MPMA arquiva denúncia contra promotor acusado de machismo por juíza em Cantanhede

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A Corregedoria-Geral do Ministério Público do Maranhão determinou, no dia 27 de agosto, o arquivamento do pedido de providências formulado contra o titular da Promotoria de Justiça de Cantanhede, Márcio Antônio Alves de Oliveira. Foi reconhecida a ausência de falta funcional que poderia justificar a instauração de procedimento contra o promotor de justiça.

A denúncia foi feita pela juíza da comarca à Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após o membro do MPMA se recusar a abrir mão de sua prerrogativa funcional, em uma sessão do Tribunal de Júri, em maio deste ano. O caso foi remetido à Ouvidoria Nacional do Ministério Público e encaminhado à Corregedoria do MPMA.

Em relação à denúncia de que a sessão do Tribunal do Júri marcado para 12 de maio foi adiada por culpa do promotor de justiça, foi comprovado que o membro do MPMA estava de férias na data.

A sessão foi remarcada para o dia 14 e, ao requisitar o cumprimento da prerrogativa que garante ao membro do Ministério Público sentar-se à direita da presidência do júri, Márcio Oliveira foi acusado de promover violência de gênero e machismo estrutural.

No despacho da Corregedoria-Geral do MPMA, foi destacado que as imagens comprovam a conduta do promotor de justiça “pautada na urbanidade, serenidade e respeito para com a magistrada, contudo zelando pelas suas prerrogativas, dignidade da sua função e prestígio da justiça e da sua instituição”.

Sobre a acusação de machismo estrutural, as imagens produzidas no ambiente do julgamento comprovam que não houve nenhum comportamento irregular ou tratamento inadequado e discriminatório por parte do promotor de justiça.

Além disso, a manifestação da Corregedoria ressalta que é incorreto classificar como comportamento revelador de machismo estrutural a simples recusa de descumprimento de uma ordem considerada ilegal vinda de uma mulher. “Nem toda resistência ou desobediência a determinado comportamento pode ser vista com viés machista, só porque de um lado há uma pessoa do sexo feminino”.

Ex-secretários de Governador Edison Lobão na mira do MP por suspeita de enriquecimento ilícito

Ministério Público

Ex-secretários municipais de Governador Edison Lobão estão no centro de uma investigação que apura supostos atos de enriquecimento ilícito durante a gestão do professor Geraldo Braga. O caso ganhou força após a Notícia de Fato nº 008279-509/2024, que apontou indícios de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos dos ex-gestores e possíveis irregularidades no uso dos recursos públicos.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Inquérito Civil Público para aprofundar as investigações e identificar eventuais responsabilidades. Segundo o documento, o objetivo é verificar se houve desvio de verbas ou vantagens indevidas enquanto os ex-secretários ocupavam cargos estratégicos na Prefeitura.

O promotor de Justiça Eduardo André de Aguiar Lopes, responsável pelo caso, determinou a coleta de documentos, oitivas e outras diligências para esclarecer os fatos.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por atos de improbidade administrativa, o que pode levar à perda dos direitos políticos, bloqueio de bens e ressarcimento de valores aos cofres públicos.

O inquérito já foi autuado e seguirá com novas etapas de investigação.

Obra de campo de futebol em São Francisco do Brejão é alvo do MPMA após aditivo de R$ 281 mil

Prefeita Edinalva Brandão 

A gestão da prefeita Edinalva Brandão, em São Francisco do Brejão, está no centro de um inquérito civil aberto pelo promotor de Justiça Denys Lima Rego, titular da 2ª Promotoria de Açailândia, que investiga supostas irregularidades em contratos da administração municipal.

O contrato nº 141/2024, resultado da concorrência pública nº 001/2024, tem valor de R$ 1.156.996,65 e foi firmado em 2 de abril de 2024 com a empresa 2 C Empreendimentos e Equipamentos LTDA, de Tuntum-MA, que atua principalmente na construção de edifícios. O contrato, com vigência de 12 meses, prevê reforma, ampliação e construção de banheiros, vestiários e iluminação do campo de futebol do povoado Trecho Seco.

O termo aditivo, assinado pouco mais de quatro meses após a contratação inicial, elevou o valor em 24,36% (R$ 281.814,10) para incluir drenagem pluvial, abastecimento de água, terraplanagem e vestiário para árbitros. Segundo o MPMA, esses serviços são ordinários e deveriam ter sido previstos no projeto básico e na planilha orçamentária da licitação original.

A inclusão posterior, sem justificativa de situação imprevisível, pode configurar burla ao processo licitatório e comprometer a moralidade e eficiência administrativas.

 

MPMA abre inquérito para investigar suspeita de fraude em seletivo da saúde em Açailândia

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O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, instaurou um Inquérito Civil Público para apurar possíveis irregularidades no Processo Seletivo nº 01/2024 da Prefeitura, destinado à contratação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).

A decisão, assinada pelo promotor Denys Lima Rego e publicada no Diário Eletrônico do MPMA, aponta indícios de convocação irregular de candidatos com notas mais baixas, desrespeito às normas legais sobre critérios de classificação e falhas na execução do edital. Além disso, a comissão responsável pela posse teria sido induzida a erro, convocando nomes do cadastro de reserva e prejudicando aprovados com direito às vagas.

O MPMA também questiona a demora na nomeação dos agentes, mesmo após solicitação formal da Secretaria Municipal de Saúde, e deu prazo de cinco dias para que o órgão justifique a ausência das convocações.

O inquérito busca identificar eventuais responsabilidades da prefeitura e de agentes públicos envolvidos.

Felipe dos Pneus volta ao centro das investigações e enfrenta novo cerco do MP

Prefeito Felipe dos Pneus

O prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus, acumula uma sequência de investigações e se vê, mais uma vez, no centro do radar dos órgãos de controle. Após ser alvo de operações da Polícia Federal, do GAECO e de diversas ações do Ministério Público, o gestor agora enfrenta uma nova investigação do MP por supostas irregularidades ligadas à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Recentemente, ele também foi um dos alvos da Operação Lei do Retorno 2.0, que apura possíveis desvios de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). Durante as buscas, a Polícia Federal  informou que o prefeito escondeu um celular no vaso sanitário, mas o dispositivo foi recuperado pelos agentes.

Agora, Felipe, mais imerso em investigações do que em gestão, está na mira da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Inês, que instaurou um inquérito civil para apurar se o município está respeitando os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos gastos com pessoal do Executivo.

A medida decorre da Notícia de Fato nº 007/2025-1ªPJSI, recebida em março, que apontou que, no 3º quadrimestre de 2024, os gastos com pessoal alcançaram 58,6% da Receita Corrente Líquida, ultrapassando tanto o limite prudencial de 51,3% quanto o teto legal de 54%.

O procedimento, conduzido pela promotora Larissa Sócrates de Bastos, prevê a notificação do prefeito para apresentação de defesa e entrega de documentos em até 10 dias úteis. Estão previstas ainda consultas ao Tribunal de Contas do Estado e comunicação à Câmara Municipal, considerando que a conduta pode configurar infração político-administrativa, inclusive com possibilidade de cassação do mandato.

Ao final das apurações, o inquérito poderá resultar em ação civil pública, termo de ajustamento de conduta, acordo de não persecução cível ou até arquivamento, a depender das conclusões do Ministério Público.

MPMA mira Prefeitura de João Lisboa por contratações temporárias suspeitas

Dr. Fábio Holanda

A gestão do prefeito Dr. Fábio Holanda está no centro de um investigação do Ministério Público do Maranhão (MPMA).  O promotor Hagamenon de Jesus Azevedo instaurou uma inquérito civil para investigar contratações temporárias da Prefeitura de João Lisboa.

A suspeita é que a gestão esteja se apoiado em uma lei de 2013 para justificar contratos de 2025, um atalho que, se confirmado, fere os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade e acaba transformando cargos temporários em terreno fértil para uso político da máquina pública.

O MPMA quer saber se os contratos respeitam o artigo 37 da Constituição, que só permite temporários em situações excepcionais, e se as gratificações a comissionados, temporários e concursados têm amparo legal ou são um verdadeiro “jabuti jurídico” para agradar aliados. O Supremo já consolidou entendimento claro: contratações temporárias só são válidas se tiverem lei específica, prazo determinado, caráter excepcional e não substituírem funções permanentes. Qualquer desvio, alerta o MPMA, pode gerar ato de improbidade administrativa.

Para chegar ao fundo da questão, o órgão vai levantar a relação completa de servidores municipais entre 2025 e 2028, analisar folhas de pagamento, contratos e leis municipais, e cruzar dados. A prefeitura e a Câmara devem ser notificadas, com prazo de 10 dias para envio de documentos, e o resultado pode levar à anulação de contratos irregulares, abertura de Ação Civil Pública ou até responsabilização criminal de gestores, caso haja indícios de dolo.

MPMA pede exoneração de servidores e secretários em Dom Pedro por prática de nepotismo

Prefeitura de Dom Pedro

A Promotoria de Justiça de Dom Pedro, expediu uma Recomendação, publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial do MPMA, determinando que o prefeito Ailton Mota dos Santos adote medidas imediatas para combater o nepotismo na Prefeitura Municipal.

A recomendação tem como base a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a nomeação de cônjuges, companheiros e parentes até o terceiro grau para cargos em comissão, funções gratificadas e secretarias municipais.

Segundo o documento, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) identificou diversas nomeações irregulares na gestão, incluindo familiares diretos e indiretos de secretários municipais e do próprio prefeito, ocupando cargos estratégicos. Entre os casos apontados estão filhos, irmãos, sobrinhos e cunhados de membros da administração, além de situações em que não foi comprovada qualificação técnica para o exercício das funções.

A recomendação determina que, no prazo improrrogável de 20 dias úteis, a Prefeitura:

  • Exonere imediatamente todos os ocupantes de cargos comissionados e funções gratificadas em situação de nepotismo;
  • Rescinda contratos de servidores temporários ou terceirizados que se enquadrem na prática;
  • Afaste secretários municipais que não possuam qualificação técnica ou experiência compatível com a função;
  • Apresente à Promotoria documentos que comprovem o cumprimento das medidas.

O MPMA advertiu que, caso a Prefeitura descumpra a recomendação, poderá ingressar com ações judiciais por improbidade administrativa e adotar medidas criminais, se necessário.

MPMA investiga supostas fraudes em licitações na gestão de Miguel Lauand, em Itapecuru-Mirim

 

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A 1ª Promotoria de Justiça de Itapecuru-Mirim, instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades em processos licitatórios realizados pela Prefeitura. As apurações envolvem a Concorrência nº 02/2017, a Tomada de Preços nº 008/2017 e a Tomada de Preços nº 14/2018, na gestão do ex-prefeito, Miguel Lauand Fonseca.

A investigação é conduzida pelo promotor de Justiça José Carlos Faria Filho e teve início a partir de uma denúncia anônima que apontava supostas fraudes nas licitações, incluindo favorecimento de empresas ligadas ao ex-prefeito e a servidores municipais. Os contratos sob suspeita abrangem áreas como coleta de lixo, iluminação pública e construção civil.

De acordo com o MPMA, a Prefeitura e a Procuradoria-Geral do Município foram notificadas para apresentar documentação sobre os certames, mas não forneceram informações completas e chegaram a declarar a ausência de processos referentes a determinados procedimentos licitatórios.

Diligências preliminares realizadas pela Promotoria identificaram indícios de irregularidades e a possível existência de empresas vencedoras ligadas a agentes públicos, o que pode caracterizar ato de improbidade administrativa e prejuízo ao erário.

O inquérito tem como objetivo aprofundar a coleta de provas, identificar os responsáveis e mensurar eventuais danos aos cofres públicos. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o Ministério Público poderá propor Ação Civil Pública contra os envolvidos.

Inquérito mira contrato de R$ 540 mil da Prefeitura de Açailândia com a Licitar

Prefeito Benjamim de Oliveira

O  Inquérito Civil apura spossíveis irregularidades no contrato por inexigibilidade nº 01/2025 da Prefeitura de Açailândia, comandada pelo prefeito Benjamim de Oliveira, que destinou R$ 540 mil à empresa Licitar – Consultoria, Assessoria em Licitações e Serviços LTDA para prestação de serviços de consultoria em licitações e contratos administrativos.

O promotor de Justiça Denys Lima Rego, responsável pelo caso, destacou que o município já conta com servidores concursados e capacitados para atuar na Comissão Permanente de Licitação (CPL), muitos com treinamentos custeados com recursos públicos, o que levanta suspeitas sobre a necessidade real da contratação da empresa.

Com a instauração do inquérito, a empresa de João Paulo Mouzinho do Lago foi acionada para detalhar o número de funcionários, contratos ativos e a forma como presta os serviços aos municípios atendidos.

MPMA denuncia suspeita de fraude de R$ 1,6 milhão em contrato da Prefeitura de Maracaçumé

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A Promotoria de Justiça da Comarca de Maracaçumé, manifestou-se na Ação Popular nº 0801149-74.2025.8.10.0096, que apura possíveis irregularidades em contrato firmado pelo Município, comandado pelo prefeito Ruzinaldo Guimarães de Melo, o tio gal, com a empresa WS Varejão da Construção LTDA. O valor da causa é de R$ 300 mil.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, há fortes indícios de fraude na contratação, que ultrapassa R$ 1,6 milhão, apesar de a empresa possuir capital social de apenas R$ 200 mil e não apresentar sede física no endereço declarado. Além disso, documentos anexados à ação apontam que os pagamentos, que já somam R$ 316,8 mil, foram realizados com recursos do FUNDEB, destinados exclusivamente à manutenção e desenvolvimento da educação básica.

Na manifestação, o promotor de Justiça Igor Adriano Trinta Marques destacou que a situação configura risco grave de malversação de recursos públicos, com possível desvio de finalidade. Ele alertou ainda para o perigo de novos pagamentos irregulares, o que pode comprometer a restituição dos valores em caso de insolvência da empresa.

Diante das evidências, o MPMA requereu:

  • O bloqueio imediato das contas e bens da empresa no valor já pago;
  • A suspensão do Contrato nº 017/2025;
  • A citação dos réus e o acompanhamento integral do processo;
  • A procedência final da ação, com responsabilização dos envolvidos.

O caso segue em tramitação na 1ª Vara de Maracaçumé.

Veja a manifestação.