A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão, além da medida cautelar de suspensão do exercício da advocacia no bojo de procedimento investigativo que apura a atuação de um advogado que, valendo-se de sua condição profissional, teria executado esquema fraudulento para levantamento indevido de valores referentes a precatórios e a requisições de pequeno valor (RPVs) em diversos estados do país.
De acordo com os elementos já colhidos, o investigado realizava buscas em sistemas judiciais para identificar processos com mandados de pagamento expedidos. Em seguida, falsificava procurações em nome dos autores/exequentes, anexava tais documentos aos autos, obtinha certidões automáticas que o qualificavam como procurador das partes e, de posse desses documentos, deslocava-se até agências da Caixa Econômica Federal em São Luís, onde realizava o levantamento indevido dos valores.
Até o momento, o prejuízo apurado supera meio milhão de reais, podendo o montante ser ampliado com o avanço das investigações.
“O mal por si só se destrói.” Foi com essa declaração — forte e quase enigmática — feita ao titular do blog do Minard, que o agora ex-secretário da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Maurício Itapary, resumiu sua experiência na gestão do prefeito Eduardo Braide em São Luís. A frase revela, nas entrelinhas, um diagnóstico duro sobre o ambiente político e administrativo que envolve uma das pastas mais críticas da cidade: a do transporte público.
Essa fala, ainda que curta, diz muito sobre o clima de tensão interna, a constante instabilidade e a percepção de que problemas não são efetivamente enfrentados, mas sim empurrados para frente. E nada ilustra melhor esse quadro do que a própria história recente da SMTT na gestão de Braide.
Esse ritmo de mudança não apenas fragiliza a continuidade de políticas públicas essenciais, como acentua a sensação de que a gestão é reativa, não proativa — uma administração que muda líderes no meio das crises em vez de construir soluções duradouras.
O estilo de comando — muitas vezes percebido como pessoal demais, concentrado nos ombros do próprio prefeito — pode gerar frustrações internas e descoordenação, especialmente em áreas complexas como a do transporte urbano, que exigem articulação com empresas, sindicatos, Judiciário e o próprio Poder Legislativo.
A saída de Maurício representou uma baixa significativa para a gestão, já que, além de deixar a pasta de Trânsito e Transportes, ele também se afasta do comando da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), justamente às vésperas do Carnaval.
NOVA CHEFE- Agora, a secretaria passa a ser comandada por Manuela Fernandes, que deixa o IPAM para assumir a função em meio a mais uma crise no sistema de transporte da capital.
Carrossel Administrativo
Desde o início do governo de Eduardo Braide, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) vem se tornando um verdadeiro termômetro da crise municipal. A pasta acumulou uma sucessão de nomes em seu comando, com trocas frequentes ocorrendo em meio a greves, ameaças de paralisação dos rodoviários e dificuldades crônicas no sistema de transporte público da capital. Ao longo da gestão — já em 2025 — a SMTT passou por pelo menos cinco mudanças de secretário, e a demissão de Maurício Itapary representou mais uma ruptura, consolidando o sexto nome a deixar o cargo em um curto intervalo de tempo.
Hoje, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes já é vista como um verdadeiro carrossel administrativo. Passaram pela pasta Cláudio Ribeiro, Diego Baluz, Diego Rodrigues, Rafael Kriek, Daniel dos Santos Nascimento e Maurício Itapary.
Crises e greves no transporte — reflexos da instabilidade
A sequência de mudanças na SMTT ocorreu em meio a crises no transporte público que afetaram diretamente a população. Nos últimos meses, rodoviários já deflagraram greves e paralisações motivadas por atraso no pagamento de salários e benefícios, e há agora novo risco de paralisação em até 72 horas, situação que coloca novamente a cidade à beira de interrupções no serviço de ônibus urbanos. É importante frisar que tais crises não são eventos isolados, mas sinais de um entrave estrutural no sistema de mobilidade da capital.
O secretário Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Maurício Abreu Itapary, anunciou nesta terça-feira (27) sua saída da pasta, após o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) sinalizar greve geral no transporte público de São Luís. Segundo o Blog do Domingos Costa, a exoneração será oficialmente divulgada nesta quarta-feira (28).
Maurício mantém, por enquanto, o cargo de secretário de Cultura (SECULT), mas seu futuro na gestão de Eduardo Braide ainda é incerto.
A principal missão prometida — conduzir a nova licitação do transporte público — não saiu do papel. Enquanto isso, rodoviários rejeitaram reajuste de 2% e decretaram greve a partir de sexta-feira (30), evidenciando falhas de articulação e gestão no sistema de transporte da capital.
Em reunião com Brandão, partidos declaram apoio a Orleans como pré-candidato ao governo
Em encontro realizado nesta terça-feira (27) com o governador Carlos Brandão, presidentes e representantes de 12 partidos da base aliada anunciaram apoio ao nome de Orleans (MDB), atual secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, como pré-candidato ao governo do Maranhão nas eleições deste ano.
Participaram da reunião Amanda Gentil, presidente do PP; Pedro Lucas, presidente do União Brasil; Fábio Macedo, presidente do Podemos; Orleans Brandão, presidente do MDB; Aluísio Mendes e Celso Dias, presidente e vice-presidente do PRB; Sebastião Madeira, presidente do PSDB; senador Weverton Rocha, presidente do PDT; Adriano Sarney, presidente do PV; Luciano Genésio, presidente do Solidariedade; Eliel Gama, presidente do Cidadania; o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Junior Marreca e o deputado federal Marreca Filho, representando Rosa Filgueira, presidente do PRD; o vice-presidente do Avante, Fabiano Gallotti e o deputado federal Júnior Lourenço.
Também estiveram presentes o deputado federal e ministro do Esporte, André Fufuca (PP); a presidente e o vice-presidente da Assembleia Legislativa, os deputados Iracema Vale e Antônio Pereira, respectivamente; o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, e o secretário de Estado de Articulação Política, Junior Viana.
A sinalização de Orleans como pré-candidato ocorre após um longo período de diálogo e articulação entre as siglas da base, que passaram a convergir em torno de seu nome para a disputa ao Palácio dos Leões. O governador Carlos Brandão, por sua vez, acompanha a decisão coletiva dos partidos aliados. Pesquisa Econométrica divulgada no último dia 22, encomendada pelo Portal Imirante, já aponta o secretário na liderança, com 33,9% das intenções de voto.
“Recebi hoje presidentes e representantes de 12 partidos da nossa base aliada. Foi um encontro marcado pelo diálogo, em que me apresentaram o nome de Orleans como pré-candidato ao governo. Vamos trabalhar por esse alinhamento junto ao presidente Lula. Nossa missão é continuar os avanços no Maranhão, a exemplo dos programas Educação de Verdade, Maranhão Livre da Fome, recuperação e implantação de estradas, além do incentivo ao turismo, geração de renda, entre tantas outras ações”, destacou o governador Carlos Brandão em suas redes sociais.
Orleans Brandão teve papel central no desempenho do grupo governista na última eleição municipal. Das 20 maiores cidades do estado, 17 elegeram prefeitos aliados e, no total dos 217 municípios maranhenses, 158 escolheram gestores alinhados ao governo. Em São Luís, o campo aliado garantiu ampla maioria na Câmara Municipal, com 23 vereadores eleitos alinhados ao governo.
Com o movimento dos partidos, Orleans se consolida como o principal nome já definido na disputa majoritária até o momento. As discussões sobre a vaga de vice-governador e sobre a candidatura ao Senado seguem em aberto e continuam sendo tratadas nas próximas rodadas de conversa entre as legendas.
Raul Cancian Mochel não foi escolhido para assumir a intervenção em Turilândia
É falsa a informação que vem sendo ventilada de que o Governo do Maranhão já teria definido o nome que ficará responsável pela intervenção estadual no município de Turilândia.
Não procede, especificamente, a notícia de que o secretário de Transparência e Controle, Raul Cancian Mochel, teria sido escolhido para assumir a gestão municipal.
O Blog do Minard apurou, junto a fontes do Palácio dos Leões, que o nome do interventor ainda não foi definido. Até o momento, não houve anúncio oficial do Governo do Estado sobre a nomeação de um representante para comandar a cidade durante o período de intervenção.
Intervenção
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decretou intervenção no município de Turilândia por um período inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado. A medida foi tomada após denúncias envolvendo o prefeito e outras autoridades locais, relacionadas a um esquema de desvio de recursos públicos.
O governador Carlos Brandão, terá até 15 dias para nomear o interventor por meio de decreto, que também definirá o período e a abrangência dos atos administrativos.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA, por meio da Promotoria de Justiça de Maracaçumé, expediu, em 20 de janeiro, Recomendação aos prefeitos da sede da comarca e dos municípios de Centro Novo do Maranhão, Junco do Maranhão, Boa Vista do Gurupi e Amapá do Maranhão (termos judiciários da comarca), solicitando a suspensão de novas contratações temporárias para funções de natureza permanente, a não ser em casos de emergência ou excepcional interesse público.
O documento, assinado pelo promotor de justiça Igor Adriano Trinta Marques, estabelece o prazo de 90 dias para que os municípios adotem as medidas necessárias para abertura de concurso público para os cargos efetivos em áreas com falta de pessoal.
A Recomendação também fixa o prazo de 30 dias para a apresentação de cronograma, levantamento de cargos vagos e necessidades permanentes, elaboração de projeto de lei para reestruturação administrativa e planejamento de publicação do edital e realização do certame.
Entre os pedidos está a assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), estabelecendo a não renovação ou prorrogação de contratos temporários irregulares. Ocupantes de cargos comissionados que exerçam atividades típicas de cargos efetivos devem ser exonerados. Uma minuta do acordo foi anexada à Recomendação para análise e eventual assinatura pelos gestores municipais.
De acordo com o MPMA, a abertura de um novo concurso não prejudicará os certames anteriormente realizados em andamento e sob análise do Poder Judiciário.
O descumprimento das solicitações levará a adoção de medidas judiciais cabíveis.
O ex-secretário municipal de Obras e Infraestrutura de Timon, Lourival Alves de Lima Júnior, passou a ser alvo de uma nova investigação criminal do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e também figura como réu em ações judiciais na área cível, relacionadas à gestão de recursos públicos e contratos administrativos.
No dia 20 de janeiro de 2026, o MPMA instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar possíveis crimes contra a administração pública. Além de Lourival, também são investigados Tiago Queiroz Madeira Campos e Edison Moreira da Silva, este último responsável pela empresa E.C. Construções Ltda, que atualmente atua com o nome Construtora Renascer.
Foto Reprodução
Segundo o Ministério Público, a investigação teve origem em um procedimento administrativo que identificou indícios de irregularidades em contratos públicos, com suspeitas de crimes como peculato e fraudes, que podem ter causado prejuízo aos cofres públicos.
O PIC foi instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça Especializada de Timon e tem prazo inicial de 90 dias.
Contratos que somam quase R$ 19 milhões
Levantamento realizado pelo Blog do Minard, com base em dados oficiais do mural de contratos do Tribunal de Contas do Maranhão (SINC-Contrata), aponta que a empresa ligada a Edison Moreira da Silva firmou cinco contratos com o Município de Timon entre 2022 e 2024. A maior parte desses acordos envolve a Secretaria Municipal de Educação e o Fundeb. Juntos, os contratos totalizam R$ 18.987.024,41 milhões.
Veja o registro no mural:
Foto Reprodução – Razão Social: Construtora Moreira e Silva LTDA / Nome Fantasia: Construtora RenascerFoto Reprodução
Ex-secretário de Obras de Timon enfrenta cerco judicial: entenda os processos contra Lourival Júnior
O ex-secretário Lourival Alves de Lima Júnior encontra-se no centro de uma série de procedimentos judiciais que investigam desde a transparência em parcerias público-privadas até graves acusações de desvio de dinheiro público.
O desdobramento mais delicado para o ex-secretário tramita na esfera criminal. Lourival Júnior é réu em uma ação penal movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), fundamentada em um Procedimento Investigatório Criminal (PIC). A denúncia, já aceita pela Justiça, aponta a suposta prática de peculato (desvio de dinheiro público) e crimes relacionados a licitações e contratos administrativos. O juízo da 1ª Vara Criminal de Timon remarcou a audiência de instrução e julgamento para o dia 12 de fevereiro de 2026.
Paralelamente ao processo criminal, Lourival responde a uma Ação Civil de Improbidade Administrativa. Neste processo, o MPMA busca a responsabilização civil por atos que teriam causado lesão aos cofres públicos e enriquecimento ilícito de terceiros, envolvendo contratos com empresa Engex Engenharia e Comércio Ltda. Em decisão recente de “saneamento”, o magistrado do caso delimitou as condutas e enquadrou o ex-secretário no Artigo 10 da Lei de Improbidade, que trata especificamente de atos que geram perda patrimonial ao Estado. Caso condenado nesta frente, Lourival pode enfrentar a suspensão de direitos políticos, multas pesadas e a obrigação de ressarcir o erário.
O ministro do Esporte, André Fufuca, passou a ser cotado nos bastidores para disputar o governo do Maranhão em meio ao racha entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. A movimentação surge como uma alternativa para contornar a disputa aberta entre o atual governador, Carlos Brandão (sem partido), e o vice-governador Felipe Camarão (PT), ambos integrantes da base lulista.
Segundo apurou o Metrópoles com pessoas a par das articulações, a ideia de lançar Fufuca teria partido do próprio presidente Lula como forma de buscar uma saída para o impasse entre os dois aliados. Apesar disso, o ministro já sinalizou a pessoas próximas que pretende disputar uma vaga no Senado em 2026.
Tanto Carlos Brandão quanto Felipe Camarão aguardam o apoio de Lula na sucessão estadual, o que tem dificultado a construção de um entendimento dentro da base governista. Nos bastidores, a avaliação é de que, sem um acordo entre os dois grupos em torno do nome de Fufuca, uma eventual candidatura do ministro tende a perder força e pode nem sair do papel.
A crise política teve início com a quebra de um acordo que previa a saída de Brandão do governo no primeiro semestre para disputar o Senado. Nesse cenário, Felipe Camarão assumiria o comando do Executivo estadual e se lançaria como sucessor natural. O plano, no entanto, foi abortado, e o governador passou a defender que permanecerá no cargo até o fim do mandato.
A decisão é interpretada como uma estratégia para impedir que o vice-governador utilize a estrutura administrativa do governo para se fortalecer eleitoralmente e inviabilizar o projeto de lançar Orleans Brandão, sobrinho do governador, como candidato à sucessão. Orleans é atualmente o nome mais cotado pelo grupo de Brandão para a disputa estadual.
Felipe Camarão é considerado um quadro estratégico do PT. Além de aliado próximo de Lula, ele é hoje o único vice-governador filiado ao partido em todo o país. Camarão integra o grupo político conhecido no Maranhão como dinistas, ligado ao ex-governador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Carlos Brandão, que chegou ao governo com apoio desse grupo, se afastou dos dinistas ao longo do mandato.
Pessoas próximas ao governador afirmam que Brandão pretende concluir o mandato e trabalha para emplacar um nome de sua confiança na sucessão estadual. Segundo esses interlocutores, o governador nutre a expectativa de contar com o apoio de Lula e aguarda uma conversa direta com o presidente para tratar do cenário eleitoral no estado.
O impasse coloca o PT diante de um cenário complexo em um estado considerado estratégico para o partido. Em 2022, Lula venceu no Maranhão com 71,4% dos votos. A legenda terá de definir como se posicionar diante de uma disputa em que dois aliados diretos do presidente se colocam em campos distintos.
É nesse contexto que o nome de André Fufuca surge como possível “terceira via”. Interlocutores do governo afirmam que o ministro tem crescido na avaliação do presidente, especialmente após ser afastado do PP por decidir permanecer no governo Lula mesmo após o desembarque formal do partido da base governista. Também pesam a favor do ministro as manifestações públicas de apoio feitas ao presidente.
Aliados avaliam ainda que Fufuca teria a vantagem de dialogar com os dois grupos políticos do Maranhão, sendo visto como um nome capaz de agradar tanto aos dinistas quanto ao entorno do atual governador. Recentemente, o ministro esteve no estado e apareceu ao lado de Carlos Brandão durante o pré-carnaval do Maranhão.
Seguindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), um procedimento administrativo foi aberto para acompanhar de perto como estão sendo feitos os processos legislativos e a execução das emendas parlamentares em Presidente Dutra. A iniciativa busca garantir mais transparência e permitir que seja possível rastrear o caminho do dinheiro público, como exige a decisão do STF na ADPF 854.
De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça Clodoaldo Nascimento Araújo, o objetivo é verificar se tanto a Câmara Municipal quanto a Prefeitura cumprem os parâmetros constitucionais de publicidade, controle e rastreamento das emendas, conforme o modelo federal de transparência.
O STF estabeleceu que, a partir de 1º de janeiro de 2026, estados e municípios só poderão executar emendas parlamentares se comprovarem a existência de mecanismos que permitam identificar, de forma clara, a origem dos recursos, o parlamentar responsável pela indicação, o destino final e a execução financeira e física das verbas.
Como parte da apuração, o Ministério Público deu prazo de 15 dias para que a Câmara de Vereadores informe se há normas que disciplinem a apresentação e tramitação das emendas, além dos mecanismos de transparência adotados. A Prefeitura também deverá prestar esclarecimentos sobre o recebimento, controle, execução e divulgação dos recursos oriundos de emendas federais, estaduais e municipais.
O MP também determinou a verificação dos portais da transparência do Município e da Câmara, a fim de identificar se existem informações acessíveis e atualizadas sobre as emendas parlamentares, bem como a realização de pesquisas sobre eventuais denúncias ou irregularidades já noticiadas.
O prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União), foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (27). Agentes estiveram na residência do gestor no município, mas, até o momento, não há informações oficiais sobre apreensões realizadas no local.
A ação faz parte de uma operação conjunta da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga a atuação de um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em licitações, especialmente na área da saúde.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais contra os investigados.
Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos para fornecimento de insumos à rede pública de saúde. As apurações envolvem empresas sediadas no estado que mantinham contratos com administrações municipais de diferentes estados do país. Auditorias realizadas identificaram falhas na execução contratual, como suspeitas de não entrega de materiais, fornecimento inadequado de produtos e sobrepreço.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos e a fraudes em contratações administrativas.