Veto de Dilma sobre reajuste gera protesto de servidores do Poder Judiciário no MA

Servidores do Maranhão já estão mobilizados contra o veto presidencial
Servidores do Maranhão já estão mobilizados contra o veto presidencial

Uma notícia nada agradável aos servidores do Poder Judiciário anunciada nesta terça-feira (21), em Brasília, provocou um rebuliço e gerou protesto na manhã desta quarta-feira (22) em grande parte do país, inclusive no Estado do Maranhão.

Logo nas primeiras horas, funcionários da Justiça de São Luís se reuniram em frente à sede do Tribunal Regional Eleitoral para protestarem contra o veto da presidente Dilma Rousseff impedindo o aumento salarial de até 78% para o Judiciário.

A negativa da presidente deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda hoje.

Com as manifestações, os servidores pretendem pressionar Dilma alegando que os salários estão congelados há quase 10 anos, daí o pedido de sanção do PLC 28/2015, que fala sobre a reposição das perdas salariais da categoria.

No fim do mês passado, o Senado aprovou o reajuste a esses servidores, apesar da matéria sofrer rejeição por parte do governo. Ocorre que, segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste representaria R$ 25,7 bilhões extras para os cofres públicos nos próximos quatro anos, o que parece inviável.

O eventual veto presidencial ao reajuste ainda terá de ser analisado por deputados e senadores, em sessão conjunta do Congresso Nacional. Caso parlamentares rejeitem o veto de Dilma, o aumento dos servidores do Judiciário será válido.

Servidores estão concentrados na sede do TRE-MA
Servidores estão concentrados na sede do TRE-MA

Rejeição a Dilma atinge 65%: nível de Collor pré-impeachment‏, diz Datafolha

Dilma Rousseff
Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff chega ao final do primeiro semestre avaliada como ruim ou péssima por 65% do eleitorado, um novo recorde na série do Datafolha desde janeiro de 2011, início de seu primeiro mandato.

No histórico de pesquisas nacionais de avaliação presidencial do instituto, essa taxa de reprovação só não é pior que os 68% de ruim e péssimo alcançados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, poucos dias antes de seu impeachment.

Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, trata-se praticamente de um empate.

No levantamento realizado na quarta (17) e na quinta (18), o Datafolha apurou que apenas 10% dos brasileiros classificam o governo da petista como bom ou ótimo.

Essa taxa —só comparável às dos momentos mais críticos de Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso— equivale a um terço da pior marca de Dilma em seu primeiro mandato, os 30% pós-junho de 2013, quando uma onda de grandes protestos espalhou-se pelo país.

Em relação à pesquisa de abril, a reprovação de Dilma subiu cinco pontos; a aprovação oscilou três para baixo.

A atual taxa de aprovação da presidente é baixa, e em patamares muito parecidos, entre eleitores de diferentes níveis de renda. No grupo dos mais pobres, os que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 11% a aprovam, 62% a reprovam. No segmento dos mais ricos (acima de 10 salários), 12% a aprovam, 66% a reprovam.

Tendências parecidas ocorrem nos recortes por sexo, idade e escolaridade.

Algum contraste pode ser observado na aprovação por região. No Sudeste, a área mais populosa, só 7% aprovam a presidente. No Nordeste, 14%. Já a reprovação nos nove Estados nordestinos, área onde Dilma obteve enorme vantagem de votos na eleição de 2014, é de 58%.

AGENDA

Os resultados ocorrem em meio à uma série de eventos negativos para a imagem da presidente, como o risco de rejeição das contas do governo em 2014 pelo Tribunal de Contas da União e o aprofundamento da Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras.

O ajuste fiscal que tem sido defendido e promovido pelo governo tampouco parece ajudar. Para 63%, as medidas afetam principalmente os mais pobres. Outros 29% acham que afetam igualmente pobres e ricos.

A pesquisa foi feita antes da prisão de executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do Brasil.

Mas sob forte efeito da queda do emprego, cujo resultado estatístico mais chamativo foi anunciado na sexta (19) pelo Ministério do Trabalho.

Conforme a pasta, 115 mil vagas de trabalho com carteira assinada foram encerradas em maio, o pior resultado para o mês desde 1992. Foi, conforme os dados do Caged (Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados), o quarto mês de queda no emprego neste ano, que já acumula um saldo negativo de quase 244 mil vagas formais.

No Datafolha, o tema aparece no capítulo que investiga as expectativas econômicas da população. E também como recorde. Para 73%, o desempego irá aumentar no próximo período ante 70% que pensavam assim três meses atrás e 62% em fevereiro.

Outro sinal detectado pela pesquisa nessa área é que o desemprego passou a ser visto como o principal problema do país por 11% do eleitorado. Em fevereiro, eram 6% os que pensavam dessa forma.

Com isso, essa questão trabalhista subiu para o terceiro lugar no ranking de preocupações, atrás da saúde (o principal problema para 22%) e da corrupção (21%).

Embora o indicador de expectativa com a economia como um todo aponte para uma tendência de melhoria, o resultado final não pode ser considerado positivo. O pessimismo, neste caso, caiu de 60% para 53% desde abril. Está um pouco menos pior.

O Datafolha ouviu 2.840 pessoas em 174 municípios.

Fonte: Folha De S. Paulo

Depois de Dilma, Lula

O ex-presidente, ainda dono de um capital eleitoral extraordinário, é para o PT candidato inescapável em 2018
O ex-presidente, ainda dono de um capital eleitoral extraordinário, é para o PT candidato inescapável em 2018

É um fato notório que Lula intensificou e mudou a agenda para voltar ao cenário, com força e vontade, em um dos momentos mais conturbados do processo político. Cabe perfeitamente nesta nova rotina do ex-presidente o discurso feito em 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, na capital paulista, quando jogou no ar duas afirmações capazes não só de intrigar os eleitores em geral, animar os “queremistas” em particular, como também de deixar a oposição pálida de espanto.

Inicialmente, o valente metalúrgico emergido das históricas jornadas de greves no fim dos anos 1970 insinuou: “Não me chame para a briga, que eu sou bom de briga. Não tenho intenção de ser candidato, mas gosto de brigar”. Posteriormente, com a voz mais inflamada, afirmou: “Eu volto. Está aceito o desafio”.

Não parece apenas um jogo verbal de palanque com irônico conteúdo. Pela primeira vez, de público ao menos, Lula encara o tema e não descarta a possibilidade de voltar a disputar a eleição presidencial de 2018. Faz sentido o que ele disse? Sim. Há razões fortes para acreditar no retorno de Lula à peleja. Suas palavras não soaram somente como ameaça e, por isso, tem se mantido como alvo preferencial da mídia conservadora.

Lula precisa proteger a cria. O Partido dos Trabalhadores atravessa uma crise brutal, a partir das confusões em que se meteu. Fragilizado, sofre ataques pesados dos adversários e, eventualmente, de certos aliados.

Os petistas estão sendo caçados. Os desacertos partidários, estimulados pelo ódio de classe, favorecem isso. Só a força singular do ex-presidente pode resgatar o PT e restabelecer as virtudes de uma agremiação que completa 25 anos de vida.

A pesquisa Datafolha de meados de abril tem informações importantes em torno da eleição. Apesar do fogo pesado que sofre, se o pleito fosse hoje, Lula teria 29% das intenções de voto. Quase um empate técnico com Aécio Neves, com 33%.

Mas há outro reforço para o potencial eleitoral do ex-presidente. Na resposta à pergunta sobre o melhor presidente do Brasil, ele tem vantagem folgada sobre FHC. A sondagem indicou outra incômoda resposta: Getúlio Vargas (1883-1954), quase 60 anos após a morte, mantém honrosos 6% (tabela).

Lula e Vargas são bons vinhos da mesma pipa.

Com esse capital, Lula não pode pensar em simplesmente ir para casa, após Dilma cumprir mais quatro anos de mandato. Além dele, não há alternativa nos quadros do PT, considerando, principalmente, a conjuntura adversa. Alguém pode apontar um só outro nome consistente, capaz de bom desempenho no confronto eleitoral com a direita?

Lula aposta que, em 2018, a economia estará recuperada. Esse seria fator fundamental. A recuperação é tão essencial como o conselho de Maquiavel ao Príncipe: se tiver de fazer o mal, deve fazê-lo de uma só vez.

É o caso do controvertido ajuste fiscal?

Por Maurício Dias, Carta Capital

‘Impeachment não pode ser tese’, diz FHC

fhcNo momento em que os partidos de oposição ao governo se uniram no Congresso para avançar juntos no movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou a iniciativa.

“Impeachment não pode ser tese. Quem diz se houve uma razão objetiva é a justiça e a polícia. Os partidos não pode se antecipar a tudo isso, não faz sentido. É precipitação”, afirmou. A declaração foi feita no 14° Fórum de Comandatuba, maior evento empresarial do país, depois de um debate com ex-presidentes da América Latina. O PSDB deve receber na próxima quarta-feira uma série de pareceres de juristas que servirão de base para um eventual pedido de impedimento. Questionado se a presidente pode ser responsabilizada pelas pedaladas fiscais, utilização de recursos de bancos públicos para inflar artificialmente os resultados fiscais e melhorar as contas da União, FHC também rechaçou a ideia. “É especulação dizer que Dilma pode ser responsabilizada pelas pedaladas”.

O ex-presidente também comentou a declaração feita ontem no mesmo pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que a prática vem sendo praticada “nos últimos 12 ou 15 anos”, ou seja, nas gestões tucanas.

‘Falta comando’. FHC disse que falta comando político ao País, em mais uma crítica ao governo Dilma. A frase foi em resposta a uma pergunta do o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), sobre “quais medidas (FHC) adotaria para salvar o País”. Para o ex-presidente, o Brasil está deixando de ser grande até mesmo na América Latina.

O ex-presidente tucano disse que o País só muda na crise. “E a primeira condição é ganhar credibilidade, se não tiver isso, pode até fazer, mas não vai fazer direito.” E frisou que é preciso, ainda, ter certa humildade para adotar as medidas necessárias, já que ninguém sabe as consequências de um ajuste econômico.

“É preciso diálogo (com a sociedade). Tem que haver condução política deste processo, a inflação é desorganização das finanças públicas, é preciso condução política para colocar ordem na casa, cortar gastos e avisar o que vai impactar a população.”

FHC disse que o Brasil já teve vários planos econômicos e citou que o Real deu certo porque antes de ser colocado em prática foi explicado à população do País o que iria acontecer. “Isso fez toda a diferença, nossa estratégia foi expor (plano) ao Brasil, dissemos com antecedência o que iria acontecer e não impomos regras aos salários, criamos a URV e depois mudamos a moeda.”

Para o tucano, não existe êxito econômico sem uma boa condução política. “Tem de haver comando político e eu acho que é isso que falta ao Brasil.”

Drogas. Nos debates realizados no Fórum do Lide em Comandatuba, FHC explicou sua posição sobre a descriminalização das drogas. E ressaltou que todas elas fazem mal, sem exceção. Mas, acredita que penalizar o consumidor não resolve o problema. “Quando se proíbe, floresce o mercado negro e a bandidagem. Não é proibir ou não, é campanhas pela redução do consumo. Vi isso favelas do Rio, o tráfico cresce porque tem dinheiro, arma e mulher”, destacou, falando ainda: “Se pessoa é drogada não adianta prender, tem que regular, tem que haver combate à produção e o mais importante, tem que fazer campanha para redução, como se fez com o cigarro.”

Provocação. No momento em que a presidente Dilma vive a expectativa de enfrentar problemas na aprovação, no Senado Federal, do seu indicado para a vaga do STF, o advogado Luis Edson Fachin, FHC fez hoje uma provocação indireta. “Eu nomeei alguns ministros e jamais tive a liberdade de pegar o telefone para pedir um voto a qualquer ministro (STF)”, disse.

O jurista gaúcho deverá ser sabatinado pelos senadores no dia 29 deste mês. Entre os petistas, há o temor de que o senador Renan Calheiros, presidente da Casa, crie dificuldades ou constrangimentos, uma vez que ele teria ficado insatisfeito com a indicação de Henrique Eduardo Alves para o Ministério do Turismo, no lugar de um aliado seu.

FHC disse ainda que a liberdade de imprensa, que é a vida da democracia, é um dos principais instrumentos que o País tem. E ele não acredita que isso será alterado. “Não vão colocar nunca uma rolha na imprensa, isso é conversa.”

Fonte: O Estadão 

Manifestantes paulistas gritam “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro”

avenidaOs manifestantes paulistas protestam na avenida paulista aos gritos “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro”. A Polícia Militar paulista não divulgou o número de manifestantes que participam do ato.

Os paulistas pedem o impeachment da presidente Dilma Roussseff e também gritam palavras de ordem em apoio às ações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) durante a Operação Lava Jato e pediram também por uma ampla reforma política.

Além disso, há manifestantes que usaram roupas de presidiários em referência aos petistas que já foram presos durante o julgamento do mensalão, como o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu.

Assim como tem ocorrido em outras cidades, as manifestações em São Paulo também são menores do que as realizadas em 15 de março. Naquele domingo, pelo menos 1 milhão de pessoas estiveram na avenida Paulista protestando contra o governo federal.

A Avenida Paulista, região central da capital, está com o tráfego interrompido nos dois sentidos para receber as milhares de pessoas que protestam contra o governo federal. Muitos participantes tem o rosto pintado de verde e amarelo ou carregam a bandeira do Brasil.

Em reunião com a PM, os grupos que convocaram o protesto definiram lugares fixos para os carros de som. Antes, o Movimento Brasil Livre, um dos organizadores da manifestação, chegou a acionar a Justiça para que os grupos que defendem a intervenção militar mantivessem distância do carro de som do movimento. Com o acordo, cada grupo ficou com um espaço definido e o Brasil Livre desistiu da demanda judicial.

Além dos discursos pedindo a saída da presidenta Dilma Rousseff, foram montadas tendas para coleta de assinaturas para embasar um pedido de impeachment da presidenta. As estações de metrô que atendem a Avenida Paulista funcionam normalmente. Na última manifestação, algumas tiveram de ser fechadas devido ao fluxo excessivo de pessoas.

Há a expectativa de que o ato seja reforçado por caminhoneiros da Grande São Paulo. Os motoristas participaram do último protesto.

Com informações da Agência Brasil

Governo fica surpreso com desaprovação de Dilma e apoio a impeachment

O governo de Dilma Rousseff é considerado regular por 27% dos entrevistados
O governo de Dilma Rousseff é considerado regular por 27% dos entrevistados

A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) que mostra que a maioria dos brasileiros apoia a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma e que a desaprovação ao governo permanece em patamar recorde foi recebida com extrema preocupação pelo núcleo político do Palácio do Planalto.

Isso porque o levantamento mostra que há uma insatisfação generalizada com o governo e que não surtiu efeito a estratégia de ampliar a exposição de Dilma nas últimas semanas, com discursos, entrevistas e eventos. A expectativa era que houvesse uma pequena recuperação, mas a aprovação ao governo permanece no patamar extremamente baixo da pesquisa anterior, de 13%. Ao mesmo tempo, a desaprovação continua consistente na casa dos 60% que consideram o governo ruim ou péssimo.

Para um auxiliar direto da presidente Dilma, causou surpresa o fato de 63% dos entrevistados terem afirmado que deveria ser aberto um processo de impeachment. “Apesar de não ter um ambiente para um impedimento de Dilma, isso mostra que o escândalo de corrupção da Petrobras colou na presidente”, admitiu esse ministro.

A avaliação do governo é que neste momento há uma associação explosiva ao governo do PT de grave crise na economia com escândalos de corrupção. “É preciso paciência para superar este momento”, concluiu o ministro.

Do Blog do Camarotti, G1

A cada dez aliados, três votariam hoje contra a presidente Dilma

cmaraLevantamento da Folha de S.Paulo revela que aumentou o grau de infidelidade da base aliada da presidenta Dilma nas votações da Câmara nos dois primeiros meses da gestão Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Oposição e aliados infiéis formam maioria para deliberações na Casa.

Em tese, aponta o jornal, Dilma tem uma base formada por 346 dos 513 deputados. Na prática, porém, três em cada dez governistas votaram contra os interesses do Planalto. Até petistas têm votado contra o governo.

A julgar pelas votações de 2015, Dilma tem, em média, o apoio de 246 deputados, menos da metade da composição da Câmara, o que dificulta a aprovação de propostas que exigem quórum qualificado, como projetos de lei complementar e propostas de emenda à Constituição (PEC). No início do primeiro mandato, em 2011, a petista chegou a ter 98% de fidelidade em sua base, ressalta a Folha.

O governo foi derrotado em votações importantes na Casa este ano. Além da eleição de Cunha, também passaram pelo plenário o orçamento impositivo, o projeto que dá prazo de 30 dias para o Executivo abater dívidas de estados e municípios e, em primeiro turno, a proposta de emenda constitucional que adia a aposentadoria de ministros de tribunais superiores, a chamada PEC da Bengala.

Como mostrou o Congresso em Foco, PT e PMDB foram os partidos que mais votos deram para a aprovação do projeto que alivia as dívidas dos estados e municípios na última semana.

O texto passou pelos deputados com o apoio de 389 parlamentares e apenas duas abstenções. Nenhum voto contrário foi registrado apesar de Dilma ter dito na véspera que não tinha condições de arcar com os custos da mudança do indexador dos débitos.

Visita de ministros reforça parceria político-administrativa dos governos Flávio Dino e Dilma

Governador Flávio Dino foi recebido pela presidente Dilma Rousseff este mês
Governador Flávio Dino foi recebido pela presidente Dilma Rousseff este mês

Em menos de três meses de gestão, o governador Flávio Dino recebeu a visita de cinco ministros da presidenta Dilma Rousseff, no Palácio dos Leões. A intensa movimentação na ponte aérea ministerial Brasília/São Luís demonstra a ótima relação e o prestígio político do governador Flávio Dino com a presidenta Dilma. Afasta também um fantasma que rondou a sede do governo estadual durante os governos Zé Reinaldo e Jackson Lago, quando a vinda de ministros ao Maranhão era vetada pelo ex-senador José Sarney junto ao governo federal.

Neste ano, desembarcaram em São Luís os ministros George Hilton (Esporte), Arthur Chioro (Saúde), Eleonora Menicucci (Mulher), Valdir Simão (Controladoria Geral da União) e Juca Ferreira (Cultura). Todos anunciaram parcerias entre os governos do Estado e federal.

No ano passado, quando a ex-governadora Roseana Sarney cumpria seu último ano de mandato apenas o ministro Eduardo Cardozo (Justiça) veio ao Maranhão, durante a crise no sistema penitenciário de Pedrinhas.

Além de recepcionar os ministros, o governador Flávio Dino já esteve por duas vezes, neste ano, em audiência com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, além de ser recebido, na Esplanda dos Ministérios, pelos ministros do Turismo, da Educação, da Justiça, da Casa Civil, da Integração Nacional, das Cidades, do Desenvolvimento Social, da Articulação Política, da Ciência e Tecnologia e do Planejamento.

AÇÃO CONJUNTA – Primeiro a visitar o Estado, este ano, o ministro do Esporte, George Hilton, inaugurou a Pista de Atletismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e, ao lado do governador Flávio Dino, anunciou investimentos para o Complexo Esportivo Canhoteiro, para a reforma no parque aquático. Na oportunidade, o governador apresentou o Programa ‘Mais IDH’ e pediu apoio para desenvolver projetos no esporte, nas cidades beneficiadas pelo programa, como instrumento para recuperar a atratividade das escolas, promover a interação nas comunidades e melhorar a qualidade de vida dos maranhenses. Flávio Dino anunciou contrapartida de 50% de recursos para cada real investido pelo governo federal em projetos no esporte do Estado.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, também esteve em São Luís e junto com o governador Flávio Dino recepcionou 118 médicos que atuarão em 39 municípios do Estado a partir do programa ‘Mais Médicos’, do Governo Federal. Chioro aproveitou para reforçar o apoio ao Governo do Maranhão. “O governador Flávio Dino tem uma tarefa muito complexa, desafiadora, mas sabe que contará com todo o apoio do Governo Federal, dos ministérios envolvidos no projeto de construção de um futuro melhor para o Maranhão”, discursou.

Na visita da ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Brasil, Eleonora Menicucci, foi reiterado o compromisso entre os governos para a construção da Casa da Mulher Brasileira. “São Luís poderia ter há mais tempo esta Casa, mas agora com a parceria prefeitura e governo, ela sairá do papel”, afirmou a ministra-chefe Eleonora Menicucci.

A parceria entre os governos estadual e federal foi ampliada também para a área de transparência com a assinatura do termo de adesão do Maranhão ao Programa Brasil Transparente. O documento assinado pelo ministro Valdir Simão e pelo governador Flávio Dino garantiu ao governo do Estado o auxílio da CGU na implementação da Lei de Acesso à Informação (LAI) e na adoção de medidas de governo aberto.

A visita mais recente foi a do ministro da Cultura, Juca Ferreira, nesta semana. Ele esteve em São Luís para assinar diversos convênios em prol da cultura do Maranhão e também inaugurar as primeiras obras realizadas: a reforma da Praça da Alegria e da fachada de azulejos do Solar Belfort, no Centro Histórico de São Luís. Além disso, a visita do ministro Juca Ferreira assegurou recursos na ordem de R$ 133,2 milhões para o Estado.

CARLOS CHAGAS: A sombra da Desobediência Civil

 Diário Do Poder

Carlos Chagas
Carlos Chagas

As sucessivas derrotas do governo nas iniciativas e votações na Câmara e no Senado, traduzem-se no entrevero entre Eduardo Cunha e Renan Calheiros, de um lado, e Dilma Rousseff, de outro. Parece briga de dona Mariquinhas e do Maricota na disputa sobre qual das duas dispõe de goiabeiras mais carregadas em seus quintais.

A saída, para o governo, seria esperar que o Supremo Tribunal Federal denunciasse os presidentes da Câmara e do Senado como envolvidos no escândalo da Petrobras, mas esse procedimento, se concretizado, levará meses. A pergunta que se faz é se a presidente Dilma aguentará tanto tempo. Não que possa prosperar a tese do impeachment, muito menos a esperança de que Madame poderá renunciar. As duas hipóteses não são consideradas.

Por isso o impasse só se resolverá por uma trégua. Mesmo que a presidente mande hastear uma bandeira branca no mastro do palácio do Planalto, os presidentes da Câmara e do Senado imporão condições para a paz, já que vem ganhando a guerra. A primeira seria maior e permanente participação do PMDB nas políticas públicas e nas decisões de governo. A outra, que alargassem seus espaços de poder na Esplanada dos Ministérios.

De início o Lula sustentou que a sucessora se aproximasse mais do PMDB e de seus caciques. Agora parece que mudou. Para ele, a presidente não perdeu a capacidade de ferir, mesmo ferida. Para celebrar um armistício, a parte mais fraca precisa demonstrar força. Sendo assim, caso aprovada a proposta de Renan, de limitação máxima de 20 ministérios, o PMDB deveria ser o mais prejudicado. Afinal, Dilma ainda detém a caneta e o Diário Oficial.

O que mais preocupa Executivo e Legislativo é o desgaste de ambos frente à opinião pública. Equivalem-se os índices de desaprovação desses dois poderes. Se Dilma é vaiada onde comparece, apesar da blindagem, deputados e senadores já não usam mais os broches de lapela, identificadores de suas condições.

A sombra da desobediência civil ainda não cobre a Praça dos Três Poderes, mas quem perscrutar o horizonte sentirá seus sinais. O governo aumenta impostos, deixa os preços subirem e nada faz para conter o desemprego. O Congresso atenua e coíbe algumas maldades, mas nenhuma solução apresenta para corrigir os estragos. Por tudo isso, farão o quê, caso algum aventureiro propague a ideia de ninguém pagar Imposto de Renda?

Presidenta anuncia novos nomes para o próximo governo

Presidenta Dilma Rousseff
Presidenta Dilma Rousseff

Em nota oficial, a presidenta Dilma Rousseff anunciou 13 novos ministros que tomarão posse em seu segundo mandato, no dia 1o de Janeiro. Confira, abaixo, os nomes dos ministros:

Aldo Rebelo (Ciência Tecnologia e Inovação);
Cid Gomes (Educação);
Edinho Araújo (Secretaria de Portos);
Eduardo Braga (Minas e Energia);
Eliseu Padilha (Secretaria de Aviação Civil).
George Hilton (Esporte);
Gilberto Kassab (Cidades);
Helder Barbalho (Secretaria de Aquicultura e Pesca);
Jacques Wagner (Defesa);
Kátia Abreu (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento);
Nilma Lino Gomes (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial);
Valdir Simão (Controladoria Geral da União) e
Vinícius Lajes (Turismo);

A presidenta agradeceu a dedicação dos ministros:

Celso Amorim (Defesa),
Cesar Borges (Portos)
Clélio Campolina Diniz (Ciência, Tecnologia e Inovação),
Edison Lobão (Minas e Energia);
Eduardo Lopes (Pesca),
Gilberto Occhi (Cidades),
Henrique Paim (Educação),
Jorge Hage (CGU),
Luiza Barrios (SPPIR),
Moreira Franco (Aviação Civil).
Neri Geller (Agricultura)