Fim da Farra dos Decretos: Câmara cria trava para impedir que Braide gaste verba pública como quiser

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Cansados de ver verbas sumirem de áreas essenciais para aparecerem em “vitrines políticas”, vereadores aprovam regra que limita o remanejamento de recursos. Agora, Braide não poderá mais “fazer mágica” com 400% de aumento em secretarias escolhidas a dedo.

 Você daria um cartão de crédito sem limite para alguém que gasta o dinheiro do aluguel com festas? Provavelmente não. Pois é exatamente esse o raciocínio que a Câmara Municipal de São Luís aplicou ao orçamento de 2026. Através de emenda modificativa, os vereadores decidiram acabar com a era do “cheque em branco” na gestão de Eduardo Braide.

Até então, o prefeito gozava de uma liberdade perigosa: ele enviava o orçamento para a Câmara, mas, depois de aprovado, utilizava decretos para retirar dinheiro de uma pasta e colocar em outra sem pedir licença a ninguém.

O caso da Cultura em 2025 foi a gota d’água. O orçamento original era de R$ 26,9 milhões, mas Braide “inflou” a pasta para R$ 126,9 milhões — um salto de quase 400% feito na base da canetada. Enquanto isso, áreas como saúde e assistência social ficaram à mercê do que sobrava. Como exemplo, o Carnaval de São Luís abocanhou mais de R$ 28 milhões.

Como funciona a “Trava dos 25%”?

Para evitar que o orçamento de 2026 seja apenas uma peça de ficção, a Câmara estabeleceu um limite. A partir de agora, o Executivo não pode suplementar (aumentar) o orçamento de uma secretaria em mais de 25% do valor original sem autorização legislativa.

O que isso muda na sua vida?

  1. Transparência: Se o prefeito quiser gastar mais do que o planejado em eventos, ele terá que enviar um projeto de lei à Câmara explicando de onde vai tirar o dinheiro.

  2. Proteção às Áreas Básicas: Impede que o dinheiro da saúde ou da educação seja “drenado” para alimentar contratos de publicidade ou eventos de última hora.

  3. Fiscalização Real: O orçamento deixa de ser um “desenho” que o prefeito apaga e refaz quando quer.

O relatório técnico é enfático ao dizer que essa medida é necessária devido à “descaracterização da peça orçamentária” pela gestão atual.

O medo da fiscalização

Por que Eduardo Braide diz que os vereadores colocaram uma amarra em sua gestão? A resposta é simples: quem governa com transparência não teme pedir autorização para gastar. Ao criticar a Câmara ou tentar derrubar essa regra, o prefeito mostra que prefere decretos opacos ao debate público sobre o destino dos impostos.

A “mágica” de Braide acabou. Em 2026, ele terá que aprender a governar dentro da lei e respeitando as prioridades que o povo, através dos seus vereadores, definiu.

Leia a justificativa da Câmara:

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Prefeitura foge de audiência; rodoviários podem cruzar os braços novamente em São Luís


Mais uma vez, o prefeito Eduardo Braide não colabora e foge do debate. Nessa segunda-feira (9), a Câmara Municipal de São Luís promoveu uma audiência pública para debater o transporte público da capital, e nenhum representante da Prefeitura compareceu.

Estiveram presentes representantes dos trabalhadores rodoviários, empresários do setor (SET) e da Agência de Mobilidade Urbana (MOB).

Apesar da convocação, nenhum representante do município de São Luís compareceu. “O que mais uma vez demonstra o desinteresse da Prefeitura em discutir soluções para o sistema de transporte público da capital”, frisou o sindicato dos rodoviários.

De acordo com a categoria, mediante acordo realizado durante reunião no Ministério Público, o pagamento dos trabalhadores deve ser realizado até hoje (10). Caso não seja efetuado, os rodoviários voltam a cruzar os braços nesta quarta-feira (11).

Câmara de São Luís adia votação do orçamento de 2026 para após o Carnaval

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A Câmara Municipal de São Luís anunciou nesta segunda-feira (9) que a votação do orçamento de 2026 ocorrerá apenas na primeira sessão após o recesso de Carnaval, apesar de decisão judicial que estipulava prazo de quatro dias para apreciação.

O presidente da Casa, Paulo Victor, afirmou que a medida segue a decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, que manteve o município operando em duodécimos e garantiu o reajuste dos professores, mas deu à Câmara liberdade para organizar a tramitação da pauta. Segundo ele, a decisão busca equilibrar cumprimento da lei com a necessidade de análise cuidadosa das propostas orçamentárias.

Paulo Victor explicou ainda que a Câmara já comunicou formalmente a Prefeitura e o Judiciário e se colocou à disposição para reunião institucional em até 48 horas, visando alinhar cronogramas e evitar conflitos sobre a execução do orçamento.

A definição mantém suspensa qualquer suplementação municipal até a aprovação definitiva da LOA e do Plano Plurianual (PPA).

Câmara de São Luís adia novamente votação do Orçamento de 2026

Plenário de São Luís

A Câmara Municipal de São Luís voltou a adiar a votação do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029 e do Orçamento do Município para o exercício financeiro de 2026. A sessão plenária extraordinária marcada para esta terça-feira (6) foi cancelada por decisão do presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), e não há nova data definida para a apreciação das matérias.

A análise dos projetos já havia sido remarcada anteriormente após a primeira tentativa de votação, no início de janeiro, não avançar diante da possibilidade de ausência de quórum. Com o novo cancelamento, seguem pendentes dois projetos centrais para a gestão municipal: o que estabelece o planejamento de médio prazo da Prefeitura para os próximos quatro anos e o que autoriza a arrecadação e os gastos públicos de 2026.

O Orçamento de 2026 estima uma receita de R$ 6,03 bilhões. Nos bastidores, a previsão é de que a votação do PPA e da Lei Orçamentária fique para fevereiro.

Câmara empurra votação do Orçamento e reforma da CGM para 2026

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A Câmara Municipal de São Luís decidiu postergar para 2026 a apreciação de dois temas centrais para a administração municipal: o Orçamento da Prefeitura para o próximo ano e a reformulação da Controladoria-Geral do Município (CGM), proposta enviada pelo Executivo.

As deliberações, inicialmente previstas para sessões extraordinárias nesta sexta-feira (26), acabaram transferidas para 2 de janeiro, primeiro dia útil do novo ano. A mudança altera o planejamento de votação e sinaliza cautela dos parlamentares diante de matérias que vinham gerando desconforto interno e reação de categorias técnicas.

No caso da CGM, o projeto encaminhado pelo prefeito Eduardo Braide, em regime de urgência, propõe ajustes na legislação que rege o órgão responsável pelo controle interno da Prefeitura. A iniciativa, porém, encontrou resistência entre os auditores municipais, que alertaram os vereadores para o risco de enfraquecimento dos filtros de fiscalização sobre despesas públicas. Diante do impasse, a proposta foi deslocada para análise das comissões permanentes.

Um dos pontos de maior preocupação envolve a possível reconfiguração da Central de Liquidação de Despesa, estrutura encarregada de avaliar tecnicamente os pagamentos do Município. Para os auditores, a redistribuição dessas atribuições pode comprometer o caráter preventivo do controle interno. Já o Executivo sustenta que a medida busca racionalizar procedimentos, sem impacto financeiro ou criação de novos cargos, e afirma seguir orientações técnicas do Tribunal de Contas do Estado.

Mesmo com o adiamento das matérias mais sensíveis, o Legislativo manteve parte da agenda institucional. Em sessão extraordinária realizada pela manhã, os vereadores aprovaram, em segundo turno, alteração na Lei Orgânica que redefine o calendário da eleição da Mesa Diretora. A escolha da futura direção da Casa, antes concentrada no primeiro semestre, passa a ocorrer a partir de outubro.

Auditores questionam na Câmara mudanças propostas por Braide na CGM

Prefeito Eduardo Braide

A Associação dos Auditores de Controle Interno do Município de São Luís (Aacim) encaminhou uma nota à Câmara Municipal contestando a proposta do prefeito Eduardo Braide que altera a estrutura da Controladoria-Geral do Município (CGM). A manifestação ocorre após o envio de mensagem do Executivo ao Legislativo com sugestões de reorganização do órgão (veja aqui), apresentadas após recomendação do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Na nota, a entidade informa que não houve diálogo prévio com os auditores de controle interno, apesar de orientação do próprio TCE para que eventuais mudanças na estrutura de controle fossem precedidas de discussão técnica com os servidores responsáveis pela atividade.

Um dos principais pontos abordados é a previsão de extinção da Central de Liquidação de Despesa (CLD), unidade responsável pela análise técnica e de conformidade de todos os pagamentos realizados pela Prefeitura de São Luís. Atualmente, essa atribuição é exercida por auditores de controle interno, servidores efetivos do município.

Segundo a associação, a retirada dessa etapa do fluxo de despesas transfere responsabilidades às secretarias municipais, que, de acordo com o documento, não possuem unidades de controle interno estruturadas nem quadro de servidores efetivos suficiente para absorver a demanda.

A Aacim também registra que existe uma proposta de atualização do fluxo de despesas para adequação à Nova Lei de Licitações, que estaria concluída tecnicamente, mas sem avanço desde junho de 2024, aguardando deliberação da administração superior.

Além das alterações operacionais, a mensagem enviada pelo prefeito prevê mudanças na nomenclatura de coordenações vinculadas à CGM, com a supressão do termo “auditoria” em setores responsáveis por prestação de contas e normas técnicas.

O episódio se insere em um contexto mais amplo de divergências entre a gestão municipal e categorias do fisco e do controle interno. Recentemente, decisões judiciais redefiniram o teto constitucional no município, resultando em cortes salariais para servidores que recebiam acima do limite.

Após essas decisões, a Câmara Municipal aprovou uma lei reajustando os subsídios do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários, redefinindo o teto remuneratório. A norma, no entanto, foi questionada judicialmente pelo prefeito, enquanto servidores sustentam que a não aplicação do novo teto mantém reduções indevidas.

Câmara de São Luís vota hoje Orçamento de R$ 6,03 bilhões para 2026

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Mesmo em recesso parlamentar, a Câmara Municipal de São Luís decidiu acelerar decisões consideradas centrais para o funcionamento institucional da Casa e para o planejamento financeiro da capital. Para esta sexta-feira (26), a Presidência convocou uma maratona de três sessões extraordinárias que concentram mudanças regimentais, ajustes na legislação administrativa e a votação do Orçamento de 2026.

Logo pela manhã, os vereadores se reúnem para deliberar, em segundo turno, a proposta de emenda à Lei Orgânica do Município que altera a data da eleição da Mesa Diretora. A iniciativa busca alinhar a norma local ao entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece que a escolha das mesas das câmaras legislativas deve ocorrer a partir de outubro do ano anterior ao início do segundo biênio da legislatura. Já aprovada em primeiro turno, a emenda depende agora de quórum qualificado para ser definitivamente validada.

Na sequência, uma nova sessão extraordinária será dedicada à análise de um projeto que promove mudanças e revoga dispositivos de leis municipais em vigor desde 2007 e 2018. A proposta mexe na estrutura normativa administrativa do Município e integra um conjunto de ajustes que o Legislativo pretende concluir antes da retomada das atividades ordinárias.

O ponto mais sensível da pauta, no entanto, está reservado para o período da tarde. A Câmara vai apreciar o Projeto de Lei da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 e o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029. O orçamento previsto é de R$ 6,03 bilhões, considerado um dos maiores já projetados para São Luís, e servirá como base para a execução das políticas públicas no próximo exercício financeiro.

A proposta orçamentária tramitou sob a coordenação da Comissão de Orçamento, Finanças, Planejamento e Patrimônio Municipal, presidida pelo vereador Octávio Soeiro (PSB). Durante o processo, os parlamentares tiveram prazo para apresentar emendas, analisadas pelo relator Tiago Freitas (PRD), responsável por recomendar a aceitação ou rejeição das alterações sugeridas.

Câmara pressiona Braide e convoca audiência para discutir colapso no transporte de São Luís

Prefeito Eduardo Braide

Em meio ao agravamento da crise no transporte público de São Luís, a Câmara Municipal decidiu assumir o debate que a Prefeitura insiste em postergar. No dia 24 de novembro, às 14h, o plenário será palco de uma audiência pública provocada pelo Coletivo Nós (PT), após motoristas das empresas Expresso Marina e 1001 chegarem ao sexto dia de paralisação, escancarando o colapso do sistema.

O co-vereador Jhonatan Soares reforça que o movimento não é uma greve geral, mas uma interrupção localizada causada pelo não pagamento de salários, demissões em massa e direitos trabalhistas ignorados. Mesmo assim, a paralisação prolongada já se tornou um alerta político evidente: a crise no transporte deixou de ser pontual e passou a ser estrutural.

Para forçar respostas, Jhonatan anunciou a convocação do secretário da SMTT, Maurício Itapary; do diretor do SET, Paulo Pires; do presidente do STTREMA, Marcelo Brito; e de representantes das empresas. Todos terão de explicar à população por que o impasse se arrasta sem qualquer solução encaminhada.

“Até agora, nenhuma resposta definitiva sobre essa paralisação”, criticou o parlamentar, em recado direto à gestão municipal.

A audiência terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Câmara no YouTube.

Ex-assessor escancara esquema de desvio e abuso moral no gabinete de Rosana da Saúde

Vereadora Rosana da Saúde

O ex-assessor Michael Pacheco denunciou práticas de desvio de recursos e abuso moral no gabinete da vereadora Rosana da Saúde, afirmando ter sido exonerado por se recusar a integrar um “esquema abjeto”.

Em postagem nas redes sociais, Michael detalhou o que chamou de pilhagem institucional, relatando que funcionários eram obrigados a custear despesas do gabinete com recursos próprios, entregar notas fiscais e, segundo ele, a vereadora apropriava-se de reembolsos como se fossem lucro pessoal.

“Ela nos obrigava a abastecer com recursos próprios, recolhia as notas fiscais e se apropriava do valor que a Câmara repassava como reembolso legítimo. Descontava o INSS e nunca repassava. Usava meu carro particular como se fosse público, sem nunca arcar com conserto, óleo ou pneu”, relatou Michael.

Se confirmadas, as denúncias revelam uma gestão degradante e moralmente repulsiva, que desrespeita frontalmente o decoro parlamentar. Cobrar que funcionários paguem do próprio bolso despesas do gabinete, apropriar-se de reembolsos da Câmara e usar bens particulares como se fossem públicos configura abuso de poder, desvio de recursos e desrespeito à ética mínima exigida de um parlamentar. O episódio, se verdadeiro, não é apenas um caso isolado: é um sintoma de práticas que corroem a confiança na política e no uso do dinheiro público, transformando a rotina administrativa em um teatro de exploração e impunidade.

Veja o relato:

Câmara aprova reajuste salarial de 8,5% para servidores efetivos

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A Câmara Municipal de São Luís aprovou nesta quarta-feira, 20, o aumento salarial de 8,5% para servidores públicos efetivos do legislativo municipal, por meio do Projeto de Resolução nº 015/25 de autoria da mesa diretora da Casa.

O Projeto atualiza a tabela remuneratória dos servidores nos termos da Resolução nº 120/23 – que institui o plano de cargos, carreiras e vencimentos dos servidores efetivos da Câmara Municipal de São Luís.

Para o presidente da Câmara, Paulo Victor (PSB), a valorização dos servidores é um compromisso da sua gestão, uma vez que, são a base de uma gestão eficiente, transparente e próxima do povo.

“Com esse reajuste, reforçamos nosso respeito a quem faz a Câmara acontecer todos os dias. Seguiremos avançando, sempre com diálogo e responsabilidade, para garantir cada vez mais dignidade e valorização a todos que servem a São Luís”, declarou.

Repercussão – O reajuste foi aprovado por unanimidade dos presentes e bastante repercutido pelos pares que parabenizaram a gestão e ao Sindicato dos Servidores da Câmara Municipal de São Luís (SINDISCAM-SLZ) pelo entendimento.

“Gostaria de parabenizar ao presidente da Casa por ter implantado o Plano de Cargos e Carreiras. Fomos um cobrador insistente e agora fazemos jus a este segundo avanço que foi acordado junto ao SINDISCAM-SLZ. É uma vitória dos trabalhadores e trabalhadoras”, manifestou o Coletivo Nós (PT).

“Parabéns, presidente, por esta questão estar resolvida. Os servidores iniciaram praticamente o ano questionando, buscando solução e tenho certeza de que para todos neste plenário é satisfatório ver esta questão resolvida”, completou Flávia Berthier (PL).

Plano de Cargos e Carreiras

Além do reajuste, a gestão do presidente Paulo Victor também foi responsável por importantes medidas em benefício dos servidores como, por exemplo, a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que visa garantir a profissionalização, valorização e desenvolvimento dos servidores, além de promover a qualidade dos serviços prestados à população.

A implantação do PCCV dos servidores, que foi um dos principais compromissos assumidos por Paulo Victor logo que passou a chefiar o Legislativo ludovicense, com os seguintes benefícios: Auxílio Saúde e Alimentação R$ 300; 100% de Gratificação de Desempenho (GDALM) sobre o salário base; Adicional de Qualificação de 5% para especialização, 10% para graduação e mestrado, 15% para doutorado.

Além da possibilidade de 1% de acréscimo para cada 120 horas de treinamento (até o limite de 3%); o Adicional por Tempo de Serviço no percentual de 2% ao ano de serviço; e Adicional de Insalubridade conforme o grau de risco.