Justiça manda Prefeitura de Santa Inês exonerar temporários e chamar concursados

Felipe dos Pneus

O Poder Judiciário da Comarca de Santa Inês condenou o município e o prefeito Felipe dos Pneus e mandou exonerar todos os servidores contratados temporariamente.

A exoneração deve atingir todos os servidores temporários que ocupam cargos como Agente Administrativo, Vigia, AOSG, Assistente Social, Auxiliar de Consultório Dental, Enfermeiro, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Médico, Motorista, Nutricionista, Odontólogo, Psicólogo, Técnicos de Enfermagem, Laboratório, Raio-X, Radiologia, Gesso e Manutenção, além de Fiscal Sanitário, Químico, Cozinheiro, Assessor e Atendente.

A decisão, resultado de uma ação do Ministério Público, exige que os aprovados no Concurso Público de 2019 sejam finalmente nomeados, respeitando os requisitos legais.

A juíza Ivna Melo Freire deixou claro que a contratação temporária não pode ser usada como expediente para driblar o concurso. “O candidato aprovado dentro do número de vagas tem direito à nomeação, independentemente de preterição”, afirmou, reforçando que a prática irregular da Prefeitura não tem justificativa legal.

O Ministério Público mostrou que, mesmo com concurso válido, várias vagas estavam ocupadas por temporários e muitos aprovados ainda não haviam sido convocados.

A sentença estabelece prazo de 30 dias para cumprimento, sob pena de multa, e deixa claro que o direito dos concursados é uma proteção não apenas individual, mas também do patrimônio público.

Fachin assume presidência do STF e sinaliza contenção da Corte

Ministro Edson Fachin

O Supremo Tribunal Federal (STF) passa a ser comandado a partir desta segunda-feira (29) pelo ministro Edson Fachin, que assume a presidência da Corte para um mandato de dois anos. Ele sucede Luís Roberto Barroso e terá como vice o ministro Alexandre de Moraes.

A posse, marcada para as 16h, contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Fachin abriu mão da tradicional recepção festiva, reforçando o perfil discreto que deve adotar à frente do tribunal.

Com fama de avesso a embates políticos, o novo presidente sinaliza uma gestão marcada pela contenção e pelo foco em julgamentos de grande impacto social. O primeiro deles será analisado já na quarta-feira (1º): a definição sobre o vínculo empregatício de motoristas e entregadores de aplicativos.

Natural de Rondinha (RS) e formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fachin chegou ao STF em 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Em sua trajetória na Corte, ganhou relevância como relator da Lava Jato, da ação sobre o marco temporal de terras indígenas e da ADPF das Favelas, que fixou limites para operações policiais no Rio de Janeiro.

O vice, Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer em 2017, seguirá como figura central nos processos ligados às tentativas golpistas de 8 de janeiro.

 

MP reitera pedido de prisão de sócias da São Patrício por sonegação de R$ 27,9 milhões

Foto Reprodução

O promotor de Justiça Giovani Papini Cavalcanti Moreira, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), reiterou o pedido de prisão preventiva contra Ana Neusa Pinheiro de Oliveira e Patrícia Kelly Pinheiro de Oliveira, sócias-administradoras da empresa São Patrício Empreendimentos Farmacêuticos Ltda. A informação foi publicada pelo site Direito e Ordem.

As empresárias respondem a ação penal na 7ª Vara Criminal de São Luís pela prática dos crimes previstos nos artigos 1º, inciso II, e 2º, inciso II, da Lei nº 8.137/1990, que trata de crimes contra a ordem tributária.

Segundo a denúncia, os débitos atribuídos às rés alcançam R$ 27,9 milhões, em decorrência de suposta utilização de créditos fiscais fictícios, simulação de operações e ausência de recolhimento de ICMS. Parte desse montante foi objeto de parcelamento tributário firmado pelas sócias, mas o acordo não foi suficiente para liquidar a dívida, permanecendo um saldo superior a R$ 14,6 milhões.

Na manifestação, o MPMA afirma que a gravidade das condutas, somada ao alto valor do prejuízo aos cofres públicos, justifica a medida extrema da prisão preventiva, além da continuidade da ação penal para garantir a reparação dos danos.

O caso segue sob análise da 7ª Vara Criminal de São Luís, que decidirá sobre o prosseguimento da denúncia e os pedidos formulados pelo Ministério Público.

Diego Polary deixa prisão e passa a cumprir pena em regime aberto com tornozeleira eletrônica

Diego Polary

Após um ano no sistema prisional, Diego Henrique Marão Polary deixou a detenção fechada e passou a cumprir pena em regime aberto. No dia 3 de setembro, ele recebeu tornozeleira eletrônica, conforme determinação do Judiciário, e será acompanhado pelo Sistema de Monitoração Eletrônica (SME).

Condenado a 10 anos de reclusão pelo assassinato de Bruno Matos, ocorrido em 2014 durante uma festa que celebrava a eleição de Roberto Rocha para o Senado, Polary agora terá de seguir regras rígidas sob vigilância diária.

Juízes e juízas tomam posse no Judiciário maranhense

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O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Froz Sobrinho, deu posse, nesta quarta-feira (24/9), ao juiz Jairon Ferreira de Morais, na 9ª Vara Cível do Termo Judiciário de São Luís, da Comarca da Ilha de São Luís, de entrância final.

O desembargador Froz Sobrinho parabenizou o magistrado pelo seu trabalho e dedicação à Justiça maranhense.

 

O juiz Jairon Morais, que  foi removido pelo critério de antiguidade na 28ª Sessão Administrativa do Órgão Especial, de 3 de setembro do corrente ano, disse que recebe a remoção com o mesmo entusiasmo e vontade, e que o desafio é grande.

“Talvez seja o maior desafio da minha carreira, mas pretendo trabalhar com a mesma dedicação que venho desempenhando ao longo dos anos”, comentou.

CARREIRA

Jairon Ferreira de Morais entrou na magistratura em 2003, sendo de imediato titularizado na Comarca de São Vicente Férrer. Passou pela Comarca de Humberto de Campos, Vitorino Freire por 10 anos. Em 2017 foi promovido para a de São Luís. Foi titularizado na 3ª Vara do Termo Judiciário de Paço do Lumiar e, nesta data, removido para o Termo Judiciário de São Luís, ambos da Comarca da Ilha de São Luís.

POR PROCURAÇÃO

O presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), juiz Marco Adriano Fonseca, representou os juízes Daniel Luz e Silva Almeida e Antônio Martins de Araújo, e as juízas Denise Pedrosa Torres e Sheila Silva Cunha, que tomaram posse nas Comarcas de Dom Pedro, 2ª Vara Criminal da Comarca de Açailândia, Comarca da Ilha de São Luís e 1ª Vara da Comarca de Lago da Pedra, respectivamente.

A diretora-geral do Tribunal de Justiça do Maranhão, juíza Ticiany Palácio, leu os termos de compromisso e posse na presença do desembargador José Eulálio Figueiredo, de magistrados/as, servidores/as e familiares.

União e Incra terão de titularizar terras quilombolas no MA, decide Justiça

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Atendendo ao pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Maranhão determinou que a União e o Incra regularizem os territórios das comunidades quilombolas Pulgão e Campo Rio, em Itapecuru-Mirim.

Segundo a decisão, o Incra tem 24 meses para localizar com precisão as comunidades, reconhecer oficialmente os territórios, estabelecer os limites das terras e emitir os títulos de propriedade, que deverão ser registrados em cartório. Se houver ocupação por pessoas não quilombolas, será feita a remoção legal desses ocupantes.

Além disso, o Incra deve concluir, em até 12 meses, os Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTID) das áreas e, em quatro meses, instalar marcos físicos e placas provisórias indicando que o território está em disputa judicial.

A Justiça também responsabilizou a União pela falta de políticas públicas efetivas para a regularização das terras quilombolas e determinou que, em seis meses, adote medidas para viabilizar o cumprimento das obrigações do Incra, prestando apoio institucional e coordenativo ao processo. A sentença confirmou ainda multa diária de R$ 500 caso os prazos não sejam cumpridos.

O MPF destacou que o processo de regularização estava parado há cerca de oito anos, mesmo com a certificação das áreas pela Fundação Cultural Palmares desde 2015 e protocolo do pedido de titulação em 2017. A demora, segundo o MPF, coloca em risco a cultura, a segurança e o modo de vida das comunidades, especialmente diante da presença de ocupantes não quilombolas.

A ação solicitou ainda medidas protetivas, como levantamento de conflitos fundiários, retirada de invasores, instalação de marcos e placas, e interdição de atividades não tradicionais no território.

CGU sanciona empresas por fraudes em licitações no MA e PI; multas ultrapassam R$ 34 milhões

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A Controladoria-Geral da União (CGU) publicou nesta segunda-feira (22/09), no Diário Oficial da União (DOU), sanções contra quatro empresas envolvidas em esquemas de fraude em licitações públicas. As penalidades incluem multas que somam mais de R$ 34 milhões, impedimentos para contratar com a Administração Pública e obrigações de divulgação das decisões.

SPA Engenharia

A SPA Engenharia Indústria e Comércio Ltda. teve mantida a declaração de inidoneidade por participação em conluio fraudulento em licitações da extinta VALEC. A empresa integrou um cartel que simulava concorrência e obteve contrato para construção de trecho da Ferrovia Norte-Sul (entre Santa Isabel e Uruaçu/GO), pagando mais de R$ 9 milhões em propina. A sanção foi aplicada com base na Lei nº 8.666/1993, pois os atos ocorreram antes da Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013).

Operação Topique – empresas do Piauí

Duas empresas foram multadas por fraudes em contratos de transporte escolar no Piauí e Maranhão:

  • TY Jerônimo e Silva Ltda.: multa de R$ 14,6 milhões, impedimento de quatro anos para contratar com a União e publicação da decisão por 75 dias.
  • Jerônimo e Nunes Ltda.: multa de R$ 1,88 milhão, impedimento de quatro anos e publicação por 60 dias.

    Investigações apontaram esquema sistemático com grupos de WhatsApp para combinar resultados licitatórios e vínculos familiares entre empresas. As sanções também se estendem aos sócios.

    F2 Engenharia

    A F2 Engenharia Ltda. manteve as sanções aplicadas na Operação Licitante Fantasma por manipulação de pregão eletrônico do Comando Militar do Sul, que resultou em elevação de preços. Penalidades: multa de R$ 225 mil, impedimento de contratar com a União e publicação da decisão por 60 dias.

    Caso Covaxin – Bharat Biotech

    A CGU confirmou as sanções à Bharat Biotech International Limited por fraudes no contrato de 20 milhões de doses da vacina Covaxin durante a pandemia. As irregularidades ocorreram por meio de sua representante no Brasil, a Precisa Medicamentos, com documentação e faturas fraudulentas. Penalidades: multa de R$ 17,7 milhões, suspensão de 1 ano de licitações e publicação da decisão por até 45 dias.

  • Ingrid Andrade devolve valores e pede absolvição em caso de rifas; ex-prefeito de Arari nega ligação

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    A influenciadora e ex-primeira dama de Arari, Ingrid Andrade, e o ex-prefeito do município, Rui Filho, acusados pela suposta prática de loteria não autorizada (art. 51 da LCP) e propaganda enganosa (art. 67 do CDC), apresentaram defesa à acusação no processo que tramita no 1º Juizado Especial Criminal do Termo Judiciário de São Luís.

    De acordo com a defesa, os acusados participaram de rifas realizadas via redes sociais, mas não houve dolo ou intenção de prejudicar terceiros. Segundo os advogados, e ex-gestor apenas apareceu em um dos vídeos de divulgação, sem qualquer envolvimento na organização, gestão de valores ou recebimento de pagamentos, afastando a possibilidade de coautoria.

    Ingrid Andrade afirmou que desconhecia a necessidade de autorização para a promoção das rifas e não tinha ciência da ilicitude da conduta, configurando erro de proibição. A ex-primeira dama garantiu que encerraria imediatamente as atividades e procedeu à devolução integral dos valores arrecadados.

    O processo segue no Juizado Especial Criminal, com previsão de audiência preliminar para eventual transação penal.

    A manifestação foi divulgada pelo site Direito e Ordem.

    TJMA elege juíza Manuella Faria para compor o TRE-MA

    Juíza Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro

    Tribunal de Justiça do Maranhão elegeu a juíza auxiliar Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro, da Comarca da Ilha de São Luís, para compor o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, como membra substituta, em sessão plenária administrativa do TJMA, nesta quarta-feira (17/9).

    A magistrada concorreu à vaga com outros/as oito juízas e juízes e foi eleita com 23 votos de 25 desembargadores e desembargadoras que participaram da eleição, para integrar a Corte eleitoral, em substituição à juíza Rosângela Prazeres, que tem o encerramento do seu biênio previsto para o dia 19 de dezembro deste ano.

    Em votação anterior, Rosângela Prazeres, titular da 10ª Vara Cível de São Luís, foi eleita juíza titular do TRE-MA.

    O processo foi relatado pelo presidente do TJMA, desembargador Froz Sobrinho, após solicitação, em sessão passada, do presidente do TRE-MA, desembargador Paulo Velten.

    Após a divulgação do resultado, a juíza Manuella Faria, que completará 22 anos de magistratura em dezembro, foi saudada pelos/as integrantes da Corte e agradeceu a todos e todas pela votação.

    Estou muito feliz, me sinto muito honrada por ter sido agraciada com tantos votos dos desembargadores e prometo desempenhar essa missão como membra substituta no TRE da melhor forma possível, sempre prezando por um trabalho escorreito, com muita dedicação e dando continuidade ao trabalho que eu já venho fazendo, mas no âmbito administrativo, ao longo desses dois anos lá no TRE”, revelou Manuella Faria.

    Natural de Recife, a juíza já trabalhou nas comarcas de Poção de Pedras, Esperantinópolis, Santa Luzia, Açailândia, João Lisboa e, atualmente, atua em São Luís.

    Justiça nega pedido de sindicato e mantém retorno presencial no TRT-16

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    Em decisão expedida durante o plantão judicial, a Justiça Federal do Maranhão rejeitou o pedido do SINTRAJUFE/MA para suspender a portaria que determinou o retorno integral de magistrados e servidores do TRT da 16ª Região ao trabalho presencial.

    O sindicato alegava que a medida era abrupta, desproporcional e desrespeitava normas do CNJ sobre teletrabalho, além de trazer prejuízos familiares e financeiros aos trabalhadores.

    O juiz plantonista, no entanto, destacou que a portaria do Tribunal seguiu determinação da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, que após correição identificou deficiências e queda nos resultados. A Corregedoria já havia ordenado o retorno presencial em fevereiro, decisão descumprida pelo TRT-16.

    Na avaliação do magistrado, não houve ilegalidade ou abuso de poder, já que a norma prevê flexibilização em casos de saúde. Ele ainda ressaltou que suspender a portaria poderia agravar as irregularidades no teletrabalho e comprometer a prestação jurisdicional.

    Com isso, o pedido de urgência foi negado e o processo seguirá para o juízo natural analisar novas deliberações.

    Entenda o caso: 

    Uma portaria assinada pela presidente do TRT da 16ª Região, desembargadora Márcia Andrea Farias da Silva, foi publicada na última quinta-feira (11), determinou o retorno imediato e integral ao trabalho presencial de magistrados e servidores em São Luís.

    A medida provocou reações internas quase instantâneas. Parte dos servidores reclamou da falta de prazo para adaptação após anos de teletrabalho e regime híbrido, implantados durante a pandemia. Muitos afirmam que reorganizaram suas rotinas familiares e financeiras nesse período e esperavam uma transição mais gradual.

    A presidente, por sua vez, manteve a posição: todos deverão estar presencialmente nos postos de trabalho a partir desta segunda-feira (15).