O prefeito de Macapá, Antonio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como “Dr. Furlan” (PSD), renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5/3). A decisão foi comunicada em ofício enviado à Câmara Municipal da capital do Amapá.
No documento, encaminhado ao presidente da Câmara, Pedro DaLua, Furlan afirma que deixa o mandato para se preparar para disputar o governo do estado nas eleições de 2026, o que exige a renúncia ao cargo pela legislação eleitoral.
A saída ocorre um dia após o então prefeito ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal. Ele também já havia sido afastado da prefeitura por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na carta, datada de 4 de março, Furlan não menciona a investigação e apenas formaliza a renúncia ao mandato para o qual foi eleito em 2024.
Ação cumpre mandados de busca e apreensão e apura uso de recursos não declarados no financiamento de campanhas eleitorais
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5/3), a Operação Farândola, com o objetivo de desarticular esquema de caixa dois eleitoral e de corrupção eleitoral no município de Caxias/MA.
A investigação revelou que recursos não contabilizados foram utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, com diligências realizadas nos municípios de Caxias e de São Luís. O esquema investigado baseava-se na atuação de um operador financeiro interposto, responsável por receber e por distribuir valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante o pleito de 2024.
Foto Reprodução
O objetivo das medidas é a apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos, de registros contábeis informais, de valores em espécie e de outros elementos capazes de comprovar a origem e a destinação dos recursos ocultos.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e de corrupção eleitoral.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Dataleaks com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de obter, adulterar, comercializar e divulgar ilegalmente dados pessoais e sensíveis provenientes de diferentes bases de informação públicas e privadas.
De acordo com a PF, as investigações começaram após a identificação de uma base de dados não oficial abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e plataformas do governo. Essa base continha informações pessoais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que levou à abertura de um inquérito para apurar a origem e a forma de disseminação desses dados.
A apuração se concentra no uso e na circulação irregular de informações pessoais provenientes de diversas bases de dados, sem menção a dados fiscais ou bancários. Segundo os investigadores, os dados eram reunidos e posteriormente comercializados por meio de uma plataforma clandestina.
Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária. As ordens foram expedidas pelo STF e estão sendo executadas nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas.
A PF informou que os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
Outra investigação sobre vazamento de dados
Em uma investigação paralela, a Polícia Federal já havia realizado outra operação para apurar possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades públicas.
Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos em três estados. Os investigados foram ouvidos pelos policiais.
As medidas foram autorizadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, após representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os investigadores buscam esclarecer se houve quebra ilegal de sigilo de ministros do Supremo e de familiares sem autorização judicial.
Além das buscas, também foram determinadas medidas cautelares, como:
monitoramento por tornozeleira eletrônica;
afastamento do exercício de função pública;
cancelamento de passaportes;
proibição de saída do país.
Os mandados dessa investigação foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, incluindo as cidades de São José do Rio Preto, Guarujá e Salvador.
A Câmara dos Deputados selou, em segundo turno, a aprovação da PEC da Segurança Pública (18/25), enviando ao Senado um texto que promete redesenhar a integração das forças policiais no Brasil. Com um placar avassalador de 461 votos a 14, o projeto contou com o apoio integral da bancada do Maranhão, que votou em bloco a favor da medida.
Coesão Regional e Articulação Política
Diferente de outros estados que apresentaram dissidências, o Maranhão manteve a unidade tanto no primeiro quanto no segundo turno. Essa postura sinaliza um alinhamento estratégico com a pauta de fortalecimento do pacto federativo e a garantia de novos recursos para o setor, pontos centrais do substitutivo apresentado pelo relator Mendonça Filho (União-PE).
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a votação como um “dia histórico”, destacando que o texto final é fruto de um equilíbrio entre a proposta original do Governo e as modificações sugeridas pelo Congresso após ampla escuta da sociedade.
O Mapa da Resistência
A oposição ao projeto ficou restrita a um nicho ideológico específico. Enquanto o deputado Luciano Bivar (União-PE) recuou de seu voto contrário inicial para apoiar a PEC no segundo turno, a resistência final (14 votos) foi composta quase inteiramente pela federação PSOL-Rede, além de nomes isolados do PT e do PL.
Entre os poucos opositores figuram nomes como Erika Hilton (PSOL-SP), Tarcísio Motta (PSOL-RJ) e Capitão Augusto (PL-SP), expondo que a crítica à proposta uniu, por razões distintas, alas do progressismo identitário e do corporativismo policial.
A PEC 18/25 não apenas integra órgãos de segurança, mas cria mecanismos para que o Governo Federal coordene diretrizes nacionais, evitando o isolamento das inteligências estaduais. Para o Maranhão, a aprovação significa a expectativa de fluxos de recursos mais previsíveis e uma cooperação técnica mais robusta no combate ao crime organizado.
Moradores de São Luís relataram nos últimos dias um aumento de até R$ 0,15 no litro da gasolina em diversos postos da cidade, motivando a ação do Instituto de Promoção e Defesa do Consumidor do Estado do Maranhão (Procon/MA).
O Procon/MA iniciou, nesta semana, a notificação de postos de combustíveis em São Luís que registraram aumento no preço do litro da gasolina, supostamente influenciado pela escalada da guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã.
Os estabelecimentos fiscalizados que apresentaram aumento estão sendo obrigados a apresentar as três últimas notas fiscais de compra de combustíveis, com o objetivo de verificar se os reajustes possuem respaldo legal ou configuram prática abusiva.
“Caso seja constatada irregularidade, os postos serão autuados e poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor”, afirmou o Procon/MA, acrescentando que continua monitorando os efeitos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis no estado.
Conflito no Oriente Médio e reflexos no Brasil
A escalada militar começou no último sábado (28), quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã, resultando na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, e de outros membros do alto escalão iraniano. Desde então, o Irã tem respondido com disparos de mísseis contra bases militares americanas e territórios israelenses, gerando confrontos diários na região.
O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr (PSB-MA), afirmou à coluna que a quebra de sigilo fiscal e bancário do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi resultado de uma “cagada” de seu colega, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo Duarte Jr, Pimenta deveria ter atuado desde o início para impedir que a CPMI retirasse da pauta a medida. O parlamentar acrescentou que a votação não deveria ter sido simbólica, mas nominal, para evitar riscos e questionamentos posteriores.
“Faltou conversa, diálogo. Foi uma cagada de Pimenta. Muita arrogância”, disse Duarte Jr à coluna na noite de terça-feira (3/3).
O ministro Flávio Dino já limpou a “cagada” ao suspender o ato da CPMI do INSS que determinava a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha. Embora a liminar tenha sido concedida a partir de mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, o ponto central é que a votação questionada foi feita em bloco — e isso atinge diretamente o caso dele.
Entenda o caso
Na quinta-feira, 26 de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Lulinha em sessão marcada por tumulto. A votação foi simbólica, sem registro nominal dos votos, exigindo que os parlamentares contrários se manifestassem em pé ou levantando a mão.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contabilizou sete votos contrários apenas entre os membros titulares, desconsiderando os suplentes, e declarou os pedidos aprovados. A base governista questionou a contagem e aliados do presidente Lula recorreram ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que confirmou a decisão da CPMI.
No próximo dia 14, Orleans Brandão lançará oficialmente sua candidatura ao governo do Maranhão pelo MDB, partido que ele lidera. Segundo pesquisas recentes, o emedebista vem crescendo na disputa estadual.
Orleans chega ao pleito com uma base consolidada, construída durante sua gestão como secretário de Estado de Assuntos Municipalistas. No cargo, percorreu todo o Maranhão, articulando obras e melhorias para municípios e fortalecendo a aproximação entre o governo e os prefeitos municipais.
Com esse histórico de atuação e articulação política, Orleans Brandão se apresenta como nome forte na corrida pelo governo estadual.
Imagem gerada por IA, produzida exclusivamente para uso ilustrativo no Blog do Minard
Começa nesta quinta-feira (5) a janela partidária em todo o país. Até 3 de abril, deputados estaduais e federais poderão trocar de legenda sem risco de perder o mandato. No Maranhão, o período marca oficialmente o início da temporada de rearranjos políticos e deve mexer na composição da Assembleia Legislativa.
MDB no centro do tabuleiro
Imagem gerada por IA, produzida exclusivamente para uso ilustrativo no Blog do Minard
O MDB, liderado por Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo do Maranhão, entra nesse processo como peça-chave. Hoje com 10 deputados estaduais, a legenda é vista como o porto mais seguro para quem busca estrutura, musculatura eleitoral e proximidade com o Palácio dos Leões. Mesmo com a possibilidade de uma ou outra saída pontual, o partido tende a sair fortalecido.
Há uma estratégia clara de consolidação do MDB como maior bancada da Casa. A construção passa por articulações políticas de peso e pela montagem de chapas competitivas tanto para estadual quanto para federal.
Neste cenário, a atuação da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, e do governador Carlos Brandão, tem sido fundamental. Juntos, eles coordenam um processo de reorganização partidária que prioriza a manutenção da base aliada e a viabilidade eleitoral de todos os grupos que compõem o arco de sustentação do governo.
✅ CONTINUAM NO MESMO PARTIDO
🟢 MDB
Adelmo Soares
Andreia M. Rezende
Antônio Pereira
Daniella
Davi Brandão
Florêncio Neto
Francisco Nagib
Kekê Teixeira
Ricardo Arruda
🔵 PL
Aluízio Santos
Cláudio Cunha
João Batista Segundo
Solange Almeida
Fabiana Vilar
🟡 PP
Arnaldo Melo
Catulé Júnior
🔴 PSB
Carlos Lula
Fernando Braide
Leandro Bello
Othelino Neto
🟣 PCdoB
Júlio Mendonça
Rodrigo Lago
🟤 Podemos
Júnior Cascaria
🟠 PRD
Guilherme Paz
Edna Silva ( não irá disputar)
🟢 União Brasil
Neto Evangelista
🔄 VÃO MUDAR DE PARTIDO
Ana do Gás (PCdoB) → deve ir para o Republicanos
Janaina (Republicanos) → deve ir para o Podemos
Ricardo Rios (PCdoB) → deve ir para o PSB
Abigail Cunha (PL) → deve ir para o MDB
Dr. Yglésio (PRTB) → deve ir para o PRD
Júnior França (PP) – Não será candidato; quem disputará é França do Macaquinho, sua esposa, que deve ir para o PRD
🚪 VÃO SAIR, MAS SEM PARTIDO DEFINIDO
Ariston (Mobiliza)
Cláudia Coutinho (PDT)
Dra. Helena Duailibe (PP)
Dra. Vivianne (PDT)
Eric Costa (PSD)
Osmar Filho (PDT)
Glalbert Cutrim (PDT)
Mical Damasceno (PSD) – vai sair para o Senado, sem definição de novo partido
❓ INDEFINIDOS
Iracema Vale (MDB) –
Indefinido se sai do MDB
Caso saia, deve ir para o PT
Indefinição também sobre disputa: estadual, federal, Senado ou Governo
Edson Araújo (sem partido) – investigado na CPMI do INSS, segue sem rumo
Wellington do Curso (sem partido) – ainda sem definição
Disputa por “fazer número”
Nos bastidores, partidos menores tentam montar chapas com nomes de menor densidade eleitoral apenas para atingir número mínimo e viabilizar candidaturas majoritárias ou federais. É uma estratégia conhecida: preencher nominatas para garantir sobrevivência partidária.
A janela partidária, portanto, não é apenas troca de sigla. É cálculo eleitoral, sobrevivência política e posicionamento para 2026.
Até 3 de abril, o cenário ainda pode mudar. Mas uma coisa já é clara: a corrida por espaço começou oficialmente — e ninguém quer ficar para trás.
A decisão do ministro do STF, Flávio Dino, suspendeu o ato da CPMI do INSS que determinava a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Embora a liminar tenha sido concedida a partir de mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, o ponto central é que a votação questionada foi feita em bloco — e isso atinge diretamente o caso dele.
A CPMI aprovou a quebra dos sigilos em 26 de fevereiro, junto com outros 87 requerimentos analisados de forma conjunta. Sem debate individual. Sem justificativa específica para cada nome.
Foi exatamente esse o ponto que Dino contestou.
No despacho, o ministro suspendeu os efeitos do ato que determinava as quebras e o envio de ofícios para obtenção de dados. Caso as informações já tenham sido encaminhadas, deverão ficar preservadas sob responsabilidade da Presidência do Senado.
_O reajuste, que ainda depende da apreciação e aprovação da Câmara Municipal para entrar em vigor, é maior do que a média nacional_
O prefeito de Rosário, Jonas Magno (PDT), anunciou um reajuste salarial de 6% para professores da rede municipal de ensino. O anúncio foi feito, por meio das redes sociais e, reforça a política de valorização dos profissionais da educação adotada pela gestão.
O reajuste, que ainda depende da apreciação e aprovação da Câmara Municipal para entrar em vigor, é maior do que o definido pelo Governo Federal para o Piso Nacional do Magistério, que foi de 5,4%,baseado na nova regra de cálculo que considera o crescimento do Fundeb e a inflação.
Atualmente, o piso pago no município rosariense é cerca de 20% maior do que acima da média nacional, evidenciando o compromisso da administração municipal em valorizar a categoria.
Jonas Magno também ressaltou que o reajuste será pago retroativamente aos meses de janeiro e fevereiro, assegurando que os docentes não sofram nenhum prejuízo financeiro.
“Para garantir a qualidade da educação, é necessário que os professores recebam salários justos e tenham condições de trabalho dignas, para que possamos, juntos, desenvolver um projeto educacional para a cidade de Rosário”, enfatizou.