‘LULA LÁ’ na CADEIA…

O cerco e está se fechando...
O cerco e está se fechando…

A Operação Lava Jato, que começou em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, chegou à 24ª fase nesta sexta-feira (4). Segundo a Polícia Federal (PF), a operação ocorre na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, e em outros pontos em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. O Instituto Lula também é alvo da ação PF.

O ex-presidente é alvo de um dos mandados de condução coercitiva e será levado para prestar esclarecimentos, segundo a Polícia Federal. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, também é alvo de outro mandado de condução. A PF ainda está decidindo onde os investigados serão ouvidos.

Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva – quando a pessoa é intimada para prestar depoimento. Duzentos policiais federais e 30 auditores da Receita Federal.

No Rio de Janeiro, os mandados estão sendo cumpridos na capital, assim como na Bahia. Já em São Paulo, os municípios em que a operação é realizada são: São Paulo, São Bernardo do Campo, Atibaia, Guarujá, Diadema, Santo André e Manduri.

Investigações

De acordo com o Ministério Público Federal (PMF), a ação foi deflagrada para aprofundar a investigação de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras, praticados por meio de pagamentos dissimulados feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht ao Lula e pessoas associadas.

Há evidências de que o ex-presidente recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos ao ex-Presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras.

O avanço das investigações revelou, também, evidências de que o ex-Presidente recebeu, em 2014, pelo menos R$ 1 milhão sem aparente justificativa econômica lícita da OAS, por meio de reformas e móveis de luxo implantados no apartamento tipo triplex, número 164-A, do Condomínio Solaris, em Guarujá.

No dia 29 de fevereiro, o procurador da República Deltan Dallagnol enviou uma manifestação à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que uma investigação em curso sobre propriedades atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja mantida dentro da Operação Lava Jato, a cargo do Ministério Público Federal no Paraná.

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Dallagnol destacou que possíveis vantagens supostamente recebidas por Lula de empreiteiras teriam sido repassadas durante o mandato presidencial do petista.

O ofício é uma resposta a um pedido feito no dia 26 de fevereiro pelo petista para suspender a investigação sobre reformas num apartamento no Guarujá (SP) e num sítio em Atibaia (SP), que teriam sido feitas em favor da família do petista por construtoras investigadas no escândalo da Petrobras.

23ª fase

A 23ª fase, batizada de Acarajé, foi deflagrada no dia 22 de fevereiro e prendeu o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, além de mulher dele Monica Moura. Os dois são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior.

Ele é publicitário e foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.

Acarajé era o nome usado pelos suspeitos para se referirem ao dinheiro irregular. A PF suspeita que os recursos tenham origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

Do G1, Brasília

PESQUISA DATAFOLHA: Aécio tem 26%, Lula, 20% e Marina, 19%

Pesquisa Datafolha. Foto Blog do Minard
Pesquisa Datafolha. Foto Blog do Minard

Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (19) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra os seguintes percentuais de intenção de voto em quatro simulações da corrida presidencial:

Cenário 1
Aécio Neves (PSDB): 26%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Paes (PMDB): 1%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%

Cenário 2
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 21%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Paes (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%

Cenário 3
Aécio Neves (PSDB): 27%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Michel Temer (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%

Cenário 4
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 22%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%

O Datafolha ouviu 2.810 pessoas em 172 municípios de todo o país nos dias 16 e 17 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. As somas podem passar ou ficar abaixo dos 100% por conta de arredondamentos.

Em novembro, o instituto havia pesquisado outros cenários para a disputa eleitoral. A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre em quem eles não votariam de jeito nenhum.

Rejeição:

Luiz Inácio Lula da Silva: 48%
Aécio Neves (PSDB): 26%
Michel Temer (PMDB): 26%
Geraldo Alckmin (PSDB): 21%
Marina Silva (Rede): 17%
Ciro Gomes (PDT): 17%
Jair Bolsonaro (PP): 17%
Luciana Genro (PSOL): 14%
Eduardo Paes (PMDB): 13%
Eduardo Jorge (PV): 12%

Fonte: G1, Brasília

VÍDEO: Fábio Jr. diz nos EUA que “LULA PERDEU O DEDINHO NO NOSSO …”

Ao participar de um evento nos Estados Unidos em homenagem ao Brasil, o cantor e compositor Fábio Jr. protesta com muita decepção a “desordem e roubalheira” que anda acontecendo em seu país.  Ao declarar que tem muito amor  e orgulho pelo local que vive, às vezes também,  sente vergonha alheia  dos governantes presentes no Brasil.

Ao ser interrompido pela plateia em apoio gritando “Eu sou brasileiro, com muito orgulho e com muito amor”, ele menciona os nomes dos nossos representantes de governo  “Dilma, Lula, Zé Dirceu, PMDB, vocês não tem o que fazer não porra?”

E como um verdadeiro grito de guerra, a plateia fala a célebre frase de protesto ” EI DILMA, VAI TOMAR NO C*”,  Fábio Jr. também ousou ao falar que “o dedinho que Lula perdeu, sabe onde tá? no nosso… e dói pra caralho”

Logo após,  a Globo interrompe a transmissão. 

Simples Assim!

Juiz Sérgio Moro diz em nota que não conduz investigação sobre Lula

Juiz Federal, Sérgio Moro
Juiz Federal, Sérgio Moro

O juiz Sergio Moro, que conduz processos relacionados à Operação Lava Jato no Paraná, emitiu nota nesta quinta-feira (25) informando que não existem sob sua jurisdição investigações relacionadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta quinta-feira (25), o Twitter do senador de oposição Ronaldo Caiado (DEM-GO), divulgou a informação de que um habeas corpus foi impetrado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, com pedido para que Lula não seja preso na Operação Lava Jato. O TRF rejeitou o pedido.

“A fim de afastar polêmicas desnecessárias, informa-se, por oportuno, que não existe, perante este Juízo, qualquer investigação em curso relativamente a condutas do Exmo. ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou na nota o magistrado.
O Instituto Lula, do ex-presidente, negou que o HC – uma ação judicial que assegura a liberdade do favorecido e impede a prisão – tenha sido impetrado por ele ou por qualquer advogado ou entidade que o represente. De acordo com o Instituto Lula, a pessoa que tomou a atitude pode até estar tentando prejudicar o ex-presidente.

O HC foi impetrado por Maurício Ramos Thomaz, residente em Campinas, e conhecido nos tribunais por apresentar ações em nome de terceiros, mesmo sem ter sido constituído por eles como seu representante.

Outras ações

O paranaense Maurício Ramos Thomaz, de 50 anos, não tem formação jurídica e costuma apresentar ações na Justiça em casos rumorosos, mesmo sem autorização dos envolvidos. Só no Supremo Tribunal Federal, ele assina 150 peças, das quais 145 habeas corpus, pedindo liberdade ou outras garantias asseguradas a réus em processos penais.

O habeas corpus mais antigo foi impetrado em 1998, em benefício de um homem processado em Minas Gerais. O mais recente foi apresentado em agosto de 2013, em meio ao julgamento do mensalão, em favor do empresário Marcos Valério, condenado como operador do esquema de corrupção. Em dezembro, a ministra Rosa Weber, rejeitou o pedido para anular a sentença.

Há também habeas corpus semelhantes apresentados por Thomaz em favor de outros réus no caso, como para Cristiano Paz, ex-sócio de Valério; a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello; e o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do mensalão. Todos foram arquivados, sendo vários sem análise do conteúdo do pedido, mas por erros processuais ou formais.

Ao G1, Thomaz disse que decidiu apresentar o habeas corpus em favor de Lula após uma conversa com um amigo. “Fico acompanhando processos que acho ‘aberrantes’. Não tem prova nenhuma contra ele [Lula]. Fiz esse habeas corpus pedindo que não seja preso, simples. Não tenho restrição ética, não tenho OAB”, afirmou.

Do G1, em Brasília

A QUEDA DO MITO! Com medo de parar na cadeia por corrupção, Lula pede habeas corpus preventivo

Imagem da página da Justiça que mostra entrada do pedido de habeas corpus preventivo por Lula
Imagem da página da Justiça que mostra entrada do pedido de habeas corpus preventivo por Lula

Apontado como um dos principais envolvidos em um forte esquema de corrupção, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta quarta-feira (24) a sua própria sentença.

Para não ser preso preventivamente na Operação Lava Jato da Polícia Federal, caso o juiz Sergio Moro tome essa decisão, um habeas corpus preventivo foi impetrado na Justiça Federal no Rio Grande do Sul ontem.

Conforme publicado pela Folha de S. Paulo, o autor da solicitação, Maurício Ramos Thomaz, de Campinas, que se apresenta como consultor, justifica o pedido afirmando que uma possível prisão de Lula já teria sido noticiada pela imprensa.

Thomaz já ingressou com outros pedidos de habeas corpus em casos de repercussão, um deles em favor do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, réu na Lava Jato. Também já ajuizou HC em favor de Simone Vasconcelos, condenada no mensalão, entre outros casos.

O Instituto Lula negou que o ex-presidente esteja por trás do pedido. Segundo o instituto, qualquer cidadão poderia impetrar o habeas corpus. Já a assessoria de Lula encara a atitude como de “alguém preocupado com o ex-presidente” ou “como uma provocação”.

“O Instituto Lula estranha que sua divulgação parta do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)”, afirma o instituto em nota à Folha. Caiado, um dos principais oposicionistas do Senado, divulgou em seu Twitter nesta quinta (25) que Lula teria entrado com o pedido por receio de ser preso.

“O ex-presidente não é investigado na operação Lava-jato”, conclui o instituto.

Lula tem dito a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

Nas conversas, ele se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento. Por isso, expressa insatisfação que o caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro.

Apesar do argumento de que outros partidos podem ser afetados pelos desdobramentos da investigação, a tensão é maior entre petistas. Desde o fim de 2014, a informação, que circulava no meio empresarial e político, era de que Marcelo Odebrecht não “cairia sozinho” caso fosse preso.

A empresa sempre negou ameaças. Entre executivos e políticos, contudo, as supostas ameaças eram vistas como um recado ao PT dada a proximidade entre a Odebrecht e Lula -a empresa patrocinou viagens do ex-presidente ao exterior, para tentar fomentar negócios na África e América Latina.

Depois de Dilma, Lula

O ex-presidente, ainda dono de um capital eleitoral extraordinário, é para o PT candidato inescapável em 2018
O ex-presidente, ainda dono de um capital eleitoral extraordinário, é para o PT candidato inescapável em 2018

É um fato notório que Lula intensificou e mudou a agenda para voltar ao cenário, com força e vontade, em um dos momentos mais conturbados do processo político. Cabe perfeitamente nesta nova rotina do ex-presidente o discurso feito em 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, na capital paulista, quando jogou no ar duas afirmações capazes não só de intrigar os eleitores em geral, animar os “queremistas” em particular, como também de deixar a oposição pálida de espanto.

Inicialmente, o valente metalúrgico emergido das históricas jornadas de greves no fim dos anos 1970 insinuou: “Não me chame para a briga, que eu sou bom de briga. Não tenho intenção de ser candidato, mas gosto de brigar”. Posteriormente, com a voz mais inflamada, afirmou: “Eu volto. Está aceito o desafio”.

Não parece apenas um jogo verbal de palanque com irônico conteúdo. Pela primeira vez, de público ao menos, Lula encara o tema e não descarta a possibilidade de voltar a disputar a eleição presidencial de 2018. Faz sentido o que ele disse? Sim. Há razões fortes para acreditar no retorno de Lula à peleja. Suas palavras não soaram somente como ameaça e, por isso, tem se mantido como alvo preferencial da mídia conservadora.

Lula precisa proteger a cria. O Partido dos Trabalhadores atravessa uma crise brutal, a partir das confusões em que se meteu. Fragilizado, sofre ataques pesados dos adversários e, eventualmente, de certos aliados.

Os petistas estão sendo caçados. Os desacertos partidários, estimulados pelo ódio de classe, favorecem isso. Só a força singular do ex-presidente pode resgatar o PT e restabelecer as virtudes de uma agremiação que completa 25 anos de vida.

A pesquisa Datafolha de meados de abril tem informações importantes em torno da eleição. Apesar do fogo pesado que sofre, se o pleito fosse hoje, Lula teria 29% das intenções de voto. Quase um empate técnico com Aécio Neves, com 33%.

Mas há outro reforço para o potencial eleitoral do ex-presidente. Na resposta à pergunta sobre o melhor presidente do Brasil, ele tem vantagem folgada sobre FHC. A sondagem indicou outra incômoda resposta: Getúlio Vargas (1883-1954), quase 60 anos após a morte, mantém honrosos 6% (tabela).

Lula e Vargas são bons vinhos da mesma pipa.

Com esse capital, Lula não pode pensar em simplesmente ir para casa, após Dilma cumprir mais quatro anos de mandato. Além dele, não há alternativa nos quadros do PT, considerando, principalmente, a conjuntura adversa. Alguém pode apontar um só outro nome consistente, capaz de bom desempenho no confronto eleitoral com a direita?

Lula aposta que, em 2018, a economia estará recuperada. Esse seria fator fundamental. A recuperação é tão essencial como o conselho de Maquiavel ao Príncipe: se tiver de fazer o mal, deve fazê-lo de uma só vez.

É o caso do controvertido ajuste fiscal?

Por Maurício Dias, Carta Capital

Manifestantes paulistas gritam “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro”

avenidaOs manifestantes paulistas protestam na avenida paulista aos gritos “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro”. A Polícia Militar paulista não divulgou o número de manifestantes que participam do ato.

Os paulistas pedem o impeachment da presidente Dilma Roussseff e também gritam palavras de ordem em apoio às ações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) durante a Operação Lava Jato e pediram também por uma ampla reforma política.

Além disso, há manifestantes que usaram roupas de presidiários em referência aos petistas que já foram presos durante o julgamento do mensalão, como o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu.

Assim como tem ocorrido em outras cidades, as manifestações em São Paulo também são menores do que as realizadas em 15 de março. Naquele domingo, pelo menos 1 milhão de pessoas estiveram na avenida Paulista protestando contra o governo federal.

A Avenida Paulista, região central da capital, está com o tráfego interrompido nos dois sentidos para receber as milhares de pessoas que protestam contra o governo federal. Muitos participantes tem o rosto pintado de verde e amarelo ou carregam a bandeira do Brasil.

Em reunião com a PM, os grupos que convocaram o protesto definiram lugares fixos para os carros de som. Antes, o Movimento Brasil Livre, um dos organizadores da manifestação, chegou a acionar a Justiça para que os grupos que defendem a intervenção militar mantivessem distância do carro de som do movimento. Com o acordo, cada grupo ficou com um espaço definido e o Brasil Livre desistiu da demanda judicial.

Além dos discursos pedindo a saída da presidenta Dilma Rousseff, foram montadas tendas para coleta de assinaturas para embasar um pedido de impeachment da presidenta. As estações de metrô que atendem a Avenida Paulista funcionam normalmente. Na última manifestação, algumas tiveram de ser fechadas devido ao fluxo excessivo de pessoas.

Há a expectativa de que o ato seja reforçado por caminhoneiros da Grande São Paulo. Os motoristas participaram do último protesto.

Com informações da Agência Brasil

CARLOS CHAGAS: A sombra da Desobediência Civil

 Diário Do Poder

Carlos Chagas
Carlos Chagas

As sucessivas derrotas do governo nas iniciativas e votações na Câmara e no Senado, traduzem-se no entrevero entre Eduardo Cunha e Renan Calheiros, de um lado, e Dilma Rousseff, de outro. Parece briga de dona Mariquinhas e do Maricota na disputa sobre qual das duas dispõe de goiabeiras mais carregadas em seus quintais.

A saída, para o governo, seria esperar que o Supremo Tribunal Federal denunciasse os presidentes da Câmara e do Senado como envolvidos no escândalo da Petrobras, mas esse procedimento, se concretizado, levará meses. A pergunta que se faz é se a presidente Dilma aguentará tanto tempo. Não que possa prosperar a tese do impeachment, muito menos a esperança de que Madame poderá renunciar. As duas hipóteses não são consideradas.

Por isso o impasse só se resolverá por uma trégua. Mesmo que a presidente mande hastear uma bandeira branca no mastro do palácio do Planalto, os presidentes da Câmara e do Senado imporão condições para a paz, já que vem ganhando a guerra. A primeira seria maior e permanente participação do PMDB nas políticas públicas e nas decisões de governo. A outra, que alargassem seus espaços de poder na Esplanada dos Ministérios.

De início o Lula sustentou que a sucessora se aproximasse mais do PMDB e de seus caciques. Agora parece que mudou. Para ele, a presidente não perdeu a capacidade de ferir, mesmo ferida. Para celebrar um armistício, a parte mais fraca precisa demonstrar força. Sendo assim, caso aprovada a proposta de Renan, de limitação máxima de 20 ministérios, o PMDB deveria ser o mais prejudicado. Afinal, Dilma ainda detém a caneta e o Diário Oficial.

O que mais preocupa Executivo e Legislativo é o desgaste de ambos frente à opinião pública. Equivalem-se os índices de desaprovação desses dois poderes. Se Dilma é vaiada onde comparece, apesar da blindagem, deputados e senadores já não usam mais os broches de lapela, identificadores de suas condições.

A sombra da desobediência civil ainda não cobre a Praça dos Três Poderes, mas quem perscrutar o horizonte sentirá seus sinais. O governo aumenta impostos, deixa os preços subirem e nada faz para conter o desemprego. O Congresso atenua e coíbe algumas maldades, mas nenhuma solução apresenta para corrigir os estragos. Por tudo isso, farão o quê, caso algum aventureiro propague a ideia de ninguém pagar Imposto de Renda?