Nota: Fufuca reafirma aliança com Lula e ignora disputas internas do PP

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O ministro do Esporte e deputado federal André Fufuca (MA) emitiu, nesta quarta-feira (8), uma nota oficial reafirmando seu compromisso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacando que seguirá atuando pelo desenvolvimento do Maranhão e do Brasil, independentemente de disputas internas no Partido Progressista (PP).

Em um pronunciamento que mistura tom de compromisso institucional e posicionamento político, Fufuca reforçou sua fidelidade “primeiramente ao povo que confiou o seu voto” e deixou claro que continuará trabalhando “lado a lado com o presidente Lula”.

O ministro destacou ainda que sua atuação está “inequivocamente acima de quaisquer questões e disputas partidárias internas” e que a prioridade é a entrega de políticas públicas eficazes, com foco no desenvolvimento social e econômico do estado e do país.

Nesta quarta-feira, encerrou-se o prazo dado pela cúpula nacional do Progressistas para que o ministro André Fufuca desembarcasse do governo Lula. Como o gesto político não ocorreu, o partido anunciou o afastamento de Fufuca do comando no Maranhão e de todas as decisões partidárias. Em nota oficial, o Progressistas informou ainda que o ministro perde também a vice-presidência nacional do partido. 

Confira a íntegra da nota divulgada por André Fufuca:

Prezado povo do Maranhão e cidadãos de todo o Brasil,

Dirijo-me a vocês neste momento para reafirmar meu compromisso inabalável com a missão que me foi confiada: a de trabalhar incansavelmente pelo desenvolvimento do nosso estado e do nosso país.

Minha fidelidade é, primeiramente ao povo que confiou o seu voto e me concedeu a honra do mandato. Neste sentido, seguirei contribuindo de forma construtiva e dedicada para a boa gestão e governabilidade do país, lado a lado com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O meu trabalho e a minha atuação estão, inequivocamente, acima de quaisquer questões e disputas partidárias internas. A pauta do desenvolvimento social e econômico do Maranhão e do Brasil está acima de quaisquer divergências.

Meu posicionamento continuará firme, seguindo focado na tarefa de entregar políticas públicas eficazes, mantendo a palavra e a postura de quem trabalha pelo bem comum. O trabalho não para.

André Fufuca
Ministro de Estado do Esporte e Deputado Federal (MA)

 

“Vou ouvir meu grupo e levar a Lula”: Brandão fala sobre reunião que pode definir 2026

Carlos Brandão e Lula

O governador Carlos Brandão deixou claro que pretende manter o alinhamento total com o presidente Lula (PT) nas eleições de 2026. Em entrevista à TV Difusora, nesta terça-feira (7), ele revelou que um encontro reservado com o presidente em Brasília deve ocorrer na próxima semana — uma conversa que promete definir os rumos da sucessão no Maranhão e o papel do socialista no tabuleiro nacional.

“Na realidade o que eu tenho sentido é que o presidente Lula tem uma relação muito próxima de mim, de fato ele não esconde que ele gosta de mim, que eu sou um grande parceiro, eu sou amigo, sou uma pessoa correta, ele diz isso publicamente para todas as pessoas quando ele se reúne. Então ele tem ouvido várias pessoas, ouviu vários senadores, deputados federais, ouviu ministros, ouviu as pessoas mais próximas que entende e conhece bem o Maranhão, e eu acho que para poder formar uma opinião. Então ele me disse, ó Brandão, tenho praticamente minha opinião formada, eu quero conversar contigo e a gente pré-agendou para semana que vem, se tiver uma folga na agenda dele. Não antecipamos em Imperatriz, até porque conversar política em evento é uma coisa complicada, então eu mesmo não puxei o assunto porque eu acho que ele tinha que se ater ao conjunto Canto da Serra, então tivemos uma conversa, eu fui do aeroporto até o Canto da Serra, o residencial Canto da Serra, no carro com ele, voltei com ele, tivemos a oportunidade de conversar muitas coisas, mas essa sobre eleição é uma conversa mais demorada, que é a gente precisa mostrar todos os prós, os contras, de que forma a gente pode construir um projeto futuro que esteja em parceria com o presidente Lula”, afirmou Brandão.

Sem pressa, mas com clareza estratégica, o governador adiantou que o diálogo será franco, longo e político. A gente não abre mão de estar junto com o presidente Lula nas eleições de 2026, isso aí é a única coisa que eu tenho hoje com convicção, porque o presidente Lula tem sido um grande parceiro do governo, o presidente Lula veio para a minha campanha, me apoiou, então tenho gratidão, a gente formou uma aliança administrativa. Então nada mais justo que a gente sentar para conversar. Uma conversa mais demorada, equilibrada, como eu sempre fui, uma pessoa moderada, mas sabendo que eu tenho um grupo. E eu tenho que ouvir a posição do meu grupo, já sei mais ou menos o que o meu grupo pensa e a gente vai colocar isso para o presidente Lula, não numa forma impositiva, mas uma forma de diálogo”, frisou.

Questionado sobre uma eventual candidatura ao Senado, o governador desconversou, mas deixou o suspense no ar:

“Isso tudo vai fazer parte dessa conversa.”

A entrevista completa será exibida nesta quarta-feira (8) nos telejornais do Sistema Difusora.

Juscelino Filho destaca investimentos de mais de R$ 750 milhões do governo Lula em obras no MA

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Parlamentar ressaltou que recursos chegam em boa hora e vão dar mais segurança e condições mais dignas a milhares de famílias dos nove municípios que vivem em áreas de risco e que sofrem com alagamentos, desmoronamentos e prejuízos, durante as chuvas, todos os anos

O deputado federal Juscelino Filho (União Brasil/MA) destacou, nesta sexta-feira (26), os investimentos do PAC Seleções 2025 nas modalidades “Prevenção a Desastres Naturais” e “Drenagem Urbana e Contenção de Encostas”, anunciados pelo presidente Lula, que estão beneficiando, nesta primeira etapa, nove municípios maranhenses com recursos de mais de R$ 750 milhões. Para o país, são R$ 11,7 bilhões, distribuídos em 235 municípios nos 26 estados. As obras devem começar ainda este ano, sob a coordenação do Ministério das Cidades, e tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade de populações que vivem em áreas de risco, reforçando a capacidade de resposta do país a eventos climáticos.

“Mais uma boa notícia para o nosso Maranhão. O Governo Federal lançou um conjunto de obras de drenagem e encostas para reforçar a infraestrutura em algumas cidades do nosso Estado e proteger a população contra desastres, enchentes e deslizamentos de terra. Ao todo serão investidos mais de R$ 750 milhões. Essas obras vão trazer mais segurança e tranquilidade para milhares de famílias maranhenses. Quero agradecer ao presidente Lula e ao ministro das Cidades, Jader Filho, por mais essa conquista importante para a nossa população. Seguimos juntos, trabalhando pelo Maranhão”, comemorou Juscelino Filho.

Para o Maranhão, dos mais de R$ 750 milhões, R$ 450 milhões são do financiamento do FGTS, e outros R$ 300 milhões de recursos do Orçamento Geral da União (OGU), e estão atendendo, nesta primeira etapa, além da capital São Luís, as cidades de Imperatriz, Arame, Açailândia, Bacabal, Timon, Buriticupu, Grajaú e Santa Quitéria.

Em todo o Brasil, para os serviços de Drenagem Urbana, estão sendo destinados R$ 10,3 bilhões distribuídos em 174 cidades em todos os estados. Já os de Contenção de Encostas foram aprovados em 102 municípios de 20 estados, e cujos investimentos empregados são de R$ 1,4 bilhões.

O presidente Lula determinou que as obras comecem imediatamente, para promover a melhoria nos bairros e a qualidade de vida das pessoas que moram em periferias e em áreas de risco. “Nossa forma de governar é olhando para as pessoas, de acordo com as necessidades de cada povo, de cada cidade. Com isso, estamos dizendo para todas as comunidades de morros e encostas desse país que esse governo não só está do lado do povo brasileiro, mas a gente quer recuperar a dignidade e dar uma vida melhor a milhões de cidadãos”, disse o presidente.

Ibovespa tenta ampliar recorde puxado por encontro entre Trump e Lula

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O mercado brasileiro manteve o otimismo nesta quarta-feira (24) após o anúncio de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem se reunir na próxima semana. A perspectiva de aproximação entre os dois líderes impulsionou o EWZ, fundo que replica ações brasileiras em Nova York, e ajudou o Ibovespa a alcançar novo recorde histórico, superando os 146 mil pontos.

O movimento tem sido sustentado principalmente pela entrada de capital estrangeiro, em contraste com o cenário internacional mais cauteloso, marcado pelas declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que evitou confirmar o corte de juros esperado por Wall Street. (Veja)

“Elogio de Trump a Lula foi espontâneo, não planejado”, diz porta-voz dos EUA

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao mencionar o Brasil em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23). Diante de líderes de todo o mundo, Trump disse ter desenvolvido uma “química excelente” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e revelou que os dois terão um encontro já na próxima semana.

Segundo o norte-americano, a reunião servirá para tratar das retaliações impostas pelos EUA ao Brasil após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, medida que gerou atritos recentes entre os dois países. Ao mesmo tempo em que elogiou Lula, Trump voltou a criticar a ONU, afirmando que a instituição “não está nem perto de alcançar seu verdadeiro potencial”.

A porta-voz do governo americano, Amanda Robertson, comentou nesta terça-feira (23) os bastidores do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido nos corredores da Assembleia Geral da ONU.

Segundo Robertson, a conversa foi breve e não estava prevista na agenda oficial. “Foi um momento espontâneo. Lula estava saindo, Trump entrando, e aproveitaram para falar cara a cara”, afirmou.

Ela também destacou que questões comerciais podem entrar na pauta de futuras reuniões, incluindo a revisão das tarifas impostas ao Brasil. “É hora de modernizar os acordos. Há laços econômicos fortes entre os dois países”, disse.

Sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro ser tema das conversas, Robertson preferiu cautela. “Ainda não sabemos quais serão as mensagens e os tópicos”, declarou.

A porta-voz informou ainda que diplomatas brasileiros e americanos devem trabalhar nos próximos dias para organizar um encontro formal entre os presidentes.

Quaest: Lula venceria Ciro, Tarcísio, Bolsonaro, Zema, Michelle, Caiado e outros em 2026

Presidente Lula

O presidente Lula lidera em todos os cenários de 1º e 2º turno simulados por uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (18) sobre disputa presidencial de 2026.

No 2º turno, segundo o levantamento, Lula se mantém à frente de outros 9 nomes pesquisados: Ciro Gomes (PDT), Ratinho Júnior (PSD), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Jair Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Michelle Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (União), Eduardo Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite (PSD).

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 12 e 14 de setembro e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

PP e União Brasil rompem com Lula e vão forçar saída de ministros até o fim do mês

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Os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, decidiram pressionar os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) a deixar o governo Lula até o fim de setembro. Caso resistam, ambos podem ser expulsos das siglas.

A decisão, que será anunciada em coletiva nesta terça-feira (2), às 16h30, foi fechada após conversas diretas com os ministros e um alinhamento com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações) devem ser poupados, por não serem filiados e contarem com o apadrinhamento de Davi Alcolumbre (União-AP).

Além do desembarque, PP e União Brasil prometem apoio público a projetos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Após oficialização do tarifaço, Lula convoca reunião de emergência


Após assinatura do decreto do governo Donald Trump, nesta quarta-feira (30), que oficializa a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelo país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto.

Devem participar do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social da Presidência).

Durante evento oficial, Lula comentou sobre o decreto de Trump e mencionou a convocação. “Vou me reunir ali para defender outra soberania: a soberania do povo brasileiro em função das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos”, assegurou.

A oficialização do tarifaço causou forte reação do governo brasileiro, que considera a medida como um ataque à soberania econômica nacional.

“O Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto”, diz Lula sobre tarifas de Trump

Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está aberto ao diálogo com os Estados Unidos, mas não aceitará imposições como a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros determinada por Donald Trump.

Em entrevista à CNN Internacional, Lula criticou a interferência de Trump em assuntos internos do Brasil, como a defesa de Jair Bolsonaro em carta enviada ao governo brasileiro. “O Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto. Queremos ser livres, não reféns”, afirmou.

Lula ressaltou que a Justiça brasileira é independente e que ele próprio já foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Sobre as relações com os EUA, disse que o Brasil propôs negociações formais, mas não recebeu resposta diplomática. “Trump foi eleito para governar os EUA, não o mundo”, afirmou.

O presidente também mencionou que, se necessário, poderá acionar a Lei de Reciprocidade para retaliar comercialmente os EUA, mas que prefere uma solução diplomática.

Sobre temas internacionais, Lula elogiou a disposição de Trump em negociar paz na Ucrânia e em Gaza, mas criticou a prioridade americana em aumentar gastos militares: “O mundo precisa de comida, não de armas.”

Lula veta projeto que aumentava número de deputados e enfrenta novo embate com o Congresso

Congresso Nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar o projeto de lei que ampliava de 513 para 531 o número de deputados federais. A decisão, tomada nesta quarta-feira (17), contrariou parte de sua base no Congresso e ocorre em meio à tentativa do governo de reforçar o discurso de austeridade fiscal.

A proposta, já aprovada na Câmara e no Senado, gerou reação negativa na opinião pública. Segundo pesquisa Quaest divulgada também nesta quarta, 85% dos brasileiros se opõem ao aumento de cadeiras na Câmara, enquanto apenas 9% são favoráveis. Mesmo assim, o projeto avançou com apoio expressivo no Parlamento.

A decisão de Lula vinha sendo discutida com cautela dentro do Palácio do Planalto. Havia, inclusive, quem defendesse que o presidente evitasse tanto o veto quanto a sanção, permitindo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgasse o texto. Mas a escolha pelo veto pode acirrar ainda mais os ânimos entre Executivo e Legislativo — já fragilizados por episódios recentes, como a disputa judicial envolvendo o aumento do IOF.

Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, já sinalizava a resistência do governo à medida: “É pouco provável que o presidente sancione esse projeto”, disse durante entrevista ao programa Roda Viva.

Embora o impacto estimado com as novas cadeiras seja de R$ 64,6 milhões por ano, uma emenda do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) determina que não haverá aumento nas despesas com a nova legislatura. Mesmo assim, especialistas apontam riscos de efeito cascata nas assembleias legislativas estaduais e no orçamento voltado às emendas parlamentares.

Só em 2025, o governo federal prevê R$ 53,9 bilhões para esse tipo de despesa — um ponto de constante tensão com o Congresso. O veto ao aumento de parlamentares pode ser lido como um gesto simbólico, mas o governo sabe que a batalha real se dará na articulação para evitar que o Congresso derrube a decisão presidencial.