MEDICINA DE MENTIRA: Mortes de bebês em maternidades do Maranhão não são exclusivas em Caxias

Túmulos de recém-nascidos em Caxias; mães dessoladas com a morte dos filhos
Túmulos de recém-nascidos em Caxias; mães dessoladas com a morte dos filhos

Engana-se quem pensa que os casos de mortes de crianças recém-nascidas ocorrem apenas na cidade de Caxias, na região dos Cocais. Por lá os registros são maiores, mas em outras localidades do Maranhão muitas mães também choram e lamentam a perda de seus filhos.

As alegações são sempre as mesmas, no que se refere aos cuidados da parturiente, que são apontadas pelos médicos por não realizarem desde cedo um pré-natal adequado. Os gestores políticos responsabilizam  o Governo Federal pela falta de repasse, mas sabe-se que a história não é bem essa.

Inúmeras ações do Ministério Público Estadual contra gestores municipais confirmam que grande parte do dinheiro que deveria ser aplicado no setor de Saúde Pública é desviado. No final, quem paga a conta, como sempre é a população.

Ontem, a TV Record mostrou a realidade assustadora na Maternidade Carmosina Coutinho, mas em tantas outras espalhadas pelo Maranhão, a medicina aplicada também faz vítimas fatais.

Um exemplo disso, foi um caso recentemente denunciado aqui no Blog do Minard. Mostramos um vídeo em que um pai conta a sua saga em tentar salvar os filhos gêmeos que acabaram morrendo por não terem sido atendidos no Hospital Materno Infantil de Bacabal.

gemeosDesesperado, ele e a esposa grávida tiveram que buscar ajuda em cidades vizinhas e somente 24 hs depois conseguiram atendimento hospitalar, mas já era tarde e os recém-nascidos não resistiram. (Reveja)

Este é mais um caso fatal que ilustra a falta de competência dos nossos médicos, não em sua totalidade, mas a maioria dos que prestam atendimento no interior do Estado.

E de quem é a culpa então? Dos gestores públicos que os contratam ou do Conselho Regional de Medicina que não se manifesta e nem consegue explicar o por que de tantas falhas?

Enquanto não forem responsabilizados, quer sejam políticos, gestores, administradores ou médicos, a mortalidade hospitalar de recém-nascidos no Maranhão vai continuar sendo destaque nacional para o desespero de muitos pais.

MATERNIDADE DO TERROR: quase 200 bebês morreram por negligência e dezenas ficaram cegos em Caxias

MaternidadeA quinta maior cidade do Maranhão, Caxias, foi destaque no Programa Repórter Record Investigação desta segunda-feira (27) e mais uma vez o nosso Estado se sobrepõe com dados negativos.

As estatísticas mostram números assustadores e o choro de várias mães que tiveram que enterrar os filhos. Quase 200 recém-nascidos já morreram durante ou após o parto na maternidade pública Carmosina Coutinho no ano passado. Outros, nasceram pré-maturos e sofrem com alguma deformidade. Quase 50 bebês que sobreviveram, ficaram cegos.

hqdefaultNegligência, falha e demora no atendimento, falta de profissionais competentes, descaso total! Essas podem ser as causas de tantas perdas. Dos 12 leitos de urgência nove sempre estão ocupados na maternidade. E para desespero das mães as mortes não param de ser contabilizadas.

Os médicos não admitem os erros cometidos e acabam culpando as próprias mães por não terem feito um pré-natal adequado. Eles também alegam que os bebês na maioria dos casos, morrem antes de nascer.

A justificativa apresentada pelo secretário de Saúde do Município de Caxias, Vinicius Araújo é de que a unidade atende 56 municípios da região e realiza 300 partos por mês, o que sobrecarrega a maternidade e complica o atendimento.

leoleoJá o prefeito de Caxias, Léo Coutinho, não quis agendar entrevista, mas foi encontrado pela equipe de reportagem durante um evento.

Ele disse que há seis anos o município vem sofrendo cortes no repasse de verbas mas não esboçou nenhuma preocupação e nem anunciou medidas que possam diminuir os dados vergonhosos.

Diante da situação, o Ministério Público abriu inquérito e apura as denúncias. O alvo principal é o prefeito que deverá ser responsabilizado.

Léo sofreu uma ação de improbidade administrativa e pagará multa diária de R$ 5 mil caso não contrate mais médicos e melhore as condições do hospital.

Além disso tudo, o tio dele, Humberto Coutinho, atual presidente da Assembleia Legislativa do maranhão, é acusado de desviar quase R$ 0,5 milhão de reais que deveria ter sido usado em prol da maternidade Carmosina Coutinho que hoje encontra-se totalmente irregular. A unidade nem sequer tem alvará da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e nem da Prefeitura. A qualquer momento o local pode ser interditado.

A polícia Civil também investiga os casos e se ficar comprovada negligência, os médicos serão indiciados.

Enroladas de Léo Coutinho pioram o abastecimento de água em Caxias

Erros na execução de obra levaram população a ficar sem água em Caxias; Léo Coutinho busca verba para refazer obra mal feita
Erros na execução de obra levaram população a ficar sem água em Caxias; Léo Coutinho busca verba para refazer obra mal feita

A crise de abastecimento de água em Caxias deverá durar um pouco mais. O motivo é a falta de verba para o financiamento necessária da obra. Explicando melhor: falta verba para refazer uma obra que custou R$ 14 milhões, mas que com problema de planejamento e execução, não teve o resultado esperando o que anda deixando milhares de caxienses sem água.

A obra inicial da Saae foi programada para resolver o problema de abastecimento de água no município. O prefeito de Caxias, Léo Coutinho, pediu e a Câmara aprovou que a administração contraísse R$ 14 milhões para que os canos e tubulações do sistema de água fossem todos trocados e depois as ruas fossem assaltadas.

Até aí tudo bem. A obra ocorreu. O problema é que em menos de um ano foi possível perceber que o que foi prometido pelo prefeito não foi o executado de fato na obra. Os canos que deveriam ligar as casas ao sistema de abastecimento nunca foram colocados. Resultado: estouros de canos principais e torneiras faziam nas residências dos caxienses.

O problema se agravou ainda mais quando o presidente da autarquia, Carlos Alberto Silva, anunciou para o prefeito que a obra precisa ser refeita. Ou seja, ruas quebradas novamente, canos trocados e asfalto de novo. Precisam de R$ 14 milhões de novo também. Esse anúncio de Silva quase fez com que ele pedisse exoneração devido a bronca que levou de Leo Coutinho.

Pois bem. Essa verba não está disponível para o município. Léo Coutinho chegou a pedir para o governador, mas enfrentou uma certa resistência devido ao desgaste de ter sido aplicado uma verba alta sem resultado correto.

O que Coutinho e seus aliados estão tentando agora, é elaborar um projeto convincente para um convênio com o estado e assim organizar a confusão da primeira obra. O tio, Humberto Coutinho, presidente da Assembleia, é o principal intermediador do prefeito de Caxias com o governador Flávio Dino.

Enquanto não saem os acordos, a população de Caxias vai sofrendo com o desabastecimento de água.

Médica morre em acidente de ônibus na Br-316

Ônibus saiu da pista depois de derrapagem
Ônibus saiu da pista depois de derrapagem

A médica Júlia Osório Pitombeiras e mais uma pessoa morreram no início da madruga de hoje em um acidente de ônibus na BR-316. Outras 15 pessoas ficaram feridas.

O ônibus saiu de Teresina as 23h de ontem. na curva no Km 583 da BR 316 próximo ao povoado Cupins no município de Caxias ocorreu o acidente. A pista estava molhada e escorregadia e o motorista acabou perdendo o controle do ônibus que deslizou e saiu da pista.

Diversas ambulância deram apoio no local transportando as vítimas para Caxias e Timon, a dermatologista Júlia Osório Pitombeiras morreu no acidente. Ela era professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Júlia Pitombeiras foi uma das vítimas fatais do acidente
Júlia Pitombeiras foi uma das vítimas fatais do acidente