PF realiza operação 'Xeque Duplo' e 'Duas Caras' e cumpre mandado em Açailândia

Polícia Federal do Tocantins realiza operações contra fraude em Açailândia, no Maranhão
Polícia Federal do Tocantins realiza operações contra fraude em Açailândia, no Maranhão

Policiais Federais do Estado do Tocantins estão desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (23) no Maranhão, com a missão de desarticularem uma organização criminosa especializada em fraudar benefícios de seguro-desemprego.

Ao comando do Delegado Elano, lotado em Araguaína (TO), agentes estiveram em duas guarnições cumprindo mandados de busca e apreensão na casa de um empresário, ainda não identificado, na Rua Sete de setembro, no Centro da cidade de Açailândia.

Em conversa com o Blog do Minard, o delegado Elano que encontra-se na Regional da PF de Imperatriz disse que “os nomes dos envolvidos nas fraudes ainda não serão revelados.”

Indícios colhidos em inquérito policial na operação denominada “Xeque Duplo” demonstram que os criminosos tinham acesso ao sistema do Ministério do Trabalho e Emprego e faziam um requerimento do benefício usando dados de PIS de trabalhadores reais e fictícios. O prejuízo causado à União pode superar os R$ 10 milhões.

De acordo com a PF, para realizar a fraude os membros da organização criavam perfis de desempregados por meio de dados falsos referentes a empresas laranjas. Os crimes cometidos pelos suspeitos são de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento, uso de documento falso, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas e lavagem de dinheiro.

A PF informou ainda que além da operação “Xeque Duplo”, foi realizada outra, a “Duas Caras”. Esta se refere a fraude praticada por dois integrantes da mesma organização criminosa que agiam com a participação de terceiros e tentavam enganar a própria Justiça. A dupla criava um processo em que contestava um saque do seguro-desemprego. Depois, os dois suspeitos ingressavam com ação por danos morais na Justiça Federal contra a Caixa Econômica Federal.

Nas duas operações foram mobilizados 110 policiais federais para o cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, três mandados de condução coercitiva e 21 mandados de busca e apreensão. Todos os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Justiça Federal em Palmas. Além do Maranhão, o grupo de fraudadores também agia no Tocantins e Goiás.

Até a manhã de hoje a PF tinha cumprido 10 mandados de prisão no Tocantins, três em Goiás e três no Maranhão. Além disso, 15 mandados de busca e apreensão no estado tocantinense, quatro em Goiás e dois no Maranhão.

Dentre os presos, dois já possuíam mandado. Um deles, inclusive, já se encontra em um presídio do Tocantins. Ele foi condenado a 21 anos por prisão em flagrante pelo mesmo tipo de golpe. Os policiais vão até o presídio cumprir mais um mandado contra ele. Os nomes ainda não foram divulgados pela Polícia Federal.

"Mandei entregar R$ 400 mil na porta do tesoureiro do PT", diz Youssef a PF. Veja imagens do depoimento.

alx_youssef_originalO doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse nesta terça-feira (31), em depoimento à Justiça Federal do Paraná, que mandou um de seus funcionários entregar “400 e poucos mil reais” para o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, em frente ao prédio do diretório nacional do partido, em São Paulo.

Ainda segundo Youssef, o dinheiro foi entregue por ordem da multinacional Toshiba. O entregador da propina, segundo o doleiro, chama-se Rafael Angulo. De acordo com o relato do delator, o funcionário entregou o suborno na frente do prédio para um empregado da Toshiba, que teria ficado encarregado de repassar o dinheiro para Vaccari.

Assista ao trecho do depoimento…

Em nota, a Secretaria de Finanças do PT, comandada por Vaccari, afirmou que o dirigente petista “nega veementemente” que tenha recebido qualquer quantia em dinheiro de Youssef ou de algum de seus representantes (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

O comunicado também aponta uma suposta contradição nos depoimentos prestados pelo doleiro à Justiça Federal.

“Chama a atenção o fato de que, na delação realizada em fevereiro, Youssef afirmou que uma suposta entrega do dinheiro teria sido feita em um restaurante em São Paulo. No depoimento de hoje, se contradiz e afirma que foi na frente da sede do PT”, diz trecho da nota.

Também por meio de nota, a Toshiba disse ter apresentado “todas as informações para a autoridade responsável”. Segundo a multinacional, neste momento, “a Toshiba não tem comentários a fazer.”

O doleiro voltou a depor na manhã desta terça em um processo que investiga o uso do laboratório farmacêutico Labogen para lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações da Lava Jato, a empresa tinha Youssef como sócio oculto.

Pagamento à cunhada

À Justiça Federal, o delator também afirmou que pagou pessoalmente, a mando da Toshiba, R$ 400 mil para a cunhada de Vaccari. Os dois pagamentos de R$ 400 mil, conforme Youssef, saíram de uma empresa registrada em nome de Waldomiro de Oliveira – dono da MO Consultoria, outra empresa do doleiro apontada pelo Ministério Público como sendo de fachada.

A declaração de que Vaccari recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras já havia relatada por Youssef durante seus depoimentos no acordo de delação premiada. Desde então, o tesoureiro do PT nega qualquer participação no esquema.

Em dezembro, o telejornal Hora 1, apontou que o endereço da cunhada de Vaccari, Marice Correa, aparecia como destino de entrega de dinheiro. A informação constava em documentos obtidos com exclusividade pelo telejornal, que fazem parte da Operação Lava Jato.

A cunhada do tesoureiro do PT é citada como suposta destinatária de dinheiro do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Na ocasião, ela negou envolvimento nas irregularidades.

Leia a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Finanças do PT:

NOTA OFICIAL

O secretário Nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, nega veementemente que tenha recebido qualquer quantia em dinheiro por parte do senhor Alberto Youssef ou de seus representantes.

Chama a atenção o fato de que, na delação realizada em fevereiro, Youssef afirmou que uma suposta entrega do dinheiro teria sido feita em um restaurante em São Paulo. No depoimento de hoje, se contradiz e afirma que foi na frente da sede do PT.

Youssef também afirma que um funcionário dele teria entregue o dinheiro a um representante da empresa Toshiba, e não diretamente a Vaccari ou a outro representante do PT. A Toshiba nega veementemente que algum dos seus funcionários tenha repassado recursos para representantes do PT.

A afirmação de Youssef causa ainda mais estranheza porque sua contadora, Meire Bonfim Poza, declarou à CPI Mista da Petrobras, no último dia 8 de outubro, que não conhece e que nunca fez transações financeiras com Vaccari Neto.

Essa Secretaria de Finanças reitera que todas as doações que o Partido dos Trabalhadores recebe são feitas na forma da lei e declaradas à Justiça.

Secretaria de Finanças do PT

Fonte: G1, Brasília

Te segura Hildo Rocha: TRE vai pra cima de ti!

 

Hildo Rocha será uma das testemunhas
Hildo Rocha será uma das testemunhas

Os membros do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e o procurador regional eleitoral, em sessão realizada ontem, assinaram ofício que será enviado hoje ao superintendente da Polícia Federal, requisitando abertura de inquérito para investigar denúncia feita pelo deputado federal Hildo Rocha na tribuna da Câmara dos Deputados, repercutida em vários veículos de comunicação.

Segundo Rocha, Edilomar Nery de Miranda foi procurado por emissário do TRE-MA exigindo dinheiro para influenciar no resultado de julgamento de processo que pedia sua cassação como prefeito de Ribamar Fiquene, que estava tramitando no órgão.

No Ofício, a Corte e o MPE destacam que o parlamentar expôs ter conhecimento sobre as circunstâncias do fato relatado que, em tese, configura conduta definida como crime.

Por este motivo, como não é individualizada a pessoa a quem se referiu o deputado federal, são indicados para oitiva, na qualidade de testemunhas, o próprio Hildo Rocha e o prefeito de Ribamar Fiquene, porque, até o presente momento, são os únicos conhecedores tanto da identidade do agente da conduta como dos detalhes e do contexto em que se deu a abordagem.

“Nesse contexto, com fundamento no artigo 5º, II do Código de Processo Penal, os desembargadores eleitorais integrantes do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e o procurador regional eleitoral, subscritores deste expediente, requisitam a instauração de inquérito policial para apuração dos fatos”.

Respeitando ao que prevê o artigo 221 do Código de Processo Penal, tanto Hildo Rocha como Edilomar, por terem prerrogativas quanto aos cargos que ocupam, deverão ser inquiridos em datas, locais e horários previamente ajustados entre eles e a PF.

Polícia Federal investigará denúncia feita por deputado federal contra a Corte do TRE

 

Corte decidiu hoje à tarde que pedirá investigação da Polícia Federal
Corte decidiu hoje à tarde que pedirá investigação da Polícia Federal

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e o Ministério Público Eleitoral decidiram na tarde desta quinta-feira, 5 de março, requisitar à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar denúncia do deputado federal Hildo Rocha feita na tribuna da Câmara na última terça-feira (3). 

De acordo com o parlamentar, Edilomar Nery de Miranda só tivera seu diploma de prefeito da cidade de Ribamar Fiquene cassado porque não aceitou pagar propina a emissários de membros da Justiça Eleitoral maranhense. 

Os membros da Corte e o procurador regional eleitoral foram uníssonos em afirmar que a denúncia merece apuração rigorosa por parte da Polícia Federal porque tal fato denigre a imagem da instituição responsável por garantir o exercício da cidadania.

“É nosso dever agir com cautela e racionalidade em casos como este para evitar embates desnecessários”, observou Guerreiro Júnior, presidente, que determinou ainda encaminhamento à PF de degravação de entrevista concedida pelo parlamentar em rádio da capital do estado e cópia de notícias publicadas em jornais impressos e blogs.

Fonte: Ascom/TRE

Polícia Federal na cola do empresário Fabiano de Carvalho e envolvidos na operação GEIST

Fabiano de Carvalho
Fabiano de Carvalho

Operação realizou buscas em 12 residências, em duas cidades oto: Eduardo Júlio / MP-MA) Catorze mandados de busca e apreensão em São Luís e em Itapecuru-Mirim, no Maranhão, foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (3), durante operação da Polícia Federal e Polícia Civil. Entre os alvos da investigação, está o apartamento do empresário Fabiano de Carvalho Bezerra, na área nobre da capital maranhense. Ele é suspeito de participar de um suposto esquema de desvio de R$ 9 milhões em verbas públicas com a Prefeitura de Anajatuba, no norte do estado. A denúncia foi feita em reportagem do quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui?”, do Fantástico. A informação foi publicada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

Fabiano é proprietário das empresas Vieira Bezerra Ltda (atual FF Produções) e A4, que possui contratos com a prefeitura de Anajatuba para prestação de serviços de transporte, incluindo o escolar, mas não possui automóveis registrados.policia-federal

De acordo com o MP-MA, no apartamento dele, foi encontrado um carimbo do cartório “Celso Coutinho” e uma planilha apontando que uma das empresas teria firmado contratos para a realização do carnaval 2013 em municípios do interior do Maranhão, cujos valores somados ultrapassam os R$ 12 milhões.

Ao todo, 12 residências e dois estabelecimentos comerciais foram alvo da operação, incluindo endereços de empresas que mantêm contrato com a Prefeitura de Anajatuba. Também foram recolhidos documentos, computadores, pendrives, talões de cheques e carimbos que podem ter relação com as supostas fraudes.

Estiveram envolvidas nove equipes formadas por policiais, delegados e técnicos dos órgãos envolvidos, que realizaram simultaneamente as ações de busca e apreensão. A operação, que leva o nome de “geist” (significa “fantasma”, em alemão), foi autorizada pelo desembargador Raimundo Nonato Magalhães Melo e teve participação do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-MA e da Controladoria Geral da União (CGU).

O objetivo foi recolher documentos e arquivos, entre outros materiais, para subsidiar as investigações de supostas fraudes em licitações da Prefeitura de Anajatuba, na gestão do atual prefeito Helder Aragão.operacao

Investigações No dia 9 de novembro, o Fantástico exibiu reportagem mostrando o Ministério Público havia avançado nas investigações. “A investigação já aponta também para outros municípios”, afirmou o promotor de Justiça Marco Aurélio Rodrigues.

Os promotores montaram o esquema do que seria um grupo criminoso organizado para fraudar licitações em pelo menos 21 municípios maranhenses. E apareceu uma quinta empresa nas negociatas. A empresa FCB Produções e Eventos fechou R$ 22,5 milhões em contratos com prefeituras nos últimos dez anos. Com isso, o esquema de desvio passa dos R$ 31 milhões.

O repórter Alex Barbosa foi até o endereço da empresa FCB, em Itapecuru-Mirim, e encontrou o local fechado. Segundo as investigações, um dos líderes do grupo criminoso é o Fabiano Bezerra, que também teria participação na empresa FCB Produções e Eventos

A FERRO E FOGO: Vaza os nomes dos envolvidos na operação da Policia Federal

policia-federalVeja abaixo a lista de nomes dos envolvidos no esquema de corrupção no IBAMA e na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) que tiveram a prisão decretada e executada pela Polícia Federal, na Operação “Ferro e Fogo I e II deflagrada nesta terça-feira (2).

A operação desarticula uma organização criminosa formada por servidores públicos da SEMA e do IBAMA que atua em São Luís e Imperatriz.

Veja a relação dos nomes:

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A FERRO E FOGO: Operação da PF arrocha servidores do IBAMA, INCRA e SEMA

policia-federalNa manhã desta terça-feira, 02, a Polícia Federal deflagrou a operação Ferro e “Fogo I e II” em São Luis e no interior do Maranhão.Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisões, 28 de busca e apreensão e seis pessoas já foram conduzidas para as sedes da PF em São Luís e Imperatriz simultaneamente.

O superintendente do Incra no Maranhão, Antonio Cesar Carneiro de Souza, foi detido pela Polícia Federal na manhã de hoje (2) ao descer de um voo que saiu de São Luís para Imperatriz

As investigações revelaram desvios de condutas de 15 servidores do Ibama, de um servidor do Sema e de dois ex-superintendentes adjuntos da Sema, sendo que um deles ocupa nesta terça o cargo de Superintendente do Incra do Estado do Maranhão.

Esses funcionários praticavam de forma reiterada variados atos de corrupção, exigindo e solicitando vantagem econômica no desempenho das funções de fiscalização.

A operação chegou à cidade de Chapadinha e o investigado é o vereador Eduardo Sá, que estava nomeado na Superintendente de Recursos Florestais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Estado do Maranhão.

A PF e o IBAMA chegaram ao escritório de Eduardo Sá por volta das 5:00hs da manhã e iniciaram busca e apreensão de documentos que esteja relacionados a Secretaria de Meio Ambiente do Estado.

De acordo com a delegada da Polícia Federal Milena Soares, as investigações apontam que os criminosos fraudavam o sistema de controle de produtos florestais do IBAMA, ou seja esquema de fraudes em projetos de manejo e outros crimes ambientais. A operação também é voltada para o desmatamento ilegal em todo o Maranhão.

A PF e o IBAMA cumpriram o mandado de busca e apreensão e levaram diversos documentos que comprovam um suposto envolvimento de Eduardo Sá com estes crimes investigados na operação.

A PF recolheu diversos documentos onde funcionava a EMFLORA ( Empresa Maranhense de Serviços Florestais) de Eduardo Sá, que fica localizada na Av. Ataliba Vieira de Almeida.

O vereador deve se apresentar a sede da PF em São Luis para prestar esclarecimentos.A Polícia Federal vai divulgar uma nota ainda hoje sobre o resultado da operação.

Blog do Foquinho

 

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO JOGA NO LIXO OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

Um dos 104 presos, em 2007, numa das maiores operações da PolÍcia Federal no país contra desvio de dinheiro público, o eterno prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, teve suas contas do exercício de 2006, mesmo ano em que a Controladoria Geral da União (CGU) descobriu fraudes de cerca de R$ 1 bilhão em recursos federais, aprovadas pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE), comando pelo conselheiro-presidente Edimar Serra Cutrim desde a época em que o Maranhão nem internet tinha.

Quando da prisão, além de Tema, pelo menos mais oito prefeitos de cidades maranhenses, secretários municipais, membros das comissões de licitação, contadores e empresários foram parar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, entre eles funcionários e ex-funcionários do próprio TCE/MA.

O eterno prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, conhecendo o peso e sabendo se são apertadas as algemas da Polícia Federal, em 2007. Foto: TV Mirante / Reprodução

Iniciada em janeiro de 2006, uma apuração conjunta da Polícia Federal e da CGU identificou, a partir da análise de diversos relatórios de auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União), o uso de notas fiscais de empresas comprovadamente inexistentes por Cleomar Tema e os outros gestores municipais, objetivando o desvio da verba federal. Em fevereiro daquele mesmo ano, o Ministério Público Federal (MPF) do Maranhão instaurou procedimento investigatório para colheita de provas e posteriormente requisitou a abertura de inquérito policial.

No curso das investigações, descobriu-se a participação direta do prefeito de Tuntum e de vários prefeitos municipais, o que levou a Procuradoria da República no Maranhão a pedir o deslocamento das investigações para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em razão da prerrogativa do foro desses agentes públicos. No TRF da 1ª Região, as investigações tiveram continuidade, culminando com as prisões.

Na época, o mais novo gestor com contas aprovas pelo Tribunal de Contas do Maranhão – apesar do desvio de dinheiro público ter sido feito no mesmo ano das contas julgadas e aprovadas pelo TCE/MA -, chegou a ver o sol quadrado por três dias, sendo solto por conta de um pedido de revogação de prisão acatado pela juíza Rosimayre Gonçalves, a mesma que havia decretado a prisão. Até hoje, suspeita-se que um ex-deputado federal pelo Maranhão tenha usado de sua influência junto ao Judiciário para que seu principal cabo eleitoral em 2006, e possivelmente agora em 2014, para outro cargo, fosse colocado em liberdade.

Curiosamente, quando foi parar da cadeia, além de prefeito de Tuntum, Cleomar Tema era ainda presidente da Federação Maranhense dos Municípios (Famem), atualmente presidida pelo prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, filho do presidente do TCE/MA, Edimar Cutrim.

Fonte: Atual7

OPERAÇÃO MARACANAZO: DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL É PRESO TENTANDO EXTORQUIR R$ 300 MIL DE UM POLÍTICO

policia federalA operação Maracanazo, deflagrada nesta quinta-feira(19) , pelo MPF e PF prendeu um delegado federal em conluio com um advogado e um empresário investigados, que tentavam extorquir R$ 300 Mil de um politico para livrar-lo de uma  investigação federal.

Além disso, há investigação sobre advocacia administrativa por parte do delegado, visando o favorecimento do empresário em licitações em Roraima. O político relatou ao Ministério Público Federal a prática criminosa dos investigados, havendo investigação sobre os fatos e levantados fortes indícios das práticas criminosas

 Durante a operação estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva de um delegado de Polícia Federal, um advogado e um empresário, envolvidos em associação criminosa que operava nos municípios de Boa Vista e Alto Alegre.

 Os mandados, que foram expedidos pela Justiça Federal em Roraima, têm o objetivo de colher provas para formação da culpa dos alvos e evitar que a liberdade dos integrantes da associação ofenda a ordem pública ou ponha em risco vítimas e testemunhas.

Agora vamos a uma análise do Blog.

 O envolvimento de Delegados em casos de corrupção e desvios de conduta gera questionamentos importantes, inclusive no Maranhão. O Brasil é o único pais do mundo onde há concurso para chefe de polícia, onde meninos recém saídos dos bancos de universidades, são alçados a monopolizadores de poderes de investigação, inclusive chefiando policiais experientes sem conhecimento aprofundado do mister.

No Maranhão, recentemente, teve ampla cobertura da imprensa os casos do Delegado Federal Pedro Meireles, com envolvimento com a quadrilha de agiotagem e extorsão de prefeitos, também acusada de tramar a morte do blogueiro Décio Sá, além do caso da Delegada da Mulher de Acailandia-MA, Clenir Reis, presa sob a acusação de extorsão no valor de R$ 5 mil para que ela não forjasse provas contra cidadão em uma denúncia produzida por um dos parceiros do esquema criminoso.

Os países do mundo inteiro utilizam a sistemática de escolher o chefe de polícia entre os policiais com maior qualificação e experiência, onde não existe concurso pra chefe de polícia, o que resguarda a sociedade de “pára-quedistas” inexperientes e valoriza a vivência e o serviço prestado à sociedade.