Após tragédia de Pedreiras, magistrados defendem juíza que liberou assassino suicida

Maria Nilde e Antônio Carlos após tragédia
Maria Nilde e Antônio Carlos após tragédia

O presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), Gervásio Santos, em face do episódio ocorrido na madrugada desta quinta-feira (13) em Pedreiras, que resultou na morte de três pessoas e deixou um ferido, lamenta a tragédia e esclarece que a juíza Larissa Tupinambá Castro agiu em conformidade com os preceitos legais ao conceder a liberdade provisória ao autor dos delitos.

O autor da barbárie, Antônio Carlos da Conceição, já havia sequestrado, no início do mês de julho, a sua ex-namorada Maria Nilde Silva Sousa, mantendo-a em cárcere privado. Após ação da polícia, a refém foi liberada e o criminoso preso. Um mês depois, o autor do delito obteve liberdade.

Na madrugada desta quinta-feira, ele voltou a sequestrar Maria Nilde, matando a tiros uma pessoa que tentou impedir o sequestro e ferindo outra. Após ser cercado pela polícia que tentava negociar a liberação da refém, Antônio Carlos matou a moça e depois se suicidou.

Diante da repercussão que o episódio gerou na imprensa, Gervásio Santos disse que tentar responsabilizar o Poder Judiciário pelo acontecimento beira à má-fé, pois a pessoa que cometeu tal barbárie e depois se matou atendia a todos os requisitos jurídicos para obter a liberdade.

Segundo Gervásio, o acusado Antônio Carlos da Conceição foi denunciado em julho por porte de arma, cárcere privado e ameaça. Permaneceu preso por 30 dias e ingressou com pedido de liberdade provisória, comprovando ser primário, portador de bons antecedentes, ter endereço fixo e a necessidade de se submeter a tratamento para depressão.

“No pedido foi anexado o comprovante de endereço em Coroatá (casa do irmão), local onde se submeteria a acompanhamento médico e certidão de antecedentes imaculados”, explicou o magistrado.

Declaração

Um dado importante que foi analisado pela juíza Larissa Castro ao analisar o pedido de liberdade foi o fato da vítima Maria Nilde ter comparecido em juízo para declarar que não se sentia ameaçada por Antônio Carlos e intervir para liberação dele, a fim de que fosse submetido a tratamento adequado. “Por conta disso, a prisão foi revogada, pois não poderia ser mantida tão só pela gravidade do crime”.

Gervásio Santos informou ainda que a ordem pública não estava ameaçada, pois o passado do acusado, dissociado de qualquer crime, não fazia pressupor que repetiria a prática do ilícito.

“A instrução também não sofria perigo, na proporção em que a própria ofendida relatou não se sentir intimidada e, nos delitos cometidos no âmbito de violência doméstica, a palavra da mulher assume especial relevância, pelo que se esta atesta estar tranqüila e pugna pela liberdade, a busca da verdade real não resta comprometida”, disse o presidente da AMMA.

Na concessão da liberdade, segundo Gervásio, também foi levado em consideração o valor das penas associadas aos crimes praticados pelo autor do delito, no caso porte de arma, de 2 a 4 anos, cárcere privado, de 1 a 3 anos, e ameaça, de 1 a 6 meses ou apenas multa, e a possibilidade de alguns serem sidos como crimes meio (com consunção). “Portanto, as circunstâncias subjetivas do agente, em caso de condenação, aproximariam a reprimenda do mínimo, de sorte que ele poderia se livrar solto, com a suspensão da execução da pena”.

Gervásio informou também que a liberdade foi condicionada ao compromisso do autor do delito de comparecer a todos os atos do processo em que sua presença fosse exigida e a obrigação de não se afastar do domicílio de seu irmão, sem comunicação ao Juízo, além da determinação de ter que juntar ao feito comprovante do inicio do tratamento médico em 10 dias.

“Afora este quadro, as questões que envolvem o triste episódio desta quinta-feira não são jurídicas, passam pelo imprevisível e fogem à racionalidade”, argumentou o presidente da AMMA.

De cima pra baixo: Ricardo tem R$ 17 milhões bloqueados pela Justiça Federal

Ricardo Murad
Ricardo Murad

Foi determinado liminarmente nesta quinta-feira (13) pelo juiz federal José Carlos Madeira, o bloqueio de R$ 17 milhões e a quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-secretário de Saúde Ricardo Murad (PMDB) e de mais 12 pessoas físicas e jurídicas.

Abaixo a decisão e o nome de todos os citados:

decisao

Na última terça-feira (11) Murad publicou uma nota na sua página pessoal do Facebook, onde falou sobre a operação da Polícia Federal a qual pretende prendê-lo e disse não se intimidar. (Reveja)

O ex-secretário colocou-se à disposição da Justiça Federal para prestar todos os esclarecimentos necessários.

ADEUS BR 010: Edeconsil joga a toalha e desiste da obra

Maquete do projeto de duplicação da BR 010
Maquete do projeto de duplicação da BR 010

A grande burocracia e a falta de empenho de autoridades competentes fizeram com que a construtora Edeconsil, vencedora da licitação do Governo Federal e responsável pela execução da obras de duplicação do trecho urbano da BR 010 em Imperatriz, desistisse dos serviços de conclusão.

A quebra de contrato foi motivada pela demora no processo de liberação da licença ambiental.

A decisão foi confirmada pelo proprietário da empresa ao ex-presidente da Câmara de Vereadores de Imperatriz, Hamilton Miranda de Andrade, e anunciada ontem durante sessão.

Os serviços melhorariam a mobilidade urbana na segunda maior cidade do Maranhão, principalmente no trecho ligando o conjunto Itamar Guará ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de melhorar o tráfego na entrada e saída na BR 010.

De acordo com o projeto, o eixo central teria duas pistas com quatro faixas. No total, seriam construídos oito viadutos, acessos tipo agulha para cada entrada e saída e também quatro pontes de concreto nos acessos à ponte Dom Afonso Felipe Gregory.

Delegado pede prisão preventiva de oito indiciados por linchamento no S. Cristóvão

Cledenilson foi morto por populares no mês passado
Cledenilson foi morto por populares no mês passado

A delegacia de Homicídios finalizou nesta quinta-feira (13), o inquérito policial a qual aponta que oito pessoas foram indiciadas por envolvimento no homicídio triplamente qualificado de Cledenilson Pereira da Silva. A vítima foi morta numa segunda-feira, 6 de julho, no Jardim São Cristóvão.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Homicídios, Jefrey Furtado, “entre os 15 envolvidos no crime, oito foram indiciados. A participação foi constatada após os exames complementares e os suspeitos estão sendo indiciadas por homicídio triplamente qualificado e ainda pela tentativa de homicídio contra um adolescente que acompanhava Cledenilson da Silva.”

Segundo o delegado, o crime não tem nenhuma relação com linchamento, pois Cledenilson foi morto em consequência de um golpe fatal, que foi desferido por um gargalo de garrafa.

Portanto, o motivo da morte da vítima foi de natureza torpe e cruel. Se condenados pelo homicídio triplamente qualificado, a pena para os indiciados pode variar entre 12 e 30 anos de reclusão.

Jefrey Furtado representou pela prisão preventiva dos oito indiciados e aguarda agora a decisão na Justiça para execução.

VÍDEO: Confusão, tiros e morte em reintegração de posse na Vila Luizão

O conflito terminou com a morte de um jovem
O conflito terminou com a morte de um jovem

A manhã desta quinta-feira (13) foi agitada e violenta na Vila Luizão próximo ao bairro Turu, Região Metropolitana de São Luís.

Durante uma reintegração de posse, que contou com o apoio da Policia Militar, houve tumulto e a comunidade deu início a um protesto que acabou em morte. Um cabo da PM atirou e matou um jovem. Os tiros disparados deixaram mais duas pessoas feridas.

Informações extra-oficiais deram conta que meliantes estariam infiltrados no meio da população e estariam promovendo vandalismo e ameaças. Mas não há confirmação.

No local, um ônibus foi depredado e por pouco não foi incendiado por que a policia chegou a tempo, logo depois que populares já haviam jogado combustível no coletivo. Veja as imagens abaixo:

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e o PM que matou o morador, segundo nota do Governo do Estado, já encontra-se preso.

Veja abaixo a Nota do Governo do Maranhão na íntegra:

Em cumprimento de ordem judicial, a Polícia Militar do Estado do Maranhão deflagrou na manhã desta quinta (13) operação para desocupação de prédio em área urbana, no Turu. Sem ordens superiores e em descumprimento à lei, o cabo Marcelo Monteiro dos Santos, que integrava a operação, disparou tiro contra um dos manifestantes que, infelizmente, veio a óbito.

O Governo do Estado do Maranhão repudia veementemente a ação isolada do policial, o qual já se encontra preso e será autuado em flagrante delito na Delegacia de Homicídios. Ele responderá a processo, que vai apurar responsabilidade do cabo que efetuou o disparo e do comandante da operação.

O Estado do Maranhão informa ainda que prestará toda a assistência necessária à família da vítima através da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular.

Secretaria de Estado da Comunicação Social

VÍDEO: Ladrão fardado de militar do Exército assalta comércio na Cohab

As imagens são do circuito interno do comércio
As imagens são do circuito interno do comércio

Um comércio no bairro da Cohab foi alvo de assaltantes. O surpreendente desta ação é que um dos bandidos estava vestido com uma farda de militar do Exército.

As imagens que você vai abaixo são do circuito interno de câmeras de segurança do local. A dupla de assaltantes armada invade o estabelecimento e rende um funcionário e uma cliente e rouba tudo que pode, inclusive o dinheiro do caixa. Em seguida trancaram todos num cômodo nos fundos do comércio e fugiram numa moto.

Até o momento nenhum dos meliantes foi identificado ou preso pela polícia.

EXCLUSIVO: Mulher morta em Pedreiras foi quem pediu a soltura do próprio assassino

Antônio Carlos e Maria Nilde, um fim trágico
Antônio Carlos e Maria Nilde, um fim trágico

A tragédia ocorrida na madrugada desta quinta-feira (13) na cidade de Pedreiras que terminou com um suicídio, dois homicídios consumados e mais uma tentativa, deixou muitos curiosos sem entender o que fato ocorrera naquela localidade.

Maria Nilde era ex-namorada de Antônio Carlos da Conceição, que inconformado com o término do romance, a sequestrou por duas vezes. O primeiro rapto ocorreu no dia 3 de julho e somente depois de 24 h de ameaças e negociações com a polícia a vítima foi liberada com vida e o sequestrador preso durante um mês.

Depois de deixar o Presídio de Pedreiras, Antônio Carlos planejou o segundo sequestro e o consumou ontem no mesmo local do primeiro. Na ação, ele foi reconhecido por dois homens que acabaram sendo baleados. Um deles, o mototaxista identificado como Beto Maranhão, que morreu na hora. O outro segue internado.

No desfecho deste último sequestro, Antônio matou a ex-namorada com quatro tiros na cabeça e em seguida se matou com um tiro no ouvido.

O que muitos não entendem é como o sequestrador que já havia ameaçado a vítima por várias vezes pôde ser solto. O Blog teve acesso à informação de que a própria ex-namorada assassinada foi quem pediu a soltura de seu algoz. O que ela jamais imaginaria, mas deveria, era ser morta de uma forma tão cruel e obsessiva.

O que aconteceu com Maria Nilde em Pedreiras no Maranhão, acontece com milhares de mulheres no país, que mesmo ameaçadas e agredidas por ex-companheiros ou cônjuges, acabam retirando queixas e os livrando da Justiça para geralmente virarem suas vítimas fatais.

Maria Nilde e Antônio Carlos após tragédia
Maria Nilde e Antônio Carlos após tragédia

Na presidência, Dilma tem 18 mil servidores e Humberto na Assembleia? Só Deus sabe!

Deputado Humberto Coutinho
Deputado Humberto Coutinho

Apesar de serem de partidos diferentes e ocuparem cargos distintos, há mesmo uma mera semelhança entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Humberto Coutinho (PDT).

A Presidência da República que em 2007 tinha 5.697 funcionários, em março deste ano passou a ter exatos 18.388 servidores. Logo agora em que é cogitada a eventual redução dos atuais 39 ministérios, com a reforma política no Palácio do Planalto.

Mas este fato justifica-se com a intenção de dar maior visibilidade e prestígio a algumas áreas, no caso de Dilma, ou para criar cargos atrativos politicamente.

Aqui no Maranhão o grande número de funcionários também chama a atenção e tem o mesmo objetivo em prol de Humberto Coutinho. Ele mesmo já contratou mais de 3000 mil funcionários sendo aproximadamente 100 fantasmas, que só usufruem do dinheiro público sem nada fazerem.

A maioria dos servidores são da região de Caxias, Coelho Neto e Codó, municípios onde a votação do presidente da Alema foi mais expressiva.

Mas esse hábito de Humberto é antigo. Quando ainda era prefeito de Caxias em 2011, ele foi acionado pelo Ministério Público por Improbidade Administrativa, devido à realização e manutenção de contratações irregulares no Município. Na época, a Justiça recebeu inúmeras denúncias trabalhistas contra a prefeitura.

Agora bem depois da Ação Civil Pública, o presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho, continua fazendo a farra em contratações transformando a Casa em cabide de empregos.

SIMPLES ASSIM

A consequência da atitude irresponsável de uma mãe que leva criança de colo à protesto

As imagens que você viu acima mostram tamanha irresponsabilidade! Essa é a palavra que melhor designa a atitude de uma mãe que levou uma criança de colo para participar junto a ela de uma manifestação popular que gerou uma consequência danosa à vida de um menor.

Um menino de apenas três meses de idade teve parte do corpo queimado depois de ser atingido por uma bomba de gás lacrimogênio lançada por homens do Batalhão de Choque da PM na última quinta-feira (6), durante um protesto que bloqueou a Avenida Beira Mar. Tratavam-se de moradores da Vila Nestor em Paço do Lumiar que reivindicavam assistência à moradia junto ao Governo do Estado.

Na semana passada um vídeo com a ação dos policiais circulou pelas redes sociais e imprensa em geral com imagens do momento em que a criança e mãe foram atingidos pela bomba.

Ocorre que a ação da polícia foi intensamente criticada e vista como truculenta e conivente com o governo.

Pois bem. Essa não teria sido a melhor alternativa para acabar com desbloqueio da avenida, respeitando o direito de ir e vir de quem precisou trafegar por lá. Mas também questiona-se como errada e irresponsável a atitude de uma mãe em levar um bebê de apenas três meses para um movimento onde sabe-se que tipo de armas são utilizadas para impedir confrontos.

O Blog quer saber : o governo errou, a Polícia Militar errou e a mãe?

Veja abaixo o estado do bebê que encontra-se internado no Hospital da Criança em São Luís sem previsão de alta.

Foto reprodução: O Estado
Foto reprodução: O Estado
Foto reprodução: O Estado
Foto reprodução: O Estado

Prefeitura de Imperatriz nega tratamento à recém-nascido e tem verba bloqueada

Prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira ao lado da esposa e secretária de Saúde do Município, Conceição Madeira
Prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira ao lado da esposa e secretária de Saúde do Município, Conceição Madeira

Não bastou o Ministério Público Federal acionar a secretária municipal de saúde e esposa do prefeito Sebastião Madeira, Conceição Maria Soares Madeira, também investigada pelo MP Estadual por ter contratado a Clínica Cirúrgica de Imperatriz LTDA. sem procedimentos licitatórios gerando um prejuízo de R$ 6,5 milhões ao erário. (Reveja). Mais uma vez, o Município de Imperatriz volta a ser penalizado por irregularidades.

O Tribunal de Justiça do Maranhão manteve o bloqueio de R$ 180 mil da conta do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a cirurgia cardíaca e o tratamento de um bebê que nasceu com problemas cardiopáticos mesmo depois que o Município alegou não ter meios de custear as despesas.

O processo teve como relator o desembargador Cleones Cunha, que em seu voto confirmou sentença da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Imperatriz, cujo entendimento foi pelo cumprimento do pedido de tutela antecipada ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão.

A medida excepcional de determinar o bloqueio foi acertada, como forma de custear a transferência e o tratamento da criança, sobretudo, por ser inaceitável o comportamento do Município de Imperatriz em deixar de cumprir a decisão judicial.

De acordo com o desembargador, o histórico daquele ente municipal no descumprimento de determinações da Justiça, legitima a adoção de medidas mais coercitivas.

O voto do relator foi seguido pelos membros do colegiado, que não acolheram os argumentos apresentados pelo Município que, em recurso interposto junto ao TJ alegou ser inconstitucional o provimento antecipatório que determinou o bloqueio contra a Fazenda Pública.

No recurso o Executivo Municipal sustentou ser inviável o encaminhamento do bebê para a cidade de São Luís e pediu para sustar a eficácia da decisão recorrida, de forma a impedir a liberação do valor bloqueado.

O Ministério Público defendeu os termos da decisão, enfatizando que houve descumprimento da determinação judicial por parte do Município de Imperatriz, ao deixar de transferir a criança que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Prefeitura, aguardando transferência para realização do procedimento cirúrgico.