão de ser vetores de transmissão, passando a agentes de imunização, com o que poderemos retornar à normalidade.

Assim, cônscios de suas responsabilidades sociais, recomendamos às autoridades a manutenção das medidas já decretadas, até que se tenha hábil revisão dos indicadores científicos para utilizados, com os respaldos devidos pelos especialistas na área da saúde, notadamente os infectologistas.

(Sindmed-MA; CRM-MA e AMB- Maranhão)”.