TJMA forma lista tríplice para vaga de jurista no TRE

Foto Reprodução

O Tribunal de Justiça do Maranhão definiu, por meio de votação em sessão plenária híbrida (presencial e por videoconferência), nesta quarta-feira (28/5), a lista tríplice para o cargo de membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MA), na categoria Jurista, em vaga destinada exclusivamente a advogadas. A lista, escolhida em sessão conduzida pelo presidente do TJMA, desembargador Froz Sobrinho, ficou composta pelas advogadas Sâmara Braúna (19 votos), Luciana Sarney (19 votos) e Olívia Castro (16 votos).

O edital para inscrição à vaga esteve em conformidade com a Resolução nº 23.746/2025, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alterou a Resolução nº 23.517/2017, para incluir a promoção de mulheres nos cargos de magistradas e magistrados dos Tribunais Regionais Eleitorais providos por advogadas e advogados.

“Foi nosso Tribunal, sob a minha administração, que teve a primeira lista tríplice feminina. E fico muito orgulhoso de poder votar nas mulheres aqui, defendendo-as na participação paritária nos TREs”, destacou o desembargador Froz Sobrinho, que conduziu a sessão de Brasília, onde representará o presidente do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), desembargador Francisco Oliveira Neto, no 95º Encontro do Colégio Permanente de Corregedoras e Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (Encoge).

A lista tríplice será enviada ao presidente do TRE/MA, desembargador Paulo Velten, que encaminhará a documentação das candidatas indicadas para análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nomeação para a vaga, ao final do processo, é uma atribuição exclusiva do presidente da República.

A vaga, para mandato de dois anos, foi aberta em decorrência do encerramento do biênio do membro substituto da Corte Eleitoral, Antônio Pontes de Aguiar Filho, previsto para o dia 13 de julho de 2025.

QUATRO CANDIDATAS

Quatro candidatas se inscreveram para a vaga e tiveram seus pedidos deferidos pelo presidente do TJMA – as três mais votadas e Patrícia Moura de Azevedo, que participou por videoconferência e obteve 9 votos, ao final da apuração. Cada uma delas teve cinco minutos para falar, tempo que utilizaram para narrar suas trajetórias, experiências, defender pontos de vista e dizer os motivos pelos quais estavam disputando o pleito.

Logo após a sustentação oral por parte das candidatas, o desembargador Paulo Velten, também membro da Corte, levantou uma questão de ordem, por entender que a candidata Luciana Sarney não teria comprovado a prática jurídica durante dez anos, exigida pela Constituição, embora tenha juntado certidões de habilitação em processos.

O desembargador Marcelo Carvalho Silva sugeriu que fosse dado um prazo de 15 dias para que a candidata se manifestasse sobre a situação.

A candidata pediu a palavra e disse ter consciência de que sua documentação está regular.

Na apreciação da questão de ordem, desembargadores e desembargadoras decidiram, por maioria, dar sequência à votação, em razão de todos os quatro pedidos de inscrição terem sido deferidos.

A votação foi iniciada pelo desembargador Raimundo Neris Ferreira, seguindo dos mais recentes para os mais antigos na Corte. O resultado final apontou Sâmara Braúna e Luciana Sarney, empatadas em primeiro, com 19 votos cada, seguidas de Olívia Castro, com 16 votos, e Patrícia Moura de Azevedo, com nove votos.

CNJ vai acompanhar ação que mira desembargadores e prefeito do MA

CNJ

A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) decidiu acompanhar de forma prioritária a ação civil pública por ato de improbidade administrativa que investiga irregularidades envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e o prefeito da Comarca de Caxias.

A ação, de número 0806828-38.2020.8.10.0029, apura possíveis desvios na gestão interina do Cartório do 1º Ofício da Comarca de Caxias, sob responsabilidade de Delfina do Carmo Teixeira de Abreu, com participação e anuência de autoridades ligadas ao TJMA. O Ministério Público do Maranhão aponta que a nomeação da gestora ocorreu em desacordo com normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que houve irregularidades em contratos, compras e decisões judiciais, com prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos.

Diante da gravidade do caso, o Corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou a suspensão do processo por 90 dias para garantir o fortalecimento da atuação do Ministério Público Estadual, que vinha enfrentando dificuldades para atuar de forma efetiva.

Além disso, o CNJ exigiu que o processo tenha prioridade máxima no Judiciário, evitando atrasos que possam comprometer a imparcialidade e a autonomia dos magistrados responsáveis pela ação.

Ao final do prazo, a Corregedoria Nacional solicitará informações atualizadas sobre o andamento da ação para manter o acompanhamento rigoroso do caso.

Com informações do Site Direito e Ordem e editada pelo Blog do Minard

CNJ investiga nomeações no concurso para juiz substituto no MA

TJMA, em São Luís

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou um procedimento de controle administrativo para revisar as nomeações de candidatos aprovados no concurso para juiz substituto do Maranhão, mirando a aplicação das cotas raciais previstas pelo edital. A controvérsia gira em torno de uma suposta preterição de candidatos negros, que devem ter 20%, conforme as ações afirmativas. O CNJ busca corrigir possíveis falhas nas nomeações, especialmente a inclusão errônea de candidatos de ampla concorrência nas vagas reservadas.

Até o momento, 58 candidatos foram nomeados, sendo 12 negros, mas surgiram questionamentos sobre a inclusão indevida de nomes da lista de ampla concorrência. A jurisprudência do CNJ afirma que candidatos negros aprovados na ampla concorrência não podem ser considerados nas vagas específicas para essa população, o que levanta a necessidade de revisão das nomeações.

O CNJ solicitou ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) informações detalhadas sobre o processo de nomeação e pode exigir ajustes, incluindo novas nomeações de candidatos negros, para garantir que a política de cotas seja devidamente cumprida. A medida visa assegurar o respeito às normas de ações afirmativas e à justiça social no serviço público.

Com informações do site Direito e Ordem e editadas pelo Blog do Minard

TJMA recua e cancela compra de iPhones no mesmo dia em que é notificado sobre julgamento no CNJ

Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Froz Sobrinho

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Froz Sobrinho, decidiu revogar o Pregão Eletrônico SRP nº 90.010/2025, que previa a aquisição de 50 iPhones 16 Pro Max — o modelo mais avançado da Apple. A decisão foi tomada em 11 de abril, justamente quando o desembargador foi notificado sobre a sessão virtual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que vai julgar a liminar que já havia suspendido o edital.

A comunicação da revogação foi enviada ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, encerrando formalmente um processo licitatório que gerou desconforto nos bastidores do Judiciário e críticas públicas sobre o uso de recursos para bens considerados supérfluos diante da realidade orçamentária de muitos tribunais.

Com a revogação, o TJMA esvazia a discussão antes mesmo de o plenário do CNJ se manifestar sobre o mérito.

O episódio, apesar de encerrado formalmente, deixa marcas: reforça a vigilância exercida pelos órgãos de controle e reacende o debate sobre critérios de prioridade no uso dos recursos públicos pelo Judiciário.

Documentos obtidos pelo Site Direito e Ordem: OFICIO-E-DECISAOINTIMACAO-E-CIENCIA

Hemetério Weba sofre novo revés na Justiça e permanece à beira da cassação

Hemetério Weba

O deputado estadual Hemetério Weba enfrenta um novo revés judicial ao tentar suspender a execução de sanções por improbidade administrativa, que leva à cassação de seu mandato. O ex-prefeito havia ingressado com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), pedindo a suspensão da decisão da Comarca de Santa Luzia do Paruá, que determinou a continuidade da execução da multa civil de R$ 626.824,17, acrescida de 10%, além da suspensão de seus direitos políticos por três anos e a proibição de contratar com o poder público no mesmo período.

Essas sanções, caso mantidas, podem resultar diretamente na perda de seu mandato como deputado, já que a suspensão dos direitos políticos impede a manutenção de qualquer cargo público eletivo. A defesa de Weba argumentou que a execução seria indevida, alegando que o processo já havia sido encerrado e cumprido, além de argumentar que recursos ainda estavam pendentes no Superior Tribunal de Justiça, o que inviabilizaria a exigibilidade da sentença.

No entanto, o desembargador Cleones Cunha indeferiu o pedido liminar, entendendo que não havia fundamento para suspender a execução. A sentença condenatória foi restabelecida por decisão do ministro Fernando Falcão, e os embargos de divergência não têm efeito suspensivo automático.

Com a decisão, as sanções permanecem em vigor, incluindo a cassação do mandato de deputado de Hemetério Weba.

*Decisão obtida através do Site Direito e Ordem. 

Deu no JN: Projeto do TJMA leva conciliação a bordo de trem rumo ao Pará

O projeto é encabeçado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, em parceria com a Vale

Uma iniciativa inédita está oferecendo acesso à justiça para a população que usa o trem entre o Maranhão e o Pará.

O som que corta o ar anuncia a jornada de quase 900 km de São Luís, no Maranhão, à Parauapebas, no Pará. A viagem reserva algo muito além da paisagem que passa pela janela.

‘Durante a viagem, uma equipe do tribunal de justiça do Maranhão fará atendimentos gratuitos voltados a conciliação e mediação de conflitos”, anuncia o alto-falante.

Logo, o vagão social, que virou o “Vagão da Conciliação”, fica movimentado. É gente em busca de soluções para pendências que tiram o sono.

“Eu busco em questão da guarda da minha filha e pensão alimentícia”, afirma Luciane da Hora, autônoma.

O “Vagão da Conciliação é um projeto do Tribunal de Justiça do Maranhão que ganhou parceria da Vale. A iniciativa de trazer o judiciário para dentro de um trem é inédita no país.

“O Vagão da Conciliação está dando oportunidade para que os passageiros, durante a sua viagem, possa estabelecer uma sessão conciliatória, dialogar com a outra parte que tem algum tipo de contenda para poder chegar de uma forma mais rápida a uma solução”, afirma Rodrigo Nina, juiz de conciliação do Tribunal de Justiça/MA.

São mil pessoas que podem ter acesso a todos os serviços oferecidos pelo Tribunal de Justiça durante a sua viagem. Então vai unir o útil ao agradável”, diz Michele Fiquene, gerente de operação da Estrada de Ferro Carajás.

É tudo simples: a pessoa informa os dados e o contato telefônico da outra parte. Os conciliadores fazem uma chamada de vídeo para uma conversa inicial. Se todos estiverem de acordo, instala-se uma audiência virtual. Em poucos minutos, sem custos, está tudo resolvido e a sentença homologada.

Graci Jane Passos Oliveira deu uma pausa no trabalho na lanchonete do trem para oficializar uma união que já dura 27 anos. E teve até a benção de um pastor que seguia no trem.

G1/ Jornal Nacional 

OH GLÓRIA: Justiça suspende bloqueio de R$ 20,8 milhões das contas da Prefeitura de Coroatá

Foto Reprodução

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, deferiu nesta segunda-feira (7) pedido de suspensão de liminar feito pelo município de Coroatá e determinou o desbloqueio imediato de R$ 20.856.716,80 das contas públicas municipais.

A quantia havia sido bloqueada por decisão da 1ª Vara da Comarca de Coroatá, atendendo a pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública Estadual, para garantir o pagamento de salários em atraso referentes ao mês de dezembro de 2024 e ao 13º salário dos servidores municipais.

Na decisão, o magistrado reconheceu o caráter excepcional da medida de suspensão, destacando que o bloqueio de valores públicos compromete a continuidade de serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura, além de afetar diretamente a autonomia financeira e administrativa do município. “A medida judicial cria uma série de embaraços à execução dos serviços públicos, atentando contra os princípios da eficiência, da razoabilidade e da segurança jurídica”, afirmou.

O atual prefeito Edimar Franco  alegou que herdou uma situação caótica da administração anterior do ex-gestor Luis da Amovelar Filho, marcada por falta de transição, ausência de informações contábeis e financeiras, além da suposta existência de servidores “fantasmas” que não constariam em folhas de ponto ou escalas de plantão.

Embora tenha reconhecido a legitimidade do pleito dos servidores, o desembargador ponderou que a via suspensiva não serve para discutir o mérito da ação, limitando-se à análise da lesão à ordem e à economia públicas. “Não se admite a constrição indiscriminada de verbas públicas por meio de decisões judiciais”, destacou, citando jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

O desbloqueio, no entanto, está condicionado à obrigação do atual gestor de fornecer todas aA decisão terá validade até o trânsito em julgado da ação principal.

Veja a decisão na íntegra. 

TJMA define lista tríplice para vaga de juiz substituto no TRE-MA; escolha final cabe a Lula

Foto Reprpodução

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) elegeu, nesta quarta-feira (2), os três nomes que compõem a lista tríplice para a vaga de juiz substituto no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). O posto ficou vago após a saída da juíza eleitoral Amanda Waquim.

Na votação, os escolhidos foram Pablo Savigny Di Maranhão Vieira Madeira, com 23 votos; Luís Paulo Correia Cruz, com 22 votos; e Luís Eduardo Franco Bouéres, com 18 votos.

A lista segue para o Palácio do Planalto, onde o presidente Lula avaliará os perfis e decidirá quem assumirá a função na Corte Eleitoral maranhense.

Com informações do Blog do Gilberto Leda e editadas pelo Blog do Minard

MPF contesta TJMA e defende autonomia da Câmara de São Luís em embate com Braide

Câmara de Vereadores de São Luís

O Ministério Público Federal (MPF) entrou no embate jurídico entre a Câmara Municipal de São Luís e o prefeito Eduardo Braide, manifestando-se a favor do Legislativo na disputa sobre o controle do orçamento municipal de 2025.

A polêmica começou quando os vereadores aprovaram a Lei nº 7.726/2025, limitando a abertura de créditos suplementares a 5% do orçamento total. Braide reagiu, argumentando que essa restrição dificultaria a administração financeira da cidade, e conseguiu no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) uma decisão favorável elevando esse limite para 25%.

Agora, o MPF contesta essa interferência do Judiciário. No parecer assinado pela subprocuradora-geral da República, Maria Caetana Cintra Santos, o órgão alerta que o TJMA ultrapassou sua competência ao modificar uma decisão da Câmara, ferindo o princípio da separação dos poderes.

“A atuação do Judiciário compromete a autonomia do Legislativo, esvaziando suas atribuições e criando um precedente perigoso”, destaca o parecer. O documento reforça ainda que o STF já decidiu que o Poder Judiciário não pode alterar leis orçamentárias, salvo em casos excepcionais, o que, segundo o MPF, não se aplica neste caso.

Diante disso, o MPF pede que o STF casse a decisão do TJMA e restabeleça a validade do limite imposto pela Câmara. O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux e será julgado pela 1ª Turma do Supremo.

Com informações da Folha do Maranhão e editadas pelo Blog do Minard 

CNJ suspende licitação para compra de iPhones 16 Pro Max pelo TJMA

TJMA, em São Luís

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a suspensão do edital que previa a aquisição de 50 aparelhos iPhone 16 Pro Max para uso dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), na noite desta terça-feira (11). A decisão foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, que também solicitou explicações técnicas sobre a necessidade da compra no prazo de cinco dias.

A licitação chamou atenção após forte repercussão da imprensa local e nacional, destacando que o edital justificava a compra com base na “importância da imagem institucional e da representatividade”, alegando que dispositivos de alta qualidade são fundamentais para atender às exigências de comunicação e trabalho dos magistrados.

Em nota oficial, o TJMA defendeu que os aparelhos seriam essenciais para o desempenho das atividades judiciais. No entanto, o ministro Mauro Campbell Marques considerou que as explicações apresentadas não justificavam a aquisição, especialmente porque o número de aparelhos previstos na licitação ultrapassava a quantidade de desembargadores no Tribunal.

O corregedor destacou que a suspensão do edital foi necessária para evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos e garantir que a legalidade e a razoabilidade da medida sejam analisadas com rigor.

Investigação 

O juiz auxiliar do CNJ, Lizandro Garcia Gomes Filho,, determinou, na última segunda-feira (10), a abertura de um Pedido de Providências em desfavor do TJMA para averiguar a real necessidade da compra. O processo administrativo nº 67542/2024, que previa o registro de preços para aquisição dos aparelhos, já estava suspenso pela Corte maranhense.

DECISAO

*Decisão obtida pelo site Direito e Ordem