“Apagão” no FUNDEB: sindicato aciona MP por falta de transparência em Araioses

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A denúncia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araioses (SINDSEPMA) sobre um possível apagão de informações na gestão do FUNDEB levou o Ministério Público do Estado do Maranhão a investigar a aplicação dos recursos da educação no município, comandado pelo prefeito Neto Carvalho. A representação sindical aponta falta de transparência, ausência de dados financeiros e dificuldades de acesso à folha de pagamento dos servidores da educação.

Segundo o sindicato, não há clareza sobre a movimentação financeira do FUNDEB, sobre a existência de sobras passíveis de rateio entre os profissionais da educação e sobre o funcionamento efetivo do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB (CACS-FUNDEB), responsável pelo controle social dos recursos.

No centro da apuração está o cumprimento da exigência legal que determina a aplicação mínima de 70% dos recursos do FUNDEB na remuneração dos profissionais da educação. O MP avalia se o município tem observado esse percentual obrigatório ou se há desvio de finalidade no uso das verbas, o que pode caracterizar grave irregularidade administrativa.

Outro ponto de forte repercussão envolve o possível recebimento do precatório do FUNDEF. O Ministério Público cobra esclarecimentos sobre o efetivo ingresso dos valores nos cofres municipais, a conta bancária utilizada, os critérios de rateio, os profissionais contemplados e a previsão de pagamento — informações que, segundo o sindicato, não foram devidamente publicizadas.

Como primeiras medidas, o MP determinou que a Prefeitura de Araioses apresente, no prazo de 15 dias, a folha de pagamento completa da educação e os demonstrativos financeiros do FUNDEB. Também foram requisitadas informações detalhadas ao CACS-FUNDEB sobre reuniões, atas, relatórios e deliberações realizadas ao longo de 2025.

MP abre inquérito para apurar contratação de escritório de advocacia pela Câmara de Chapadinha

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O inquérito civil apura possíveis irregularidades na contratação de um escritório de advocacia pela Câmara Municipal de Chapadinha. A medida foi determinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Alves Cantanhede, titular da 1ª Promotoria de Justiça do município, após indícios levantados em procedimento preliminar.

A apuração busca esclarecer se a contratação direta do escritório Emmanoel Ericeira Sociedade Individual de Advocacia atendeu aos requisitos legais exigidos para esse tipo de procedimento, especialmente no que diz respeito à singularidade do serviço prestado e à justificativa para a inexigibilidade de licitação.

Como parte das diligências, o Ministério Público do Maranhão requisitou informações ao presidente da Câmara sobre as atribuições legais do cargo de Procurador-Geral Legislativo e a existência de outros assessores jurídicos no quadro de servidores do Legislativo municipal. Também foi solicitada a apresentação de documentos que comprovem a efetiva execução dos serviços contratados, como pareceres jurídicos, peças processuais ou atuações em casos específicos.

Outro ponto que será analisado na investigação é a possível duplicidade de contratação de serviços jurídicos, envolvendo o referido escritório e outro profissional da área, o que pode indicar sobreposição de funções ou gastos indevidos com recursos públicos.

O MP também notificou os envolvidos para que apresentem manifestação preliminar sobre os fatos apurados. Paralelamente, a contratação foi encaminhada para análise técnica da Procuradoria-Geral de Justiça, que deverá avaliar a regularidade do procedimento, inclusive quanto à razoabilidade dos valores pagos.

MP apura ausência sem justificativa de mais de 60 servidores em João Lisboa

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O Ministério Público passou a investigar a atuação de servidores da Secretaria de Administração de João Lisboa, após indícios de falhas na prestação de serviços durante a gestão do prefeito Dr. Fábio Holanda em 2025.

A apuração tramita no gabinete do promotor Hagamenon de Jesus Azevedo, titular da 1ª Promotoria de Justiça da comarca.

O ponto que acendeu o alerta no MP foi o resultado de diligências realizadas em julho e agosto de 2025. Apesar de a secretaria contar oficialmente com 70 servidores, apenas três foram encontrados em atividade durante as fiscalizações presenciais. O procedimento também registra a falta de qualquer justificativa para a ausência de mais de 60 servidores.

Outro aspecto considerado grave pelo Ministério Público é a inexistência de controle diário de frequência, prática básica na administração pública. Para o órgão, a falha inviabiliza a fiscalização e compromete a transparência.

Diante dos indícios, o MPMA avalia a possível adoção de medidas extrajudiciais e judiciais, que podem incluir ações por improbidade administrativa e até responsabilização penal.

Gaeco aponta esquema na Sinfra de ITZ e Justiça aceita denúncia por fraude e lavagem de dinheiro

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A Justiça aceitou, no dia 15 deste mês, a Denúncia oferecida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), sobre a atuação de uma organização criminosa pela prática de fraudes em licitações, falsidade ideológica e lavagem de capitais em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura de Imperatriz (Sinfra).

A Denúncia é resultado de Procedimento Investigatório Criminal, com foco em contratações diretas realizadas em 2019, por meio de dispensa de licitação, que culminaram na celebração de contrato com a empresa J. M. de Sousa Eireli, atualmente denominada Fênix Comércio e Serviços Ltda.

O Poder Judiciário considerou a existência de requisitos, incluindo exposição clara dos fatos, individualização das condutas e evidências suficientes de autoria e materialidade.

A lista dos citados na manifestação inclui Zigomar Avelino Filho, Luciana Lacerda, Jeffeson Sousa (representante legal da Fenix Comércio e Serviços LTDA), Diego Stefanni Barros Moralejo; o sócio da empresa Limps Limpeza e Conservação – EIRELI, Júlio Cesar Santos, e Mayna Oliveira Chagas.

ATUAÇÃO

As investigações apontaram indícios de que a contratação da empresa por meio de dispensa de licitação ocorreu sem configuração de situação emergencial, mas com montagem de processo administrativo, direcionamento do certame e utilização de propostas de preços idênticas entre empresas supostamente concorrentes.

Gráfico produzido com auxílio de IA

Foram analisados documentos administrativos, contratos, processos de pagamento, vínculos societários e movimentações financeiras. A investigação foi autorizada judicialmente para o afastamento de sigilo bancário e fiscal das pessoas físicas e jurídicas envolvidas, com o objetivo de rastrear o fluxo de recursos públicos e identificar possíveis desvios.

A análise das movimentações bancárias indicou que a maior parte dos valores creditados à empresa investigada teve origem em pagamentos realizados pelo Município de Imperatriz, com repasses subsequentes a pessoas físicas e jurídicas, apontadas como integrantes da organização criminosa.

DENUNCIADOS

A Denúncia inclui ex-gestores públicos e particulares, com imputação dos crimes de organização criminosa e outros previstos na legislação de licitações, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

Com o recebimento da Denúncia, a Justiça determinou a citação dos acusados para apresentação de resposta à acusação no prazo legal, dando início à fase de instrução processual.

Prefeita do Maranhão paga R$ 732 mil por livros que já tinha recebido de graça, aponta TCE

Cibelle Napoleão

O Tribunal de Contas do Maranhão identificou que a prefeita de Santo Antônio dos Lopes, Cibelle Napoleão, gastou R$ 732 mil na compra de livros didáticos já enviados gratuitamente pelo Governo Federal ao município.

A gestão contratou sem licitação a empresa São Luís Distribuidora de Livros, alegando exclusividade na venda das coleções SAEB em Foco e Conjunto na Ponta do Lápis. O TCE derrubou o argumento: outros municípios compraram os mesmos títulos por pregão eletrônico, e há outras editoras que também comercializam as obras.

Segundo o PNLD, Santo Antônio dos Lopes já havia recebido 13.077 livros em 2025, suficientes para os 3.257 alunos das 43 escolas municipais. Mesmo assim, a prefeitura comprou mais 2.260 exemplares, pagando com recursos próprios por materiais que já estavam disponíveis na rede.

Para o Tribunal, a compra é desnecessária, antieconômica e sem justificativa. A Corte determinou a suspensão de qualquer pagamento à empresa e citou a prefeita e a secretária de Educação, Inoan Silva da Fonseca, para explicarem o gasto e comprovarem a entrega dos livros.

Contratação de escritório recém-aberto pode colocar prefeitura do Maranhão na mira do GAECO

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O Ministério Público do Maranhão abriu um inquérito civil para investigar uma contratação direta – por meio da Inexigibilidade de Licitação nº 03/2023  – considerada suspeita feita pela Prefeitura de Poção de Pedras. A apuração mira um contrato de R$ 216 mil firmado sem licitação com o escritório Alexon Zanoni Sociedade Individual de Advocacia. O MP vê nesse “contrato relâmpago” fortes indícios de irregularidade. À época da parceria, o município era administrado pelo então prefeito Francisco Pinheiro.

A empresa foi criada em fevereiro de 2023 e, apenas 39 dias após sua abertura, firmou contrato com o município, o que levantou suspeitas sobre a falta de comprovação da “notória especialização” exigida pela Lei nº 14.133/2021 para esse tipo de contratação sem licitação. A denúncia inicial foi apresentada pelo Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

A Promotoria questiona por que a gestão municipal optou pela inexigibilidade de licitação para contratar o escritório, sem comprovar a notória especialização exigida pela Lei nº 14.133/2021. A investigação quer esclarecer se houve direcionamento, favorecimento e violação aos princípios da administração pública, especialmente diante do pouco tempo de existência da empresa e da falta de transparência no processo.

O caso chegou ao MP após representação do Ministério Público de Contas junto ao TCE-MA, que apontou sinais de possível burla à legislação. A promotora de Justiça Marina Carneiro Lima de Oliveira determinou a coleta de documentos, a análise técnica do contrato e a notificação tanto da Prefeitura quanto do escritório contratado para justificar a contratação e comprovar os serviços prestados.

Se surgirem elementos que indiquem fraude ou atuação coordenada para beneficiar terceiros, o caso poderá ser encaminhado ao GAECO.

A finalidade do inquérito é esclarecer se a contratação foi apenas irregular ou se pode configurar ato de improbidade administrativa.

Juiz manda abrir novo inquérito e crise na Confederação da Pesca respinga em deputado maranhense

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O escândalo que atinge a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) chegou de vez ao Maranhão. O deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA), vice-presidente da entidade, entrou no centro das investigações após a descoberta de transferências que somam cerca de R$ 5 milhões feitas pela confederação ao seu nome.

A revelação foi exposta durante a CPMI do INSS, na segunda-feira (3), em sessão que terminou com a prisão em flagrante do presidente da CBPA, Abraão Lincoln Ferreira, por falso testemunho. O juiz Francisco Renato Codevila, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, entendeu que Lincoln ocultou informações e se contradisse diante dos parlamentares. Na madrugada desta sexta-feira (7), o magistrado homologou a prisão, fixou fiança de R$ 5 mil e determinou a abertura de um novo inquérito para aprofundar o caso.

As investigações já vinham avançando no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos aplicados a benefícios previdenciários. Sob comando de Abraão Lincoln, a CBPA protagonizou um salto considerado “fantasma” no número de filiados: de apenas 4 nomes para 757 mil cadastrados entre 2023 e 2025 — incluindo cerca de 40 mil pessoas já falecidas usadas como “associadas”.

O suposto esquema teria movimentado R$ 221 milhões em mensalidades descontadas diretamente dos beneficiários do INSS — cerca de R$ 10 milhões por mês. Parte desse montante, segundo os documentos da CPMI, teria sido canalizada para o deputado maranhense.

No depoimento, o advogado de Abraão Lincoln, Emmanoel Campelo, orientou o cliente a não assumir compromisso de testemunha, alegando direito ao silêncio. Ainda assim, Lincoln respondeu a algumas perguntas e acabou agravando a situação ao sustentar versões consideradas falsas pela autoridade judicial.

Com o novo inquérito encaminhado à Polícia Federal, o foco agora recai sobre as movimentações financeiras e a relação direta entre o presidente da entidade e Edson Araújo.

MP mira Prefeitura de Açailândia por suposta “vaquinha” para bancar show de Márcia Fellipe

Cantora Márcia Fellipe

A 2ª Promotoria de Justiça de Açailândia instaurou um inquérito civil público para investigar supostas irregularidades no show da cantora Márcia Fellipe, realizado em setembro de 2024, orçado em cerca de R$ 300 mil, durante a gestão do ex-prefeito Aluísio Sousa.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, o evento pode ter sido bancado de forma irregular por meio de uma “vaquinha” organizada com fornecedores da Prefeitura, além de contar com isenção de taxas municipais e cessão gratuita de espaço público.

O promotor Denys Lima Rego determinou que novas solicitações sejam enviadas à Prefeitura em caráter de requisição ministerial, reforçando a cobrança por esclarecimentos.

O inquérito busca apurar se recursos públicos ou benefícios fiscais foram usados para financiar o show e, caso confirmadas as suspeitas, poderá resultar na responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

MPMA apura denúncia de extorsão e estelionato contra secretária de Saúde de São João do Caru

Secretária de Saúde de São João do Caru, Luciana Gonçalves.

A secretária municipal de Saúde de São João do Caru, Luciana Gonçalves, foi denunciada ao Ministério Público do Maranhão (MPMA) por supostos atos de improbidade administrativa, que incluem suspeitas de extorsão e estelionato contra profissionais da saúde do município.

De acordo com a denúncia recebida via Disque-Denúncia, a gestora teria exigido de enfermeiros contratados pelo município o repasse de metade do valor retroativo referente à implantação do piso salarial da categoria, sob ameaça de exoneração.

Os relatos apontam para uma possível prática de extorsão e estelionato, que, se confirmada, configuraria violação aos princípios da administração pública e ilícitos de natureza criminal.

A portaria, publicada no Diário Eletrônico do MPMA nesta sexta-feira (10), determina que o procedimento tenha prazo inicial de um ano.

O caso é conduzido pelo promotor de Justiça Francisco de Assis Maciel Carvalho Júnior, que responde pela Promotoria de Bom Jardim, responsável pela defesa do patrimônio público e da probidade administrativa em São João do Caru.

Obra de campo de futebol em São Francisco do Brejão é alvo do MPMA após aditivo de R$ 281 mil

Prefeita Edinalva Brandão 

A gestão da prefeita Edinalva Brandão, em São Francisco do Brejão, está no centro de um inquérito civil aberto pelo promotor de Justiça Denys Lima Rego, titular da 2ª Promotoria de Açailândia, que investiga supostas irregularidades em contratos da administração municipal.

O contrato nº 141/2024, resultado da concorrência pública nº 001/2024, tem valor de R$ 1.156.996,65 e foi firmado em 2 de abril de 2024 com a empresa 2 C Empreendimentos e Equipamentos LTDA, de Tuntum-MA, que atua principalmente na construção de edifícios. O contrato, com vigência de 12 meses, prevê reforma, ampliação e construção de banheiros, vestiários e iluminação do campo de futebol do povoado Trecho Seco.

O termo aditivo, assinado pouco mais de quatro meses após a contratação inicial, elevou o valor em 24,36% (R$ 281.814,10) para incluir drenagem pluvial, abastecimento de água, terraplanagem e vestiário para árbitros. Segundo o MPMA, esses serviços são ordinários e deveriam ter sido previstos no projeto básico e na planilha orçamentária da licitação original.

A inclusão posterior, sem justificativa de situação imprevisível, pode configurar burla ao processo licitatório e comprometer a moralidade e eficiência administrativas.