TJMA recua e manda reavaliar caso que envolve CBF, FMF e MP-MA

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A Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu, nesta sexta-feira (15), anular decisão anterior no processo que envolve a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Federação Maranhense de Futebol (FMF) e o Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

O relator do caso, desembargador Marcelo Carvalho Silva, determinou o retorno dos autos para apreciação dos embargos de declaração apresentados pela CBF. Segundo o magistrado, o ponto questionado pela entidade já havia sido examinado em caráter de urgência processual, o que invalida o despacho anterior.

O recurso é movido pela FMF, pelo Instituto Maranhense de Futebol, pelo presidente da federação, Antônio Américo Lobato Gonçalves, e por Sílvio Arley Brito Fonseca. O Ministério Público atua como parte agravada, representado pela Procuradoria-Geral de Justiça.

O processo segue em trâmite na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, sem data definida para o julgamento do mérito.

MP investiga nepotismo na Saúde de Açailândia e pede exoneração de irmãs da secretária

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A 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia instaurou um Inquérito Civil para apurar a prática de nepotismo na Secretaria Municipal de Saúde. A investigação tem como alvo a secretária Bernadete Socorro Sousa de Oliveira, suspeita de nomear duas irmãs para cargos comissionados no Hospital Municipal.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, a nomeação das irmãs configura nepotismo clássico, o que viola os princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade na administração pública, conforme previsto no artigo 37 da Constituição Federal e consolidado na Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal.

Diante das evidências documentais constantes nos autos, o promotor de Justiça Denys Lima Rego expediu recomendação para que as nomeações sejam revogadas em até 72 horas, sob pena de responsabilização pessoal da secretária e adoção de medidas judiciais cabíveis.

MP investiga fraude no Fundeb em Alto Alegre do Maranhão

A 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão instaurou procedimento administrativo para apurar denúncia de manipulação de dados no Portal da Transparência do Município de Alto Alegre do Maranhão, envolvendo a supressão de valores relativos à execução de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A denúncia foi feita de forma sigilosa à Ouvidoria-Geral do Ministério Público e é referente aos exercícios de 2021 a 2023, sob a gestão da prefeita, Nilsilene Santana Ribeiro Almeida, mais conhecida como Nilsilene do Liorne, reeleita em 2024.

Conforme a denúncia, ao tomar ciência da instauração de inquérito civil para apuração de desvio de recursos do Fundeb, a administração municipal teria promovido alterações nos valores anteriormente divulgados no referido Portal.

O promotor responsável pelo caso, Thiago Lima Aguiar, destacou que o objetivo do procedimento é dar continuidade às investigações, promovendo a coleta de informações, depoimentos, certidões, perícias e outras diligências necessárias, visando ao eventual ajuizamento da ação competente, nos termos da legislação aplicável.

Prefeitura de Pinheiro na mira do MP por falta de transparência na entrega de veículos

André da Ralpnet

O Ministério Público do Maranhão instaurou inquérito civil para apurar eventual prática de atos de improbidade administrativa referente à entrega e destinação de veículos pela prefeitura de Pinheiro, sem a devida transparência procedimental quanto à origem, formalização e legalidade do ato administrativo.

São alvos da investigação o prefeito de Pinheiro, André da Ralpnet, e o secretário municipal de Administração, Planejamento e Finanças, Carlos Alberto Costa da Luz. O caso está sob a responsabilidade da promotora de justiça Samira Mercês dos Santos, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Pinheiro.

Conforme o MP, houve ampla divulgação realizada em perfis oficiais da prefeitura de Pinheiro sobre a entrega de cinco caminhões compactadores de lixo e dois ônibus de transporte coletivo urbano, no dia 7 de maio deste ano. Segundo o órgão ministerial, os elementos inicialmente colhidos indicam possível inobservância dos deveres de planejamento, motivação e formalização dos atos administrativos.

A promotora pontuou que a ausência de transparência e de documentação hábil acerca da origem dos recursos utilizados, da regularidade procedimental e da eventual existência de contrapartidas assumidas, compromete os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Reforçou ainda que a entrega pública de bens móveis à municipalidade, especialmente veículos de uso coletivo, exige a formalização prévia por meio de contratos, convênios, termos de cessão ou doação, e posterior registro patrimonial, sob pena de nulidade do ato administrativo.

MP cobra Prefeitura de Lago Verde por abandono de obras escolares e ameaça judicializar caso

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A recomendação foi expedida pela 4ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal e cobra do prefeito reeleito Alex Almeida, e da secretária municipal de Educação medidas urgentes para a retomada e conclusão de obras paralisadas há anos no município, com destaque para quadras escolares abandonadas e em situação de completo descaso.

A promotora Klycia Luiza Castro de Menezes exige, no prazo de 60 dias, ações concretas para devolver à comunidade escolar equipamentos públicos essenciais que permanecem inacabados desde 2013. Entre as obras alvo da recomendação estão a Quadra Escolar Coberta 003/2013, no povoado São Constâncio, com estrutura degradada, e a 004/2013, que ainda aguarda finalização de instalações básicas para funcionamento.

Além disso, o MP aponta que o município ainda não cumpriu diligências técnicas no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia na Educação Básica e Profissionalizante, que prevê a regularização de empreendimentos parados em todo o país. O prazo para conclusão dessas pendências terminou em 30 de maio de 2025, e, até agora, segundo a promotoria, Lago Verde permanece inerte.

A recomendação é direta: ou o município se mobiliza para apresentar cronograma, plano de ação e resultados palpáveis, ou enfrentará as consequências legais. O documento alerta para a possibilidade de medidas judiciais, incluindo ação de responsabilização civil e criminal dos gestores, além de comunicação aos órgãos de controle e fiscalização.

Pregão de R$ 23,5 milhões na gestão Coroba em Itapecuru-Mirim vira alvo de investigação do MP

Ex-prefeito Benedito Coroba

Um pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Itapecuru-Mirim durante a gestão de Benedito Coroba está sendo investigado por suspeitas de irregularidades. Trata-se do SRP nº 025/2023, que resultou na contratação dos institutos Luzeiros e Mais Integração Social (IMIS) para execução de serviços junto à administração municipal.

A apuração tem como base denúncia formulada por Youssef Mahmud, que aponta falhas graves no procedimento licitatório, como a ausência de Estudo Técnico Preliminar (ETP) — etapa obrigatória para justificar tecnicamente a contratação — e inconsistências na qualificação econômico-financeira das entidades contratadas.

Um parecer técnico da Procuradoria-Geral de Justiça (nº 504/2024) reforçou as suspeitas e destacou que as assinaturas nos documentos contábeis das empresas foram todas realizadas pelo mesmo profissional. A coincidência levanta dúvidas sobre a independência entre os institutos contratados e pode indicar simulação de competitividade, configurando possível fraude à licitação.

O Blog do Minard verificou, junto ao Portal da Transparência da Prefeitura de Itapecuru-Mirim, que os contratos firmados a partir do pregão SRP nº 025/2023 no valor de R$ 23,5 milhões.

O promotor José Carlos Faria Filho, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Itapecuru-Mirim, determinou o aprofundamento das investigações sobre a legalidade dos pagamentos feitos aos institutos Luzeiros e IMIS entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. A atual gestão, comandada pelo prefeito Filipe Marreca, tem 10 dias úteis para enviar à Promotoria cópias dos processos de pagamento referentes aos contratos firmados com as duas entidades.

O inquérito  poderá resultar no ajuizamento de ação por improbidade administrativa, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Prefeito de Capinzal do Norte é alvo do MP por suspeita de desvio de R$ 7,1 milhões em obras

Prefeito de Capinzal do Norte, Abnadar de Sousa Pereira

O cerco se fecha contra o prefeito de Capinzal do Norte, Abnadar de Sousa Pereira. O Ministério Público do Maranhão instaurou um inquérito civil para apurar suspeitas de improbidade administrativa, desvio de finalidade e uso indevido da estrutura pública em obras contratadas com recursos municipais.

Segundo a representação encaminhada pela vereadora Raylla Rodrigues Galeno, funcionários da prefeitura e maquinário oficial teriam sido mobilizados para executar serviços que deveriam ser realizados exclusivamente pelas empresas Anderson M. Carneiro Ltda e Lima Matos Serviços Ltda, contratadas para a manutenção de estradas vicinais com recursos na ordem de R$ 7.177.559,20.

A denúncia aponta uma engenharia suspeita entre a gestão municipal e as empresas contratadas. Apesar dos contratos firmados, a execução das obras teria contado com mão de obra e equipamentos da própria prefeitura, o que configuraria grave desvio de finalidade e possível lesão ao erário.

O inquérito mira não apenas o prefeito, mas também a secretária de Finanças, Lidiane Pereira da Silva, que é sobrinha do gestor e figura como responsável pela assinatura de contratos, controle dos repasses e acompanhamento direto das obras.

Entre os elementos apresentados à Promotoria, há registros visuais (fotos e vídeos) e testemunhos que reforçam a denúncia. Os materiais mostram equipamentos com identificação da prefeitura sendo utilizados nas obras, além da presença de servidores municipais nos canteiros de trabalho.

O inquérito foi aberto pelo promotor Rodrigo Ronaldo Martins Rebelo da Silva, que  já determinou a requisição de documentos, como os processos licitatórios, diários de obras, medições de serviços, comprovantes de pagamento, além de informações sobre a frota municipal e a lotação dos servidores durante o período de execução das obras. Também foram solicitadas explicações das empresas sobre a origem da mão de obra e equipamentos utilizados.

MP investiga irregularidades em escolas da EJA em Pio XII

Prefeito Aurélio da Farmácia

A investigação mira a real situação das escolas municipais de Pio XII que oferecem a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A investigação busca verificar se o município está cumprindo os parâmetros legais e as informações declaradas no Censo Escolar de 2022.

A medida foi tomada após levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), que apontou indícios de irregularidades na estrutura física das escolas e inconsistências cadastrais em municípios maranhenses. Em Pio XII, administrado pelo prefeito Aurelio  Sousa, foram constatadas situações críticas, como aulas sendo ministradas em uma casa de taipa, reformas inconclusas e turmas deslocadas para outras unidades.

Segundo aponta a portaria do MP, dentre os casos mais graves está o da Escola Dr. Emílio Faray, onde os estudantes da EJA assistem às aulas em condições improvisadas, com baixa frequência devido ao receio de chuva. Já a Escola Petrônio Portela, mesmo reformada, ainda não havia retomado as atividades presenciais no prédio. A Escola Miguel Bahury, também em reforma, transferiu os alunos para a Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

A promotora Larissa Sócrates de Bastos, responsável pelo procedimento, determinou diligências imediatas, incluindo vistoria in loco nas escolas indicadas pelo TCE e coleta de informações sobre frequência e evasão escolar.

Satubinha gastou mais de 95% do teto com pessoal e MP abre investigação contra o prefeito

Prefeito Santos Franklin

O inquérito civil apura se o prefeito de Satubinha, Orlando Pires Franklin, conhecido como Santos Franklin, descumpriu os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao comprometer mais de 95% do teto legal permitido com folha de pagamento durante todo o ano de 2023.

A medida foi tomada após representação do Ministério Público de Contas, que apontou os excessos nos três quadrimestres seguidos – incluindo o último de 2022 e os dois primeiros de 2023. A LRF estabelece que os gastos com pessoal do Executivo municipal não podem ultrapassar 54% da Receita Corrente Líquida.

Com base nas mudanças trazidas pela Lei nº 14.230/2021, que exige dolo específico para caracterização de improbidade administrativa, o MP busca verificar se houve intenção deliberada do gestor em burlar a norma fiscal.

Além de notificar o prefeito, a promotora Larissa Sócrates também acionou o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público de Contas e a Câmara de Vereadores, que podem adotar medidas no âmbito de suas competências – inclusive com base em infrações político-administrativas que podem levar à cassação do mandato.

O caso segue em apuração e poderá resultar em ação civil pública, termo de ajustamento de conduta ou arquivamento, conforme o avanço das investigações.

MP investiga contratação ilegal de advogados por secretaria de Braide

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A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de São Luís, recebeu uma denúncia formal contra o secretário municipal de Administração (SEMAD), Octávio Augusto Gomes de Figueiredo Soares, e contra o Instituto de Previdência e Assistência do Município (IPAM), representado por Manuella Oliveira Fernandes. A denúncia aponta a prática de possível ato de improbidade administrativa na contratação direta e irregular de advogados particulares.

De acordo com o documento protocolado no dia 28 de junho de 2025, a SEMAD tem sido representada judicialmente por advogados privados em ações recentes — especificamente nos processos de nº 0834096-78.2025.8.10.0001 e 0837507-32.2025.8.10.0001 — sem respaldo legal ou justificativa formal. A atuação desses profissionais estaria substituindo de forma indevida a Procuradoria Geral do Município (PGM), órgão legalmente competente para representar judicialmente o Município e suas secretarias.

A denúncia destaca que a Constituição Federal, a Lei Orgânica de São Luís e o Estatuto da PGM (Lei Municipal nº 4.615/2006) são claros ao estabelecer que apenas os procuradores do município podem exercer essa função. A contratação de advogados externos, segundo o MP, só é permitida em situações excepcionais — como alta especialização técnica ou comprovada insuficiência de pessoal — e deve seguir rigorosamente os trâmites legais, incluindo licitação, justificativa formal e autorização legislativa.

Segundo a Promotoria, a ausência desses requisitos pode configurar desvio de finalidade, ilegalidade administrativa e ato de improbidade, violando os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade da administração pública.

O Ministério Público pediu a instauração de inquérito civil público para apurar as responsabilidades dos envolvidos; a interrupção imediata de eventuais contratações ilegais; o ajuizamento de ações judiciais cabíveis, como ações civis públicas e de improbidade administrativa e a intimação da PGM para prestar esclarecimentos e apresentar documentação pertinente.

A denúncia foi obtida pelo Portal O Informante (veja aqui)