Em alusão à história do Padre António Vieira, a operação denominada de ‘Sermão aos Peixes’ da Polícia Federal, efetivou nesta segunda-feira (16), a prisão coercitiva do dono do Instituto de Cidadania da Natureza (ICN), Péricles Silva e do médico ginecologista e diretor administrativo da Policlínica do Maiobão, a Polibão, Péricles Silva Filho. O outro proprietário, Benedito Silva Carvalho pode ser preso nas próximas horas.
A Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) faturou mais de R$ 1,2 bilhão no governo da peemedebista Roseana Sarney e está sob suspeita de corrupção em desvios relacionados a contratos e convênios sugerindo superfaturamentos e falcatruas. A empresa vencia todos os processos licitatórios para administrar unidades de Saúde do Estado. Estima-se que 90% dos convênios tenham sido desviados.
Delegados Fabrizio Garby e Nelson knay
Sobre a Operação ‘Sermão aos Peixes’
O sermão de Santo António aos Peixes constitui um documento da surpreendente imaginação, habilidade oratória e poder satírico do Padre António Vieira, que toma vários peixes (o roncador, o pegador, o voador e o polvo) como símbolos dos vícios daqueles colonos.
Com uma construção literária e argumentativa notável, o sermão pretende louvar algumas virtudes humanas e, principalmente, censurar com severidade os vícios dos colonos. Este sermão (alegórico) foi pregado três dias antes de Padre António Vieira embarcar ocultamente (a furto) para Portugal.
Todo o sermão é uma alegoria, porque os peixes são uma metáfora dos homens.
O ex-secretário de Saúde do Estado do Maranhão no governo Roseana Sarney, Ricardo Murad, acaba de ser encaminhado à sede da Polícia Federal em São Luís, conforme cumprimento de mandado de busca, apreensão e condução coercitiva. Agentes federais encontram-se nesse momento na casa do ex-secretário no bairro Olho D’Água.
A medida faz parte da Operação ‘Sermão aos Peixes’, deflagrada desde a tarde de ontem pela PF e visa investigar fraudes e desvios de verbas públicas da área da Saúde. Além do ex-secretário já foram cumpridos outros mandados e o ex-prefeito de Coroatá, Rômulo Trovão, e o ex-gestor do Fundo Estadual de Saúde, Sérgio Senna de Carvalho, também foram conduzidos à sede da Polícia Federal para prestarem esclarecimentos.
O Superintendente da Polícia Federal no Maranhão, delegado Nelson knay e o chefe do Departamento de Investigação e Repressão ao Crime Organizado da PF, delegado Fabrizio Garbi repassarão mais detalhes da operação numa coletiva a ser realizada na manhã de hoje.
Sob o comando do delegado Sandro Jansen, Policiais Federais voltaram a agir na Região Metropolitana de São Luís realizando na tarde desta segunda-feira (16) mandatos de prisões coercitivas e apreensões em casas e escritórios localizados na capital.
De acordo com informações preliminares, o ex-prefeito de Coroatá, Rômulo Trovão e Sérgio Senna de Carvalho, ex-gestor do Fundo Estadual de Saúde Secretaria de Estado de Saúde no governo Roseana Sarney, já foram detidos e encaminhados à sede da Superintendência da PF na Cohama, onde prestarão esclarecimentos.
A operação refere-se à escândalos na administração da SES envolvendo fraudes e desvios de recursos públicos.
Helder Aragão, afastado do cargo de prefeito, agora preso pela PF
Conforme adiantou o Blog na semana passada, o prefeito de Anajatuba, Helder Aragão, afastado do cargo pelo prazo de 90 dias através de determinação da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça que acatou o pedido do Ministério Público do Maranhão no último dia 9 de outubro, foi preso no início da manhã desta terça-feira (20) em operação denominada ‘Attalea’ da Polícia Federal realizada nas cidades de Anajatuba e São Luís, cumprindo mandado do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
De acordo com informações preliminares já confirmadas, outros envolvidos já foram presos, entre eles o empresário Fabiano de Carvalho Bezerra e a namorada Natascha Alves.
Ao todo foram cumpridos oito mandados de apreensão, um de busca e uma prisão coercitiva.
Helder e seus comparsas são acusados de participarem de uma organização criminosa que fraudava licitações e desviava recursos públicos do município, conforme conclusões decorrentes das investigações efetivadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA.
Depois do afastamento de Helder, a Polícia Civil esteve na sede da prefeitura de Anajatuba onde cumpriu mandados de busca e apreensão, levando vários equipamentos e objetos que serão peças de investigação.
O prefeito afastado – juntamente com mais 26 pessoas – é acusado de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, entre outros. (Reveja)
Antes mesmo de ser preso, a população de Anajatuba já comemorava dizendo no momento das buscas na sede da prefeitura: “AGORA A JUSTIÇA SERÁ FEITA!”
Lidiane ficou internacionalmente conhecida como prefeita ‘Ostentação’
Apesar de ter ganho projeção nacional graças à publicação no Instagram de fotos a bordo de jet-skis ou em boates com taças de champanhe, a ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite da Silva (que usou o nome Lidiane Rocha ao se candidatar à prefeitura), não terá seus perfis em redes sociais investigados.
“A presença dela nas redes sociais não foi levada em conta em nenhum momento na investigação, nem é citada no inquérito”, disse à BBC Brasil o delegado da Polícia Federal Ronildo da Silveira, responsável pelo caso. “O Instagram da prefeita, para nós, é irrelevante.”
Depois de passar 39 dias foragida, a ex-prefeita se entregou à Superintendência da Polícia Federal15, em São Luís, na última segunda-feira (28). Atualmente sem partido (ex-PP), Lidiane é indiciada por crimes de associação criminosa, peculato e fraude em licitações para reformas de escolas.
Para o delegado, a importância dada às publicações da “prefeita ostentação” seria “mais uma criação da mídia do que de fato a investigação da polícia”.
Magno Linhares, juiz responsável por determinar o destino da ex-prefeita e de seu ex-namorado e ex-secretário de Articulação Política, Beto Rocha, e do ex-secretário de Agricultura Antonio Gomes da Silva, concorda com o delegado da Polícia Federal.
“Eu não avalio pelo aspecto moral, mas pelo aspecto jurídico”, diz Linhares, da 2ª Vara do Tribunal Regional Federal (TRF). “(O foco na ostentação) é interessante, porque mostra que a sociedade está atenta a seus gestores. Mas também mostra um aspecto negativo, porque pode ensejar em pré-julgamento contra os supostos desvios que estão sendo apurados.”
Os advogados da ex-prefeita não responderam aos pedidos de entrevista.
Verbas da Educação
Segundo o Ministério Público Federal e a PF, a ex-prefeita e seus assessores teriam participado de fraudes em licitações para a reforma de escolas públicas.
Também teriam sacado, em espécie, R$ 300 mil destinados à merenda escolar do município. “A estimativa é que os supostos desvios cheguem a R$ 15 milhões”, diz o juiz responsável pelo caso.
Com IDH de 0,538 (a média nacional é 0,730), o município de Bom Jardim está entre os lanterninhas nos rankings de educação e qualidade de vida de todo o Brasil.
Nas palavras de um morador, pela internet, os cidadãos bonjardinenses convivem com “escolas sem nenhuma condição, ruas sem asfalto, bairros sem água, energia que toda hora falta”.
Por isso, segundo os responsáveis pela investigação, os supostos crimes que teriam sido cometidos têm “total prioridade” sobre as imagens de luxo publicadas pela ex-prefeita nas redes sociais.
‘Compro o que quiser’
Para o criminalista David Rechulski, especializado em administração pública e crimes de internet, as contas da “prefeita ostentação” na internet são “irrelevantes” na investigação.
“A partir do momento em que se descobre algo efetivo, o comportamento extravagante dela se torna secundário”, diz. “Teria relevância maior se ela tivesse cometido algum crime usando meios eletrônicos” – o que, segundo os responsáveis pela investigação, não faz parte do inquérito.
O advogado associa a reação da opinião pública às fotos da ex-prefeita a bordo de jet-skis e em boates com joias e taças de champanhe com a crise política no governo federal.
“As pessoas estão vivendo um desgaste tão grande em relação ao comportamento dos agentes públicos e ao uso do dinheiro público que a forma de usar o dinheiro desviado acaba gerando mais indignação do que o próprio desvio em si.”
Pelo Instagram, respondendo a uma crítica em uma foto de sua caminhonete (cujo preço estimado é de R$ 115 mil), a ex-prefeita disse: “Devia era comprar um carro mais luxuoso porque graças a Deus o dinheiro está sobrando”.
“Eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”, afirmou, também pelo Instagram.
A ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, até então foragida, finalmente se entregou à Polícia Federal nesta segunda-feira (28) e conseguiu na Justiça o direito de ficar detida no Comando Geral do Corpo de Bombeiros em São Luís. Hoje à tarde ela deve prestar esclarecimentos na sede da PF na Cohama.
A justiça havia estabelecido o prazo de 72 horas para que a ex-prefeita se entregasse à polícia desde a última sexta-feira (25) quando Humberto Dantas dos Santos, o ‘Beto Rocha’, ex-companheiro dela, teve o pedido de revogação de prisão deferido pelo juiz Magno Linhares da 2ª Vara da Justiça Federal no Maranhão e conseguiu sair do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde ficou preso há mais de um mês.
Lidiane Leite estava foragida desde o dia 20 de agosto, quando teve sua prisão decretada pela “Operação Éden”, da Polícia Federal, que investiga desvios de verbas da Educação referentes a merenda escolar e reforma de escolas em Bom Jardim, que podem ultrapassar os R$ 15 milhões.
Já encontra-se fora do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, Humberto Dantas dos Santos, o ‘Beto Rocha’, ex-companheiro da prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, que encontra-se foragida desde o dia 20 de agosto quando teve a prisão decretada. O pedido de revogação da prisão de Beto foi deferido hoje (25) pelo juiz Magno Linhares.
Beto foi preso no último dia 17 na Operação Éden da Policia Federal. Ele é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e Ministério Público Federal (MPF) por desvios de verbas da merenda escolar, da reforma de escolas, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Já se passaram 30 dias desde que a Polícia Federal decretou a prisão da prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite (já afastada do cargo e atualmente sem partido), por desvios de verbas da Educação, entre outros supostos crimes contra o erário.
Lidiane ficou conhecida internacionalmente pelos escândalos e fraudes, e principalmente por “ostentar” uma vida de luxo nas redes sociais.
Durante todo esse tempo muitos ainda se perguntam por que a ex-prefeita até hoje nunca foi presa.
Enquanto isso, Lidiane, que não passa de uma jovem de apenas 25 anos com medo de ir para a cadeia, continua foragida. A prisão dela está a cada dia mais distante, até por que os seus advogados lutam junto à Justiça por um habeas corpus que posso livrar a “PREFEITA OSTENTAÇÃO” da prisão e um dia quem sabe, possam vir a conseguir.
Bom mesmo seria oferecer uma MEGA RECOMPENSA para quem ajudar a encontrar a fujona.
Ou não seria melhor acionar o Navy Seals, um grupo de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos que localizou e matou Osama Bin Laden, terrorista saudita que esteve na lista dos foragidos mais procurados pelo FBI durante 10 anos?
A nova administração do município de Bom Jardim (MA) começou a divulgar os resultados da auditoria, que está sendo realizada nas contas do município, antes administrado pela ex-prefeita Lidiane Leite da Silva (sem partido), que continua foragida desde o dia 20 de agosto, quando teve sua prisão decretada pela “Operação Éden”, da Polícia Federal.
A apuração aponta fraude em recursos destinados ao setor responsável pelo programa Bolsa Família do governo Federal.
Os auditores acreditam ter descoberto um novo esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Assistência Social de Bom Jardim. Conforme levantamento realizado, de janeiro de 2013 a agosto de 2015, a Secretaria de Assistência Social teria consumido mais de R$ 1 milhão de recursos públicos com o pagamento de diárias.
O auditor do município, Marcos Salgado, explicou como o esquema funcionava. Segundo disse, a secretária de assistência social Raimunda Nonata Leite Belém, tia de Lidiane Leite, autorizava o pagamento de diárias na conta de servidores, mesmo quando estes não viajavam a serviço. Depois pedia que o dinheiro fosse sacado e entregue todo a ela.
“O prejuízo do município, além do financeiro. Foi um prejuízo social, porque esse recurso se destina a visitas domiciliares, a cadastros de pessoas carentes, de famílias carentes. Então, esse serviço não foi feito e as famílias foram muito prejudicadas”, afirmou.
Secretaria teria consumido mais de R$ 1 milhão de recursos públicos com o pagamento de diárias
Documentos, depoimentos de servidores e extratos bancários reforçam a denúncia. Pelo menos 20 funcionários de todos os níveis, dentro da assistência social, receberam as diárias. Uma servidora, que preferiu não se identificar, disse ter sido aliciada pela própria secretária e que aceitou participar do esquema por se sentir pressionada. “A gente sabia que estava errando, que isso não era correto. Mas a gente sempre tinha medo de perder nosso trabalho né? Todo mundo precisa”disse.
Agora, o município diz que vai formular denuncia contra a ex-secretária Raimunda Nonata Leite Belém. Quanto aos servidores envolvidos no esquema, acredita-se que serviram apenas de ‘laranjas’. “O servidor até que se prove o contrário, não tinha beneficio algum. Ele era muitas vezes ameaçado perder o emprego caso não compactuasse com o esquema”, explicou Marcos Salgado.
O G1 entrou em contato, por telefone, com a ex-secretária para falar sobre as acusações apresentadas pela nova administração de Bom Jardim, mas ela não atendeu ou retornou nossas ligações até a publicação desta matéria.