Sarney consegue manter ex-funcionários no Senado mesmo depois de aposentado

Ex-senador conseguiu deixar ex-funcionários no Senado com um simples pedido ao amigo e presidente da Casa, Renan Calheiros
Ex-senador conseguiu deixar ex-funcionários no Senado com um simples pedido ao amigo e presidente da Casa, Renan Calheiros

O Senado está recontratando assessores de políticos aliados do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), cujos mandatos se encerraram no início do mês. Desde dezembro, ao menos 18 funcionários dos gabinetes dos ex-senadores José Sarney (PMDB-AP) e Gim Argello (PTB-DF), ocupantes de cargos comissionados (de livre nomeação), já foram transferidos para vagas em áreas administrativas, com salários de até R$ 8,1 mil.

A manutenção dos assessores na Casa foi autorizada por meio de portarias da Diretoria-Geral do Senado, comandada por Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, indicado ao cargo por Renan. Do gabinete de Sarney, que não disputou eleições no ano passado, migraram 12 funcionários, agora com cargos de ajudante e auxiliar parlamentar. No caso de Gim, que não conseguiu se reeleger, houve outras seis transferências.

Antes de sair, os dois ex-senadores intercederam pelo resgate de apadrinhados. Dos seis ex-assessores de Gim recontratados, quatro são filiados ao PTB, sendo que três integram a executiva do partido no Distrito Federal. No grupo de transferidos, eles terão os melhores salários.

Anicélia Pinheiro de Abreu é tesoureira da legenda e chegou a ser candidata a segunda suplente da chapa de Gim no ano passado. Agora, receberá R$ 8,1 mil mensais como assistente parlamentar júnior, fora eventuais vantagens.

Filiado ao PTB desde 2006, segundo registro da Justiça Eleitoral, Raid Kamal ganhará R$ 6,6 mil por mês como auxiliar parlamentar júnior. O Secretário-geral do partido em Brasília, Carlos Ribeiro Lima, e outro integrante da direção, Jair Barbosa dos Santos, vão receber R$ 4,7 mil mensais como auxiliares parlamentares, conforme as tabelas do Senado.

Os 12 transferidos do gabinete de Sarney estão agora lotados na Diretoria-Geral e no Instituto Legislativo Brasileiro. Entre os nomeados, está a auxiliar parlamentar Patrícia Cristina Leite Feitosa. Com salário de R$ 7,4 mil em janeiro, ela prosseguirá no mesmo cargo, agora na Diretoria-Geral. Gisela Maria Domingos, ex-assessora parlamentar, será auxiliar parlamentar no mesmo setor, com salário de cerca de R$ 6 mil, segundo o Senado.

O Senado tem hoje 2.665 funcionários com cargos comissionados, dos quais 1.448 (54%) estão sob “regime especial de frequência”, que os dispensa de bater ponto. De livre nomeação, normalmente esses cargos são preenchidos por indicação política.

Procurados desde a última quarta-feira, Gim e Sarney não se pronunciaram. Ao Estado, um interlocutor do peemedebista disse que os funcionários têm muitos anos de Casa e conhecem bem a burocracia do Senado. Por isso, foram requisitados pelas outras áreas.

O Senado não respondeu a questionamentos enviados por e-mail. Em nota, informou “que compete ao titular da unidade parlamentar ou administrativa decidir sobre a indicação dos servidores que vão ocupar os cargos disponíveis em suas equipes”. Segundo a Casa, desde agosto de 2013 os pedidos para ocupação de cargos em comissão devem ser acompanhados de documentos exigidos pela chamada Lei da Ficha Limpa.

Do jornal O Estado de São Paulo

Amanhã é dia de posse

Humberto Coutinho e todos os seus eleitores da Assembleia Legislativa
Humberto Coutinho e todos os seus eleitores da Assembleia Legislativa

Pela manhã deste domingo, os deputados estaduais e federais e o senador eleito irão tomar posse aqui no Maranhão e em Brasília. Um renovação de parlamentares acima de 50% tanto na Assembleia quanto na Câmara Federal e a inédita presença de um senador que não faz parte do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP).

Na Assembleia tudo parece estar resolvido. Os deputados tomarão posse e, em seguida, farão a eleição para a Mesa Diretora já organizada e montada. O presidente que tem 40 dos 42 votos da Casa será Humberto Coutinho (PDT), o 1º vice-presidente será Othelino Neto (PCdoB) e o 1º secretário, Edilázio Júnior (PV).

Apenas dois deputados, Sousa Neto e Andrea Murad (ambos do PMDB) decidiram não entrar no consenso em torno de Coutinho. Os dois parentes de Ricardo Murad estão juntos em uma anticandidatura (sem qualquer sentindo, diga-se) de Andrea Murad.

Na Câmara assumirão além dos que já lá estavam como Sarney Filho outros cinco novatos que saíram da Assembleia Legislativa. Victor Mendes (PV), Zé Carlos (PT), Rubens Júnior (PCdoB), Eliziane Gama (PPS) e André Fufuca (PEN) deixaram o parlamento estadual e assumem uma das cadeiras em Brasília.

No Senado Roberto Rocha assume o mandato. Ele é o primeiro senador da oposição eleito nos últimos 20 anos. A promessa do novo senador é de trabalhar em conjunto com o governador Flávio Dino (PCdoB) buscando ações que possam contribuir com o desenvolvimento do Maranhão.

 

Roberto Rocha renuncia ao mandato de vice-prefeito

Roberto Rocha entregou carta-renúncia ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior
Roberto Rocha entregou carta-renúncia ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior

O senador eleito, Roberto Rocha (PSB), renunciou agora a pouco ao mandato de vice-prefeito de São Luís. Ele entregou a carta-renúncia ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Rocha assume no domingo o mandato de senador da República. Com a saída de Roberto Rocha, a vice-prefeitura fica vaga. Constitucionalmente, se houver necessidade de substituição do prefeito, assume a administração municipal o presidente da Câmara de Vereadores, Astro de Ogum.

JOÃO CASTELO, ACHANDO QUE VEREADOR É BICHO TROUXA

castelo2A cena patética, divulgada pelo ex-prefeito João Castelo, de sua reunião no último sábado, mostrando alguns vereadores que supostamente estariam apoiando sua candidatura ao Senado Federal é digna de risadas e de uma reflexão sensata de tão maquiavélica  atitude do egocêntrico  e caquético candidato ao senado.

Mesmo sabendo que o PSDB não lhe dará legenda para a disputa, Castelo continua a insistente campanha ao fracasso.

Rodeado  de 12 vereadores dos vinte convidados a ouvirem um discurso pessoal e cheio de promessas mentirosas tentando enganar um pequeno grupo de edis acostumado a fazerem as mesmas promessas sabendo que o resultado de toda falação é no minimo nula, Castelo posa para foto com um sorriso enganador e conhecido pela maioria que ali estiveram presentes. Dos doze vereadores, Castelo precisa saber que seis deles estão só esperando a oficialização do candidato do PMDB ao senado e outros quatro estão  conversando com o prefeito Edivaldo Holanda para declinarem seus votos a Roberto Rocha.

A foto também conta com a “sem voto” deputada Gardeninha, que quebrou a prefeitura na época que seu pai foi prefeito, para apenas saber qual  gosto tem uma vitória às custas do dinheiro público (coisa que não acontecerá mais). Mas o engraçado disso tudo é que, Castelo fez de conta que convenceu e os “espertos” vereadores  fingiram que acreditaram.