
Antes que os críticos de plantão venham se queixar, o titular do Blog afirma que não é contra qualquer reajuste de servidores, pois todos têm direito de reivindicar. Mas considera que o direito também deve andar de mãos dadas com a razoabilidade, bom senso mesmo.
Senão vejamos: com salários que estão entre os maiores do Maranhão e entre os mais altos do país, em comparação com a categoria, chegando até R$ 25 mil (incluindo uma série de vantagens), algumas dezenas de técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, insuflados pelo sindicato dos auditores e associação de servidores, estão radicalizando numa greve por mais de 10% de aumento, extrapolando todos os limites, inclusive os pessoais.
Numa consulta rápida ao portal da transparência do órgão (muito bom por sinal), o Blog se deparou com salário do presidente do sindicato dos auditores do TCE, Marcelo Martins, que chegou a receber quase R$ 30 mil líquidos este mês, e R$ 25 mil brutos no mês anterior – nada menos que cerca de R$ 10 mil a mais do que recebe o governador Flávio Dino.
Já a outra líder grevista, Rebeca Brandão, engordou a conta bancária com mais de R$ 21 mil líquidos este mês e mais de R$ 18 mil brutos referentes a maio, salário semelhante ao anunciado recentemente para o cargo de Procurador do Estado, um dos concursos mais aguardados por 10 entre 10 “concurseiros”, e a média inicial para o cargo de juiz estadual. Realmente, com salários deste montante, até o titular do Blog seria capaz de colocar boné e tênis de marca e bloqueador solar pra fazer ‘apitaço’ no meio da avenida…
Veja abaixo os valores:


Comparações e ironias à parte, vindo de categorias com pessoas altamente esclarecidas, muitas delas advogados e contadores que ainda engordam seus vencimentos com trabalhos extras – já que têm expediente privilegiado de apenas 6 horas diárias – é de se questionar um movimento sem limites (ressalte-se, que não conta com a adesão da maioria) em situação de grave crise pela qual passa o país.
Para se ter uma ideia, se alguém deveria ser menos “xiitas” seriam justamente os servidores do TCE maranhense. Ao contrário, por exemplo, do sindicato do Tribunal de Justiça que pleiteia o pagamento das perdas inflacionárias relativo ainda ao a 2014, e outras categorias dos três poderes estaduais e do município que tiveram reajustes bem menores, o TCE ano passado concedeu aumento de mais de 6%, atendendo plenamente o pleito das categorias, como costumeiramente vinha fazendo.
Ocorre que o órgão, vinculado à Assembleia Legislativa, tal qual o Tribunal de Justiça e o Ministério Público é dependente de repasses do Governo do Estado para poder conceder qualquer espécie de aumento. E, venhamos e convenhamos, em meio a uma das maiores crises já instaladas no país, com vários Estados dando calote e até parcelando salários de servidores, a situação dos “marajás” do TCE é disparada uma das mais confortáveis.
E a continuarem a radicalizar na paralisação, só quem agradecerá serão os gestores que por acaso estejam mal intencionados, porque ficarão com uma liberdade e tanto para agir longe da fiscalização do órgão de controle de contas. Já a sociedade, com certeza, essa não agradece…
SIMPLES ASSIM









