
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) decidiu, por unanimidade, cassar os diplomas do prefeito Ary Menezes e do vice-prefeito Ronildo da Farmácia de Nova Olinda do Maranhão após julgamento do processo envolvendo acusação de compra de votos durante o período eleitoral.
De acordo com a decisão, o prefeito Ary Menezes foi condenado por prática de captação ilícita de sufrágio, crime eleitoral caracterizado pela oferta de benefícios em troca de votos. Com a cassação dos mandatos, a Justiça Eleitoral determinou a realização de uma nova eleição no município para a escolha dos novos representantes do Executivo municipal.
Entenda o caso
O processo envolvendo Ary Menezes e o escândalo eleitoral de Nova Olinda do Maranhão já é considerado um dos maiores casos de corrupção política do Maranhão.
A primeira instância cassou os mandatos de Ary Menezes e Ronildo Costa por compra de votos, abuso de poder econômico e intimidação de eleitores nas eleições de 2024.
Segundo a investigação, aliados do grupo político teriam distribuído dinheiro, materiais de construção e prometido empregos públicos em troca de apoio eleitoral. Testemunhas relataram repasses em dinheiro, transferências via PIX, entrega de telhas, cimento e madeira, além de ameaças contra eleitores que se recusaram a votar no candidato.
A juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia destacou que a diferença de apenas dois votos entre Ary Menezes e a candidata Thaymara Muniz mostrou o impacto direto das irregularidades no resultado da eleição.
O caso ganhou repercussão nacional após denúncias exibidas pelo Fantástico e virou alvo da Operação “Cangaço Eleitoral”, da Polícia Federal. As investigações apontaram ainda suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro, extorsão e intimidação armada de eleitores.
Ary Menezes e Ronildo Costa foram declarados inelegíveis por oito anos e receberam multa de R$ 25 mil cada.