Mais um ex-ministro de Lula, Antonio Palocci e assessores vão pra cadeia

Ex-ministro, Antonio Palocci
Ex-ministro, Antonio Palocci

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci foi preso na manhã desta segunda-feira por policiais federais que cumprem mandados de prisão pela 35ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de “Omertà”. A prisão de Palocci aconteceu em São Paulo.

Outros dois assessores de Palocci também tiveram suas prisões temporárias confirmadas. São eles Juscelino Dourado, ex-chefe de gabinete do então ministro da Fazenda, e Branislav Kontic.

Palocci é mais um dos ex-ministros do governos Lula e Dilma a ser preso pelos agentes na operação. Na semana passada, Guido Mantega foi detido na 34ª fase da Lava-Jato, batizada de Arquivo X. O ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma foi solto no mesmo dia, algumas horas depois, por meio de uma decisão de ofício do juiz Sérgio Moro.

Palocci foi ministro da Fazenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Casa Civil na gestão de Dilma. Era um dos coordenadores da campanha do PT à Presidência e mantinha um escritório de consultorias.

Foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Aproximadamente 180 policiais participam da operação.

A atual fase investiga indícios de uma relação criminosa entre Palocci com o comando da principal empreiteira do país, a Odebrecht, de acordo com a Polícia Federal. Segundo a PF, o investigado principal teria atuado diretamente como intermediário do grupo político do qual faz parte, gerando benefícios “vultosos” em valores ilícitos.

Uma das linhas de investigação apura as tratativas entre o Grupo Odebrecht e o ex-ministro para a tentativa de aprovação do projeto de lei de conversão da MP 460/2009 (que resultaria em imensos benefícios fiscais), aumento da linha de crédito junto ao BNDES para país africano com a qual a empresa tinha relações comerciais, além de interferência no procedimento licitatório da PETROBRAS para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré sal.

‘Italiano’ nas planilhas da Odebrecht

Outro núcleo da investigação apura pagamentos efetuados pelo chamado setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht para diversos beneficiários que estão sendo alvo de medidas de busca e condução coercitiva. Em planilhas do setor, que funcionava como uma “diretoria de propinas” da empresa, e em e-mails de Marcelo Odebrecht para executivos, Palocci era identificado com o codinome “italiano”.

Considerada uma das mais contundentes provas sobre o pagamento de propina a gentes políticos pela empreiteira, uma tabela nomeada “posição-italiano” foi encontrada na caixa de e-mail do ex-diretor da Odebrecht, Fernando Migliaccio no curso da Lava-Jato.

O documento traz um balanço de como foram repassados, entre 2008 e 2012, cerca de R$ 200 milhões a projetos como as eleições municipais de 2008, a disputa presidencial em El Salvador e valores pagos a JD, que a PF acredita ser Dirceu, e a João Santana.

A planilha termina indicando haver, em 2012, um saldo de R$ 79 milhões. A curto prazo, R$ 6 milhões estariam comprometidos com “Itália” – referência a Palocci – e R$ 23 milhões com o “amigo”, não identificado na tabela. Os demais R$ 50 milhões iriam para o “pós-Itália”.

Em depoimento de tentativa de delação premiada não consumada, realizado em abril deste ano, a mulher do marqueteiro do PT, Monica Moura, contou à Lava-jato quem era o “italiano” da tabela encontrada pela PF.

Na época, Palocci alegou não ter “qualquer relação com a tabela” de Migliaccio. Em nota divulgada na ocasião, o petista disse ver “com muita estranheza que seja atribuído a si o codinome ‘italiano’, já que este apelido foi vinculado a várias outras pessoas em materiais apreendidos pela PF”.

Máfia Italiana

Segundo a Polícia Federal, a nova fase da Lava-Jato foi batizada como “Omertà” por dois motivos. O primeiro seria uma referência à origem italiana do codinome usado pela Odebrecht para designar Antonio Palocci(“italiano”). De origem napolitana, a palavra “omertà” define o código de honra de organizações mafiosas do sul da Itália. Ao escolher o nome, a PF faz referência ao que seria um “voto de silêncio que imperava no Grupo Odebrecht”, remetendo à “postura atual do comando da empresa que se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados”.

O Globo

Campanha da BAIXARIA em reta final…

screenshot-2016-09-26-at-00-11-36No próximo domingo, dia 2 de outubro, eleitores de todo o Maranhão vão às urnas para votarem no primeiro turno do pleito municipal e escolherem os 217 prefeitos que vão comandar cidades durante os próximos quatro anos.

Faltando menos de uma semana para a votação, o clima é acirrado e recheado de disse-me-disse – fuxicos, no popular. Nessa reta final, todo mundo é ‘certinho’ e os adversários ‘monstros’.

Aliás, fala-se em campanha limpa desde os primórdios da democracia até os tempos atuais. Mas tudo nunca passou de uma quimera. Convencer um eleitor de forma ‘limpa’ é uma das mais deslavadas mentiras entre as milhares proferidas por aqueles que querem a todo custo chegar ao poder ou permanecer nele. Alguns, apenas, tem a pretensão de ‘pular’ para um cargo melhor e deixar o mandato ao qual foi escolhido para trás.

Quem não mente, omite. Quem acusa, não tem como se defender. Quem promete, nunca cumpre. Mas todos apontam os dedos para os outros como se fossem ‘perfeitos’ e fossem sanar os problemas da cidade que esperam comandar.

A fictícia ‘campanha limpa’ predominante em todo o Estado, não é diferente em São Luís, onde os principais candidatos que detém o maior número de votos – de acordo com pesquisas – estão mais preocupados com a vida política e pessoal do outro do que com a verdadeira vontade do povo que é ver a capital maranhense à frente de tantas outras que a deixou pra trás.

Os que tem propostas chegam a apresentar algumas um tanto ‘toscas’ e sem sentido. Os que não tem, por falta do que dizerem atacam as dos demais. E os que temem responder, se calam. Mas os eleitores de São Luís, agora tão ‘amada’, não são bobos. Prova disso é que os candidatos que se garantem como preferidos estão com os índices de rejeição cada vez maior fazendo com que aqueles com votação menos expressiva tenham voz e vez para mostrarem a que vieram.

Enquanto a BAIXARIA reina na disputa que mais parece um OSCAR, o eleitor observa atento e dará a resposta nas urnas. Vencerá talvez aquele que mentir melhor, afinal mesmo estando atento, o elenco dos palanques sabe interpretar muito bem seus personagens.

SIMPLES ASSIM

Após rebelião, visita é suspensa e mulheres de presos interditam BR 135

Mulheres dos detentos interditaram a BR 135 em Pedrinhas
Mulheres dos detentos interditaram a BR 135 em Pedrinhas

Depois do incêndio, quebra quebra e tumulto generalizado promovido por detentos da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6, antigo Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na tarde de ontem (24), o clima segue aparentemente ‘tranquilo’.

O trânsito já foi liberado
O trânsito já foi liberado

Porém, após a rebelião estourada, a visita foi suspensa neste domingo (25) e em protesto pela medida, mulheres e familiares dos apenados fizeram um protesto em frente à Penitenciária interditando durante horas a BR 135, em Pedrinhas, entrada de São Luís.

Policiais Militares e Rodoviários Federais foram acionados e permaneceram no local durante toda a tarde para evitar qualquer tumulto. O Choque também ficou em alerta para evitar que mais um motim tivesse princípio na unidade prisional.

No local, manifestantes já se dispersaram e nenhuma outra ocorrência foi registrada.

A visita foi suspensa neste domingo (25) e mulheres protestaram
A visita foi suspensa neste domingo (25) e mulheres protestaram

Eleições limpas

Flávio Dino, Governador do Maranhão
Flávio Dino, Governador do Maranhão

Por Flávio Dino

O respeito ao voto popular, manifestado em eleições livres e diretas, é essencial para que tenhamos um Estado Democrático. O princípio fundador da democracia moderna pode ser resumido pela máxima “cada homem, um voto”, lapidada por John Locke. O pensador inglês vivia num mundo em que a vontade do rei valia mais que a de qualquer cidadão. Em contraposição, defendia um sistema decisório em que a opinião de cada um dos cidadãos teria peso igual. Aqui no Maranhão, até bem pouco atrás, vivíamos realidade semelhante à enfrentada por Locke. Um domínio pré-republicano em que duas ou três famílias consideravam-se donas de todo um estado, em um sistema de nítidas marcas oligárquicas.

O povo soube manifestar sua vontade e libertar-se dessas correntes que nos condenavam ao atraso, expresso nos piores índices sociais do país. Desde o primeiro dia de governo, com firmeza, estamos trabalhando para virar essa página e construir uma democracia assentada na busca da igualdade de direitos. Os primeiros números que começam a aparecer, como os de grande melhoria no IDEB (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) da rede estadual, me dão a certeza de que estamos no caminho certo.

No próximo domingo, os maranhenses são chamados novamente a manifestar sua consciência por meio do voto, declarando nas urnas seus desejos para o futuro de nossas 217 cidades. É tempo pois de refletir, já que esta semana que se inicia vale por quatro anos. Tenho convicção sobre o valor sagrado da vontade popular autônoma, por isso, no meu governo, o poder do Palácio dos Leões não foi usado como plataforma de candidaturas. Mantivemos o espírito de um governo democrático, republicano, que não faz operações com dinheiro público para financiar qualquer candidato que seja, ao contrário do que foi regra por 50 anos em nosso estado. E continuamos a combater duramente a agiotagem, esse perverso sistema em que campanhas são financiadas em troca do futuro controle de parcelas da máquina pública.

Eu tenho estado nas ruas, sempre aos finais de semana ou à noite, mas como militante das boas ideias, prestando contas sobre nosso trabalho e levando minha palavra de solidariedade aos companheiros de luta, não importando se eles vão ganhar ou perder. Procuro ser leal a quem é leal comigo, e tenho certeza de que essa é a melhor conduta.

A diferença temporal entre a visão de Locke no século 17 e a construção que fazemos ainda nos dias de hoje no Maranhão mostra como a consolidação da democracia é uma luta diária e ainda longe de sua batalha final.

Finalizo com um convite a todos. Vamos lutar para que essas eleições, na reta final, sejam limpas. Cada cidadão maranhense pode ser um fiscal da cidadania que garantirá a realização de um pleito limpo e sem interferências ilegais, em cada um de nossos 217 municípios. Para isso, disponibilizamos um serviço para alertar as forças de segurança sobre qualquer suspeita de crime eleitoral. É o Disque Denúncia que funcionará pelos telefones 3223-5800, em São Luís, e pelo 0300 31 35 800 no interior. Você ainda pode fazer sua denúncia pelo site https://www.ssp.ma.gov.br/disquedenuncia/ ou pelo e-mail [email protected]. Todas as denúncias serão apuradas, com garantia de absoluto sigilo aos denunciantes.

O voto é uma escolha sua e de mais ninguém. E no Maranhão de hoje não há mais lugar para donos, senhores, coronéis. Vamos continuar a construir um Maranhão de liberdade de opiniões e de consciências, em que o dinheiro de ninguém valha mais do que a vontade coletiva. Boas eleições!

Domingo violento em São Luís: tentativa de assalto a ônibus acaba em morte

O suspeito foi morto dentro do ônibus
O suspeito foi morto dentro do ônibus

O domingo (25) em São Luís começou violento. Nesta manhã um homem ainda não identificado foi morto a tiros dentro de um ônibus que fazia linha Cidade Olímpica/Ipase quando trafegava pelo bairro Alemanha.

A vítima teria tentado assaltar os passageiros quando foi surpreendida por disparos de arma. O corpo do suspeito foi removido pelo Instituto Médico Legal. Uma arma de fogo foi apreendida com a vítima.

Até o momento o Sindicato dos Rodoviários não se pronunciou sobre o ocorrido. A Polícia Militar esteve no local.

O suspeito foi morto a tiros dentro do coletivo
O suspeito foi morto a tiros dentro do coletivo

COROATÁ: Tereza Murad denuncia Flávio Dino por abuso de poder político

Teresa Murad, candidata à reeleição
Teresa Murad, candidata à reeleição

A prefeita de Coroatá e candidata a reeleição pela coligação ‘Coroatá com a Força de Todos’ , Teresa Murad, fez neste sábado (24) um comunicado oficial denunciando o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) de abuso de poder político. Veja abaixo:

Comunicado Oficial

Na condição de candidata a prefeitura do município de Coroatá, eu, Teresa Murad, venho a público fazer uma grave denúncia.

Está havendo uma intervenção do estado no município de Coroatá, razão pela qual anuncio que buscarei todas as medidas cabíveis para conter o abuso do poder político e a prática de conduta vedada do governador do estado em favor do seu candidato, Luis da Amovelar Filho.

Tudo isso visa apenas impedir o exercício livre de todos os atos de minha campanha em Coroatá, pois o município hoje encontra-se completamente sitiado por forças policiais.

Na cidade, que tem apenas um delegado, estão hoje 08 (oito) delegados da Polícia Civil. Além disso, foi deslocado um efetivo de centenas de oficiais da Polícia Militar que estão sob as ordens do secretário de segurança, presente em Coroatá, por delegação expressa do governador Flávio Dino, a mando do presidente do PC do B, Sebastião Araújo, e do ex-prefeito Luis da Amovelar.

O abuso de poder político e de autoridade é tão grande a ponto do candidato do governo transitar por toda a cidade em um veículo L-200 prata, acompanhando os delegados enviados.

Essa mesma força policial ostensiva tem sido usada para viabilizar a afronta à autonomia municipal, com a realização de obras eleitoreiras, sem a devida autorização municipal, na intenção única de fraudar as eleições comprometendo a igualdade entre os candidatos, pelo simples fato do meu opositor ter o apoio do governador Flávio Dino.

O clima é de medo e apreensão em plena campanha eleitoral. Estranha e fora da normalidade a presença do secretário de segurança do estado, juntamente com todo esse efetivo policial. Ou seja, instaurou-se um verdadeiro estado policial em Coroatá a mando de Flávio Dino, às vésperas das eleições.

Tudo em favor de seus aliados, com a única finalidade de quebrar a normalidade e legitimidade das eleições que se aproximam e contra quem, notoriamente, lhe faz oposição política.

Mas casos de semelhantes abusos de autoridade já foram condenados pela Justiça Eleitoral, a exemplo da cassação do governador do estado de Roraima e mais recentemente do governador do estado do Amazonas, ambos afastados pela utilização de efetivo da polícia de forma indevida em campanha eleitoral.

Diante de tais fatos, conclamo todos os candidatos a vereadores, cabos eleitorais e simpatizantes a fortalecerem a campanha e fiscalizarem todos os atos dos adversários para que não deixem que atitudes como esse abuso de autoridade, ordenado pelo governador Flávio Dino, comprometam a lisura da eleição.

Teresa Murad

Candidata da Coligação COROATÁ COM A FORÇA DE TODOS

Veja imagens dos presos quebrando tudo em Pedrinhas; não há mortos

Há informações de que a rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas que iniciou na tarde deste sábado (24) no antigo Centro de Detenção Provisória, atualmente UPR (Unidade Prisional de Ressocialização) teria sido controlada pela tropa de Choque da Polícia Militar.

Alguns presos foram feridos com balas de borrachas. Mas até o momento não há registro de óbitos no local.

Presos atingidos por balas de borrachas na rebelião
Presos atingidos por balas de borrachas na rebelião

Abaixo a nota da Secretaria de Administração Penitenciária (Sejap) sobre a rebelião.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que um princípio de motim foi deflagrado na tarde deste sábado (24), por internos da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6, antigo CDP.

Por razões a serem apuradas oficialmente, os detentos atearam fogo em alguns colchões, porém, a situação foi controlada pelas equipes de segurança prisional, com apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Policia Militar, sem registro de reféns, feridos ou mortos.

O Governo do Estado, que ao longo desses 20 meses de gestão conseguiu manter a ordem no ambiente carcerário, por meio de intenso investimento em segurança e ações de humanização, garante que vai apurar a causa do incidente dar continuidade às concretas mudanças reconhecidas no Sistema Penitenciário do Maranhão.

VÍDEO: Presos se rebelam e tocam fogo na UPR de Pedrinhas

Presos se rebelam no CPD de Pedrinhas
Presos se rebelam no CPD de Pedrinhas

Policiais do Choque estão nesse momento tentando conter uma rebelião que estourou no Complexo Penitenciário de Pedrinhas na tarde deste sábado (24).

Presos da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6, antigo Centro de Detenção Provisória (CDP), atearam fogo em colchões e provocaram um enorme tumulto no local. Há informações que o motim deve se espalhar para outras unidades do presídio.

De acordo com informações preliminares, os detentos se queixam de maus-tratos e alegam que a visita íntima teria sido suspensa.

GTA e Corpo de Bombeiros também já estão no local. Foi pedido apoio de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal para controlar o trânsito em frente a Penitenciária. Ainda não há confirmação sobre agentes da segurança feitos reféns.

Veja nas imagens a aglomeração de presos no pátio do presídio:

A BOLA DA VEZ: STF autoriza investigação contra o presidente Temer

Michel Temer
Michel Temer

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que seja aberta uma petição na corte com trechos do depoimento do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que trazem acusações contra o presidente Michel Temer. A petição é um procedimento preliminar à investigação. Teori encaminhou o caso para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deve opinar se é o caso se abrir ou não um inquérito para investigar formalmente o presidente. Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou.

Temer, no entanto, poderá se livrar da investigação, uma vez que Janot já solicitou arquivamento de acusação contra a então presidente Dilma Rousseff sob alegação de que, segundo a Constituição, o presidente da República não poder ser alvo de investigação por fatos anteriores a seu mandato. No caso da delação de Machado, os fatos são de 2012.

Na mesma petição de Temer, também há citações aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Romero Jucá (PMDB-RR), ao ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e ao senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS). Teori determinou ainda o fatiamento da delação de Machado em outras três petições. Elas conterão citações ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), e a outros políticos, como o ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o ex-ministro Henrique Alves (PMDB), a ex-ministra Ideli Salvatti (PT), além dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e José Agripino (DEM-RN).

Janot também precisará se manifestar sobre a necessidade ou não de abertura de inquérito para investigar essas pessoas, com base no que disse Machado. O ministro ainda determinou que as citações de Machado a várias pessoas que não têm direito ao foro especial sejam encaminhadas ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava-Jato na primeira instância. Nesses termos, há referência a propinas que totalizam R$ 109,49 milhões. O dinheiro foi pago a políticos de diversos partidos, em especial do PMDB. Os recursos vinham de 16 empresas com contratos com a Transpetro.

Segundo Machado, o esquema de desvios em estatais ocorre desde 1946 e se dá em três fases. Políticos indicam seus aliados para cargos estratégicos em estatais de olho no maior volume possível de recursos ilícitos. As empresas privadas querem tirar as maiores vantagens que conseguirem de seus contratos. Os indicados, já no exercício dos cargos de direção, têm uma necessidade em mente: arrecadar propina para os políticos que os apadrinharam. Assim, na convergência de interesses dos três — políticos, empresas e gestores — havia o pagamento de propina. Machado disse ter aplicado o esquema na Transpetro.

No caso dos políticos com foro, os casos permanecerão no Supremo.

No depoimento que compromete Temer, Machado disse que recebeu pedido do presidente para financiar a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012. O valor acertado entre ambos teria sido de R$ 1,5 milhão. O pagamento teria saído dos cofres da Queiroz Galvão, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato.

Machado revelou na delação “que Chalita não estava bem na campanha; que o depoente (Sérgio Machado) foi acionado pelo senador Valdir Raupp para obter propina na forma de doação oficial para Gabriel Chalita; que posteriormente conversou com Michel Temer, na Base Aérea de Brasília, provavelmente no mês de setembro de 2012, sobre o assunto, havendo Michel Temer pedido recursos para a campanha de Gabriel Chalita”.

Ainda segundo o delator, “o contexto da conversa deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro na forma de doação oficial para a campanha de Chalita; que ambos acertaram o valor, que ficou em R$ 1,5 milhão”.

No pedido de homologação da delação encaminhado ao STF em 12 de maio, Janot cita Temer, que estava interino na presidência da República à época. Primeiro, Janot diz que o presidente é uma das autoridades com foro privilegiado sobre as quais a delação traz detalhes. Depois, o procurador-geral relaciona os possíveis crimes existentes a partir da narrativa de Machado: organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, “com envolvimento do vice-presidente da República, de senadores e deputados federais”.

Financiamento para a bancada do PSDB

No mesmo depoimento em que cita Temer, Machado contou ter encontrado o diretor da JBS Francisco de Assis e Silva em uma reunião na casa de Renan. Segundo o delator, “nesta oportunidade, o diretor da JBS comentou comigo que vinha ajudando em diversas campanhas políticas” e que, “no que diz respeito ao PMDB, seriam contemplados por doações da JBS diversos senadores: Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp, Roberto Requião e outros”.

Em trecho sobre Aécio, Machado disse que o senador tucano recebeu, de forma ilícita, R$ 1 milhão em dinheiro 1998. O dinheiro teria vindo de um fundo montado por Machado, Aécio e o então senador Teotonio Vilela, que era presidente nacional do PSDB, para financiar a bancada do partido na Câmara e no Senado. O dinheiro seria usado em campanhas para a reeleição. O plano era “eleger a maior bancada federal possível na Câmara para que pudessem viabilizar a candidatura de Aécio Neves à presidência da Câmara dos no ano 2000”.

O trio teria arrecadado R$ 7 milhões, sendo que R$ 4 milhões do total teriam sido obtidos da campanha nacional de Fernando Henrique Cardoso. O restante teria saído de empresas. Segundo o delator, parte do dinheiro teria vindo do exterior. A divisão do bolo daria “entre 100 mil e 300 mil a cada candidato”, segundo Machado. Cerca de 50 deputados receberam a ajuda de custo para as campanhas. O maior beneficiado teria sido Aécio.

Entre as empresas que contribuíram para o fundo do PSDB está a Camargo Corrêa, uma das investigadas na Lava-Jato. Segundo Machado, em 1998, recebeu “um pacote de dinheiro de R$ 350 mil reais para o PSDB” das mãos do presidente da empreiteira, Luiz Nascimento. “A Camargo ajudava fortemente e sempre foi um grande doador nas campanhas tucanas”.

Machado também disse que ouviu do ex-ministro Sérgio Motta, do governo Fernando Henrique, que Dimas Toledo era nomeado e apadrinhado por Aécio, e que “todos do PSDB sabiam que Furnas prestava grande apoio ao deputado Aécio via o diretor Dimas Toledo”. O delator também disse que Dimas “contribuiu com parte dos recursos para eleição da bancada da Câmara”. E que “parte do dinheiro para a eleição de Aécio para a Presidência da Câmara veio de Furnas”.

Em nota, emitida pela Executiva Nacional do PSDB, o partido disse que as citações são “absolutamente falsas”:

“O senhor Sergio Machado jamais teve qualquer função de arrecadação na campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou de qualquer parlamentar do PSDB. Além disso, não exercia qualquer cargo executivo que lhe possibilitasse oferecer vantagens a quem quer que fosse. A simples análise dos fatos demonstrará que as citações são absolutamente falsas e, por isso, desprovidas de indícios mínimos que possam dar-lhes qualquer credibilidade”, diz o documento.

O Globo

ESCUTEC: com votos válidos, Edivaldo venceria eleição no 1º turno em São Luís

Foto Divulgação
Foto Divulgação

O Instituto Escutec, em mais uma pesquisa eleitoral encomendada pelo jornal O Estado, traz novos cenários sobre a disputa eleitoral em São Luís. No levantamento, o candidato Edivaldo Holanda Júnior (PDT), da coligação ‘Pra Seguir em Frente’, ampliou a vantagem e, em relação à pesquisa anterior, subiu 10 pontos. O candidato saiu de 35,6% para 45,3% na pesquisa estimulada.

Em segundo, aparece o candidato Wellington do Curso (PP), da coligação Por Amor a São Luís, com 24%. Ele é seguido por Eliziane Gama (PPS), da coligação São Luís de Verdade, com 8,8%. Eduardo Braide (PMN) tem 5,5% e Fábio Câmara (PMDB), da coligação Coragem pra Fazer, 3%. Rose Sales (PMB) obteve 2%.

Os candidatos Zeluis Lago (PPL), Cláudia Durans (PSTU) e Valdeny Barros (PSOL) tiveram 0,5% das intenções de voto cada um. Disseram que não votaria em nenhum dos candidatos somou 4% e não sabe ou não respondeu, 6%.

Queda – Além de Edivaldo Júnior, cresceu na disputa o candidato Eduardo Braide. Na pesquisa publicada no último sábado, 17, Braide tinha 4,6% e agora chegou a 5,5%. Os demais candidatos caíram. Wellington tinha 26,3% e caiu 2,3%. Eliziane Gama perdeu 2,7%, já que no levantamento anterior apareceu com 11,5%. Fábio Câmara perdeu 0,5% e Rose Sales 0,9%.

Edivaldo Júnior lidera também o cenário na pesquisa espontânea. O pedetista aparece com 40% e é seguido de longe por Wellington do Curso, que obteve 22,4%. A candidata Eliziane Gama obteve 7,3% da opinião dos entrevistados, Eduardo Braide, 4%, Fábio Câmara com 3% e Rose Sales com 1,5%.

Zeluis Lago, Cláudia Durans e Valdeny Barros obtiveram 0,5% cada um. Não votaria em nenhum dos candidatos somou 5,9% e não sabe ou não respondeu, 14,5%.

A Pesquisa Escutec/O Estado ouviu 800 eleitores nos dias 21 a 23 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança, de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo MA 04039/2016.

Edivaldo Júnior também venceria em eventual segundo turno

Foto Reprodução
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O Instituto Escutec mostrou ainda quatro cenários de um eventual segundo turno na capital. O prefeito Edivaldo Júnior seria reeleito tanto se disputasse o segundo turno com Wellington quanto com Eliziane Gama.

Contra Wellington do Curso, Edivaldo Júnior teria 48,8% contra 35,3% do seu adversário. Em nenhum dos candidatos somou 7% e não sabe ou não respondeu, 9%.

A vantagem do candidato Edivaldo Júnior seria maior contra Eliziane Gama. Ele venceria a eleição no segundo turno com 55,3% contra 20,1% de Gama.

No confronto entre Eliziane e Wellington, o candidato venceria com 50% dos votos contra 23,8% da candidata. A opção nenhum dos candidatos aparece com 15,4% e não sabe ou não respondeu, 10,9%.

Eliziane Gama lidera quadro de rejeição entre os candidatos a prefeito da capital

A pesquisa Escutec/O Estado também avaliou a rejeição dos candidatos. Tem maior rejeição a candidata Eliziane Gama com 28,8%. Ela é seguida por Edivaldo Holanda Júnior que tem 26,5%. Disseram não votar em Fábio Câmara 9% dos entrevistados, 8,4% não votaria em Wellington do Curso e 2,5%, em Zeluis Lago.

A rejeição de Rose Sales ficou em 2%, Eduardo Braide em 1,5% e Cláudia Durans e Valdeny Barros, 1% cada um. 8,4% optaram em nenhum dos candidatos e não sabe ou não respondeu somaram 11%.

Comparação – Esses dados de agora mostram que a rejeição da candidata Eliziane Gama aumentou em comparação ao levantamento divulgado no fim de semana passada. Na pesquisa anterior, Eliziane Gama teve 25,3% de rejeição. Agora a rejeição da candidata aumentou 3,5 pontos percentuais.

A rejeição de Edivaldo Holan­da Júnior também aumentou. Na pesquisa anterior, o pedetista tinha 24,8% e agora tem 1,7% a mais de rejeição. Fábio Câmara também tem rejeição maior comparando as duas últimas pesquisas Escutec/O Estado. Ele tinha 7,9% e agora chegou a 9%.

A rejeição de Wellington do Curso também cresceu. Ele saiu de 6,3% na pesquisa passada para, agora, 8,4%.

Fonte: O Estado