Eleições 2026: primeira pesquisa mostra disputa equilibrada para o governo do Maranhão

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O Instituto Econométrica, em parceria com o Imirante, divulgou sua primeira pesquisa de intenção de votos para as eleições de 2026 no Maranhão. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-08591/2026, ouviu 1.362 eleitores entre os dias 8 e 11 de janeiro e mostra um cenário equilibrado na disputa pelo governo do estado.

No cenário espontâneo, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), aparece à frente com 21,9%, seguido pelo secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com 20,7%. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), registra 9,3%, enquanto o vice-governador Felipe Camarão (PT) aparece com 3,85%.

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Já no cenário estimulado, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Orleans Brandão lidera com 33,9%, com Braide em seguida, com 32,2%, e Lahesio Bonfim com 17,3%. O vice-governador Felipe Camarão tem 7,6% das intenções de voto.

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Em cenários de confrontos diretos, Braide aparece à frente com 45,8% se o adversário for Orleans, que tem 40,5%. Na disputa entre Orleans e Bonfim, o emedebista alcança 49,6% contra 32,7% do ex-prefeito.

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Quando os eleitores são questionados sobre quem deve vencer a eleição, independentemente de em quem vão votar, Orleans aparece com 39,2%, Braide com 31,1%, Lahesio Bonfim com 8,4% e Felipe Camarão com 3,7%.

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A pesquisa também traz índices de rejeição, e o maior deles é de Camarão, com 28,9% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida vêm Lahesio Bonfim, com 25,4%, Orleans Brandão, com 17,9%, e Eduardo Braide, com 6,8% — o menor índice de rejeição.

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O levantamento tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos e grau de confiança de 95%.

Prefeitura descumpre decisão; IMDS aciona o TCE e cobra repasse para manter acolhimento de jovens

Sede da Prefeitura de São Luís

O Instituto Movimentação de Desenvolvimento Social (IMDS) apresentou representação com pedido de medida cautelar contra a Prefeitura de São Luís e a Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (SEMCAS), denunciando o atraso no repasse de recursos públicos que garantem o funcionamento de um serviço essencial de acolhimento de jovens em situação de extrema vulnerabilidade social. O débito cobrado do Município soma R$ 442.715,20, valor correspondente a duas parcelas previstas em contrato e não pagas até o momento.

A medida refere-se ao 1º Aditivo ao Termo de Colaboração nº 03/2024, firmado entre o IMDS e o Município, publicado no Diário Oficial em 25 de agosto de 2025. O instrumento regulamenta a execução de um serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), voltado ao acolhimento institucional, na modalidade República, de jovens do sexo masculino entre 18 e 21 anos, com vínculos familiares rompidos.

De acordo com o plano de trabalho pactuado, o cronograma de desembolso previa duas parcelas de R$ 221.357,60, referentes aos meses de agosto e novembro de 2025. No entanto, mesmo com a execução regular do serviço pelo IMDS, o Município não efetuou qualquer repasse há cerca de seis meses, sem apresentar justificativa legal.

Segundo o instituto, a situação financeira da entidade chegou a um ponto crítico. O serviço vem sendo mantido sem os repasses devidos, comprometendo o pagamento de salários, a manutenção da estrutura de moradia, o fornecimento de alimentação e a continuidade de contratos essenciais. O cenário, afirma a instituição, coloca em risco direto a proteção dos jovens acolhidos, que não dispõem de rede familiar de apoio.

A representação também aponta que a Prefeitura de São Luís já foi condenado judicialmente, em janeiro de 2026, na Ação Civil Pública nº 0800315-62.2025.8.10.0002, em trâmite na 1ª Vara da Infância e da Juventude, justamente pela irregularidade nos repasses destinados à mesma unidade de acolhimento. Para o IMDS, a repetição da conduta evidencia reincidência administrativa e possível desrespeito a decisão judicial.

Diante do risco iminente de interrupção do serviço, o instituto requer a concessão de medida cautelar para determinar o repasse imediato das parcelas em atraso, sob pena de multa diária aos gestores responsáveis. No mérito, pede ainda a declaração de ilegalidade da retenção dos recursos, a aplicação de sanções administrativas e o encaminhamento do caso ao Ministério Público Estadual para apuração de eventual improbidade administrativa.

Maranhão tem 3 instituições com Medicina mal avaliada; MEC corta vagas e suspende Fies

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Mais de 100 cursos de Medicina em todo o país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília. No Maranhão, instituições públicas e privadas aparecem na lista com conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ao todo, 351 cursos de Medicina foram avaliados no Brasil, e cerca de 30% ficaram nas faixas mais baixas do exame. Como consequência, essas graduações estão sujeitas a punições que incluem suspensão de vagas, restrições para abertura de novos alunos e bloqueio de acesso a programas federais, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Situação no Maranhão

No estado, cursos de Medicina oferecidos em São Luís, Imperatriz, Santa Inês e Pinheiro obtiveram conceito 2 no Enamed. Entre as instituições listadas estão:

  • Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês (Afya Santa Inês) – Santa Inês
  • Universidade Ceuma (Uniceuma) – campus São Luís
  • Universidade Ceuma (Uniceuma) – campus Imperatriz
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – campus Pinheiro

As notas indicam desempenho abaixo do esperado na formação dos futuros médicos, o que acende um alerta sobre a qualidade do ensino oferecido no estado, especialmente em regiões do interior.

Consequências e próximos passos

De acordo com o Ministério da Educação, cursos que receberam conceito 2 terão redução no número de vagas autorizadas, além de suspensão do Fies e de outros programas federais. Já cursos com conceito 1 terão o ingresso de novos estudantes totalmente suspenso. No entanto, instituições estaduais e municipais não sofrem sanções diretas do MEC, por não estarem sob sua gestão administrativa.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que as instituições terão prazo para apresentar defesa e planos de melhoria. Segundo ele, o objetivo das medidas não é punir, mas garantir a qualidade da formação médica e proteger a população que será atendida por esses profissionais.

Disputa judicial

Antes da divulgação dos resultados, uma entidade que representa universidades particulares tentou barrar a publicação das notas na Justiça, mas o pedido foi negado. Com isso, os dados foram tornados públicos e passaram a orientar as ações de regulação do ensino médico no país.

No Maranhão, os resultados reforçam a necessidade de assegurar padrões mínimos de qualidade, especialmente diante da importância social da atuação médica no sistema de saúde.

Procurador-geral volta a minimizar exoneração coletiva no GAECO e afirma que foi “precipitação”

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O procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual, Danilo Castro, participou na manhã desta terça-feira (20) do quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante, onde comentou a demissão coletiva de dez promotores de Justiça após divergências internas relacionadas à atuação do MP em um caso envolvendo o município de Turilândia.

Questionado pela apresentadora Carla Lima sobre o impacto das demissões, Danilo de Castro afirmou que, embora a situação cause estranhamento inicial, não compromete o funcionamento da instituição. Segundo ele, mudanças em equipes fazem parte da dinâmica administrativa do Ministério Público e, no caso específico, houve precipitação por parte dos promotores que pediram exoneração.

O procurador-geral explicou que a investigação em questão foi conduzida sob sua autorização e direção, e que os promotores atuavam como auxiliares. Ele destacou que seu parecer técnico foi pela substituição das prisões por medidas cautelares, uma vez que as investigações já haviam sido concluídas, os bens bloqueados e os investigados afastados de suas funções, não representando mais risco à sociedade.

Danilo de Castro negou que tenha pedido a soltura dos acusados, ressaltando que a legislação brasileira determina a adoção de medidas cautelares quando a prisão deixa de ser necessária. Entre essas medidas, citou monitoramento eletrônico e restrições de contato. Segundo ele, houve uma interpretação equivocada sobre sua manifestação.

Ainda durante a entrevista, o procurador-geral afirmou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi rapidamente reconstituído e que a denúncia foi oferecida no prazo de 45 dias.

Sobre manifestações de solidariedade de outros membros do Ministério Público aos promotores que pediram demissão, o procurador-geral disse que se tratam de expressões legítimas, mas ponderou que apenas quem tem pleno conhecimento dos autos deve se manifestar sobre o caso. Segundo ele, não houve prejuízo institucional ou clima de instabilidade.

De olho no Senado, Fufuca pretende deixar Esportes na data limite

Ministro do Esporte, André Fufuca

O ministro do Esporte, André Fufuca (Progressistas), afirmou que pretende deixar o cargo em abril, prazo final exigido pela legislação eleitoral para quem deseja disputar as eleições deste ano. O objetivo é concorrer a uma vaga no Senado pelo Maranhão. As informações são uma repostagem do portal Metrópoles.

Em entrevista ao Metrópoles, Fufuca disse que a composição da chapa ainda não está definida e que a escolha do suplente será uma decisão interna do partido. Segundo ele, ainda não houve definição oficial sobre o tema. O ministro também ressaltou que o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será determinante para o rumo político no estado, afirmando que caberá ao chefe do Executivo “definir o nosso caminho no Maranhão”.

Apesar de o Progressistas ter anunciado, em setembro do ano passado, um rompimento institucional com o governo federal e ter afastado Fufuca dos comandos estadual e nacional da sigla, o ministro optou por permanecer na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, declarou que continuaria contribuindo para a governabilidade e para a gestão do país ao lado de Lula.

Nas eleições deste ano, cada estado elegerá dois senadores, o que amplia o leque de alianças políticas. A estratégia do Palácio do Planalto pode incluir o apoio a dois nomes no Maranhão, com o objetivo de fortalecer uma bancada mais alinhada ao governo no Senado.

Além de Fufuca, outro nome na disputa é o senador Weverton Rocha (PDT), vice-líder do governo no Senado e que conta com apoio público do presidente Lula.

CPMI do INSS: Duarte Jr. afirma que Édson Araújo recebeu R$ 54,9 milhões em um mês

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O deputado federal Duarte Jr. (PSB) publicou nas redes sociais, nesta terça-feira (20), uma postagem em que afirma ter identificado movimentações financeiras milionárias envolvendo o deputado estadual Édson Araújo no contexto das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Segundo o vice-presidente da CPMI, Duarte Jr., a quebra de sigilo bancário revelou que Édson Araújo teria recebido R$ 54,9 milhões em apenas um mês — junho de 2024 — diretamente em sua conta pessoal. O parlamentar classificou o valor como “injustificável” e afirmou que não há, até o momento, explicação lícita conhecida para a origem do dinheiro.

O deputado federal também recordou que, no ano passado, Édson Araújo tentou intimidá-lo para frear o avanço das investigações.

“O dinheiro não veio de prêmio de loteria nem de qualquer atividade extraordinária conhecida”, escreveu Duarte Jr., ao sustentar que os valores podem ter relação com desvios que atingem diretamente aposentados e beneficiários do sistema previdenciário.

Em matéria divulgada hoje pelo Metrópoles, foi apontado que o deputado estadual maranhense movimentou mais de R$ 18 milhões em apenas seis meses, no início de 2025. Edson é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquacultura (CBPA), uma das entidades investigadas na farra do INSS. As informações sobre a movimentação financeira foram enviadas pela Receita Federal à CPMI do INSS, após o colegiado aprovar a quebra do sigilo fiscal dele em novembro do ano passado. Na ocasião, a CPMI também aprovou a convocação do parlamentar.

Até o momento, não há decisão judicial ou pronunciamento oficial divulgado nos autos da CPMI confirmando as conclusões apresentadas na postagem. O espaço segue aberto para manifestação do deputado estadual citado.

Calvet Filho recusa notificação em investigação sobre consumo de carne de animal silvestre

Ex-prefeito Calvet Filho

_Além das ações por enriquecimento ilícito e da investigação sobre o esquema de rachadinha para a amente, ex-prefeito rosariense agora é acusado de crime ambiental após ser flagrado comendo carne de paca_

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) de Rosário tentou entregar pessoalmente ao ex-prefeito Calvet Filho (Republicanos) a notificação da denúncia que deu origem ao processo que apura um suposto crime ambiental, mas ele recusou receber o documento.

Com a recusa, o político poderá ser notificado por outros meios previstos na legislação, e o procedimento de apuração do caso será publicado no Diário Oficial do Município (DOM), conforme estabelece o princípio constitucional fundamental do devido processo legal, previsto no Art. 5º, LIV, CF/88. A partir dessa formalização, passa a contar os prazos para apresentação da defesa.

De acordo com as informações, a origem formal da investigação pela SEMMA veio a partir de denúncias anônimas, que reuniu elementos que apontam o ex-prefeito consumindo carne de animal silvestre, possivelmente proveniente de caça ilegal, sem autorização do órgão ambiental, com fotos e vídeos divulgados em redes sociais.

Após investigar os fatos, o órgão confirmou a ocorrência do crime e lavrou auto de infração com base na Lei n.º 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais, ART 29) e no Decreto n.º 6.514/2008 (ART. 24). Contudo, depois de várias tentativas de entregar a notificação no endereço fornecido, sem êxito, o autuado foi encontrado em um estabelecimento da cidade, mas se recusou a assinar o documento.

Em seguida, postou novos vídeos em redes sociais confirmando a ingestão do animal silvestre. Os fatos estão sendo apurados no momento, e um relatório técnico será encaminhado ao Ministério Público para que as medidas legais apropriadas sejam tomadas.

Consequências para a saúde e meio ambiente

Além das consequências administrativas e judiciais, o consumo de animais silvestres pode traz o risco para a saúde e meio ambiente. De acordo com biólogos, este alimento não foi processado, tampouco higienizado, por isso oferece perigo de transmissão de doença para a pessoa.

De acordo com os especialistas, o contato humano com sangue e vísceras de animais pode levar à contaminação. Os profissionais dão um exemplo radical: uma das teorias da Aids envolve justamente a caça de animais selvagens. A tese é que caçadores na África mataram macacos, os quais também têm o vírus da Aids, e acabaram consumindo a carne infectada. Assim, nasceu a doença, conforme este teoria. A situação é extrema, mas representa o risco ao qual o caçador e consumidor está exposto, conforme explicam biólogos da pasta municipal.

Ex-prefeito virou réu incorrigível

O ato ilícito foi divulgado pelo próprio ex-prefeito rosariense em suas redes sociais. Além disso, cabe ressaltar que Calvet Filho também é réu em outras ações no judiciário como, por exemplo, uma que lhe acusa de enriquecimento ilícito e outra que investiga um esquema de rachadinhas com recursos públicos para pagar a amante do ex-chefe do executivo municipal durante seu mandato.

Representação no TCE-MA pede auditoria em contratos de R$ 2,9 milhões da Prefeitura de Brejo

Prefeita de Brejo,  Thamara Castro

A Prefeitura de Brejo, no interior do Maranhão, passou a ser alvo de uma representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) que pede a abertura de auditoria e a adoção de medidas cautelares contra a gestão municipal. A ação também envolve a empresa L F Editora e Distribuidora de Livros LTDA e questiona contratos milionários firmados pela Secretaria Municipal de Educação para a aquisição de livros didáticos. O documento aponta indícios de fracionamento de despesas, possível direcionamento de licitação e uso irregular de instrumentos legais de contratação.

O processo foi protocolado nesta segunda-feira (19) e tramita sob a relatoria do conselheiro Melquizedeque Nava Neto. A representação sustenta que, apenas no ano de 2025, a Prefeitura de Brejo celebrou três contratos distintos com a mesma empresa, todos derivados do Pregão Eletrônico SRP nº 006/2025, com objetos semelhantes e voltados ao fornecimento de livros para a educação infantil, ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos.

Somados, os contratos alcançam o montante de R$ 2.941.386,00. O maior deles, o Contrato nº 027/2025, ultrapassa R$ 2,2 milhões. Outros dois contratos, de nº 052/2025 – R$ 154.280,00 e nº 053/2025 – R$ 530.626,00, completam a cifra milionária. O ponto que chama atenção é que todos foram firmados no mesmo exercício financeiro, com o mesmo fornecedor e com objetos praticamente idênticos, o que levanta a suspeita de fracionamento indevido da despesa, prática vedada pela Lei nº 14.133/2021 quando utilizada para driblar regras licitatórias ou reduzir a competitividade.

Além da divisão dos contratos, a representação também questiona o conteúdo das especificações técnicas exigidas nos editais e termos de referência. As contratações envolvem coleções pedagógicas completas, alinhadas à BNCC e acompanhadas de assessoria pedagógica vinculada ao próprio material didático. Para órgãos de controle, esse tipo de exigência, quando não devidamente justificado, tende a restringir a concorrência e favorecer fornecedores específicos, transformando a licitação em um procedimento meramente formal.

Outro ponto sensível é o uso reiterado do Sistema de Registro de Preços para aquisições de grande vulto e com demanda previsível. O SRP, segundo entendimento consolidado dos tribunais de contas, não deve ser adotado como regra geral, especialmente quando o órgão público tem plena capacidade de planejamento.

A representação encaminhada ao TCE-MA pede a abertura de auditoria especial, a adoção de medidas cautelares — incluindo eventual suspensão de pagamentos — e a apuração de possível sobrepreço e dano ao erário. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a responsabilidade poderá recair tanto sobre gestores públicos quanto sobre a empresa contratada.

Braide exalta drenagem na região do Lítero, mas chuva volta a alagar São Luís

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O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, usou as redes sociais, na manhã desta segunda-feira (19), para mostrar que estava nas ruas acompanhando os efeitos da primeira chuva mais intensa registrada na capital maranhense. Em publicações no Instagram, Braide destacou que áreas da região do Lítero não apresentaram alagamentos após obras de drenagem realizadas pela prefeitura.

Apesar do discurso otimista do prefeito, a chuva voltou a expor problemas históricos de infraestrutura em diversos pontos da Grande São Luís. Alagamentos foram registrados no bairro São Francisco, no Terminal de Integração da Cohama, na Estrada de Ribamar, no Alto do Turu, além de outros trechos considerados críticos.

No Terminal da Cohama, o acúmulo de água dificultou a circulação de passageiros e impactou o funcionamento do transporte público. Já na rua Oito, no São Francisco, a via ficou completamente tomada pela água, obrigando moradores e pedestres a transitar com dificuldade e cuidado para evitar quedas. No Mercado Municipal da Cohab, populares registraram o momento em que a água cai do telhado em cima dos boxes utilizados pelos feirantes, alagando parte do centro comercial.

Enquanto o prefeito destacou avanços, a população enfrentou transtornos causados pelos alagamentos, evidenciando que a cidade ainda enfrenta desafios estruturais para lidar com períodos chuvosos.

Veja o pronunciamento do prefeito:

Veja alguns alagamentos registrados:

MP aciona a Justiça contra prefeito de Nova Iorque por excesso de contratações precárias

Prefeito Daniel Castro

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) acionou a Justiça contra o Município de Nova Iorque e o prefeito Daniel Castro para obrigar a gestão a substituir servidores contratados precariamente por aprovados em concurso público.

Na Ação Civil Pública, a Promotoria de Justiça de Pastos Bons pede decisão liminar que determine a realização de concurso em até 12 meses e proíba novas contratações temporárias ou terceirizadas para cargos permanentes, como professores, técnicos de enfermagem, motoristas e vigias.

O MP também solicita a suspensão imediata dos pagamentos ao Instituto Construir, contratado em setembro de 2025 por R$ 6,9 milhões para fornecimento de mão de obra à prefeitura.

Entre as medidas, está a exigência de apresentação, em 30 dias, de um cronograma para o concurso público e de um levantamento da real necessidade de cargos efetivos. Em caso de descumprimento, o MP pede multa diária e pessoal de R$ 10 mil ao prefeito.

A ação é resultado de investigações iniciadas após denúncia, em abril de 2025, sobre contratações sem concurso. Levantamentos do MP apontam que cerca de 77% dos servidores do município atuam com vínculos precários, especialmente nas áreas de Educação e Saúde.

Antes de recorrer à Justiça, o MPMA havia recomendado, em novembro de 2025, a suspensão das contratações temporárias e a abertura de concurso, mas a prefeitura não respondeu dentro do prazo.