O primeiro dia da greve geral dos rodoviários na Grande Ilha terminou como começou: com as garagens fechadas e um impasse total entre trabalhadores, empresários e o poder público. Em audiência de conciliação realizada na tarde desta sexta-feira (30), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MA), as partes não chegaram a um consenso, prolongando o sofrimento de cerca de 700 mil usuários do transporte coletivo.
A categoria, liderada pelo sindicato (STTREMA), reduziu sua pedida inicial de 15% para uma nova contraproposta de 12% de reajuste salarial, além de melhorias no ticket-alimentação e plano de saúde. Do outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) argumenta que qualquer aumento real depende diretamente de novos repasses ou subsídios por parte da Prefeitura de São Luís e do Governo do Estado.
Ainda durante a tarde, o TRT-MA concedeu uma liminar determinando o retorno imediato de 80% da frota. No entanto, o que se viu ao longo do dia foram paradas lotadas e o descumprimento parcial da medida.
Próximos Passos
Uma nova rodada de negociações está agendada para a próxima terça-feira, dia 3 de fevereiro, às 9h, novamente na sede do TRT-MA. Até lá, a tendência é que o movimento paredista continue, mantendo a capital maranhense sob forte tensão na mobilidade urbana.
Resumo da situação:
Rodoviários pedem: 12% de reajuste (contraproposta atual).
Empresas alegam: Falta de subsídio público para cobrir custos.
Justiça ordenou: 80% da frota circulando (sob pena de multa).
Nesta sexta-feira (30), o prefeito Eduardo Braide anunciou a cineasta e produtora Sheury Manuela Neves como nova secretária de Cultura, substituindo Maurício Irapary, que foi exonerado por Braide nesta quarta-feira, tanto da Cultura quanto da Secretaria de Trânsito e Transportes (SMTT).
Sheury chega com experiência no audiovisual, tendo dirigido e produzido projetos na Catirina Filmes e ministrado cursos na área. Desde dezembro de 2024, comandava a Assessoria Técnica da Secretaria de Comunicação (Secom).
A Executiva Estadual do PSB no Maranhão decidiu pelo desligamento de seis deputados estaduais alinhados ao governador Carlos Brandão: Adelmo Soares, Andreia Rezende, Antônio Pereira, Daniella, Davi Brandão e Florêncio Neto. As expulsões ocorrem dias após Brandão confirmar que permanecerá no comando do Executivo até o fim do mandato.
A sinalização do governador frustrou a estratégia da ala oposicionista que defendia sua saída antecipada para que o vice Felipe Camarão assumisse o governo e liderasse um projeto eleitoral ao Palácio dos Leões em 2026. Com o plano inviabilizado, o ambiente político se deteriorou rapidamente.
Lideranças da oposição reagiram publicamente. Márcio Jerry acusou o governador de articular movimentos políticos nos bastidores, enquanto Rodrigo Lago elevou o tom ao afirmar que integrantes da família Brandão poderiam enfrentar sanções sem foro privilegiado. As declarações evidenciaram o desgaste e o inconformismo do grupo.
Nesse contexto, o PSB acelerou seu reposicionamento. Além das expulsões, o partido oficializou a filiação dos deputados Leandro Bello, Othelino Neto e Fernando Braide, reforçando o campo oposicionista na Assembleia Legislativa.
Com as mudanças, o PSB formalizou sua saída do Bloco Juntos Pelo Maranhão e passou a integrar o bloco de oposição, ao lado do PCdoB. A nova bancada soma 11 parlamentares e altera a correlação de forças no Legislativo estadual, com impacto direto nas articulações políticas para 2026.
A decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ADPF 1.284, estabelece limites claros à atuação do Município de São Luís em situações de greve no transporte público, mas não impede o uso emergencial de aplicativos de corrida, medida anunciada nesta sexta-feira pelo prefeito Eduardo Braide (PSD) após a deflagração de nova paralisação do sistema.
Na decisão cautelar proferida em 19 de dezembro de 2025, o relator rejeitou, ao menos em juízo preliminar, a tese de que o Município teria criado uma nova modalidade de transporte público ao autorizar, de forma excepcional e transitória, a contratação de veículos por aplicativo durante movimentos grevistas, desde que a frota mínima de 60% não esteja em circulação.
Segundo Nunes Marques, o caráter emergencial da medida “pode ser usado como argumento contrário à ideia de que a legislação municipal tenha intentado instituir uma nova espécie de transporte público”, afastando, por ora, a alegação de invasão da competência legislativa da União nesse ponto.
Por outro lado, o ministro foi categórico ao suspender a eficácia do parágrafo único do art. 127-A da Lei Municipal nº 3.430/1996, incluído pela Lei Complementar nº 07/2025, que autorizava a Prefeitura a compensar os custos dos aplicativos com valores devidos às concessionárias de ônibus.
Na avaliação do relator, a retenção de subsídios ou repasses financeiros só pode ocorrer sob a égide da legislação federal, com observância obrigatória do contraditório e da ampla defesa, o que não está previsto na norma municipal. A decisão também ressalta que as empresas não podem ser penalizadas automaticamente, sobretudo quando a greve não decorre de culpa patronal.
Em despacho divulgado no último dia 15 de janeiro, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a se manifestar na ADPF nº 1.284 e determinou que a Prefeitura de São Luís esclareça a compensação de R$ 1,59 milhão em subsídios do transporte público, realizada com base em um dispositivo legal que teve sua eficácia suspensa por decisão cautelar da Corte.
O anúncio do prefeito, portanto, ocorre em um ambiente jurídico delimitado pelo STF: o uso de aplicativos como alternativa emergencial permanece válido, mas qualquer tentativa de custear a medida por meio de compensações financeiras com as empresas de ônibus pode configurar descumprimento direto da decisão judicial.
São Luís e a região metropolitana enfrentam sucessivas greves no transporte público. Ao longo dos últimos anos, rodoviários cruzaram os braços em diferentes períodos, deixando a capital sem ônibus e afetando a rotina de milhares de passageiros. A atual gestão do prefeito Eduardo Braide lida com sequência de paralisações desde 2021. O Imirante.com preparou uma linha do tempo sobre o tema.
Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp Logo no primeiro ano da gestão Braide, São Luís amanheceu sem transporte coletivo em outubro, após o início de uma greve dos rodoviários. O movimento foi encerrado dias depois, após negociações entre trabalhadores, empresários e o poder público.
No ano seguinte, em 2022, uma nova greve foi deflagrada em fevereiro. A paralisação se estendeu por 43 dias, sendo uma das mais longas registradas na Grande São Luís nos últimos anos. O transporte só foi totalmente normalizado no fim de março, após acordo entre as partes.
Em 2023, o transporte público voltou a ser interrompido em abril. A cidade começou a semana sem ônibus circulando, repetindo um cenário já conhecido da população. A greve foi encerrada poucos dias depois, com a retomada gradual do serviço.
Já em 2024, foram registradas ao menos duas paralisações. Em fevereiro, motoristas e cobradores iniciaram uma greve geral, que terminou após impasse e negociação prolongada. Em abril, o transporte semiurbano voltou a ser afetado, com ônibus fora de circulação por alguns dias até a retomada das atividades.
Em 2025, o número de ocorrências aumentou. Houve greve geral em fevereiro, paralisações envolvendo a empresa 1001 em novembro, afetando bairros da capital, e nova interrupção no fim do ano, inclusive na véspera de Natal. Ao longo do período, negociações frequentes foram necessárias para garantir a volta dos ônibus às ruas.
O histórico revela que os conflitos entre rodoviários, empresários e poder público se tornaram recorrentes durante a atual gestão, mantendo o transporte coletivo como um dos principais desafios enfrentados pela população de São Luís.
Linha do tempo – Greves e paralisações de rodoviários na Grande São Luís
2021
21 de outubro – São Luís amanhece sem ônibus do transporte público após deflagração de greve (veja).
1º de novembro – Greve chega ao fim sem aumento da passagem, após negociação entre as partes (veja).
2022
16 de fevereiro – Rodoviários voltam a deflagrar greve e ônibus deixam de circular em São Luís (veja).
30 de março – Greve é encerrada após 43 dias, uma das mais longas da história recente do transporte na Grande São Luís (veja).
2023
25 de abril – Terça-feira começa sem ônibus do transporte público na capital devido a nova greve (veja).
29 de abril – Greve chega ao fim e o transporte volta a circular no domingo (30) (veja).
2024 (duas paralisações)
6 de fevereiro – Motoristas e cobradores iniciam paralisação na Grande São Luís (veja).
8 de fevereiro – Greve é encerrada após impasse e longa negociação (veja).
Transporte semiurbano
25 de abril – Ônibus semiurbanos não circulam na Grande São Luís (veja).
29 de abril – Motoristas retomam as atividades e o serviço é normalizado (veja).
2025 (três paralisações)
17 de fevereiro – Segunda-feira começa sem ônibus com nova greve dos rodoviários (veja).
19 de fevereiro – Ônibus semiurbanos voltam a circular, enquanto rodoviários da capital seguem em greve (veja).
21 de fevereiro – Sindicato confirma 100% da frota circulando em São Luís (veja).
Empresa 1001
14 de novembro – Paralisação deixa passageiros de 15 bairros sem ônibus (veja).
26 de novembro – Ônibus da 1001 voltam a circular; greve geral é descartada (veja).
24 de dezembro – Ônibus da 1001 não circulam na véspera de Natal (veja).
28 de dezembro – Greve de ônibus é encerrada após cinco dias de paralisação (veja).
2026
30 de janeiro – Greve: ônibus não circulam na Grande São Luís após rodoviários recusarem reajuste de 2% (veja)
O prefeito Eduardo Braide acaba de anunciar que a Prefeitura vai liberar vales para uso no aplicativo de transporte 99 a partir das 10h30. A medida ocorre em meio a mais uma paralisação dos rodoviários, deflagrada pela categoria nas primeiras horas do dia.
Segundo o prefeito, os vales permitirão que os usuários tenham uma alternativa de deslocamento enquanto o impasse não é resolvido.
Durante o anúncio, o prefeito responsabilizou os empresários do setor de transporte pela paralisação.
A greve dos rodoviários afeta linhas de ônibus de vários pontos da cidade e compromete o deslocamento de milhares de passageiros. A categoria reivindica melhorias salariais e o cumprimento de direitos trabalhistas.
Reunião
Diante do impasse no transporte público, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) marcou para hoje, às 15h, uma reunião com os órgãos e entidades envolvidas para buscar uma solução para a greve dos rodoviários. A paralisação foi deflagrada após quatro rodadas de negociação sem acordo sobre a Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. Enquanto o sindicato patronal acionou a Justiça para garantir frota mínima, trabalhadores mantêm a greve.
O Diário Oficial de São Luís, em edição extra publicada nesta quinta-feira (29), trouxe uma série de decretos assinados pelo prefeito Eduardo Braide que oficializam exonerações e nomeações em diferentes pastas da administração municipal.
A sequência começou na quarta-feira (28) com a exoneração de Maurício Itapary, que se tornou o sexto titular da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) a deixar o cargo desde o início da gestão. A pasta caminha agora para o sétimo secretário, evidenciando a instabilidade crônica que marca a administração da área.
Em seguida, uma onda de mudanças atingiu cargos de coordenação, assessoria e direção em órgãos como a SMTT, a Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) e o Instituto de Previdência e Assistência do Município (IPAM).
No total, considerando as mudanças desta semana e as anteriores, a gestão registra mais de dez exonerações e nomeações em diferentes setores, e a SMTT, por sua vez, já se prepara para ter o sétimo secretário desde o início da gestão, um dado que evidencia a rotatividade contínua na pasta.
Com a instabilidade crescente em pastas importantes e a rotatividade de secretários, cresce a percepção de que o governo de Braide prioriza controle absoluto em detrimento de estabilidade administrativa e continuidade de políticas públicas.
A capital maranhense amanheceu nesta sexta-feira (30) sem ônibus, e os moradores mais uma vez enfrentam o caos no transporte público. A paralisação geral dos rodoviários, confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), começou à meia-noite e não tem prazo para terminar.
Diante do impasse, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) agendou para as 15h de hoje uma reunião com todos os órgãos e entidades envolvidos no transporte público, com o objetivo de discutir soluções que evitem que a cidade continue refém de um serviço que, há anos, falha em atender à população.
A paralisação ocorre após quatro rodadas de negociação sem acordo. Segundo o Sindicato dos Rodoviários (STTREMA), as propostas apresentadas não atenderam às reivindicações da categoria sobre a Convenção Coletiva de Trabalho 2026, protocolada em novembro do ano passado. Em assembleia, os trabalhadores decidiram cruzar os braços depois que não houve avanço nas negociações dentro do prazo de 72 horas dado às empresas.
Enquanto isso, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) já acionou a Justiça tentando garantir a circulação de uma frota mínima. Segundo a entidade, a falta de acordo estaria ligada à ausência de proposta de reajuste salarial por parte da Prefeitura de São Luís, que também participa das negociações sobre o custeio do sistema.
O resultado? Uma cidade parada e frustrada, onde o cidadão comum paga o preço do descaso histórico com o transporte público. A greve só revela a realidade crua: em São Luís, garantir mobilidade continua sendo mais promessa do que prioridade.
Uma nova pesquisa do Instituto INOP PREVISÃO, registrada na Justiça Eleitoral (MA-02561) e contratada pelo Jornal Pequeno, mostra que a disputa pelo Governo do Maranhão segue equilibrada, mas com Orleans Brandão (MDB) em destaque na percepção do eleitor.
Embora os números mostrem empate técnico, Orleans aparece ligeiramente à frente de Eduardo Braide (PSD) no cenário estimulado: 38,21% a 37,29%. No cenário espontâneo, Braide aparece numericamente à frente com 23,66%, contra 21,18% de Orleans. Mais significativo ainda é o indicador de percepção: 40,53% dos eleitores apontam Orleans como quem lidera a corrida, contra 34,93% para Braide, evidenciando sua presença mais forte na mente do eleitor, mesmo em uma disputa equilibrada.
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Outros pré-candidatos, como Lahésio Bonfim e Felipe Camarão, permanecem atrás. Em cenários sem Braide, Orleans dispara na liderança.
Recentemente, 12 partidos da base governista manifestaram apoio à pré-candidatura de Orleans, além de contar com a força de boa parte da ala petista no Maranhão, demonstrando que o pré-candidato vem ganhando força política e ampliando sua base de apoio.
O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Froz Sobrinho, deu posse, nesta quarta-feira (28/1), ao juiz José Jorge Figueiredo dos Anjos Júnior, e à juíza Vanessa Ferreira Pereira Lopes, ambos na Comarca da Ilha de São Luís, de entrância final, promovidos pelo critério de merecimento e de antiguidade, respectivamente.
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O desembargador Froz Sobrinho parabenizou o magistrado e a magistrada pelo trabalho e dedicação à Justiça maranhense.
“A carreira é uma longa caminhada e desejamos que essa caminhada seja tranquila. Tudo vem na hora certa. Um juiz mais feliz faz a melhor jurisdição, porque todos são bem preparados, todos passaram por essa longa caminhada, por momentos de dificuldades antes de chegar até aqui, na entrância final. Sejam bem-vindos”, concluiu.
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O corregedor-geral do foro extrajudicial do Maranhão, José Jorge Figueiredo dos Anjos disse que está muito feliz com a promoção do magistrado José Jorge Júnior e o parabenizou por essa grande vitória.
CARREIRA
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José Jorge Figueiredo dos Anjos Júnior entrou na magistratura em 2011 como juiz substituto. Passou pelas comarcas de São José de Ribamar, Presidente Dutra até ser titularizado na comarca de Tasso Fragoso. Passou pela de Guimarães e, em seguida pela de Imperatriz até esta data.
“Essa promoção é algo que todo juiz espera que é chegar à última entrância. É sempre um momento de reflexão por tudo que se fez, por todos os trabalhos que nós passamos, por todas as pessoas que nós conhecemos ao longo dessa trajetória. É um momento de alegria, de reflexão e de estímulo para continuar nessa carreira e continuar a desempenhar da melhor forma possível a magistratura”, comentou.
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Vanessa Ferreira Pereira Lopes entrou na magistratura em 2006 como juíza substituta na comarca de Chapadinha. Depois passou por várias comarcas pelo interior do Maranhão. Foi titularizada na comarca de São Francisco do Maranhão.
“Estou disposta a trabalhar em qualquer área que me colocarem para poder ajudar o Judiciário, continuar fazendo uma melhor prestação jurisdicional”, finalizou.
POR PROCURAÇÃO
O presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), juiz Marco Adriano Fonseca, representou o juiz Marcelo Moraes Rêgo de Souza e a juíza Mirella Cezar Freitas, que tomaram posse na Comarca na Ilha de São Luís pelos critérios de merecimento, respectivamente e a juíza Patricia Bastos de Carvalho Correia, que tomou posse na comarca de Bequimão, de entrância inicial.
A diretora-geral do Tribunal de Justiça do Maranhão, juíza Ticiany Palácio, leu os termos de compromisso e posse na presença de magistrados/as, servidores/as e familiares.