
Após a repercussão negativa do edital que convocava artistas para se apresentarem gratuitamente no Mirante da Cidade, o secretário de Turismo, Saulo Santos, reagiu promovendo mudanças internas na pasta.
Na noite desta quarta-feira (13), com o aval da prefeita Esmênia Miranda, quatro servidores foram exonerados da Secretaria de Turismo. Segundo fontes internas, os desligamentos atingiram técnicos remanescentes da gestão do ex-prefeito Eduardo Braide.
A crise teve início no começo da semana, quando a SETUR publicou um edital para apresentações musicais no Mirante da Cidade contendo uma cláusula que previa remuneração zero aos artistas. O documento, assinado por Saulo Santos, classificava as apresentações como “voluntárias”, sob a justificativa de “valorização da cultura local”.
A reação da classe artística e da sociedade civil foi imediata. Nas redes sociais, o projeto passou a ser chamado de “Edital do Trabalho Escravo”, gerando forte desgaste político para a gestão da prefeita Esmênia Miranda e ampliando as críticas sobre o tratamento dado aos profissionais da cultura.
Em vez de assumir a responsabilidade pela falha e pela carência orçamentária da pasta, a cúpula da Secretaria de Turismo preferiu a via da retaliação, transferindo o ônus de sua própria ineficiência para servidores subalternos.
