Yglésio ganha aval do TJMA para atuar como assistente do MP em ação que afastou dirigentes da FMF

Deputado Yglésio

O desembargador Marcelo Carvalho Silva, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), autorizou o deputado estadual Yglésio Moyses a ingressar como assistente simples do Ministério Público na Ação Civil Pública que afastou a antiga diretoria da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e nomeou Susan Lucena Rodrigues como interventora.

A informação foi revelada pelo blog do Isaías Rocha, que apurou que o parlamentar apresentou um agravo de instrumento após o juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, não apreciar seu pedido de habilitação feito ainda em agosto.

O movimento do deputado ocorre em meio ao seu declarado interesse em disputar o comando da FMF, hoje sob intervenção judicial.

Ao recorrer, Yglésio argumentou que possui interesse jurídico direto no caso, uma vez que as decisões do processo podem afetar o direito de concorrer em igualdade de condições e a eventual legitimidade de um mandato, caso ele seja eleito para o cargo de presidente da entidade. Ele reforçou que pretende atuar ao lado do Ministério Público para garantir legalidade, transparência, isonomia, governança e publicidade no processo eleitoral.

Ao analisar o caso, o desembargador Marcelo Carvalho concordou com os argumentos do parlamentar e considerou que não é razoável que um contribuinte — especialmente um representante eleito — seja obrigado a aguardar indefinidamente pela análise de seu pedido em uma ação de natureza coletiva.

Segundo o relator, a participação de um deputado estadual qualifica o debate:

“A coletividade maranhense tem direito a que seus interesses sejam defendidos por representantes eleitos. Como deputado, o agravante não busca interesse privado, mas exerce prerrogativas constitucionais de fiscalização”, afirmou.

Moradores denunciam fechamento de via em Amarante; MP apura possível abuso da Prefeitura

Prefeito de Amarante do Maranhão, Vanderly Miranda

Moradores da zona rural de Amarante do Maranhão denunciaram o fechamento de uma estrada vicinal que liga a Fazenda Batalha aos povoados Edivaldo Viana e Bananal, medida que estaria afetando a rotina de famílias e, principalmente, o transporte escolar de uma criança com transtorno do espectro autista.

A denúncia foi apresentada pelo morador Rômulo Silva Ferraz, que afirma que o bloqueio da via tem impedido o acesso da comunidade e impedido que seu filho chegue à escola. Segundo ele, o caminho sempre foi utilizado pelos moradores, mas teria sido fechado por determinação do prefeito Vanderly Miranda.

O promotor Ossian Bezerra Pinho Filho determinou a abertura de um ´procedimento administrativo para apurar a legalidade do bloqueio e seus impactos para as comunidades afetadas.

Prefeito contesta e diz que estrada é particular

Após ser questionado, o prefeito negou irregularidades e afirmou que o trecho não é via pública, mas passagem localizada em área privada, e que existe uma rota alternativa com plenas condições de uso para a população.

Segundo o MP, as versões divergentes acenderam um alerta sobre possível violação ao direito de ir e vir e ao acesso à educação.

A investigação vai verificar se houve abuso por parte da gestão municipal e se a interdição causou prejuízo a moradores. Caso sejam confirmadas irregularidades, a Promotoria poderá adotar medidas para restabelecer o acesso e garantir os direitos da população.

Moradores denunciam omissão do MP e paralisação de obras de R$ 5 milhões em SJR é investigada

Foto Reprodução

Moradores de São José de Ribamar denunciaram a omissão do Ministério Público do Maranhão (MPMA) diante da paralisação das obras da Creche e da Escola Parque Araçagy. Em resposta às denúncias, a 4ª Promotoria de Justiça do município instaurou um Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Políticas Públicas para investigar o caso.

As construções, orçadas em R$ 5 milhões, deveriam ter sido concluídas há mais de um ano, segundo informações exibidas no programa JMTV 1ª Edição. A paralisação tem prejudicado famílias que precisam recorrer a instituições privadas para garantir a educação infantil de seus filhos.

A promotora Patrícia Pereira Espínola determinou a expedição de uma requisição oficial ao prefeito de São José de Ribamar e à secretária municipal de Educação, exigindo informações detalhadas sobre o andamento das obras, cronogramas, justificativas para a paralisação e previsão de conclusão, dentro de cinco dias. O MPMA também autorizou inspeção in loco nas unidades.

O procedimento foi publicado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão nesta segunda-feira (27).

MP mira Prefeitura de Açailândia por suposta “vaquinha” para bancar show de Márcia Fellipe

Cantora Márcia Fellipe

A 2ª Promotoria de Justiça de Açailândia instaurou um inquérito civil público para investigar supostas irregularidades no show da cantora Márcia Fellipe, realizado em setembro de 2024, orçado em cerca de R$ 300 mil, durante a gestão do ex-prefeito Aluísio Sousa.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, o evento pode ter sido bancado de forma irregular por meio de uma “vaquinha” organizada com fornecedores da Prefeitura, além de contar com isenção de taxas municipais e cessão gratuita de espaço público.

O promotor Denys Lima Rego determinou que novas solicitações sejam enviadas à Prefeitura em caráter de requisição ministerial, reforçando a cobrança por esclarecimentos.

O inquérito busca apurar se recursos públicos ou benefícios fiscais foram usados para financiar o show e, caso confirmadas as suspeitas, poderá resultar na responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

Contratações milionárias do “Açailândia Folia 2025” entram na mira do MP

Foto Reprodução

Os cachês de Léo Santana, Claudia Leitte e Bell Marques — que somam quase R$ 2 milhões — viraram alvo de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). As investigações buscam esclarecer possíveis irregularidades nas inexigibilidades de licitação nºs 016, 017 e 019/2025 e no edital de seleção pública nº 001/2025, que tratou da exploração comercial do evento “Açailândia Folia 2025”.

De acordo com dados do portal da transparência da Prefeitura de Açailândia, o cantor Léo Santana recebeu R$ 600 mil, Claudia Leitte foi contratada por R$ 650 mil e Bell Marques, por R$ 700 mil. Além disso, o edital de seleção pública, estimado em R$ 2,6 milhões, autorizou a empresa Stop Todde Promoções e Serviços Ltda a explorar os espaços comerciais do circuito da festa — um contrato que chama atenção por apresentar valor simbólico de R$ 0,01, já que envolvia permissão de uso.

Foto Reprodução

O inquérito é conduzido pelo promotor Denys Lima Rego, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia. Ele explicou que o caso teve início em maio como uma Notícia de Fato, mas, sem conclusão no prazo de 30 dias, evoluiu para investigação formal. A nova fase permitirá examinar com mais profundidade os contratos e a atuação de possíveis responsáveis.

O procedimento também conta com o apoio da Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça (ASSTEC), que deverá emitir parecer sobre os aspectos legais e financeiros das contratações. O MPMA afirma que o objetivo é garantir transparência e moralidade na aplicação dos recursos públicos.

O “Açailândia Folia 2025” foi realizado entre 5 e 7 de junho em comemoração aos 44 anos de emancipação política do município e teve shows de Bell Marques, Léo Santana, Eric Land, Claudia Leitte, Kadu Martins, Chicabana, Tomate, Alanzim Coreano e Allana Macedo.

Veja os extratos:

MPMA apura denúncia de extorsão e estelionato contra secretária de Saúde de São João do Caru

Secretária de Saúde de São João do Caru, Luciana Gonçalves.

A secretária municipal de Saúde de São João do Caru, Luciana Gonçalves, foi denunciada ao Ministério Público do Maranhão (MPMA) por supostos atos de improbidade administrativa, que incluem suspeitas de extorsão e estelionato contra profissionais da saúde do município.

De acordo com a denúncia recebida via Disque-Denúncia, a gestora teria exigido de enfermeiros contratados pelo município o repasse de metade do valor retroativo referente à implantação do piso salarial da categoria, sob ameaça de exoneração.

Os relatos apontam para uma possível prática de extorsão e estelionato, que, se confirmada, configuraria violação aos princípios da administração pública e ilícitos de natureza criminal.

A portaria, publicada no Diário Eletrônico do MPMA nesta sexta-feira (10), determina que o procedimento tenha prazo inicial de um ano.

O caso é conduzido pelo promotor de Justiça Francisco de Assis Maciel Carvalho Júnior, que responde pela Promotoria de Bom Jardim, responsável pela defesa do patrimônio público e da probidade administrativa em São João do Caru.

MPMA determina interdição de pontes em Araioses por risco à população

Foto Reprodução

A 1ª Promotoria de Justiça de Araioses expediu uma Recomendação preventiva solicitando ao prefeito Neto Carvalho a interdição imediata das pontes Chico Sabino, Igarapé do Meio e Zoador, todas em precário estado de conservação.

A medida visa proteger a vida e a integridade física da população, garantindo que o tráfego seja desviado e fiscalizado até que seja feita a recuperação completa ou a construção de novas estruturas.

O MPMA destacou que a prefeitura deve adotar todas as providências administrativas, incluindo publicidade das ações e supervisão do tráfego desviado, observando os princípios da razoabilidade, proporcionalidade, eficiência, economicidade e interesse público.

O órgão também alertou que a omissão no cumprimento da recomendação poderá gerar medidas judiciais, incluindo ações cíveis e criminais contra gestores responsáveis. O prefeito tem 48 horas para informar ao MPMA sobre o acatamento ou não da medida.

A recomendação foi encaminhada ainda à Câmara de Vereadores de Araioses.

Empresário é condenado por sonegar R$ 1,1 milhão em ICMS com identidade falsa no MA

MPMA

A pedido do Ministério Público do Maranhão, a Justiça condenou o empresário Braulino de Sousa Ramos Neto, cuja verdadeira identidade é Gildino Rodrigues de Oliveira Filho, pelo crime de fraude à fiscalização tributária. O réu foi condenado por sonegar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em novembro de 2016, por meio da empresa B. DE S. RAMOS NETO COMÉRCIO ME. O débito fiscal totalizou R$ 1.160.965,51.

Assinou a Denúncia a titular da 10ª Promotoria de Justiça Especializada de Imperatriz, Glauce Lima Mallheiros. Proferiu a sentença a juíza Elaile Silva Carvalho.

Conforme destacou o MPMA, a materialidade e autoria do delito foram comprovadas por um auto de infração da Secretaria de Estado da Fazenda e pela Certidão de Dívida Ativa. Foi destacado que o réu utilizou identidade falsa para abrir e gerir a empresa, uma conduta que confirma a intenção de cometer e ocultar o ilícito.

Além disso, o empresário fraudou a fiscalização tributária ao inserir elementos inexatos e omitir operações em documentos exigidos pela legislação. Um auditor da Sefaz confirmou que a empresa apresentou declarações divergentes à referida Secretaria e à Receita Federal, resultando no pagamento menor de tributos.

PENALIDADES

Na sentença, a Justiça considerou o aumento de pena por grave dano à coletividade, dado que o crime causou um rombo milionário na arrecadação estadual, comprometendo recursos da saúde, educação e segurança. A pena definitiva foi fixada em 2 anos e 8 meses de reclusão.

No entanto, a pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos, sendo o réu condenado a pagar R$ 200 mil, divididos em duas prestações de R$ 100 mil, a serem destinadas à entidade pública ou assistencial.

A Justiça não foi fixou valor indenizatório para fins de reparação de danos materiais causados pelo crime. A Fazenda Pública pode reaver o valor sonegado por meio de execução fiscal.

Prefeitura de Apicum-Açu atende MP e demite três comissionados por nepotismo

Foto Reprodução

Em resposta a uma Recomendação do Ministério Público do Maranhão, emitida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Bacuri, o Município de Apicum-Açu determinou a exoneração imediata de três servidores comissionados que possuíam vínculo de parentesco com agentes públicos locais.

A medida atende integralmente as diretrizes fixadas pelo MPMA para o combate à prática de nepotismo.

A Recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Igor Adriano Trinta Marques, titular da Promotoria de Justiça de Maracaçumé, que responde pela Promotoria de Justiça da Comarca de Bacuri, da qual Apicum-Açu é termo judiciário.

O documento foi fundamentado em princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa, além de decisões jurisprudenciais que reconhecem como inconstitucional a nomeação de parentes sem qualificação técnica para cargos comissionados.

MPMA investiga possível “toma-lá-dá-cá” na Procuradoria de Santa Inês

Foto Reprodução

O Ministério Público do Maranhão abriu inquérito civil para apurar supostas irregularidades na Procuradoria do Município de Santa Inês. A investigação mira diretamente o prefeito Luís Felipe Oliveira de Carvalho, o presidente da Câmara, Joel Oliveira de Araújo, e os advogados Ricardo Alexandre Santos Galvão e Lucas Henrique Gomes Bezerra.

Segundo a promotoria, Ricardo Galvão, único advogado concursado da Prefeitura de Santa Inês, foi cedido à Câmara de Vereadores de forma irregular, deixando vaga a Procuradoria do Município. Em contrapartida, o prefeito teria nomeado Lucas Bezerra, aliado político sem vínculo efetivo, como Procurador-Geral, o que pode configurar nepotismo cruzado e burla a concurso público.

O inquérito também investiga se Galvão, enquanto advogado da Câmara, atuou em processos envolvendo o presidente do Legislativo, Joel Araújo, levantando suspeita de conflito de interesses e uso indevido de cargo público para defender interesses particulares.

A promotoria determinou notificações aos investigados e requisitou documentos da Prefeitura de Santa Inês, da Câmara e da OAB/MA para esclarecer a legalidade das nomeações, cessões e da atuação processual. A investigação poderá resultar em ação civil pública, termo de ajustamento de conduta ou acordo de não persecução cível.