Uma nova pesquisa de intenção de votos do Instituto Data M, divulgada nesta sexta-feira (21), sobre a disputa em segundo turno em São Luís, confirma a liderança do candidato à reeleição pelo PDT, Edivaldo Holanda Junior, com 12,1 pontos à frente do candidato do PMN, Eduardo Braide.
Na pesquisa estimulada, onde são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor, Edivaldo está com 54,7% de intenções de voto e Eduardo Braide com 42,6%. 1,5% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos e 1,2% não sabem ou não responderam.
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Considerando apenas os votos válidos, quando não são contabilizados brancos, nulos e indecisos, Edivaldo mantém a ampla vantagem e registra 56,2% das intenções de voto contra 43,8% de Eduardo Braide.
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Expectativa de vitória
Independente das preferências eleitorais, 58,1% acham que Edivaldo sairá vitorioso das urnas no próximo dia 30 de outubro. Para 32,8%, Eduardo Braide é que vencerá a disputa. 9,1% não sabem ou não responderam.
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Rejeição
O Instituto Data M mediu novamente o grau de impopularidade atribuído pelos eleitores aos dois candidatos. Eduardo Braide é o mais rejeitado com 51,7%. Edivaldo pontua com 39,1% de rejeição. 9,2% não sabem ou não responderam.
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O levantamento foi encomendado pela Rádio/ TV Difusora e Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão/ Sinduscon, e registrado na Justiça Eleitoral, no dia 15 de outubro, sob o protocolo MA09325/2016.
O Instituto Data M entrevistou 800 pessoas, entre os dias 17 e 18 de outubro, em vários bairros da capital. A margem de erro da pesquisa é de 3% para mais ou para menos, sendo 95% de confiabilidade.
O prefeito e candidato à reeleição, Edivaldo Júnior (PDT), aparece à frente em pesquisa de intenção de votos, realizada no 2º turno, pelo Instituto Econométrica. Se as eleições fossem hoje, pelos votos válidos, segundo a Econométrica, Edivaldo teria 52,6% dos votos válidos contra 47,4% do candidato Eduardo Braide (PMN); uma vantagem de de 5 pontos percentuais à frente do adversário.
Dos entrevistados 3,8% disseram votar branco ou nulo, enquanto 4,8% não sabem ou não responderam.
Na soma dos votos válidos são retirados brancos, nulos e indecisos, critério utilizado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a totalização dos votos.
Na pesquisa estimulada, Edivaldo aparece com 48% das intenções de votos contra 43,3% de Eduardo Braide. Apenas 3,8% disseram votar branco ou nulo, enquanto 4,8% não sabem ou não responderam.A pesquisa está registrada no PESQELE da Justiça Eleitoral sob o nº MA-07755/2016 e foi realizada entre os dias 13 e 15. Foram 1014 entrevistas e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos com um intervalo de confiança de 95%.
Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, Edivaldo também lidera com mais de cinco pontos de diferença sobre o adversário. O candidato do PDT tem 46,4% das intenções de votos, enquanto Eduardo Braide tem 41%. Brancos e nulos somam 3,2% e não sabem ou não responderam 9,5%.
Rejeição
A pesquisa Econométrica mensurou, também, o índice de rejeição dos candidatos. Segundo a Econométrica, Eduardo Braide tem 40,1% de rejeição, enquanto o prefeito e candidato à reeleição aparece com 35,3% neste quesito. Poderiam votar nos dois candidatos 18,8% dos entrevistados. Não votariam em nenhum dos dois 2,5% e 3,3% não sabem ou não responderam.
Segundo ainda a pesquisa Econométrica, a decisão sobre o voto está consolidada para 81% dos eleitores. É quase definitiva, mas ainda pode mudar até as eleições para 8,5%. É apenas decisão inicial e ainda estão pensando em quem vão votar 7,7% do eleitorado e 2,9% não sabem ou não responderam.
O candidato a prefeito de São Luís Eduardo Braide (PMN) teve uma terça-feira nada agradável. Depois do discurso do deputado Adriano Sarney (PV) na Assembleia Legislativa o chamando de ‘mentiroso’ (Reveja), o também deputado estadual foi xingado durante um encontro político com conselheiros municipais de Direito no auditório do curso da História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em São Luís.
O tumulto começou quando o candidato foi vaiado pelos presentes e disse não se intimidar com a situação. Com uma arrogância que lhe é peculiar, Eduardo insistiu em dizer: “Ninguém me intimida, vocês não me intimidam, não trouxe ninguém pra cá pra fazer circo, vocês não me intimidam” e foi chamado de “PALHAÇO”.
O episódio mostrado acima, no vídeo publicado por Neto Ferreira, foi no mínimo lamentável.
O candidato a prefeito pelo PMN, Eduardo Braide, gosta de bater no peito e dizer que fez uma excelente gestão quando foi diretor-presidente da CAEMA, mas a verdade é que foi responsável por um período negro no saneamento básico do Estado. Prova disso são os índices nacionais, a poluição das praias e as investigações que envolveram o órgão durante o período.
À frente do órgão estadual, de janeiro de 2005 a março de 2006, a CAEMA foi notificada pelo Ministério Público Federal (MPF/MA)a comprovar que estava trabalhando para despoluir as praias de São Luís, já que muitas estavam impróprias para banho. Ainda durante o período de gestão de Braide, a empresa também não recuperou o sistema de esgotos da capital, descumprindo exigência da Justiça Federal.
De acordo com o teor da sentença, a CAEMA deveria implantar um sistema de coleta e tratamento de esgotos lançados in natura nos rios e no mar da capital, além de ser obrigada a despoluir os corpos hídricos atingidos pela degradação ambiental. Entretanto, por falta de planejamento, os problemas de esgotamento na capital se agravaram, principalmente, nas áreas da Ponta D’Aeia e Olho d’água, onde o esgoto de residências, clubes, bares e restaurantes eram lançados diretamente para o mar.
Durante a gestão de Braide, pesquisas científicas foram realizadas por universidades maranhenses para aferir as condições de balneabilidade das praias. Tanto as amostras da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), quanto as do Centro Universitário do Maranhão (UniCeuma), confirmaram que as praias Ponta D’Areia, São Marcos, Calhau e Olho D’Água estavam impróprias para banho. (Confira aqui o resultado)
A inabilidade administrativa não parou por aí. O valor cobrado pela CAEMA para quem residia em imóvel onde não havia medidor de consumo ou se estava ilegível foi questionado por muitos usuários. Foram milhares de queixas sobre o aumento do valor. Na reportagem do portal Imirante, de agosto de 2005, um funcionário contou, em entrevista, que costumava pagar R$ 40,00. Depois que Braide assumiu a gestão da companhia, a conta saltou para R$ 120,00.
Em maio de 2009, o Instituto Trata Brasil divulgou o ranking do saneamento com avaliação dos serviços em 79 cidades brasileiras. (Veja aqui)O estudo foi realizado nos anos de 2003 a 2007. A cidade de São Luís apresentou os piores indicadores. No quesito “desperdício de água tratada” na capital maranhense, a perda ficou acima dos 50%.
A péssima gestão de Eduardo Braide refletiu no turismo. Afinal, uma ilha que não oferece praias próprias para banho perde muito do interesse dos turistas do Brasil e de outras partes do mundo.
Uma gestão que, em pouco mais de um ano, não realizou nenhuma grande obra de saneamento em São Luís e deixou a cidade entre as piores do Brasil em relação ao tratamento de água e esgoto. Este é o único exemplo que temos de Braide como gestor em nosso Estado. Só resta saber se é esta a prática de gestão que será adotada pelo deputado estadual caso se torne prefeito.
O ex-senador e ex-governador do Maranhão, Epitácio Cafeteira, teve o nome usado em perfil falso para pedir votos ao candidato Eduardo Braide para prefeito de São Luís. Janaína Cafeteira, filha do político que sempre foi muito querido em São Luís, reagiu e pediu respeito à idade e trajetória de vida do pai. (Veja acima)
Por outro lado, Braide desmente que tenha partido da organização de seu campanha o feito.
Há 20 dias para votação que definirá o próximo prefeito de São Luis, surge uma revelação bombástica que implicará diretamente na imagem do candidato Eduardo Braide (PMN). O parlamentar está sendo acusado de chamar seu antigo professor de “preto urubu”.
Em entrevista concedida ao blogueiro Neto Ferreira, o professor Pedro Nery, conhecido como Pedro Grafit, declarou que Braide tem se mostrado um bom rapaz, mas na verdade ele não passa de um “racista, preconceituoso e reacionário”.
Ouça abaixo:
https://youtu.be/r93lJQ38MGo
Ainda de acordo com o professor, que atualmente leciona na Universidade Federal do Maranhão, em 1992, quando Eduardo Braide estudava na escola Reino Infantil, teve uma conduta não condizente igual a de um aluno e foi posto para fora da sala de aula. Não satisfeito com a punição, começou a atacar Pedro Grafit Grafiti, proferiu palavras racistas e ameaçou a agredir o professor.
“Ele não estava agindo como devia em sala de aula e eu o coloquei de sala para fora e ele disse que ia dar de sapato na minha cara e me chamou de negro urubu”, desabafou Pedro.
Em contato com o titular do Blog, por meio de sua assessoria, Eduardo Braide se pronunciou sobre o caso. Veja abaixo:
O candidato a prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PMN), como homem público cristão, nega veementemente qualquer suposto envolvimento em casos de injúria racial.
Casos desse tipo soam como velhas armações políticas em período eleitoral.
O setor jurídico da campanha Eduardo Braide já está tomando todas as medidas cabíveis para que a justiça prevaleça.
A campanha “São Luís tem jeito” não permitirá que inverdades sejam propagadas sem qualquer prova com o único objetivo de denegrir a imagem e a honra do candidato.
Eduardo Braide reitera seu compromisso em fazer uma campanha limpa, baseada em projetos para melhorar a cidade. A população não tolera mais esse tipo de prática que só empobrece o debate e enfraquece a democracia.
Edivaldo e Eduardo vão disputar a eleição no 2º turno
O juiz Manoel Matos de Araújo Chaves homologou acordo apresentado pela Coligação “Pra seguir em Frente” e pelo Partido da Mobilização Nacional para que a propaganda no rádio e na televisão tenha apenas 10 minutos, sendo 5 minutos para cada um, relativa ao 2º turno destas eleições 2016, sem mais possibilidade de qualquer alteração.
Já o início da propaganda eleitoral no rádio e televisão em São Luís permanece para o dia 11 de outubro (amanhã), encerrando no dia 28, conforme acertado em audiência pública no Fórum Eleitoral presidida pelo juiz Adelvam Pereira (titular da 2ª zona) realizada no dia 6 de outubro.
Na homologação do acordo, o magistrado assinalou: “tem se observado, nos últimos dias, em diversas capitais no Brasil em que haverá segundo turno que a legislação eleitoral talvez tenha superestimado o tempo da propaganda gratuita no rádio e na televisão no segundo turno das eleições municipais de 2016; seja com relação à imposição dos limites de gastos para o segundo turno (30% do teto determinado para o primeiro turno), seja com relação à qualidade da campanha propriamente dita. Nessa perspectiva, alguns juízos eleitorais, tais como o de Recife e Cuiabá, têm admitido que os candidatos, partidos e coligações, em comum acordo, solicitem a redução, pela metade, do tempo disponível, de modo a adequar os custos das campanhas e os programas a essa realidade. O pedido formulado, portanto, não nos parece causar nenhum prejuízo ao processo eleitoral ou ao eleitor; do contrário, a redução do tempo dos programas de rádio e de televisão ensejará a diminuição dos custos de campanha, tão perseguida pela atual legislação, e possibilitará a maior concentração e qualificação do debate travado entre os candidatos.”
A propaganda vai ao ar no rádio às 7h e 12h e na televisão às 13h e 20h30, onde os candidatos Edivaldo Holanda Júnior e Eduardo Braide terão 5 minutos em cada horário para expor suas idéias. No mesmo período, de 11 a 28 de outubro, os candidatos terão 35 minutos diários cada um divididos em tempos de 30 e 60 segundos para veicularem inserções que começam às 5h e encerram às 24h.
A TV Difusora definiu nesta sexta-feira (7), durante reunião com representantes dos candidatos à prefeito de São Luís, em 2º Turno, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e Eduardo Braide (PMN), que será realizada dentro dos programas da emissora, uma série de Sabatinas idealizadas pelo Sistema de Comunicação com início na próxima quinta-feira (13), conforme a grade divulgada abaixo.
O diretor de Jornalismo da TV Difusora, Tiago Soares, espera que as entrevistas contribuam de forma positiva para ajudar o eleitorado da capital a escolher quem comandará a cidade pelos próximos quatro anos, uma vez que já ficou comprovado com o resultado do primeiro turno das eleições municipais que é de suma importância esse espaço onde os candidatos possam apresentar propostas e planos de governo.
O candidato do PMDB à Prefeitura de São Luís, Fábio Câmara, divulgou na noite desta terça-feira uma nota de esclarecimento sobre o seu posicionamento em relação à ação do candidato Eduardo Braide (PMN) que motivou o cancelamento do debate que seria promovido hoje pela TV Difusora, afiliada do SBT no Maranhão.
— Querer mudar as regras do jogo com o campeonato já iniciado é “apelação” e no caso deste pleito, na verdade, nós já estamos é no final do primeiro tempo. As regras e o número de participantes para os 03 debates – TV Guará, TV Difusora e TV Mirante – foram definidas há mais de 15 dias. Por que o candidato Braide não buscou a justiça lá no início? — declara o peemedebista na nota.
Fabio diz que Braide ignorou o princípio da legalidade ao entrar na justiça para pedir a inclusão do seu nome no debate. Ele afirma ainda que a legislação assegura a participação nos debate aos partidos com representação no Congresso superior a nove deputados, mas a participação dos demais partidos é facultativa.
— Quem atrapalha o seu direito de ouvir, merece algum direito de falar? — questiona Fábio lembrando que a Lei 9.504/97 determina no seu Art. 46 que, somente aos partidos que possuam representação superior a nove deputados, será assegurada a participação nos debates, sendo a participação dos demais partidos facultativa.
— Este é o princípio da legalidade que o deputado Eduardo Braide tem o dever de conhecer, por ser advogado e, obrigação de cumprir por ser deputado estadual — completou.
Confira a nota abaixo:
Em função da manifestação por parte do candidato Eduardo Braide (PMN) para que a TV Difusora o convidasse para o debate desta terça-feira, 27 de setembro, cujo partido não possui, de acordo com a Lei Eleitoral, o direito assegurado de participar do programa, o candidato Fábio Câmara (PMDB) esclarece:
A Lei 9.504/97 (Lei Eleitoral), determina no seu Art. 46 que, somente aos partidos que possuam representação superior a nove deputados, será assegurada a participação nos debates, sendo a participação dos demais partidos facultativa. Princípio da legalidade que o deputado Eduardo Braide tem o dever de conhecer, por ser advogado e, obrigação de cumprir por ser deputado estadual.
A Lei 9.504/97 (Lei Eleitoral), determina no seu Art. 46 que, somente aos partidos que possuam representação superior a nove deputados, será assegurada a participação nos debates, sendo a participação dos demais partidos facultativa. Princípio da legalidade que o deputado Eduardo Braide tem o dever de conhecer, por ser advogado e, obrigação de cumprir por ser deputado estadual.
“Se você quiser saber quem é o homem, dê-lhe poder.” No caso de Braide, a migalha de poder auferido é inversamente proporcional à sua reação dentro do processo. Bastou alguém, em algum lugar e de algum modo dizer que Braidinho se saiu bem no debate da TV Guará para que o mesmo já “esteja se achando” a ponto de atropelar um princípio para se fazer o próprio príncipe. Quem usa brechas legais para benefício próprio antes mesmo de sentar-se na cadeira, do que não será capaz após cruzar uma faixa no peito?
Querer mudar as regras do jogo com o campeonato já iniciado é “apelação” e no caso deste pleito, na verdade, nós já estamos é no final do primeiro tempo. As regras e o número de participantes para os 03 debates – TV Guará –TV Difusora e TV Mirante – foram definidas há mais de 15 dias. Por que o candidato e/ou deputado Braide não buscou a justiça lá no início?
Alguém aí viu Braide entrando na justiça requerendo as participações de Claudia Durans, Waldeny Barros e Zé Luís Lago no debate da TV Guará? Por que será que ele não questionou na justiça ser entrevistado na TV Mirante por apenas 3 minutos enquanto que os contemplados pelo texto legal eleitoral foram arguidos por 15 minutos? A resposta é óbvia! A ação de Braide serviu à estratégia de acabar com o debate da Difusora, beneficiando a quem não quer participar de nenhum debate. Combinados ou não, não cabe a mim afirmar. Fato é que Braide não assegurou a sua participação e ainda anulou os demais candidatos, tirando do eleitorado ludovicense uma excelente oportunidade de escolherem o(a) melhor prefeito(a)para São Luís e presenteando Holandinha com o álibi perfeito.
Braide vai alegar que agiu em nome da justiça – tempo igual para todos – e em nome da democracia – participação igual para todos. Mas, o que Braidinho terá dificuldade de explicar é que a sua ação intempestiva privou o povo de um momento democrático e tirou do eleitorado uma chance de qualificar a sua escolha. O Eduardo Braide quer falar de qualquer jeito, ainda que, para isso, ele roube de você o direito de ouvir. Para Eduardo Braide o direito dele está acima do seu.
Será que o Braidinho defende mesmo, com verdade e plenitude de convicção, esse direito de participação igual de todos com tempo igual para todos? Será?! Uma bela chance de provar que realmente acredita assim seria o deputado Eduardo Braide dividir o seu mandato em 3 partes iguais e permitir que os seus 2 suplentes, diplomados pela Justiça Eleitoral, exercessem o poder por 1/3 do tempo cada, afinal eles também foram sufragados. Mas, aí é pedir demais para quem enxerga de menos. E a pergunta que não quer e não pode calar é: quem atrapalha o seu direito de ouvir, merece algum direito de falar?
Deputados fazem minuto silêncio durante sessão plenária
O trocadilho usado no título deste post não objetiva tornar menos relevante o assunto mais comentado nos últimos dias pela imprensa nacional e internacional: os ataques terroristas que ceifaram dezenas de vidas e deixaram centenas de pessoas feridas na capital francesa na última sexta-feira (13).
Contudo, nos chamou atenção a ênfase dada pelo deputado Edilázio Júnior (PV) ao assunto, durante a sessão parlamentar na última segunda-feira (16). Na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado pediu “um minuto de silêncio em memória às vítimas de Paris”.
Edilázio aproveitou a boa ação do colega Eduardo Braide (PMN) que apresentou requerimento feito pelos nobres coleguinhas Júnior Verde (PRB), Ana do Gás (PRB) e Wellington do Curso (PPS), prestando homenagem às vítimas dos atentados se solidarizando ao povo francês. O documento pede que seja enviada mensagem à França, na pessoa do presidente, François Hollande, e do embaixador francês no Brasil, Laurent Bili.
Tragédia em Mariana, Minas Gerais
O gesto ‘sublime’, exteriorizado pelos parlamentares é um bom exemplo de solidariedade que deveria estar sendo praticado em prol das vítimas do maior desastre ambiental dos últimos dez anos no Brasil: o rompimento de barragens contendo rejeitos de mineração em Mariana, no Estado de Minas Gerais, que espalhou uma lama tóxica destruindo completamente o Distrito de Bento Rodrigues, arrastando casas, carros, árvores e tudo que havia pela frente, deixando centenas de desabrigados e dezenas de mortos.
Naquele Estado há famílias inteiras recebendo ajuda de várias localidades do país, até mesmo aqui do Maranhão. Além de ONG’s e da população em geral, o governo do Maranhão, através do Corpo Bombeiros, Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil do Estado em parceria com a Cruz Vermelha Brasileira, estão recebendo água potável em galões de 20 litros a serem enviados as cidades atingidas pelo desastre. As doações podem ser feitas até 30 de novembro próximo, nas unidades do Corpo de Bombeiros da capital e do interior.
Aos deputados que estão mais preocupados com a capital francesa fica um alerta: centenas de brasileiros precisam de ajuda por conta da irresponsabilidade da empresa Vale, acionista e responsável pelo controle da Mineradora Samarco – a culpada pela tragédia de Minas Gerais que agora contamina outras regiões.
Pois bem… Não se viu até hoje, nenhum dos nossos políticos cobrando medidas emergenciais da Vale, principalmente agora que há grandes possibilidades de mais duas barragens romperem causando um desastre maior.