TJMA suspende lei que proibia uso de banheiro feminino por mulheres trans

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O Tribunal de Justiça do Maranhão, em decisão unânime do seu Órgão Especial, suspendeu os efeitos da Lei Municipal n.º 7.792/2025, de São Luís, que que proibia mulheres transgênero de utilizarem banheiros, vestiários e espaços afins destinados ao público feminino em órgãos públicos e instituições privadas. A votação ocorreu em sessão jurisdicional, conduzida pelo presidente do TJMA, desembargador Ricardo Duailibe, nesta quarta-feira (3/6).

A Corte acompanhou o voto da relatora, desembargadora Maria do Socorro Carneiro, que, em deferimento de medida cautelar, suspendeu a eficácia da lei, até o julgamento do mérito da Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI), ajuizada pela Defensoria Pública do Estado contra a norma promulgada pela Câmara Municipal da capital.

A Defensoria Pública sustentou a existência de inconstitucionalidade formal, por invasão da competência legislativa privativa da União, e de inconstitucionalidade material, por violação aos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da vedação de discriminação. Requereu a concessão de medida cautelar para suspensão imediata da eficácia da norma até o julgamento definitivo da ação.

A Câmara Municipal de São Luís sustentou que a Lei Municipal n.º 7.792/2025 resultou de processo legislativo, marcado por análise técnica, pareceres divergentes, deliberação e aprovação pelo Plenário, posterior encaminhamento ao Poder Executivo e promulgação decorrente de sanção tácita (aprovação automática por falta de manifestação).

VOTO

Em síntese, o voto da relatora teve o entendimento de que a norma municipal, em análise preliminar, extrapola o interesse local, ao disciplinar o acesso de pessoas a espaços públicos e privados, conforme identidade de gênero, interferindo em matérias reservadas à competência privativa da União, conforme normas da Constituição Federal.

A desembargadora acrescentou que a incidência da lei sobre escolas públicas e privadas caracteriza invasão da competência da União para editar diretrizes e bases da educação nacional. Disse que o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece a incompetência municipal para legislar sobre aspectos que interfiram na estrutura educacional nacional.

A magistrada observou que a possível inconstitucionalidade formal também foi identificada ainda na fase preliminar do processo legislativo municipal, ocasião em que a assessoria jurídica da própria Câmara Municipal de São Luís emitiu parecer contrário à aprovação do projeto de lei.

Socorro Carneiro relatou que a extensão genérica da proibição a órgãos públicos alcança repartições estaduais e federais situadas no território municipal, gerando interferência indevida na autonomia administrativa de outros entes federativos e afronta ao pacto federativo.

Lembrou que, em julgamento de ADI, o STF reconheceu a identidade de gênero como direito da personalidade, vedando ao Estado promover discriminação incompatível com norma da Constituição.

“O perigo da demora está configurado diante da possibilidade de imediata produção de efeitos discriminatórios e de restrição indevida de direitos fundamentais de grupo vulnerável”, destacou a desembargadora Socorro Carneiro, ao deferir a medida cautelar para suspender os efeitos da lei até o julgamento do mérito.

O desembargador Lourival Serejo disse que a igualdade constitucional não consiste em tratar todas as pessoas de forma idêntica, ignorando suas particularidades. Consiste em assegurar que nenhuma delas seja transformada em cidadão ou cidadã de segunda categoria.

“O reconhecimento do direito de pessoas trans, de utilizarem banheiros compatíveis com sua identidade de gênero, não lhes concede privilégio algum, apenas lhes assegura o mesmo direito de pertencimento social desfrutado pelos demais”, frisou Lourival Serejo.

Por fim, o magistrado lembrou que, em julgamento da ação direta de inconstitucionalidade por omissão, em junho de 2019, o plenário do STF definiu que as condutas homofóbicas e transfóbicas se enquadram na tipificação da lei de racismo.

Em complemento, a relatora adaptou seu voto para acompanhar o entendimento do desembargador Paulo Velten, suspendendo a lei com efeitos “ex tunc” (desde a origem).

A tese da desembargadora Maria do Socorro Carneiro para deferir a suspensão dos efeitos da lei, fundamentou-se em dois pontos: “1. Compete privativamente à União legislar sobre direitos da personalidade, diretrizes gerais de educação e disciplina geral de direitos fundamentais. 2. Lei municipal que restringe o uso de banheiros e vestiários com fundamento em identidade de gênero extrapola o interesse local e viola o pacto federativo”.

Nova proposta de banheiro neutro tenta criar terceira via em meio a impasse sobre direitos trans

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O debate sobre o uso de banheiros públicos por pessoas transgênero em São Luís ganhou um novo capítulo com a proposta apresentada pelo vereador Marquinhos, que prevê a criação de banheiros neutros na capital maranhense. A medida surge em meio à intensa repercussão em torno de outro projeto do parlamentar, atualmente sob análise da Justiça, que propõe proibir mulheres trans de utilizarem banheiros femininos em órgãos públicos e estabelecimentos privados da cidade.

Diante da resistência a essa proibição, a ideia do terceiro banheiro aparece como uma alternativa política para tentar pacificar o debate e garantir um espaço específico para a população trans.

O grande desafio dessa nova proposta é que ela tenta se equilibrar entre as regras que a cidade já possui e as pressões por direitos individuais. Desde 2021, São Luís tem uma lei em vigor que proíbe banheiros unissex comuns, estabelecendo que os espaços devem ser direcionados a públicos específicos. Ao propor um banheiro neutro voltado exclusivamente para a comunidade trans, o vereador tenta contornar essa proibição antiga, argumentando que a medida traria segurança tanto para as mulheres quanto para as pessoas trans.

Na tribuna da Câmara, o parlamentar defendeu que o objetivo é assegurar direitos e rebatendo as acusações de preconceito.

Por outro lado, essa tentativa de criar uma terceira via não encerra as disputas que já estão nos tribunais. A política de banheiros de São Luís continua sob forte questionamento legal por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Defensoria Pública no Tribunal de Justiça do Maranhão.

Protesto

Integrantes do movimento LGBTQIAPN+ promoveram, nesta terça-feira (27), uma manifestação na Câmara Municipal de São Luís em protesto contra a proposta que impede mulheres trans de utilizarem banheiros femininos em espaços públicos e privados da capital maranhense. O ato aconteceu durante a sessão legislativa e ganhou novos contornos após o vereador Marquinhos Silva, responsável pela iniciativa, apresentar um novo projeto que prevê a implantação de banheiros neutros voltados ao público trans.

TJ cobra explicações da Câmara sobre lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos

Câmara de São Luís

A desembargadora Maria do Socorro Mendonça Carneiro determinou que a Câmara Municipal de São Luís se manifeste em até cinco dias sobre a lei que proíbe mulheres trans e travestis de utilizarem banheiros e vestiários femininos em órgãos públicos e instituições privadas da capital. A contagem do prazo, revelada pelo jornalista Isaías Rocha, teve início nesta segunda-feira (25).

A legislação, idealizada pelo vereador Marquinhos (União Brasil) e promulgada pelo presidente da Casa, Paulo Victor (PSB), é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Defensoria Pública do Estado. O órgão pede a derrubada da norma sob o argumento de que o município invadiu a competência da União e violou princípios fundamentais, como a igualdade, a dignidade da pessoa humana e a proibição de discriminação contra um grupo historicamente vulnerável.

Embora a Defensoria tenha solicitado a suspensão imediata da regra, a relatora optou por exercer o contraditório e ouvir o Legislativo municipal antes de analisar o pedido de liminar. No despacho, a magistrada justificou que entende ser necessária a manifestação prévia da Câmara antes de tomar qualquer decisão urgente.

Após receber as explicações, a Justiça decidirá se suspende temporariamente a validade da lei ou se a mantém em vigor até o julgamento definitivo do caso.

Vereador enquadra secretária da SMTT por ‘fuga’ de debates e descaso com a mobilidade de São Luís

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O vereador Raimundo Penha (PDT) utilizou o pequeno expediente na sessão desta terça-feira (28), na Câmara de São Luís, para cobrar respostas da nova secretária municipal de Trânsito e Transporte, Manuella Oliveira Fernandes, para questões, conforme o parlamentar, levantadas com o objetivo de construir soluções para a mobilidade urbana da capital maranhense.

Entre os pontos abordados por Raimundo Penha está a ausência de nova licitação para o transporte da cidade de São Luís. O parlamentar reforçou que, há pouco mais de um ano, a Câmara aprovou o projeto que considera o descumprimento do contrato vigente e autoriza a Prefeitura a realizar novo certame.

O vereador lamentou ainda a falta de diálogo com a nova gestora da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), Manuella Oliveira Fernandes, e fez questionamentos quanto aos chamados “Rapidão” que deixaram de circular na cidade sem qualquer explicação para a população. E citou a inexistência de linha de ônibus na Avenida Quarto Centenário também foram notados e um imbróglio envolvendo o deslocamento de um abrigo no Parque dos Sabiás, além do corte de linha de ônibus na Camboa dos Frades.

“Essa comunidade vai dialogar com quem? Se a secretaria não consegue dialogar com a Câmara, por duas vezes não atendeu à nossa convocação. Se nós não conseguimos encontrar a gestora, será que esse cidadão da Camboa dos Frades, do Parque dos Sabiás ou da Liberdade vai conseguir ser atendido por ela?”, questionou.

Raimundo Penha classificou o sistema de transporte como colapsado e lembrou os prejuízos para mais da metade da população ludovicense que paga pela tarifa e paga pelo subsídio repassado mensalmente. Ele mencionou as constantes intervenções da Justiça e a escassez de dados básicos como, por exemplo, a quantidade de veículos que integram o sistema.

“É necessário que esta Casa aproveite o momento da mudança de gestão, aparentemente, dada ao diálogo com a sociedade, para transformar esse diálogo em situações concretas. Reforço o que disse anteriormente: nunca o transporte esteve tão colapsado e entregue nas mãos dos empresários! Eles estão fazendo do jeito que querem. Esse é o legado da gestão passada e da ausência de diálogo”, finalizou.

Por fim, o parlamentar deixou um apelo aos pares, em especial, ao líder de governo, vereador Dr. Joel (PSD), e à Mesa Diretora a se engajar na causa.

Câmara aprova veto a trecho da LOA 2026 e destaca diálogo com Executivo

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Em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (27), a Câmara Municipal de São Luís aprovou, por 21 votos a 1, o veto do Executivo ao parágrafo único do artigo 8º da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O trecho vetado tratava de uma emenda que estabelecia um cronograma para o pagamento das emendas parlamentares. Apesar do veto, o pagamento das emendas parlamentares foi contemplado administrativamente pela Prefeitura de São Luís.

Durante a sessão, o presidente da Casa, o vereador Paulo Victor (PSB), destacou o momento de maior diálogo entre os poderes e elogiou a postura da atual gestão municipal. “Vale registrar que a decência da votação que hoje ocorre aqui neste Plenário vale muito do posicionamento desta prefeita, que há quarenta dias sentou na cadeira e, com um sinal de respeito e harmonia, sinalizou data fixa em relação ao pagamento das emendas parlamentares, mesmo não sendo obrigada por lei a fazê-lo”, afirmou, enfatizando que a decisão reforça a construção de pontes entre o Legislativo e o Executivo, marcando um novo momento político na capital maranhense.

Já o vereador Pavão Filho (PSB), autor da emenda vetada, explicou que sua proposta tinha como objetivo organizar o cumprimento de uma obrigação já prevista na Lei Orgânica do Município – o pagamento das emendas impositivas até o fim do exercício financeiro. “A nossa emenda foi para fazer o escalonamento do pagamento do que a lei orgânica já determina. Propusemos que até o mês de julho fosse pago cinquenta por cento das emendas destinadas a cada vereador”, destacou.

Apesar do veto, Pavão reconheceu que a proposta foi atendida na prática pela atual prefeita Esmênia Miranda (PSD). “A prefeita acatou a nossa sugestão e já mandou fazer o escalonamento do pagamento das emendas parlamentares. Portanto, me sinto contemplado com a decisão”, afirmou o vereador.

A única divergência na votação partiu do vereador André Campos (Republicanos), que votou pela derrubada do veto e defendeu coerência institucional na decisão da Casa. “Essa inclusão no orçamento não foi um ato direcionado ao ex-prefeito Eduardo Braide. Em virtude disso, votar pela manutenção do veto nesse momento acho que é um tanto contraditório para essa casa. Acredito que com a Esmênia à frente da Prefeitura esse diálogo parece que já vai ser melhor, mas não é só por isso que vou ser contraditório agora. A derrubada do veto é mais do que respeitosa, porque defende os interesses dessa Casa e da população de São Luís. Na minha coerência, eu voto pela derrubada do veto”, declarou.

O veto havia sido originalmente encaminhado pelo ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), mas a atual gestão optou por implementar administrativamente o cronograma sugerido pelos vereadores, mesmo sem a obrigatoriedade legal expressa na lei orçamentária. A aprovação do veto, aliada à execução prática da proposta, foi interpretada pelos parlamentares como um sinal de amadurecimento institucional e cooperação entre os poderes em São Luís.

Câmara de São Luís terá novos vereadores; saiba quem assume

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A Câmara Municipal de São Luís passa a ter uma nova composição após decisão da Justiça Eleitoral. Assumem as vagas Mateus do Beiju (PL), Severino Sales (PSD) e Josélia Rodrigues (DC).

A mudança ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) cassar a chapa proporcional do Podemos eleita em 2024, resultando na perda dos mandatos dos vereadores Fábio Macedo Filho, Raimundo Júnior e Wendell Martins.

A decisão foi tomada em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apontou fraude na cota de candidaturas femininas. Segundo o Ministério Público Eleitoral, houve indícios de candidatura fictícia, com possível uso irregular de recursos públicos.

O caso ainda pode ser levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas os vereadores cassados seguem fora dos cargos até nova decisão.

Câmara de São Luís aprova reajuste de 8,5% no salário-base dos servidores

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Os servidores efetivos da Câmara Municipal de São Luís terão reajuste de 8,5% no salário-base a partir da folha de pagamento do mês de abril. O PL 064/26, de autoria da Mesa Diretora, foi aprovado na sessão ordinária desta terça-feira (24) em regime de urgência, com amplo apoio dos vereadores. A proposta foi previamente analisada pelas Comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento, que emitiram parecer favorável, permitindo sua votação imediata em Plenário.

O projeto institui a nova tabela remuneratória dos servidores efetivos, atualizando os anexos da Resolução Nº 0120/2023, em conformidade com o que estabelece a Constituição Federal.

Além do reajuste no salário-base, o projeto também assegura a atualização do auxílio-alimentação e do auxílio-saúde, de R$ 100 para R$ 150, e de R$ 200 para R$ 250, respectivamente, ampliando o conjunto de medidas de valorização dos servidores.

O pedido pelo regime de urgência foi feito pelo co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT), que participou das mesas de diálogo entre a Presidência da Casa e o Sindicato dos Servidores da Câmara Municipal de São Luís (SINDISCAM-SLZ). Ele lembrou que o projeto do Executivo passou por rito semelhante e defendeu o mesmo tratamento para os servidores legislativos, com reforço do vereador Pavão Filho (PSD), que destacou que a valorização dos servidores deveria ter tramitação célere.

Jhonatan Soares parabenizou o presidente da Câmara, vereador Paulo Victor (PSB) e o presidente do sindicato, Mauro Brandão, servidor de carreira da Casa, pelo resultado construído em diálogo. Em nome da Mesa Diretora, a vereadora Professora Magnólia (União Brasil) defendeu o alcance da medida. “Este projeto reafirma o compromisso da Câmara com a valorização dos servidores efetivos. Valorizar esses profissionais é valorizar a própria instituição”, afirmou.

O presidente da Comissão de Orçamento, vereador Raimundo Penha (PDT), destacou o trabalho que os servidores efetivos fazem na prática: elaboram relatórios, analisam documentos técnicos e sustentam o trabalho das Comissões. “O reajuste é uma forma de mantê-los valorizados e entusiasmados com o serviço público”, disse.

Parlamentares, como Flávia Berthier (PL), Douglas Pinto (PSD), Wendell Martins (Podemos) e Cléber Filho (MDB), também parabenizaram a aprovação.

Mauro Brandão, presidente do SINDISCAM-SLZ, comemorou a medida. “Este reajuste é resultado de um diálogo institucional sério e é uma conquista de toda a categoria”, afirmou. O Projeto de Lei 0064/2026 segue para sanção do Executivo.

Fim da Farra dos Decretos: Câmara cria trava para impedir que Braide gaste verba pública como quiser

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Cansados de ver verbas sumirem de áreas essenciais para aparecerem em “vitrines políticas”, vereadores aprovam regra que limita o remanejamento de recursos. Agora, Braide não poderá mais “fazer mágica” com 400% de aumento em secretarias escolhidas a dedo.

 Você daria um cartão de crédito sem limite para alguém que gasta o dinheiro do aluguel com festas? Provavelmente não. Pois é exatamente esse o raciocínio que a Câmara Municipal de São Luís aplicou ao orçamento de 2026. Através de emenda modificativa, os vereadores decidiram acabar com a era do “cheque em branco” na gestão de Eduardo Braide.

Até então, o prefeito gozava de uma liberdade perigosa: ele enviava o orçamento para a Câmara, mas, depois de aprovado, utilizava decretos para retirar dinheiro de uma pasta e colocar em outra sem pedir licença a ninguém.

O caso da Cultura em 2025 foi a gota d’água. O orçamento original era de R$ 26,9 milhões, mas Braide “inflou” a pasta para R$ 126,9 milhões — um salto de quase 400% feito na base da canetada. Enquanto isso, áreas como saúde e assistência social ficaram à mercê do que sobrava. Como exemplo, o Carnaval de São Luís abocanhou mais de R$ 28 milhões.

Como funciona a “Trava dos 25%”?

Para evitar que o orçamento de 2026 seja apenas uma peça de ficção, a Câmara estabeleceu um limite. A partir de agora, o Executivo não pode suplementar (aumentar) o orçamento de uma secretaria em mais de 25% do valor original sem autorização legislativa.

O que isso muda na sua vida?

  1. Transparência: Se o prefeito quiser gastar mais do que o planejado em eventos, ele terá que enviar um projeto de lei à Câmara explicando de onde vai tirar o dinheiro.

  2. Proteção às Áreas Básicas: Impede que o dinheiro da saúde ou da educação seja “drenado” para alimentar contratos de publicidade ou eventos de última hora.

  3. Fiscalização Real: O orçamento deixa de ser um “desenho” que o prefeito apaga e refaz quando quer.

O relatório técnico é enfático ao dizer que essa medida é necessária devido à “descaracterização da peça orçamentária” pela gestão atual.

O medo da fiscalização

Por que Eduardo Braide diz que os vereadores colocaram uma amarra em sua gestão? A resposta é simples: quem governa com transparência não teme pedir autorização para gastar. Ao criticar a Câmara ou tentar derrubar essa regra, o prefeito mostra que prefere decretos opacos ao debate público sobre o destino dos impostos.

A “mágica” de Braide acabou. Em 2026, ele terá que aprender a governar dentro da lei e respeitando as prioridades que o povo, através dos seus vereadores, definiu.

Leia a justificativa da Câmara:

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Prefeitura foge de audiência; rodoviários podem cruzar os braços novamente em São Luís


Mais uma vez, o prefeito Eduardo Braide não colabora e foge do debate. Nessa segunda-feira (9), a Câmara Municipal de São Luís promoveu uma audiência pública para debater o transporte público da capital, e nenhum representante da Prefeitura compareceu.

Estiveram presentes representantes dos trabalhadores rodoviários, empresários do setor (SET) e da Agência de Mobilidade Urbana (MOB).

Apesar da convocação, nenhum representante do município de São Luís compareceu. “O que mais uma vez demonstra o desinteresse da Prefeitura em discutir soluções para o sistema de transporte público da capital”, frisou o sindicato dos rodoviários.

De acordo com a categoria, mediante acordo realizado durante reunião no Ministério Público, o pagamento dos trabalhadores deve ser realizado até hoje (10). Caso não seja efetuado, os rodoviários voltam a cruzar os braços nesta quarta-feira (11).

Câmara de São Luís adia votação do orçamento de 2026 para após o Carnaval

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A Câmara Municipal de São Luís anunciou nesta segunda-feira (9) que a votação do orçamento de 2026 ocorrerá apenas na primeira sessão após o recesso de Carnaval, apesar de decisão judicial que estipulava prazo de quatro dias para apreciação.

O presidente da Casa, Paulo Victor, afirmou que a medida segue a decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, que manteve o município operando em duodécimos e garantiu o reajuste dos professores, mas deu à Câmara liberdade para organizar a tramitação da pauta. Segundo ele, a decisão busca equilibrar cumprimento da lei com a necessidade de análise cuidadosa das propostas orçamentárias.

Paulo Victor explicou ainda que a Câmara já comunicou formalmente a Prefeitura e o Judiciário e se colocou à disposição para reunião institucional em até 48 horas, visando alinhar cronogramas e evitar conflitos sobre a execução do orçamento.

A definição mantém suspensa qualquer suplementação municipal até a aprovação definitiva da LOA e do Plano Plurianual (PPA).