PEC da Blindagem: veja como votou a bancada do Maranhão

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A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, nesta terça-feira (16), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/21), que limita a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos contra parlamentares.

A medida, apelidada pela imprensa de PEC da Blindagem e chamada no Congresso de PEC das Prerrogativas, foi aprovada por 353 votos a favor, 134 contrários e 1 abstenção.

A votação dividiu a bancada maranhense. Apenas três deputados se posicionaram contra a proposta: Duarte Júnior (PSB), Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT).

Os demais parlamentares do estado acompanharam a maioria e votaram a favor da PEC.

Veja a lista:

O texto relatado pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA) estabelece que deputados e senadores só poderão ser alvo de medidas cautelares do STF, de natureza pessoal ou real, se houver autorização da Casa legislativa. A regra valerá inclusive após o parlamentar deixar o mandato, desde que os fatos investigados tenham ocorrido durante o período em que exerceu a função.

A proposta ainda será apreciada em segundo turno na própria Câmara antes de seguir para análise do Senado.

PEC da Blindagem divide deputados e inflama crise com o Judiciário; veja o que muda

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A Câmara dos Deputados discute atualmente o texto-base de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende blindar os parlamentares de ações judiciais.

Havia expectativa de que o texto fosse votado na Casa nesta quarta-feira (27/8), mas não houve consenso entre os deputados, mesmo após várias reuniões ao longo do dia.

O projeto estava na pauta do Plenário, mas não há nova previsão de votação.

Chamada de “PEC das Prerrogativas” ou “PEC da Blindagem” — a depender do ponto de vista de quem fala — a proposta de emenda à Constituição (PEC) traz uma maior proteção a deputados federais e senadores diante de eventuais ações judiciais.

Ela promove mudanças no artigo que trata da imunidade parlamentar. Entre outras alterações, o texto restringe a prisão em flagrante de integrantes do Congresso Nacional.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, esse tipo de projeto tem um processo mais complexo, precisando por exemplo ser aprovado em dois turnos pela maioria absoluta da Câmara e do Senado.

O que pode mudar com a proposta?

A PEC prevê voltar às regras originais da Constituição de 1988, quando deputados e senadores só podiam ser investigados criminalmente com autorização prévia de suas Casas Legislativas.

O texto em discussão atualmente prevê a exigência de autorização prévia da Câmara ou do Senado para que um inquérito ou qualquer investigação contra parlamentares seja aberto. Além disso, mesmo o recebimento de denúncia pela Justiça dependerá do aval político.

O projeto também estabelece que a condenação criminal de deputados e senadores só poderá ocorrer caso haja o voto favorável de dois terços do STF. Hoje, basta maioria simples.

Além disso, se a proposta for aprovada, parlamentares só poderão ser presos em caso de flagrante por crime inafiançável (racismo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas, terrorismo, crimes hediondos e a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o estado democrático).

O texto também cria novos requisitos para a prisão preventiva ou para a aplicação de medidas cautelares diversas, como o uso de tornozeleira eletrônica. Para que essas medidas sejam impostas, também será necessário o aval de dois terços dos ministros do STF e aprovação da Câmara ou do Senado.

Há ainda a possibilidade da instalação de uma revisão periódica das prisões. Ou seja, se a prisão preventiva for autorizada pelo STF e confirmada pelo Congresso, ela terá de ser revista a cada 90 dias pela Casa Legislativa.

Por fim, o texto veda expressamente que o Judiciário revise decisões do Congresso que suspendam investigações ou processos criminais. Isso significa que, caso deputados ou senadores decidam sustar um processo, o STF não poderia reverter a decisão.

Se aprovada, a PEC teria aplicação imediata.

Em qual contexto a proposta é discutida?

A proposta é originalmente de 2021 e foi apresentada por Celso Sabino — na época, deputado pelo PSDB-PA e hoje ministro do Turismo, filiado ao União Brasil — após a prisão em flagrante do ex-deputado Daniel Silveira, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A prisão foi motivada, na época, por vídeo postado por Silveira nas redes sociais, em que ele ofendeu ministros do STF.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, Silveira foi condenado pelo STF em 2022 à perda do mandato e à prisão. Ele foi punido pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. Hoje, está em regime semiaberto.

Ao justificar o projeto, Sabino afirmou que não ignorava a “gravidade dos fatos” perpetrados por Silveira, mas que a imunidade parlamentar precisava ser melhor protegida.

Existe ainda uma outra proposta, a PEC 333/2017, que restringiria o foro privilegiado, em uma movimentação que pode levar processos contra Bolsonaro, hoje tramitando no STF, para instâncias inferiores da Justiça.

Ambas PECs foram impulsionadas no início de agosto, na volta do recesso, em reação à decisão de Moraes de decretar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Na ocasião, parlamentares bolsonaristas bloquearam plenários e sessões exigindo que o Congresso avaliasse pautas caras a esse grupo, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e o impeachment de Moraes.

As PECs fizeram parte desse pacote.

Moraes é relator da ação penal em que Bolsonaro é réu, e cujo julgamento começará na próxima terça-feira (02/09), além de vários inquéritos que atingem apoiadores e familiares do ex-presidente. (BBC NEWS BRASIL)

Deputado Marreca Filho sai em defesa de Brandão contra ataques políticos infundados

Deputado Marreca Filho

O deputado federal Marreca Filho usou a tribuna da Câmara nesta quarta-feira (20) para manifestar apoio ao governador Carlos Brandão e rebater críticas políticas que, segundo ele, são infundadas.

“Hoje fiz uso da tribuna para manifestar minha preocupação diante dos ataques políticos infundados que o governador do nosso estado tem sofrido. Tais investidas, vindas de pessoas que não desejam o avanço do Maranhão, tentam descredibilizar o trabalho sério e comprometido que vem sendo realizado”, afirmou o parlamentar.

Marreca Filho destacou que os resultados alcançados pelo governo são frutos de esforço, planejamento e dedicação, traduzindo-se em conquistas concretas para a população. “É preciso reconhecer que os resultados até aqui são fruto de muito esforço, planejamento e dedicação, e não podemos permitir que interesses menores tentem apagar os grandes avanços que o Maranhão está vivendo”, disse.

O deputado concluiu reafirmando seu apoio à gestão estadual: “Seguimos firmes, ao lado de quem trabalha com seriedade e responsabilidade, sempre mirando no desenvolvimento e no progresso de nosso estado.”

 

PL da adultização avança na Câmara com urgência e pode mudar regras das redes sociais

 

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Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou, por votação simbólica, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2.628/2022, conhecido como PL da “adultização”. A proposta visa estabelecer regras mais rígidas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, especialmente em redes sociais, aplicativos e jogos online. Com a aprovação da urgência, o mérito do projeto será analisado e votado já nesta quarta-feira (20), diretamente no plenário da Casa.

O PL 2.628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já havia sido aprovado no Senado em novembro de 2024 e agora tramita na Câmara dos Deputados. O texto estabelece obrigações para as plataformas digitais, incluindo a implementação de medidas para prevenir e reduzir a exposição de menores a conteúdos prejudiciais, como pornografia, violência e discurso de ódio. Além disso, o projeto propõe a criação de uma autoridade nacional responsável por fiscalizar o cumprimento dessas normas.

A discussão sobre a necessidade de regulamentação das redes sociais ganhou força após denúncias de exploração sexual infantil online, como o caso envolvendo o influenciador Hytalo Santos, que levou à sua prisão preventiva. A denúncia também motivou a criação de um grupo de trabalho na Câmara para discutir propostas sobre o assunto e levou 70 senadores a assinarem pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O projeto divide opiniões entre os parlamentares. Enquanto governistas defendem que a medida é necessária para enfrentar abusos e proteger as famílias, partidos de oposição, como PL e Novo, acusam o projeto de abrir caminho para censura na internet. A votação do mérito do projeto está prevista para ocorrer nesta quarta-feira (20), após a comissão geral que vai debater o tema no plenário.

A aprovação da urgência e a iminente votação do mérito do PL 2.628/2022 sinalizam um avanço significativo nas discussões sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A expectativa é de que a proposta contribua para a criação de um ambiente online mais seguro e saudável para os menores de idade.

Câmara declara a perda de mandato de sete deputados federais

Deputados federais que perderam mandato

A Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato de sete deputados federais em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou a interpretação da regra sobre a distribuição das sobras eleitorais. O Ato da Mesa Diretora foi publicado nesta quarta-feira (30) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados. Na mesma publicação, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou os novos deputados, já diplomados, para a posse como titular.

Perderam os mandatos:
• Gilvan Máximo (Republicanos-DF);
• Augusto Puppio (MDB-AP);
• Lebrão (União-RO);
• Lázaro Botelho (PP-TO);
• Professora Goreth (PDT-AP);
• Silvia Waiãpi (PL-AP);
• Sonize Barbosa (PL-AP).

Foram convocados para tomar posse:
• Professora Marcivânia (PCdoB-AP);
• Paulo Lemos (Psol-AP);
• André Abdon (Progressistas-AP);
• Aline Gurgel (Republicanos-AP);
• Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
• Rafael Bento (Podemos-RO);
• Tiago Dimas (Podemos-TO).

Sobras eleitorais

A mudança está relacionada ao novo entendimento de como devem ser distribuídas as “sobras eleitorais”, como são chamadas as vagas que restam na Câmara dos Deputados após a divisão feita entre as legendas de forma proporcional, com base no quociente eleitoral, que leva em consideração o desempenho eleitoral de cada partido.

Uma alteração no Código Eleitoral aprovada em 2021 determinou que só podem disputar cadeiras na Câmara partidos que alcançarem pelo menos 80% do quociente eleitoral. Além disso, o candidato precisa obter, individualmente, votos que correspondam a, no mínimo, 10%, desse mesmo quociente. A distribuição das vagas entre os partidos é feita inicialmente por essa regra.

Câmara dos Deputados já adota providências sobre Carla Zambelli


O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que tomou conhecimento da prisão da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) pela imprensa. Zambelli foi presa nesta terça-feira (29) na Itália.

A prisão da parlamentar foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após ela deixar o país e ter seu nome incluído na lista de procurados da Interpol. O Ministério da Justiça também havia pedido sua extradição.

Motta disse que não cabe à Casa deliberar sobre a prisão da parlamentar, apenas sobre a perda de mandato. “Importante lembrar que as providências que cabem à Câmara já estão sendo adotadas, por meio da Representação que tramita na CCJ, em obediência ao Regimento e à Constituição”, afirmou por meio de suas redes sociais.

Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto foram condenados pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. Eles foram acusados de invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para inserir um mandado falso de prisão do ministro Alexandre de Moraes, assinado por ele mesmo. Eles terão que pagar uma indenização de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos.

Zambelli ainda teve decretada a perda do seu mandato parlamentar, já que a pena a ser cumprida em regime fechado ultrapassa 120 dias – limite estabelecido pela Constituição Federal para ausência em sessões legislativas. A perda do mandato deverá ser declarada pela Câmara.

Como se trata de uma condenação transitada em julgado, ou seja, não se trata de uma prisão preventiva ou em flagrante, não cabe ao Plenário da Câmara decidir sobre a prisão da parlamentar.

No entanto, como a decisão do STF também inclui a perda de mandato, a tramitação do processo passa pela análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – e não pelo Conselho de Ética – e, posterior deliberação do Plenário.

Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil é prioridade no segundo semestre, diz Hugo Motta

Deputado federal Hugo Mota, presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a prioridade da Casa no segundo semestre de 2025 será a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês (PL 1087/25). Segundo ele, a medida representa “justiça tributária” e terá impacto direto no orçamento de milhões de brasileiros.

Além da pauta tributária, Hugo Motta destacou que a Câmara seguirá discutindo temas relevantes como segurança pública, educação, inteligência artificial e renegociação de dívidas previdenciárias de estados e municípios. Ele reforçou que comissões especiais já foram criadas ou instaladas para tratar dessas questões e que há compromisso em aprovar medidas de impacto social e econômico.

Sobre a tensão comercial com os Estados Unidos, Hugo Motta afirmou que o Parlamento está pronto para atuar, inclusive com convocação extraordinária durante o recesso, caso seja necessário apoiar o Poder Executivo nas negociações. Ele reiterou que o diálogo é o melhor caminho, mas o Congresso permanece atento para defender os interesses nacionais.

“O Parlamento estará pronto para agir com eficiência e rapidez. Em primeiro lugar, deve estar o nosso país, em primeiro lugar deve estar o interesse do povo brasileiro”, afirmou.

Maioria da bancada federal do MA vota a favor do endurecimento da pena para crimes hediondos

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A Câmara dos Deputados aprovou, nea última quarta-feira (2), um projeto que endurece o cumprimento de pena para criminosos condenados por crimes hediondos, líderes de facções e chefes de milícia. Em votação considerada histórica contra a impunidade, o texto determina que esses condenados só poderão progredir de regime após cumprir 80% da pena, sem direito ao livramento condicional.

A medida, prevista na subemenda substitutiva ao PL 1112/2023, foi aprovada por expressiva maioria: 334 votos a favor e apenas 65 contrários.

Entre os parlamentares maranhenses, todos os que estiveram presentes na sessão votaram a favor do endurecimento da lei penal — totalizando 13 votos positivos pela medida.

Cinco deputados do Maranhão, no entanto, não participaram da votação. Amanda Gentil (PP) está em licença-maternidade. Já Cleber Verde (MDB), Fábio Macedo (Podemos), Marreca Filho (PRD) e Rubens Júnior (PT) estiveram ausentes e não registraram voto.

A proposta ainda será analisada pelo Senado Federal. Se aprovada, representará um avanço significativo no combate às organizações criminosas, limitando os benefícios legais a condenados por crimes de alta gravidade e aumentando o tempo efetivo de punição.

Câmara aprova urgência para projeto que suspende decreto do IOF

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (16), por 346 votos a 97, o regime de urgência para a tramitação do projeto que suspende os efeitos do decreto do governo federal que modifica regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com a urgência aprovada, o texto poderá ser votado com mais rapidez, embora ainda não tenha data definida para análise do mérito, o que deve ocorrer nesta semana.

A proposta foi apresentada pelo deputado Zucco (PL-RS) logo após a publicação do decreto pelo governo na semana passada. Ao anunciar a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o clima entre os parlamentares é contrário ao aumento de impostos para resolver problemas fiscais.

“Não há ambiente na Câmara para aumento de tributos com fim arrecadatório”, declarou Motta.

O decreto editado pelo governo prevê, entre outras mudanças, o aumento da taxação sobre apostas eletrônicas (de 12% para 18%), a elevação da alíquota da CSLL de fintechs (de 9% para 15%, igualando-se aos bancos tradicionais), além da taxação de LCI e LCA, atualmente isentas de Imposto de Renda. As medidas fazem parte de um pacote da equipe econômica para elevar a arrecadação e cumprir as metas do novo arcabouço fiscal.

A oposição pressiona pela derrubada do decreto. Zucco justificou o pedido de urgência citando gastos com viagens e diárias do governo, afirmando que somam R\$ 7 bilhões — embora não tenha apresentado comprovação dos dados.

Já parlamentares governistas defenderam o decreto. Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) argumentaram que as medidas atingem os mais ricos e protegem os programas sociais. Talíria sugeriu, inclusive, que o Congresso deveria discutir a redução dos R\$ 50 bilhões em emendas parlamentares, que representam cerca de um quarto do orçamento discricionário da União.

Alex Manente (Cidadania-SP), por outro lado, afirmou que o governo deveria cortar gastos antes de propor aumento de impostos.

Câmara ignora STF e aprova aumento no número de deputados; custo pode passar de R$ 64 mi

Plenário da Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira (6), por 270 votos a 207, o projeto que amplia de 513 para 531 o número de parlamentares na Casa. A proposta agora segue para o Senado.

O texto aprovado é de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-deputado Eduardo Cunha, com relatório de Damião Feliciano (União-PB). O objetivo declarado é atualizar a representação por estado com base no Censo de 2022. No entanto, o Supremo Tribunal Federal havia determinado que essa revisão não poderia ultrapassar o limite de 513 cadeiras — o que foi completamente desconsiderado.

Estados que ganham mais cadeiras:

  • Pará (+4)
  • Santa Catarina (+4)
  • Amazonas (+2)
  • Mato Grosso (+2)
  • Rio Grande do Norte (+2)
  • Paraná (+1)
  • Ceará (+1)
  • Goiás (+1)
  • Minas Gerais (+1)

Mais deputados, mais custo

Segundo a Direção-Geral da Câmara, o impacto estimado da medida será de R$ 64,6 milhões por ano com salários, verbas de gabinete, estrutura e demais benefícios.

A medida avança agora para o Senado, mas já provoca forte reação nos bastidores, especialmente pelo desrespeito à decisão do STF e o impacto direto nas contas públicas.