Advogados, ex-secretário de estado e servidores são investigados pela PF por associação criminosa

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Nesta segunda-feira, 9, a Polícia Federal deflagrou a Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.

Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da PF na produção de inteligência e de repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.

Imagens mostram PF na casa do vereador ‘Fiscal do Povo’ em ação contra caixa 2 eleitoral em Caxias

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Imagens registradas nesta quinta-feira (5) mostram a movimentação de agentes da Polícia Federal na residência do vereador Daniel Barros, conhecido como “Fiscal do Povo”, em Caxias. O parlamentar foi o alvo principal da Operação Farândola, que investiga um esquema de corrupção e crimes eleitorais no Maranhão. Durante as buscas, os policiais apreenderam a quantia de R$ 203 mil em dinheiro vivo.

A operação da PF, que também cumpriu mandados em endereços ligados ao vereador em São Luís, resultou na apreensão de joias, relógios de luxo, armas e até itens inusitados, como castanhas. A investigação aponta que Daniel Barros, uma das principais figuras da oposição em Caxias e aliado político de Paulo Marinho Júnior, estaria envolvido em um sistema de “caixa dois” para financiar despesas paralelas durante as eleições de 2024. Segundo a Polícia Federal, o esquema utilizava um intermediário financeiro para distribuir valores.

Daniel Barros, conhecido como “Fiscal do Povo”

Além de Daniel Barros, o gabinete do vereador Mário Afonso também foi alvo das equipes policiais nesta manhã. A Justiça Eleitoral expediu os mandados com o objetivo de colher provas digitais e documentos que comprovem a origem e o destino do dinheiro não declarado. Agora, com os aparelhos celulares e o montante em espécie sob custódia da PF, os investigados devem responder por falsidade ideológica eleitoral e corrupção, crimes que podem comprometer o mandato e o futuro político dos envolvidos.

PF prende bolivianos com 514 kg de cocaína no Maranhão

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A Polícia Federal efetuou, na madrugada (1°), a prisão em flagrante de dois cidadãos bolivianos. Os indivíduos haviam sido detidos previamente pela Polícia Militar do Maranhão, no município de Senador La Roque/MA, enquanto transportavam 447 tabletes de substância entorpecente, aparentemente cocaína, totalizando cerca de 514 kg.

De acordo com as informações apuradas, a droga estaria sendo transportada em uma aeronave proveniente da Bolívia, com destino ao estado do Maranhão.

Os presos foram encaminhados às autoridades competentes e permanecerão à disposição da Justiça.

Prefeito de Mossoró é alvo de busca e apreensão em operação da PF contra desvios na saúde

Prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União)

O prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União), foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (27). Agentes estiveram na residência do gestor no município, mas, até o momento, não há informações oficiais sobre apreensões realizadas no local.

A ação faz parte de uma operação conjunta da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga a atuação de um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em licitações, especialmente na área da saúde.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais contra os investigados.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos para fornecimento de insumos à rede pública de saúde. As apurações envolvem empresas sediadas no estado que mantinham contratos com administrações municipais de diferentes estados do país. Auditorias realizadas identificaram falhas na execução contratual, como suspeitas de não entrega de materiais, fornecimento inadequado de produtos e sobrepreço.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos e a fraudes em contratações administrativas.

PF prende homem com mais de 12 kg de cocaína no Aeroporto de São Luís

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A Polícia Federal prendeu, no domingo (18), no Aeroporto Internacional Cunha Machado, em São Luís, um passageiro, após ser flagrado utilizando documento falso e transportando mais de 12kg de cocaína envolvida em seu corpo.

A prisão ocorreu após denúncia indicando que um homem estaria viajando com documentação falsa em um voo proveniente de Cuiabá/MT com destino à capital maranhense.

Após o pouso da aeronave, o passageiro foi abordado, quando apresentou a identidade falsa. Durante busca pessoal, foi constatado que o suspeito transportava, preso ao corpo e oculto sob as roupas, pacotes contendo cocaína.

Diante dos fatos, o passageiro foi encaminhado à sede da Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, para a lavratura do auto de flagrante e demais providências.

Também no sábado (17/1), a Polícia Federal prendeu um foragido da Justiça no Aeroporto de São Luís. O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara das Execuções Penais da Comarca de São Luís.

A ordem judicial determinava a prisão, decorrente de sentença transitada em julgado, em virtude de condenação pelo crime de roubo. O preso iria viajar para a cidade de São Paulo/SP.

Master: Investigadores temem destruição de provas com vaivém de Toffoli

Ministro José Antônio Dias Toffoli

Investigadores consideram inadequada a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, de ordenar que a PGR extraia e analise o material apreendido na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, na quarta-feira (14).

O magistrado havia determinado anteriormente que todos os itens apreendidos permanecessem lacrados no STF. A medida gerou críticas da PF e da PGR, que alertaram para o risco de perda de dados em celulares e computadores.

Pesquisadores temem acesso remoto aos aparelhos e possível destruição de provas. Sob pressão, Toffoli decidiu que a PGR seria responsável pela extração e análise dos dados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros alvos.

O procurador-geral, Paulo Gonet, justificou a medida afirmando que a análise pela PGR é necessária para formar opinião sobre autoria e materialidade dos crimes, podendo esclarecer a participação de cada investigado.

Peritos e investigadores, porém, argumentam que a decisão invade a competência da perícia criminal prevista no Código de Processo Penal. Para eles, Toffoli poderia ter autorizado apenas a extração e conservação, sem que a PF ou a PGR analisassem os dados. Há ainda a percepção de que o ministro buscou evitar que a PF examinasse as informações sem sua autorização.

Polícia Federal faz nova operação contra o Banco Master

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, que volta a ter como alvo o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. A ação investiga crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A operação também inclui medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões.

Segundo a PF, o objetivo é interromper a atuação do grupo investigado e recuperar ativos obtidos de forma ilícita.

A Operação Compliance Zero teve a primeira fase deflagrada em novembro do ano passado, quando Daniel Vorcaro e o então presidente do Banco de Brasília (BRB) foram alvos de apurações sobre a concessão de créditos falsos. As fraudes investigadas podem alcançar R$ 17 bilhões em títulos supostamente forjados.

Em março de 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de comprar o Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a operação foi rejeitada pelo Banco Central. Em novembro, a Justiça decretou a falência da instituição financeira.

Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames no hospital após sofrer queda

Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixe temporariamente a custódia da Polícia Federal para realizar exames médicos em ambiente hospitalar, após uma queda sofrida durante a madrugada de terça-feira (6).

Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A autorização foi concedida após a defesa apresentar novos elementos clínicos, indicando a necessidade de exames mais aprofundados.

Segundo os advogados, o ex-presidente passou a apresentar sintomas compatíveis com traumatismo craniano, incluindo episódios de síncope noturna, crise convulsiva, lapsos de memória e um ferimento na região da têmpora. Com base nesse quadro, a defesa solicitou a realização de tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.

Na decisão, Moraes determinou que o deslocamento seja feito sob responsabilidade da Polícia Federal, de forma reservada, com entrada e saída do hospital pela garagem, evitando exposição pública. A PF também ficará encarregada da vigilância durante todo o período em que Bolsonaro estiver fora da unidade prisional, devendo reconduzi-lo imediatamente após a conclusão dos exames.

A queda foi tornada pública ainda na terça-feira pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou nas redes sociais que o marido sofreu uma crise enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel, passando mal em seguida.

Inicialmente, o pedido de remoção ao hospital havia sido negado pelo ministro, com base em avaliação da equipe médica da própria Polícia Federal, que classificou os ferimentos como leves e dispensáveis de atendimento externo. No entanto, diante da insistência da defesa e da apresentação de parecer de um médico particular, Moraes reconsiderou e autorizou os exames específicos solicitados.

Bolsonaro sofre traumatismo craniano leve após queda em cela da PF

Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu um traumatismo craniano leve após cair durante a madrugada desta terça-feira (6) e bater a cabeça em um móvel na cela onde está custodiado, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

O episódio veio a público após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatar nas redes sociais que o ex-presidente teria passado mal, caído e se ferido na cabeça dentro da unidade da PF. Procurado, Birolini confirmou o diagnóstico, mas até o fechamento deste texto não havia informado se a equipe médica solicitou exames complementares para avaliar a extensão do impacto da queda.

A intercorrência ocorre poucos dias depois de Bolsonaro receber alta hospitalar. Ele estava internado desde 24 de dezembro, quando foi submetido a procedimentos para tratar uma hérnia inguinal bilateral, passando por quatro intervenções cirúrgicas em cerca de uma semana. Durante a internação, médicos também identificaram esofagite, gastrite e picos de pressão arterial, além de crises persistentes de soluço. Nesse período, Bolsonaro chegou a solicitar prescrição de antidepressivos.

O histórico clínico do ex-presidente é marcado por uma série de cirurgias desde o atentado a faca sofrido em 2018, que desencadeou sucessivas intervenções no sistema digestivo e na parede abdominal ao longo dos últimos anos.

PF apreende R$ 1 milhão em espécie ligado a empresa com contratos públicos em São Luís

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Nesta segunda-feira (15), a Polícia Federal apreendeu R$1.000.000,00 em espécie, em posse de duas pessoas, após a realização de saque provisionado numa agência bancária localizada em São Luís/MA.

Durante as diligências, verificou-se que os envolvidos eram sócios de uma empresa de engenharia que mantém contratos milionários tanto com o Governo do Estado do Maranhão quanto com o Município de São Luís, alguns deles envolvendo verbas federais.

Diante da coleta de indícios de ocultação da origem ilícita dos recursos, os suspeitos foram conduzidos à Superintendência de Polícia Federal do Maranhão, onde prestaram declarações.

Os valores em espécie e os dispositivos eletrônicos apreendidos serão encaminhados para análise pericial e rastreamento financeiro, com o objetivo de identificar eventuais desvios de recursos públicos.