Duarte abre mão da reeleição e decide encarar disputa solo pelo Senado

Deputado federal Duarte Júnior

A disputa pelas vagas do Senado terá mais um candidato este ano. O deputado federal Duarte Júnior (Avante) desistiu de disputar a reeleição e vai entrar na corrida pelo Senado em outubro. O parlamentar diz que será uma candidatura independente.

O deputado federal sabe das dificuldades de uma disputa como essa sem a composição necessária numa chapa majoritária cheia. O histórico político-eleitoral das disputas se senador mostra que a caniddatura ao Senado, no Maranhão, é umbilicalmente ligada a do caniddato a governador.

Mesmo assim, Duarte acredita que os nomes postos para essa disputa e o cenário eleitoral atual mostram que há espaço para um nome diferente. À coluna, o parlamentar disse que muitos dos que querem a vaga de senador são investigados por desvio de verba ou tem ligação com escândalos de desvio de dinheiro público ou esquemas bilionários.

“E foram investigados por mim na CPMI do INSS”, disse.

Entendendo que tem esse lastro do trabalho que desenvolveu na comissão e mais suas duas candidaturas a prefeito de São Luís, Duarte diz que seu nome para o Senado é totalmente viável.

Mas não é somente por conta disso que Duarte está inclinando em buscar o Senado. Ele sabe que sua candidatura a deputado federal apresenta dificuldades devido ao partido que ele conseguiu se filiar. Ele contava com a ajuda do Palácio dos Leões para compor uma chapa forte do Avante para federal, no entanto, a ajuda não chegou por inteiro.

Sem um diálogo mais afinado com o Palácio dos Leões, Duarte Júnior busca suas alternativas. Seja para pressionar os ainda aliados ou seja para embaralhar ainda mais essa corrida pelas vagas de senador.

Coluna Carla Lima 

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e Lula terá de escolher novo nome

Jorge Messias

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir o ministro aposentado Luís Roberto Barroso, Messias não alcançou o número mínimo de votos necessários para aprovação no plenário da Casa.

Apesar de ter sido aprovado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com 16 votos favoráveis e 11 contrários, o advogado-geral sofreu derrota na votação secreta realizada pelos senadores. O placar final foi de 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção.

Pela Constituição Federal, ministros do STF só podem assumir o cargo após aprovação da maioria absoluta do Senado — ou seja, ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 parlamentares. Como não atingiu esse número, a indicação foi oficialmente rejeitada.

Com a derrota de Jorge Messias, o governo federal agora enfrenta a necessidade de reiniciar o processo de escolha para a cadeira vaga no Supremo. Caberá ao presidente Lula indicar um novo nome, que passará novamente por sabatina na CCJ e por votação no plenário do Senado.

A rejeição representa um revés político significativo para o Palácio do Planalto e expõe dificuldades do governo em consolidar apoio suficiente dentro do Senado para aprovar uma indicação ao mais alto tribunal do país. Nos bastidores, parlamentares da oposição e até integrantes de partidos da base demonstraram resistência ao nome de Messias durante as últimas semanas.

Enquanto um novo indicado não é escolhido e aprovado, a vaga no STF permanece aberta, o que pode impactar a distribuição de processos e julgamentos na Corte.

A rejeição de um indicado ao Supremo é um episódio raro na história republicana brasileira. Segundo registros históricos, a última vez que o Senado barrou um nome para o STF havia ocorrido há mais de um século, ainda no período do Império.

Carlos Brandão e Roseana Sarney lideram intenções de voto para o Senado, aponta Quaest

Foto: Montagem/g1

A pesquisa Quaest também testou três cenários para a disputa das duas vagas ao Senado pelo Maranhão em 2026 e revelou um quadro de liderança consolidada do governador Carlos Brandão, aliado a uma forte indefinição na briga pela segunda cadeira.

O levantamento simulou diferentes combinações de candidatos, incluindo nomes como Carlos Brandão (sem partido), Roseana Sarney (MDB), Roberto Rocha (PSDB), André Fufuca (PP), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PSD), Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Mical Damasceno (PSD), Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) e César Pires (Novo).

Em um dos cenários analisados, sem a presença da ex-governadora Roseana Sarney, Carlos Brandão aparece na liderança isolada. Já a disputa pela segunda vaga se mostra completamente aberta, com Roberto Rocha, André Fufuca, Weverton Rocha, Eliziane Gama e Pedro Lucas Fernandes empatados tecnicamente na segunda posição.

O cenário evidencia que, embora Brandão largue na frente, a definição dos demais nomes ainda depende de movimentações políticas e do nível de consolidação das candidaturas. A fragmentação entre os concorrentes indica uma disputa acirrada nos próximos meses, com espaço para mudanças significativas conforme a campanha evoluir.

Senado aprova licença-paternidade para 20 dias; Weverton comemora: “Tempo de cuidado e apoio”

Foto Reprodução

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 5811/2025, que altera significativamente as regras trabalhistas ao ampliar a licença-paternidade dos atuais 5 para até 20 dias.

A proposta, que agora segue para a sanção presidencial, foi recebida com entusiasmo pelo senador Weverton (PDT-MA). O parlamentar destacou que o Senado deu um passo histórico ao reconhecer que estar presente nos primeiros dias de vida de um filho faz toda a diferença. “É tempo de cuidado, de apoio à mãe e de viver de perto um dos capítulos mais especiais da vida de uma família”, postou em suas redes sociais.

A aprovação encerra um ciclo de debates que se arrastava no Congresso Nacional há 19 anos, desde que o tema foi apresentado pela ex-senadora Patrícia Saboya, em 2007. Sob a relatoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), o texto aprovado estabelece que a licença será implementada de forma gradual para permitir a adaptação do mercado. Nos dois primeiros anos de vigência da lei, o período será de 10 dias, passando para 15 dias no terceiro ano e atingindo o teto de 20 dias a partir do quarto ano.

Além da extensão do prazo, o projeto traz inovações importantes como a criação do salário-paternidade, que passa a ser um benefício previdenciário. Essa medida visa equiparar a proteção à paternidade às garantias já existentes para a maternidade, permitindo inclusive a divisão do período da licença entre os pais. O embasamento da nova lei foca na promoção da igualdade de gênero no ambiente de trabalho e no fortalecimento da estabilidade no emprego durante e após o usufruto do direito, garantindo que o pai possa se dedicar ao recém-nascido ou ao filho adotado sem temor de represálias profissionais.

Durante a tramitação na Câmara dos Deputados em novembro do ano passado, o relator Pedro Campos (PSB-PE) já havia sinalizado a urgência da medida, pontuando que o cuidado é um direito fundamental desde o nascimento.

Senado aprova PL da dosimetria que pode encurtar pena de Bolsonaro

Plenário do Senado Federal

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que altera as regras de dosimetria das penas, mudando a forma como são calculadas as punições impostas a condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. A proposta, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, abre caminho para a redução de penas aplicadas aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro e pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O texto modifica critérios usados na fixação das penas, reduzindo a possibilidade de somatório automático de condenações por crimes cometidos dentro do mesmo contexto e flexibilizando regras de progressão de regime. Na prática, a nova lei pode diminuir o tempo de prisão em regime fechado e acelerar a migração para regimes mais brandos, como o semiaberto ou a prisão domiciliar. Especialistas avaliam que, caso seja aplicada ao ex-presidente, a mudança pode resultar em uma redução significativa da pena atualmente imposta pelo Supremo Tribunal Federal, além de antecipar benefícios penais.

Com a aprovação no Senado, o projeto segue agora para o Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá até 15 dias úteis para decidir se sanciona ou veta a proposta. Caso opte pela sanção, o texto entra em vigor após publicação no Diário Oficial. Se houver veto, total ou parcial, a decisão retorna ao Congresso Nacional, que poderá derrubá-lo em sessão conjunta de deputados e senadores, desde que seja alcançada a maioria absoluta nas duas Casas.

Mesmo que a proposta se transforme em lei, sua aplicação não é automática. O texto deve ser alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal por meio de ações de inconstitucionalidade apresentadas por partidos políticos, pela Procuradoria-Geral da República, por entidades de classe ou pelo próprio governo. Caberá ao STF decidir se as mudanças respeitam a Constituição ou se representam interferência indevida em decisões judiciais já consolidadas.

Além disso, o projeto já enfrenta contestações quanto ao seu trâmite no Senado. Parlamentares da base governista acionaram o Supremo alegando irregularidades regimentais, sustentando que houve alteração de mérito por meio de emenda apresentada como simples ajuste de redação, além da redução dos prazos de análise na Comissão de Constituição e Justiça. Caso esses argumentos sejam acolhidos, o STF pode suspender os efeitos da proposta antes mesmo da decisão presidencial.

 

Senado aprova indicação de Thiago Diaz para o CNMP

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O Senado Federal aprovou o nome do advogado Thiago Roberto Morais Diaz para integrar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A indicação, feita por unanimidade pelo Conselho Federal da OAB, recebeu votação expressiva e apoio de senadores de diferentes partidos.

Natural do Maranhão, Thiago Diaz tem atuação destacada na defesa das garantias constitucionais e no fortalecimento das relações institucionais entre a advocacia e os órgãos do sistema de Justiça. Durante sua gestão como presidente da OAB Maranhão, foi reconhecido pela postura firme e independente.

Com a aprovação, o advogado passa a representar a classe no CNMP, órgão responsável por fiscalizar a atuação administrativa e financeira do Ministério Público em todo o país.

Senado aprova isenção do IR para renda até R$ 5 mil; texto vai à sanção

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O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz alíquotas para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Para compensar a perda de arrecadação, o texto aumenta a taxação sobre altas rendas acima de R$ 600 mil ao ano. A proposta segue agora para sanção presidencial e deve valer a partir de janeiro de 2026.

Relatado por Renan Calheiros (MDB-AL), o projeto manteve a versão aprovada pela Câmara. Segundo ele, cerca de 25 milhões de trabalhadores serão beneficiados, enquanto o aumento de tributação alcançará cerca de 200 mil contribuintes de alta renda. A cobrança extra será gradual, com alíquota máxima de até 10% — quem já paga esse percentual não será impactado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou a aprovação como uma “vitória da boa política”, destacando a articulação entre Senado, Câmara e governo para acelerar a tramitação.

Investimentos imobiliários e do agronegócio — como LCIs, CRAs e FIIs — continuarão isentos.

Mesmo com o amplo apoio, algumas críticas foram registradas em plenário. Weverton (PDT-MA) afirmou que o país ainda precisa corrigir distorções que favorecem especulação em detrimento da geração de empregos.

Destaques que poderiam alterar o texto foram retirados após acordo, evitando retorno à Câmara e garantindo celeridade. As sugestões deverão ser avaliadas no PL 5.473/2025, que aumentará a CSLL de instituições financeiras — incluindo fintechs — e ampliará a fatia do governo na arrecadação das “bets”. A votação está prevista até terça-feira.

“Se for para tirar aquela bênção, eu ajudo”, diz Feliciano para Mical; deputada confirma que pode disputar o Senado pelo PL

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O cenário político do Maranhão ganhou um novo capítulo após uma declaração do pastor e deputado federal Marcos Feliciano durante um evento religioso em Imperatriz. Ao lado da deputada estadual Mical Damasceno, Feliciano disporou que, “se for para tirar aquela bênção, eu ajudo”, em uma referência indireta à senadora Eliziane Gama. Veja:

Em entrevista exclusiva ao podcast Leriado Cast, comandado pelo radialista e titular do Blog, Marcello Minard, Mical confirmou que existe uma articulação real para disputar o Senado. A deputada revelou que está conversando com o presidente do PL no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho, e que as negociações avançam de forma consistente.

“Estamos conversando com o presidente do PL, e quem sabe até dezembro já teremos tudo alinhado. Se for da perfeita vontade de Deus, poderei disputar o Senado pelo PL”, afirmou Mical durante o programa.

Costuras políticas e apoio cristão

Mical Damasceno deixou claro que, caso a candidatura seja consolidada, entrará na disputa com apoio maciço do segmento evangélico. Pastores, líderes religiosos e fiéis já sinalizam mobilização em torno de seu nome, defendendo a necessidade de uma representação cristã no Senado.

O apoio declarado de Marcos Feliciano reforça essa estratégia, garantindo a Mical um peso nacional entre os eleitores evangélicos e fortalecendo suas negociações com o PL.

O episódio dos R$ 100

Ainda durante o evento em Imperatriz, um vídeo envolvendo a deputada passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, Mical aparece entregando uma nota de R$ 100 dentro de um folheto de igreja. Questionada sobre o episódio, a deputada esclareceu que o valor fazia parte de um sorteio de confraternização entre os participantes, no qual foram distribuídos 10 prêmios de R$ 200 cada. Mical negou qualquer relação com compra de apoio ou patrocínio político.

Veja a íntegra da entrevista:

“Placar do impeachment” de Moraes: senadores do MA se dividem

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou no fim de semana uma atualização do “placar do impeachment” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base nos dados da plataforma votossenadores.com.br. Segundo o levantamento, 34 senadores já se posicionaram favoráveis ao impeachment, enquanto 19 são contra. Outros 28 parlamentares ainda não declararam voto.

A movimentação ocorre em meio à crescente pressão de setores da oposição para que o Senado Federal aprecie pedidos de afastamento de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, alvo de críticas constantes da ala bolsonarista.

No Maranhão, os três senadores maranhenses aparecem com posicionamentos distintos. Weverton Rocha (PDT) e Ana Paula Lobato (PDT) figuram na lista dos parlamentares que se opõem ao impeachment. Já a senadora Eliziane Gama (PSD) permanece como indefinida, sem manifestação pública registrada na plataforma.

Nikolas Ferreira tem usado suas redes sociais para pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a colocar os pedidos em pauta. Apesar da repercussão, especialistas apontam que dificilmente a Casa avançará com o processo, diante da resistência da maioria dos líderes partidários e da cúpula do Senado.

Senadores viajam hoje para reabrir diálogo com os EUA

Na busca de reabrir canais de diálogo com o Congresso norte-americano diante das barreiras tarifárias impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos adquiridos do Brasil, senadores viajam aos EUA a partir desta sexta-feira (25).

As reuniões na capital norte-americana, Washington, devem começar na segunda-feira (28) e se estender até quarta (30). A expectativa dos senadores é dialogar para ajudar a reverter a taxação de 50% imposta às exportações brasileiras, com início previsto para 1° de agosto.

“Não temos outra opção a não ser tentar voltar ao que era anteriormente. Muitos setores estão sendo prejudicados — indústria, Embraer, o agro, [as vendas de] suco de laranja e carne. Isso realmente vai afetar a geração de emprego no Brasil, há muitas demissões previstas. Mas nós estamos otimistas de que possamos reverter isso”, disse o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE).

O senador também é presidente da comissão temporária externa criada para tratar do tema. A negociação de tarifas é uma atribuição do Poder Executivo. Mas Nelsinho disse que a viagem cumpre o papel constitucional do Senado de dialogar em defesa dos interesses nacionais.

A expectativa é de que os senadores se reúnam primeiro com empresários dos dois países. No segundo dia da missão, os encontros devem ser com parlamentares norte-americanos.