
Antes restrita aos pacientes atendidos no CEM Paulo Ramos, a situação do Ambulatório de Fibromialgia passou a ganhar repercussão pública. Depois da nota divulgada pela Associação Maranhense de Fibromiálgicos (AMARF), denunciando a saída de profissionais e a instabilidade na condução da unidade, usuários do serviço recorreram às redes sociais para relatar as dificuldades enfrentadas no dia a dia.
Os depoimentos mostram que os problemas vão além das mudanças internas. Pacientes afirmam enfrentar longas filas para consultas com especialistas, interrupções no acompanhamento e dificuldades para manter o tratamento. Uma usuária relatou esperar há um ano por atendimento com um reumatologista. Outra contou que o serviço do clínico da dor deixou de funcionar no Coroadinho, obrigando os pacientes a se deslocarem até o CEMARQ para dar continuidade ao atendimento.
As reclamações aumentaram a preocupação de quem acompanha o ambulatório desde sua implantação. A saída de profissionais de áreas como fisioterapia, psicologia e nutrição, aliada às mudanças na coordenação da unidade, levantou dúvidas sobre a capacidade da Prefeitura de manter um serviço considerado referência para pacientes com fibromialgia.
Sem uma manifestação oficial sobre a recomposição da equipe, a cobrança chegou às redes sociais da Prefeitura de São Luís, da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), da secretária Ana Carolina Mitri e da prefeita Esmênia Miranda. Os pacientes pedem uma resposta rápida da administração municipal e defendem a manutenção do atendimento especializado, alegando que qualquer interrupção compromete diretamente a qualidade de vida de quem depende exclusivamente do SUS.
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