PF faz buscas contra passageira após ameaça de bomba em voo que partiu de São Luís

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A Polícia Federal deflagrou, no sábado (29), a Operação Plano de Voo, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre a ameaça de artefato explosivo ocorrida em voo da companhia aérea Azul, que partiu de São Luís/MA com destino a Campinas/SP, em agosto de 2025. O incidente obrigou a aeronave a realizar pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília/DF.

Na ação de hoje, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em endereço ligado à principal investigada, em Santa Catarina.

A ameaça provocou mobilização de forças de segurança, evacuação de passageiros e inspeção completa da aeronave, configurando, em tese, os crimes de ameaça e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

A Polícia Federal reforça que não foram localizados explosivos e que as investigações seguem em sigilo, visando esclarecer todas as circunstâncias do fato e eventuais conexões com condutas similares registradas em outros aeroportos do país.

Dino aciona PF para investigar uso de emendas de Pedro Lucas após sumiço nas contas de Arari

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal que investigue suspeitas de desvios de emendas enviadas a quatro cidades, incluindo Arari (MA) e Zabelê (PB), onde, como mostrou o GLOBO, os recursos desaparecem nas contas das prefeituras. Na decisão, o magistrado aponta que os fatos noticiados “configuram indícios de possíveis crimes”.

A emenda de Arari foi enviada pelo líder do União Brasil na Câmaara, deputado Pedro Lucas Fernandes (MA). Em nota, o parlamentar afirmou ter cumprido sua atribuição ao enviar os recursos para o município, mas que a execução da verba cabe à prefeitura, “que deve aplicá-los conforme as regras estabelecidas”. “Meu compromisso é assegurar investimentos que melhorem a vida da população, tragam benefícios concretos às comunidades e fortaleçam o desenvolvimento de Arari”, diz Pedro Lucas. Já a emenda de Zabelê foi enviada pela ex-deputada Edna Henrique (Republicanos-PB), que não retornou aos contatos.

No despacho que pede a abertura da investigação, assinado neste domingo (23), Dino afirma que a reportagem do GLOBO descreve “indícios de desvios na aplicação de recursos de emendas parlamentares nos municípios de Arari (MA) e Zabelê (PB)” e determina que a Polícia Federal “adote as providências cabíveis no âmbito de sua competência, promovendo a juntada em inquéritos já instaurados ou procedendo à abertura de novos, se for o caso”.

Em outubro deste ano, O GLOBO viajou até Arari, cidade maranhense de 30 mil habitantes localizada a 170 quilômetros de São Luís, para mostrar que uma emenda de R$ 1,25 milhão para recuperar estradas vicinais tomou outro caminho. Segundo a atual prefeita, Maria Alves Muniz (MDB), o dinheiro sumiu.

— Esse valor simplesmente desapareceu. Não foi para obra nenhuma — afirmou a prefeita na ocasião.

Comprovantes bancários da prefeitura de Arari, obtidos pelo GLOBO, mostram que o valor foi repassado para quatro contas do município, diluindo as cifras com recursos recebidos de outras fontes. A sequência de transferências impossibilitou rastrear para onde foi o dinheiro. Autor da indicação, Pedro Lucas disse, à época, não saber como o recurso foi gasto pela prefeitura. Para ele, é o ex-prefeito Rui Filho, que comandava a cidade quando a emenda foi enviada, quem “precisa prestar contas sobre a aplicação dos recursos”. Questionado pela reportagem, Rui Filho afirmou que a emenda serviu para pagar “obras e serviços”, mas sem especificar quais.

Em fevereiro, porém, quando o parque foi prometido à população, já não havia mais dinheiro. Demonstrativos bancários da conta em que o valor havia sido depositado mostravam saldo de apenas R$ 240. Consulta feita pelo GLOBO no sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) em 3 de outubro indicava cifra um pouco maior, de R$ 304,61.

A movimentação financeira expôs o mesmo modus operandi usado em Arari, com o registro de ao menos 30 transferências, em valores que variaram de R$ 20 mil a R$ 500 mil, de setembro de 2023 a janeiro de 2024, para outras contas vinculadas à prefeitura. Assim, os valores da emenda foram misturados a recursos usados para gastos correntes, como pagamento de salários, pequenos serviços e contas de consumo. Na prática, a manobra impediu saber o destino do dinheiro. Questionada sobre onde foi parar a emenda, a equipe da atual prefeita, Jorsamara Neves (PSD), indicou que a reportagem falasse com seu primo, Dalyson Neves (PSDB), antecessor no cargo e de quem ela foi vice-prefeita na gestão passada. Ele também não explicou como utilizou os recursos. Dois anos após o valor ser transferido ao município, não há qualquer sinal do parque. (O Globo)

Coaf identifica suspeita de desvio em federação comandada pelo deputado Edson Araújo

Deputado Edson Araújo

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentações financeiras suspeitas em entidades ligadas ao setor pesqueiro que envolvem diretamente o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA), segundo reportagem da Revista Oeste.

Principais pontos da investigação

De acordo com os relatórios do Coaf, entre maio de 2023 e maio de 2024, Edson Araújo, que é presidente licenciado da Federação de Pescadores do Maranhão (Fecopema), recebeu R$ 5,4 milhões em repasses de sua própria federação — valores considerados “fora do padrão”.

O foco da investigação inclui a Confederação Brasileira dos Pescadores e Aquicultores (CBPA), que, segundo o Coaf, movimentou R$ 410 milhões em uma única conta entre maio de 2024 e maio de 2025 — muito acima do que havia sido declarado.

Há indícios de que parte desses valores tenha sido redirecionada para empresas de fachada, como a Home Staff (sediada em São Paulo), para a Titanium Pay e para a Arpar Administração Participação.

O Coaf aponta ainda que tais transações podem configurar lavagem de dinheiro, já que o tipo e a frequência das operações não correspondem ao perfil operacional dessas empresas.

Outros elementos da rede

A Arpar Administração é citada como possível instrumento para ocultação de valores.

A CBPA também emitiu notas fiscais para empresas como a Pagglo Serviços Financeiros Digitais (e-book) e uma gráfica — somando cerca de R$ 14 milhões em três anos.

Em colônias de pesca pelo Brasil, como no Amapá e no Pará, foram registradas movimentações atípicas: no Amapá, por exemplo, depósitos de centenas de milhares de reais foram feitos na conta de uma dirigente que, por sua vez, usou o dinheiro para pagar despesas pessoais.

Além disso, a investigação coincide com outras denúncias no setor: o INSS estaria pagando seguro-defeso (benefício para pescadores) a registros de pescadores questionáveis, e auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontaram quase 50 mil cadastros sem comprovação de atividade pesqueira no Maranhão.

CPMI do INSS: Edson Araújo é convocado

A CPMI do INSS aprovou sua convocação como investigado e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal. No âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada na última quinta-feira (13), a PF apreendeu uma grande quantia em dinheiro vivo na residência do parlamentar.

O agravamento do caso levou o PSB a abrir um processo disciplinar contra Araújo, depois de ele ter ameaçado o vice-presidente da própria CPMI, deputado Duarte Júnior (PSB-MA).

Deputado Edson Araújo é alvo da PF em operação nacional contra fraudes no INSS

Deputado Edson Araújo

O deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) está entre os alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A ação ocorre em 15 estados e no Distrito Federal, e investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Segundo as investigações, há indícios de que o parlamentar maranhense tenha ligação com a inserção de dados falsos em sistemas oficiais do Instituto Nacional do Seguro Social, um dos crimes apurados pela operação. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a ele, em São Luís.

A ofensiva faz parte de um amplo esforço para desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Ao todo, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e outras medidas cautelares em estados como Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal.

Entre os investigados também está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso preventivamente por suspeita de ter permitido as irregularidades durante sua gestão, iniciada em julho de 2023.

A CGU informou que cidadãos podem colaborar com as investigações por meio da plataforma Fala.BR, canal oficial de denúncias da Ouvidoria-Geral da União (OGU). Denúncias podem ser feitas de forma anônima, selecionando a opção “Operações CGU” e informando o nome da operação e o estado em que foi deflagrada.

A operação, considerada uma das maiores do país no combate a fraudes previdenciárias, expõe o alcance e a gravidade de um esquema que atinge diretamente aposentados e pensionistas — e agora envolve também um parlamentar maranhense no centro das investigações.

Operação cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva em 15 unidades da federação

Mais enrolado que carretel de linha em dia de ventania

O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), acusou o deputado Edson Araújo de ameaçá-lo por mensagens, após a oitiva do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade da qual Araújo é vice-presidente e que é investigada na Operação Sem Desconto. Segundo Duarte, o parlamentar e seus assessores teriam recebido mais de R$ 5 milhões da CBPA, envolvida em no esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

Fraudes no INSS: PF deflagra nova fase de operação em oito estados

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (9), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

De acordo com nota divulgada pela corporação, estão sendo cumpridos 66 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados de São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia, além do Distrito Federal.

Segundo a PF, o objetivo é aprofundar as investigações e esclarecer crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa e ocultação de patrimônio.

Entenda o caso

A Operação Sem Desconto foi deflagrada pela primeira vez em abril deste ano, quando a PF e a CGU revelaram um esquema que teria descontado indevidamente valores de aposentados e pensionistas em todo o país. O golpe envolvia entidades associativas que, sem autorização dos beneficiários, aplicavam mensalidades sobre os benefícios previdenciários.

As estimativas apontam que cerca de R$ 6,3 bilhões tenham sido retirados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. O caso levou à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) no Congresso Nacional.

Na primeira fase da operação, seis servidores públicos foram afastados de suas funções, e os investigadores identificaram fraudes sistêmicas em cadastros do INSS que permitiam a execução dos descontos sem consentimento dos beneficiários.

Com a nova fase da operação, a PF busca responsabilizar os operadores financeiros e jurídicos do esquema, além de rastrear o destino dos recursos desviados.

Presidente do TCE-MA pede ao STF acesso a inquérito sigiloso da Polícia Federal

Presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Itapary Brandão

O presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Itapary Brandão protocolou pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino para obter acesso e habilitação nos autos do inquérito sigiloso aberto pela Polícia Federal. A investigação apura denúncias da advogada mineira Clara Alcântara Botelho Machado, que apontam um suposto esquema de venda de vagas de conselheiros no TCE-MA.

Clara buscava atuar como amicus curiae na ADI nº 7.780, movida pelo partido Solidariedade, que questiona a indicação de Flávio Costa como conselheiro pelo governador Carlos Brandão. Seu pedido foi negado em agosto, mas o STF determinou a abertura do inquérito.

O governador Carlos Brandão contesta as acusações e solicitou ao Ministério Público do Maranhão (MPMA) a apuração da denúncia, avaliando eventual litigância de má-fé da advogada caso não haja fundamento. No entanto, Dino centralizou a investigação na Polícia Federal, retirando a Promotoria do Maranhão do caso.

No pedido ao STF, o presidente do TCE-MA cita a ADI nº 7.780 e fundamenta-se na Súmula Vinculante nº 14, que garante “acesso amplo aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Brandão reforça o desejo de acompanhar todos os atos investigatórios, consultar documentos produzidos nos autos e colaborar integralmente com a Polícia Federal e a Justiça, prestando esclarecimentos sobre os fatos imputados a ele.

Veja o requerimento,*obtido por meio do Blog do Glaucio Ericeira 

PF desarticula esquema de fraudes em criptoativos de US$ 2,6 milhões com investigados no MA

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26/8), a Operação Decrypted, com o objetivo de desmantelar uma associação criminosa responsável por fraudes eletrônicas em carteiras de criptoativos e lavagem de dinheiro transnacional.

A ação é fruto de cooperação entre a Polícia Federal e o escritório da El Dorado Task Force da Homeland Security Investigations (HSI), em Nova York (EUA), representado pelo Oficialato de Ligação da PF naquela unidade.

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As investigações tiveram início após informações repassadas pela agência norte-americana. Ao longo de um ano de apurações no Brasil, foi possível identificar pessoas vinculadas ao furto eletrônico de criptoativos no valor de aproximadamente US$ 2,6 milhões, subtraídos de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos.

Dados apontam a participação de indivíduos localizados no Brasil, especialmente no Maranhão. Também foi constatada movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica dos principais investigados, que recebiam elevados valores de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), sem justificativa comercial ou negocial.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens dos investigados, nas cidades de Imperatriz/MA, João Lisboa/MA, Palmas/TO e Goiânia/GO, autorizados pela Justiça Federal.

PF deflagra operação contra circulação de cédulas falsas no MA


A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (1º), em Imperatriz, a operação Post Fake, e cumpriu um mandado de busca e apreensão no município de Açailândia/MA, no âmbito de uma investigação que apura a aquisição e comercialização de cédulas falsas por meio de encomendas postais.

A ação tem como objetivo coletar provas relacionadas à prática do crime de moeda falsa. As investigações apontam que o investigado estaria comprando cédulas falsas pela internet, que eram remetidas via serviços postais. Há indícios de que as notas seriam utilizadas no comércio local.

O material apreendido será encaminhado para perícia e análise. A Polícia Federal segue com as diligências para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance da prática criminosa.

Advogado é alvo de operação da PF que apura fraude em salário-maternidade


A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (31), a Operação FALSO BO, destinada a desarticular um esquema delituoso voltado à obtenção indevida de benefícios previdenciários, especialmente salário-maternidade, mediante a apresentação de boletins de ocorrência falsificados e outros documentos ideologicamente falsos.

A investigação teve início a partir de comunicação da Polícia Civil, relatando a existência de boletins de ocorrência que não possuíam registro no sistema oficial de ocorrências, mas que foram utilizados como fundamento para a concessão de benefícios junto ao INSS.

A PF apurou que os boletins de ocorrência seguiam formato padronizado, com datas, horários e textos idênticos, inclusive com registros atribuídos a servidores que não estavam de plantão nas datas indicadas. A operação contou ainda com o apoio do Núcleo Regional de Inteligência da Previdência Social no Estado do Maranhão, que apontou a existência de dezenas de requerimentos administrativos associados ao advogado investigado, com uso reiterado de documentos com distorções fraudulentas.

Estima-se um prejuízo em torno de R$ 139 mil aos cofres da Previdência Social, podendo esse valor ser significativamente ampliado à medida que outros requerimentos suspeitos forem auditados.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no escritório profissional do principal investigado, com a presença de representante da OAB. Além disso, foi determinado o bloqueio de bens e valores do investigado até o limite de R$ 139 mil.

O investigado poderá responder, entre outros, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público e uso de documento falso, com penas cominadas ultrapassando 17 anos de reclusão.

PF diz que prisão de Zambelli é fruto de cooperação com a Interpol e agências da Itália

Em nota, a Polícia Federal informou que a prisão da deputada Carla Zambelli é resultado de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e agências da Itália.

Zambelli foi presa na tarde desta terça-feira (29) por autoridades italianas, em Roma. O Ministério da Justiça brasileiro já havia solicitado  a extradição da parlamentar, que é considerada foragida após ter sido condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“A presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”, diz trecho da nota da Polícia Federal.