Deu no JN: Projeto do TJMA leva conciliação a bordo de trem rumo ao Pará

O projeto é encabeçado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, em parceria com a Vale

Uma iniciativa inédita está oferecendo acesso à justiça para a população que usa o trem entre o Maranhão e o Pará.

O som que corta o ar anuncia a jornada de quase 900 km de São Luís, no Maranhão, à Parauapebas, no Pará. A viagem reserva algo muito além da paisagem que passa pela janela.

‘Durante a viagem, uma equipe do tribunal de justiça do Maranhão fará atendimentos gratuitos voltados a conciliação e mediação de conflitos”, anuncia o alto-falante.

Logo, o vagão social, que virou o “Vagão da Conciliação”, fica movimentado. É gente em busca de soluções para pendências que tiram o sono.

“Eu busco em questão da guarda da minha filha e pensão alimentícia”, afirma Luciane da Hora, autônoma.

O “Vagão da Conciliação é um projeto do Tribunal de Justiça do Maranhão que ganhou parceria da Vale. A iniciativa de trazer o judiciário para dentro de um trem é inédita no país.

“O Vagão da Conciliação está dando oportunidade para que os passageiros, durante a sua viagem, possa estabelecer uma sessão conciliatória, dialogar com a outra parte que tem algum tipo de contenda para poder chegar de uma forma mais rápida a uma solução”, afirma Rodrigo Nina, juiz de conciliação do Tribunal de Justiça/MA.

São mil pessoas que podem ter acesso a todos os serviços oferecidos pelo Tribunal de Justiça durante a sua viagem. Então vai unir o útil ao agradável”, diz Michele Fiquene, gerente de operação da Estrada de Ferro Carajás.

É tudo simples: a pessoa informa os dados e o contato telefônico da outra parte. Os conciliadores fazem uma chamada de vídeo para uma conversa inicial. Se todos estiverem de acordo, instala-se uma audiência virtual. Em poucos minutos, sem custos, está tudo resolvido e a sentença homologada.

Graci Jane Passos Oliveira deu uma pausa no trabalho na lanchonete do trem para oficializar uma união que já dura 27 anos. E teve até a benção de um pastor que seguia no trem.

G1/ Jornal Nacional 

OH GLÓRIA: Justiça suspende bloqueio de R$ 20,8 milhões das contas da Prefeitura de Coroatá

Foto Reprodução

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, deferiu nesta segunda-feira (7) pedido de suspensão de liminar feito pelo município de Coroatá e determinou o desbloqueio imediato de R$ 20.856.716,80 das contas públicas municipais.

A quantia havia sido bloqueada por decisão da 1ª Vara da Comarca de Coroatá, atendendo a pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública Estadual, para garantir o pagamento de salários em atraso referentes ao mês de dezembro de 2024 e ao 13º salário dos servidores municipais.

Na decisão, o magistrado reconheceu o caráter excepcional da medida de suspensão, destacando que o bloqueio de valores públicos compromete a continuidade de serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura, além de afetar diretamente a autonomia financeira e administrativa do município. “A medida judicial cria uma série de embaraços à execução dos serviços públicos, atentando contra os princípios da eficiência, da razoabilidade e da segurança jurídica”, afirmou.

O atual prefeito Edimar Franco  alegou que herdou uma situação caótica da administração anterior do ex-gestor Luis da Amovelar Filho, marcada por falta de transição, ausência de informações contábeis e financeiras, além da suposta existência de servidores “fantasmas” que não constariam em folhas de ponto ou escalas de plantão.

Embora tenha reconhecido a legitimidade do pleito dos servidores, o desembargador ponderou que a via suspensiva não serve para discutir o mérito da ação, limitando-se à análise da lesão à ordem e à economia públicas. “Não se admite a constrição indiscriminada de verbas públicas por meio de decisões judiciais”, destacou, citando jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

O desbloqueio, no entanto, está condicionado à obrigação do atual gestor de fornecer todas aA decisão terá validade até o trânsito em julgado da ação principal.

Veja a decisão na íntegra. 

TJMA define lista tríplice para vaga de juiz substituto no TRE-MA; escolha final cabe a Lula

Foto Reprpodução

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) elegeu, nesta quarta-feira (2), os três nomes que compõem a lista tríplice para a vaga de juiz substituto no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). O posto ficou vago após a saída da juíza eleitoral Amanda Waquim.

Na votação, os escolhidos foram Pablo Savigny Di Maranhão Vieira Madeira, com 23 votos; Luís Paulo Correia Cruz, com 22 votos; e Luís Eduardo Franco Bouéres, com 18 votos.

A lista segue para o Palácio do Planalto, onde o presidente Lula avaliará os perfis e decidirá quem assumirá a função na Corte Eleitoral maranhense.

Com informações do Blog do Gilberto Leda e editadas pelo Blog do Minard

MPF contesta TJMA e defende autonomia da Câmara de São Luís em embate com Braide

Câmara de Vereadores de São Luís

O Ministério Público Federal (MPF) entrou no embate jurídico entre a Câmara Municipal de São Luís e o prefeito Eduardo Braide, manifestando-se a favor do Legislativo na disputa sobre o controle do orçamento municipal de 2025.

A polêmica começou quando os vereadores aprovaram a Lei nº 7.726/2025, limitando a abertura de créditos suplementares a 5% do orçamento total. Braide reagiu, argumentando que essa restrição dificultaria a administração financeira da cidade, e conseguiu no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) uma decisão favorável elevando esse limite para 25%.

Agora, o MPF contesta essa interferência do Judiciário. No parecer assinado pela subprocuradora-geral da República, Maria Caetana Cintra Santos, o órgão alerta que o TJMA ultrapassou sua competência ao modificar uma decisão da Câmara, ferindo o princípio da separação dos poderes.

“A atuação do Judiciário compromete a autonomia do Legislativo, esvaziando suas atribuições e criando um precedente perigoso”, destaca o parecer. O documento reforça ainda que o STF já decidiu que o Poder Judiciário não pode alterar leis orçamentárias, salvo em casos excepcionais, o que, segundo o MPF, não se aplica neste caso.

Diante disso, o MPF pede que o STF casse a decisão do TJMA e restabeleça a validade do limite imposto pela Câmara. O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux e será julgado pela 1ª Turma do Supremo.

Com informações da Folha do Maranhão e editadas pelo Blog do Minard 

CNJ suspende licitação para compra de iPhones 16 Pro Max pelo TJMA

TJMA, em São Luís

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a suspensão do edital que previa a aquisição de 50 aparelhos iPhone 16 Pro Max para uso dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), na noite desta terça-feira (11). A decisão foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, que também solicitou explicações técnicas sobre a necessidade da compra no prazo de cinco dias.

A licitação chamou atenção após forte repercussão da imprensa local e nacional, destacando que o edital justificava a compra com base na “importância da imagem institucional e da representatividade”, alegando que dispositivos de alta qualidade são fundamentais para atender às exigências de comunicação e trabalho dos magistrados.

Em nota oficial, o TJMA defendeu que os aparelhos seriam essenciais para o desempenho das atividades judiciais. No entanto, o ministro Mauro Campbell Marques considerou que as explicações apresentadas não justificavam a aquisição, especialmente porque o número de aparelhos previstos na licitação ultrapassava a quantidade de desembargadores no Tribunal.

O corregedor destacou que a suspensão do edital foi necessária para evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos e garantir que a legalidade e a razoabilidade da medida sejam analisadas com rigor.

Investigação 

O juiz auxiliar do CNJ, Lizandro Garcia Gomes Filho,, determinou, na última segunda-feira (10), a abertura de um Pedido de Providências em desfavor do TJMA para averiguar a real necessidade da compra. O processo administrativo nº 67542/2024, que previa o registro de preços para aquisição dos aparelhos, já estava suspenso pela Corte maranhense.

DECISAO

*Decisão obtida pelo site Direito e Ordem 

 

‘O RISCO QUE CORRE O PAU, CORREU O MACHADO’: TJ cancela compra de iphones

TJMA, em São Luís

O ditado popular “O risco que corre o pau, correu o machado” remete à ideia de que quem impõe um risco também pode sofrer suas consequências, e ilustra bem a situação: o próprio Tribunal de Justiça do Maranhão, acostumado a julgar e fiscalizar gastos públicos, se viu no centro de uma polêmica com um suposto desperdício e precisou recuar diante da pressão.

O TJMA suspendeu, nesta segunda-feira (10), o edital que previa a compra de 50 iPhones 16 Pro Max para desembargadores. O modelo, recém-lançado pela Apple, é o mais caro da marca e poderia custar até R$ 573.399,50 aos cofres públicos, com cada unidade avaliada em R$ 11.467,99.

A sessão pública para o registro de preços estava marcada para esta quinta-feira (13), mas, o Tribunal recuou e alegou que a suspensão foi necessária para “adequações”. Não especificou, porém, que mudanças serão feitas.

Na tentativa de minimizar o impacto do caso, o TJMA divulgou um esclarecimento afirmando que o registro de preços não significava uma compra imediata. O argumento, no entanto, não convenceu. Afinal, o edital detalhava que 35 aparelhos seriam destinados aos desembargadores em exercício, enquanto os outros 15 serviriam para reposições e futuras nomeações.

18 Minutos: STJ volta atrás e mantém apreensão de dispositivos eletrônicos

O Tribunal autorizou apenas a devolução de veículos, joias e outros bens móveis.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) atendeu parcialmente ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a devolução de bens apreendidos na Operação 18 Minutos. Na decisão, assinada pelo ministro João Otávio de Noronha, a Corte Superior determinou que a Polícia Federal mantivesse sob custódia os celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos confiscados.

O MPF alegava que a liberação prematura desses equipamentos poderia comprometer a integridade das provas, visto que nem todos os materiais armazenados haviam sido analisados. Além disso, questionava a origem lícita dos bens, levantando a possibilidade de que fossem produtos de atividades ilegais.

Por outro lado, o STJ considerou que a manutenção irrestrita da apreensão afrontaria princípios constitucionais, como a presunção de inocência e a proporcionalidade. Dessa forma, o Tribunal autorizou a devolução de veículos, joias e outros bens móveis, desde que os proprietários assumam o compromisso de apresentá-los à Justiça sempre que necessário.

O MPF ainda poderá se manifestar sobre recurso, enquanto a Polícia Federal tem cinco dias para listar os dispositivos que permanecem sob análise.

Operação 18 Minutos

Em agosto de 2024, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação 18 Minutos, visando desarticular um esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A operação recebeu esse nome devido à rapidez com que o grupo criminoso conseguia emitir decisões judiciais, expedir alvarás e sacar recursos desviados — tudo isso em apenas 18 minutos.

Veja a decisão. 

*Decisão obtida por meio do site Direito e Ordem.

Braide diz “não” à audiência de conciliação e insiste nos 25% de créditos suplementares

Prefeito Eduardo Braide

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, manifestou oficialmente sua “ausência de interesse” na audiência de conciliação designada para o próximo dia 14 de março de 2025, no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), a respeito do impasse sobre a redução de créditos suplementares na Lei Orçamentária de 2025.

A audiência foi convocada pelo desembargador relator,  Marcelo Carvalho Filho, mas Braide reafirma sua posição de que não há interesse em resolver a questão por meio de conciliação.

No processo (Nº 0803735-81.2025.8.10.0000), o prefeito argumenta que a manutenção da emenda legislativa, que reduz o percentual de créditos suplementares de 25% para 5%, causaria sérios e irreversíveis prejuízos ao orçamento municipal, afetando diretamente a execução de políticas públicas essenciais.

Além de rejeitar a audiência de conciliação, Braide solicitou novamente a concessão da medida cautelar, já pleiteada em etapas anteriores do processo, para que o entendimento legislativo que altera os créditos suplementares não seja mantido.

Veja a manifestação. 

TJMA derruba decisão e mantém Carnaval em Pinheiro, apesar da crise salarial

Foto Reprodução

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Ribamar Froz Sobrinho determinou a suspensão da decisão da 1ª Vara da Comarca de Pinheiro que exigia o pagamento imediato dos salários atrasados dos guardas municipais e a proibição do “Carnaval da Reconstrução” na cidade.

A medida havia sido solicitada pela União Geral dos Trabalhadores no Estado do Maranhão (UGT), sob pena de bloqueio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O município de Pinheiro recorreu, alegando que os débitos eram da gestão anterior. O TJMA acolheu os argumentos e manteve as festividades.

Veja a decisão

CNJ investiga possíveis irregularidades em precatórios no TJMA

Foto Reprodução

A Corregedoria Nacional de Justiça abriu um Pedido de Providências contra o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) após encontrar possíveis irregularidades em precatórios expedidos pela corte.

Durante uma inspeção realizada entre os dias 3 e 6 de fevereiro de 2025, a equipe da Corregedoria identificou que, em alguns casos, o pagamento de verbas complementares foi feito de forma inadequada, desrespeitando uma norma do Conselho Nacional de Justiça.

A Resolução nº 303/2019 estabelece que, quando há um erro material no cálculo de precatórios, o pagamento extra deve ser feito dentro do processo original, e não com uma nova requisição.

A investigação está sendo conduzida pelo Corregedor Nacional de Justiça, Ministro Mauro Campbell Marques.

Informações obtidas através do site Direito e Ordem