
Enquanto São Luís enfrenta mais uma greve no transporte coletivo, uma pergunta simples continua sem resposta:
Cadê a secretária da SMTT?
Durante a gestão do prefeito Eduardo Braide, o transporte público da capital já acumula cerca de 10 greves. Não é um episódio isolado. É um retrato de um sistema que vive em crise permanente.
Nesse período, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes virou quase um rodízio administrativo. Já foram seis trocas de comando. Agora estamos na sétima secretária: Manuela Fernandes.
Ela foi anunciada após a exoneração de Maurício Itapary às vésperas da paralisação iniciada em 29 de janeiro de 2026. A cidade esperava que a nova titular assumisse a condução técnica de uma crise previsível e grave.
Mas aconteceu algo curioso.
A secretária simplesmente desapareceu
Não esteve nas mesas de negociação.
Não apareceu nas reuniões com órgãos de controle.
Não participou das tratativas com o Judiciário.
Nenhum posicionamento.
Nenhuma liderança.
Nenhum protagonismo institucional.
Até agora, o único lugar onde o nome de Manuela Fernandes aparece ligado à SMTT é no Diário Oficial de São Luís, no ato de sua nomeação.
Agora, pouco mais de um mês depois, a cidade volta a enfrentar outra paralisação no transporte urbano. E o roteiro da prefeitura se repete: o prefeito Eduardo Braide aparece nas redes sociais, classifica a greve como “política” e anuncia novamente a solução improvisada de sempre — inundar a cidade com corridas por aplicativo.
Enquanto isso, questões técnicas continuam sem resposta. O próprio setor empresarial já apontou que o subsídio municipal estaria congelado desde 2024, mesmo após reajustes salariais e ampliação de benefícios aos trabalhadores.
Essa é exatamente a discussão que deveria estar sendo conduzida por uma Secretaria de Transportes atuante e presente.
Mas São Luís parece ter hoje uma secretaria sem voz, sem presença e sem comando visível.
Por isso a pergunta permanece: onde está a 7ª secretária da SMTT?
Porque governar uma cidade não é apenas gravar vídeos para redes sociais.
É enfrentar crises.
É conduzir negociações.
É assumir responsabilidade.
E, até agora, na SMTT, a titular da pasta segue desaparecida no momento em que a cidade vive mais uma caos.