MPC denuncia contratos suspeitos de R$ 11,8 milhões da Prefeitura de São José de Ribamar ao TCE-MA

Prefeito Dr. Julinho

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) analisa uma representação do Ministério Público de Contas (MPC) contra a Prefeitura de São José de Ribamar e a Secretaria Municipal de Educação por suspeitas de irregularidades em contratos firmados com organizações da sociedade civil (OSCs).

A decisão, assinada pela conselheira Flávia Gonzalez Leite, aponta indícios de falta de transparência e possível desvio na aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB).

Os contratos sob investigação

De acordo com a denúncia do MPC, a gestão do prefeito Julio Cesar de Souza Matos e da secretária de Educação Conceição de Maria Gomes Leite firmou termos de colaboração com os institutos Saúde e Educação do Nordeste e Salus Vita Gestão em Saúde. Juntas, as entidades receberam mais de R$ 11,8 milhões em 2025 para atuar na execução da política educacional do município. No entanto, a análise revelou que parte desse montante teria sido usada indevidamente para cobrir despesas com trabalhadores terceirizados – uma prática vedada pela legislação quando se trata de verbas do FUNDEB.

Além disso, o Ministério de Contas apontou falhas graves na publicidade dos contratos e na fiscalização dos serviços prestados, em descumprimento à Lei nº 13.019/2014, que rege as parcerias entre o poder público e organizações do terceiro setor. A ausência de informações nos portais de transparência da Prefeitura e das OSCs impossibilita o acompanhamento da execução financeira e pode indicar omissão proposital para dificultar a fiscalização.

Decisão do TCE e próximos passos

A relatora do caso considerou procedente o pedido de medida cautelar do MPC e determinou que a prefeitura e as entidades envolvidas publiquem imediatamente todas as informações exigidas pela legislação em seus respectivos sites. O descumprimento dessa ordem pode resultar em novas sanções.

No mérito da ação, o MPC solicitou a citação imediata dos investigados, a exclusão dos valores pagos dos cálculos da aplicação mínima do FUNDEB e a realização de auditorias detalhadas nos contratos. Se as irregularidades forem confirmadas, os responsáveis poderão ser penalizados com multas e sanções administrativas, além de responderem por eventuais danos ao erário.

Dr. Julinho é denunciado por repasse irregular de R$ 11,8 milhões do FUNDEB

Prefeito Dr. Julinho

O Ministério Público de Contas (MPC) do Maranhão apresentou uma representação contra o prefeito de São José de Ribamar, Júlio César de Souza Matos, o Dr. Julinho (Podemos), e a secretária municipal de Educação, Conceição de Maria Gomes Leite, por supostas irregularidades no uso de R$ 11,8 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

A denúncia aponta que os valores foram repassados indevidamente a dois institutos privados – o Instituto de Saúde e Educação do Nordeste e o Instituto Salus Vita Gestão em Saúde – para custear a remuneração de profissionais terceirizados. Por lei, pelo menos 70% dos recursos do FUNDEB devem ser destinados exclusivamente ao pagamento de professores e outros profissionais da educação que atuam diretamente na rede pública municipal.

Além do desvio da finalidade dos recursos, o MPC aponta uma grave falta de transparência na gestão desses contratos. Os Termos de Colaboração firmados entre a prefeitura e os institutos não foram disponibilizados no portal oficial do município, como exige a Lei nº 13.019/14, nem há registros de planos de trabalho, relatórios de execução ou prestações de contas nos sites das entidades beneficiadas. O órgão classificou essa omissão como uma “caixa-preta”, que impede a fiscalização e o controle social sobre a aplicação do dinheiro público.

Diante dessas suspeitas, o MPC pediu ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) a adoção de medidas cautelares para suspender novos repasses e obrigar a prefeitura e os institutos a divulgarem imediatamente os documentos exigidos por lei. Além disso, solicitou que os valores pagos indevidamente sejam desconsiderados no cálculo do percentual de 70% do FUNDEB voltado à remuneração dos profissionais da educação.

A denúncia está sob relatoria da conselheira Flávia Gonzalez e aguarda decisão do TCE-MA sobre as medidas cabíveis.

TCE-MA aponta déficit de R$ 20 milhões e reprova contas do prefeito de Santa Inês

Prefeito Felipe dos Pneus

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) reprovou as contas da gestão do prefeito de Santa Inês, Luis Felipe Oliveira de Carvalho, referentes ao exercício de 2022. A decisão unânime aponta graves irregularidades fiscais, incluindo um rombo orçamentário e gastos excessivos com pessoal.

O parecer do TCE-MA revela que a Prefeitura de Santa Inês gastou mais do que arrecadou, fechando o ano com um déficit de mais de R$ 20 milhões. Além disso, o município comprometeu 63,3% da receita corrente líquida com folha de pagamento, desrespeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Diante da gravidade do caso, o Tribunal encaminhou o parecer à Câmara Municipal de Santa Inês, que terá a missão de julgar politicamente as contas do prefeito. Paralelamente, a Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão foi acionada para avaliar possíveis medidas judiciais contra a gestão.

A decisão representa um golpe para o prefeito Luis Felipe, que agora enfrenta o risco de ser responsabilizado judicialmente e politicamente. A depender da postura da Câmara Municipal, o desdobramento pode comprometer sua permanência no cargo e suas futuras pretensões políticas.

Foto Reprodução

TCE-MA condena presidente da Câmara de Governador Archer por irregularidades em gastos

Foto Reprodução

Na sessão do Pleno desta quarta-feira (12), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) condenou Maria de Jesus Gomes Brito, responsável pelas contas anuais da Câmara Municipal de Governador Archer no exercício de 2021, à devolução de R$ 101 mil aos cofres municipais, além do pagamento de multa no valor de R$ 20,3 mil. Débito e multa são parte da decisão que julgou irregular a prestação da câmara municipal do município nesse exercício.

A rejeição das contas é decorrente de irregularidade detectada pela unidade técnica em relação à folha de pagamento da câmara municipal, já considerado o gasto com subsídio de vereadores, que ultrapassou o limite de 70% da Receita do Poder Legislativo, ignorando o limite máximo estabelecido pela Constituição Federal.

Também teve suas contas julgadas irregulares o presidente da Câmara Municipal de Santa Quitéria do Maranhão no exercício de 2021, Josemar dos Santos Carvalho.

A irregularidade que determinou a rejeição das contas diz respeito à compra de material de limpeza em níveis considerados “escandalosos” pela corte, em relação às reais necessidades do parlamento municipal. Além disso, o relatório do setor técnico do TCE aponta que a despesa com folha de pagamento da câmara municipal ultrapassou o limite de 70% da receita do poder legislativo, além de descumprimento de dispositivos da Lei n.º 8666/93.

Na mesma sessão, o pleno emitiu parecer prévio pela aprovação das contas anuais de Marcio Dias Pontes (São Félix de Balsas, 2018, com ressalvas), Mayra Ribeiro Guimarães (Nova Iorque, 2018), Amilcar Gonçalves Rocha (Barreirinhas, 2021, com ressalvas), Raimundo Nonato Abraão Baquil (Tutóia, 2022), José Leandro Maciel (Vitorino Freire, 2016, com ressalvas), Tiago Ribeiro Dantas (Feira Nova do Maranhão, 2017, com ressalvas), José Augusto Sousa Veloso Filho (Bela Vista do Maranhão, 2020, com ressalvas, grau de recurso) e Luciano Ferreira de Sousa (Timon, 2020, com ressalvas).

Foram julgadas regulares as contas de Gleison da Silva Ibiapino (Câmara Municipal de Gov. Edson Lobão, 2020, com ressalvas) e Alcione de Araújo Cunha Resende (Câmara Municipal de Campestre do Maranhão, 2021, com ressalvas).

Ex-prefeito de Parnarama tem contas de 2022 reprovadas pelo TCE-MA

Prefeito Raimundo Silveira

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) emitiu parecer prévio pela desaprovação das contas de governo do ex-prefeito de Parnarama, Raimundo Silva Rodrigues da Silveira, referentes ao exercício de 2022. A decisão foi tomada após análise de irregularidades graves apontadas no relatório de instrução, que incluem déficit orçamentário e a utilização excessiva de recursos com pessoal, ultrapassando os limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Entre as principais falhas identificadas, destaca-se o fato de  município ter utilizado 54,95% da receita corrente líquida em despesas com pessoal, contrariando o limite de 54% estipulado pela legislação. Além disso, o ex-prefeito não conseguiu comprovar a aplicação adequada dos recursos do Fundeb para a valorização dos profissionais da educação básica, e houve falhas na comprovação dos repasses ao Poder Legislativo Municipal no último mês de 2022.

O TCE/MA determinou que, após o trânsito em julgado, uma cópia do parecer prévio seja enviada à Câmara Municipal de Parnarama para deliberação, conforme o artigo 31 da Constituição Federal. Também será encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça para as devidas providências. A desaprovação das contas traz consequências políticas e jurídicas ao ex-prefeito, que pode ser responsabilizado pelas irregularidades encontradas.

Flávio Dino barra processo de votação na Alema para escolha do conselheiro do TCE-MA

Flávio Costa

Nesta segunda-feira (10), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata do processo de escolha de Flávio Costa como novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

A decisão atende uma ação do Solidariedade, que acionou o STF contra a indicação de Flávio Costa, nome escolhido pelo governador Carlos Brandão. O partido questiona a legalidade do sigilo imposto à votação.

Conforme a decisão de Dino, a suspensão do processo de aprovação do novo conselheiro do TCE-MA segue até que a Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA) apresente informações sobre a tramitação da votação.

“Até que tal manifestação da Assembleia seja apresentada, inclusive com o atendimento da requisição de prova documental, deverá o processo parlamentar sobre tal vaga no TCE ficar suspenso, nos termos do artigo 77, inciso VI, do CPC, evitando-se a declaração de nulidades e demais sanções legais”, assinalou Dino.

Flávio Costa foi sabatinado na nesta sexta-feira (7) na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), sob condução da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle.

Empresa de São Paulo questiona licitação no Hospital da Criança e pede suspensão ao TCE-MA

Foto Reprodução

A Orthos Med Serviços de Saúde Ltda, com sede em São Paulo, protocolou uma representação junto ao Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), pedindo a suspensão do processo licitatório para contratação de serviços de anestesiologia no Hospital da Criança, em São Luís. A empresa contesta a desclassificação no pregão eletrônico realizado no início de janeiro, acusando a Comissão Permanente de Licitações de prejudicar a isonomia e violar princípios fundamentais da licitação.

A Orthos Med alega que apresentou toda a documentação exigida pelo edital, incluindo licença sanitária válida e as declarações de seus profissionais. Contudo, foi desclassificada sem a oportunidade de corrigir eventuais falhas. Além disso, a empresa acusa o pregoeiro de desconsiderar a validade de documentos financeiros, como o balanço patrimonial, prejudicando a competitividade.

Segundo a denúncia, a desclassificação favoreceu o Instituto Amor pela Vida, outro concorrente, que apesar de oferecer uma proposta financeira superior, foi habilitado. A empresa de saúde estima que essa decisão pode gerar um prejuízo superior a R$ 700 mil aos cofres públicos.

 

Indicado por Brandão, Flávio Costa será sabatinado na sexta (7) para vaga no TCE-MA

Flávio Costa ao lado do governador Carlos Brandão

O governador Carlos Brandão (PSB) oficializou a indicação do advogado Flávio Costa para ocupar a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) após a aposentadoria de Álvaro César. A escolha destrava um impasse que se arrasta desde o ano passado e coloca a Assembleia Legislativa em movimento para confirmar o novo conselheiro.

A sabatina de Costa está prevista para sexta-feira (7), com parecer da Comissão de Orçamento, sob relatoria da deputada Solange Almeida (PL). O advogado já deveria ter assumido o posto após a saída de Washington Oliveira, mas uma ação do Solidariedade no STF, questionando o rito da escolha, interrompeu o processo.

Nos próximos dias, a definição do novo conselheiro e os desdobramentos no Judiciário prometem movimentar os bastidores do poder no Maranhão.

Álvaro César antecipa aposentadoria e abre disputa por vaga no TCE/MA

Conselheiro Álvaro César de França

O conselheiro Álvaro César de França anunciou, nesta quarta-feira (5), durante sessão plenária do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA), sua aposentadoria da Corte, antecipando em quatro anos sua saída, já que a compulsória ocorreria apenas em 2028.

Com a vaga aberta, caberá ao governador a indicação do novo conselheiro, mesmo com Álvaro César tendo ingressado no TCE/MA em 1988 por escolha da Assembleia Legislativa. O Legislativo, por sua vez, aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para definir o substituto de Washington Oliveira.

Diante desse novo cenário, o nome do advogado Flávio Costa ganha força nos bastidores para ocupar a cadeira vaga.

STF dá 15 dias para Solidariedade se manifestar sobre ação contra critérios do TCE-MA

Foto/Ministro Flávio Dino

O ministro Flávio Dino, do STF, deu 15 dias úteis para o Solidariedade responder à nova petição da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA). O partido questiona os critérios adotados na escolha de um novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), mas a ALEMA argumenta que a ação perdeu objeto.

Enquanto isso, a ALEMA promulgou novas normas para a escolha de conselheiros do TCE-MA, incluindo idade mínima de 35 anos, votação secreta e flexibilização das exigências para candidatura.

Apesar de a PGR também ter questionado as regras do rito no STF, tanto ela quanto a AGU passaram a defender o arquivamento da ação após as mudanças no Regimento.