
As manifestações ocorridas durante a plenária do Partido dos Trabalhadores (PT) realizada na última segunda-feira (1º), em São Luís, durante o ato de lançamento da pré-campanha de Felipe Camarão ao Governo do Maranhão, continuam repercutindo dentro da legenda.
Nesta terça-feira (2), o membro da Comissão Provisória Estadual do PT Maranhão, Washington de Oliveira, divulgou uma nota pública de solidariedade à presidente estadual do partido, Patrícia Carlos, que foi alvo de vaias e hostilidades durante o evento que contou com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva.
No documento, Washington afirma que divergências de opinião e debates internos fazem parte da vida partidária, mas ressalta que nenhuma liderança política deve ser tratada com desrespeito. Ele destacou ainda a trajetória de Patrícia Carlos à frente da legenda e lembrou o simbolismo de ela ter sido a primeira mulher a assumir a presidência estadual do PT no Maranhão.
Segundo o dirigente petista, as manifestações dirigidas à presidente do partido ganham um significado ainda mais preocupante por ocorrerem contra uma mulher que ocupa posição de liderança política. Na avaliação dele, episódios dessa natureza exigem reflexão sobre práticas que ainda reproduzem a misoginia e tentam desqualificar a participação feminina nos espaços de decisão.
“A democracia se fortalece pelo diálogo, pela convivência com as divergências e pelo respeito mútuo”, afirmou Washington na nota, ao lamentar que o episódio tenha ocorrido justamente em um espaço voltado ao debate e à construção coletiva.
O posicionamento evidencia o desconforto gerado dentro do PT após os acontecimentos da plenária e amplia o debate sobre a condução das divergências internas da legenda em meio às movimentações para as eleições de 2026.